Poemas da Terra
INSEGURANÇA QUEM ÉS TU!!!
Em uma terra onde somente o dinheiro é o que interessa, não há como prosperar e certamente a insegurança será a "matriarca"...
A prosperidade caminha de mãos dadas com a partilha e a segurança é o resultado da interação entre a comunidade.
Os lobos ladram sob a caça, se mordem como feras cada qual quer o melhor pedaço do cordeiro abatido, os abutres do alto observam a matança a espreita de uma oportunidade para também se lançarem sobre a carcaça mórbita e fétida, o pastor só tem a angustia e a insegurança a lhe assediar ...
O rebanho não reage, com pânico esquecem seus semelhantes, e os lobos fazem a festa, não a esperança pois ovelhas sem o pastor nada são, o pastor inseguro se esconde e sofre as consequências do imiscuidade.
O pastor temendo a matilha se acovarda e entrega a vigília aos lobos vorazes, que compartilham se com os famigerados abutres; aos abutres a migalha, resta somente lamber os ossos.
O caçador observa tudo inerte, nada a fazer, é necessário àquele que caça e traz a segurança as ovelhas e prosperidade ao pastor, a autonomia e a confiança ... o pastor então acaricia os lobos, as ovelhas confiam no pastor, o rebanho segue sua caminhada a mercê do algoz inimigo, a insegurança e verídica e mortal...
Nene Policia
No sertão da minha terra, a roça é meu abrigo
O sol escaldante queima, mas não me abala o amigo
Na plantação de mandioca e milho, trabalho com devoção
Nessa vida de lida, encontro minha inspiração
A morena que se foi, não é razão pra sofrer
No sertão tem mulheres de sobra, basta escolher
Perder uma morena, não é tão ruim assim
Ruim mesmo é se entalar com cuscuz até o fim
No terreiro de barro, onde o fogo crepita
O cheiro da comida caseira enche a alma de alegria
O canto do galo anuncia o novo dia
E no sertão, o amor brota com toda a magia
O cuscuz é nosso sustento, um alimento de tradição
Mas se exagerar, causa entalo no coração
Por isso, valorizo o que é essencial
O amor, a simplicidade e a vida no quintal
No sertão e na roça, eu encontro minha paz
E se a morena partir, não vou me desfazer em ais
Pois sei que no horizonte, um novo amor vai surgir
E o cuscuz, vou saborear com moderação e sorrir.
Poema Lenda do Pescador
No sul da terra, braços colhiam o alimento das águas.
Uma mulher de branco, sempre vinha à porta do pescador.
E lhe pulsava ao acenar e lhe enfeitava em redes de silêncios
Certa hora adentrou-se noite a fora a seguir-lhe.
Nunca mais retornou.
No local ergueram uma torre.
Segredam que desde então,
a luz do farol se encontra com a lua
e que o pescador se faz vento a soprar estrelas
para iluminar quem se fisga no mar, colhido de amor.
Carlos Daniel Dojja
...Te amo,
desde quando teus olhos,
como mãos encravadas a terra do meu afeto,
se fizeram raízes.
Quando o dia trouxe teu perfume
E me nasci no teu corpo,
E juntei tua face a minha andança...
Carlos Daniel Dojja
A liberdade é como um rio que se não pode represar.
Mas suas águas precisam fertilizar a terra da justiça.
Lembro de uma música escrita por Hernane da Comunidade S8 (RJ):
"Dias escuros sobre a terra. Do soluço, do choro e dos clarins."
Paz na terra
Luz na vida
Fé constante
Confiança desmedida
Música no ar
Força para seguir
Dia a raiar
Deixa fluir
NO PLANETA QUERO SÓ VOCÊ
Enquanto o Sol brilhar
A terra gira
Eu não paro de gostar de você
Enquanto o dia nascer
Em cada amanhecer
Eu tenho uma nova chance
De viver com você uma paixão
Eu não mando no meu coração
Ele te quer, fazer o quer
Pra mim não existe outra mulher
No planeta terra só quero Você
Poeta Antonio Luís
05/04/2015
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
O Anticristo
E disse-me ele: O quarto animal,
será o quarto reino de toda a terra!
E de todos os reinos será diferente afinal,
pois a toda a terra, fará ele muita guerra.
A pisará com os pés e a fará em pedaços.
Mas daquele reino, nascerão dez reis!
Um outro se levantará depois destes reinos,
e será pior que os primeiros, com as suas leis.
Ele abaterá a três dos reis primeiros,
e blasfemará do Deus do céu.
E matará os santos do Senhor, todos.
E porá as leis de acordo com o seu eu.
Ele dominará no mundo por sete anos,
E também por três anos e meio...
Mas o tribunal, não lhe permitirá mais enganos,
E lhe tirará, o que para isso ele veio.
Ele será desfeito totalmente até ao fim.
Não reinará mais o iníquo, não! Não!
Na terra não se achou lugar para ele, enfim,
O reino lhe foi tirado assim então.
Mas quer no céu quer na terra,
os "Santos" do altíssimo reinarão, para sempre!
Com Deus, não havendo mais nenhuma guerra!
E não haverá mais nenhum tempo!
Baseado em Daniel 7:23-28
Minha Terra
Coimbra, minha terra natal.
Ainda és a capital,
Do amor e da paixão.
Por isso te canto, esta canção.
Mãe das Beiras és, por bem.
Por isso minha também.
Pois minha mãe, já me deixou
De todo, me abandonou.
Por isso, oh tu cidade, de Cid Sobral!
Toma conta de mim, aqui...
Neste hospital...
Sim tu minha terra!
Pois eis que estou em ti.
Cidade, que não tens guerra!
No princípio
No princípio, criou Deus, os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia...
E sobre a face do abismo, trevas havia.
Se movia sobre a face das águas, o espírito, daquele que é vem e era.
E ele disse: Luz haja e houve luz...
E Deus se glorificou n'ela...
Porque verdade e vida produz.
Então as trevas, correm, com medo d'ela.
Porque as trevas são noite...
Mas a luz é dia...
E Deus fez assim o primeiro tempo que existia...
Deus fez tudo, com amor, eis que logo amou e amou-te.
Eis que tudo criou e originou...
Porque em mim e em ti, pensou!...
Gigantes
E muitos ventos sopraram, na terra do meu ser,
desde que esta terra nasceu, sim, sopraram,
e esta terra, quase que tanto danificaram,
ventos uivantes, do Norte e do Sul, e do Nascer,
Gigantes antediluvianos sobre mim arremessaram,
e do mar tsunamis fortes sobre mim, inundaram...
Mas o maior gigante fui eu, que me tornei de mim,
próprio muito inimigo, de agora e de antes, assim.
Então nesses de momentos tempestades, eu invoco,
o meu rei, da Judeia terra, que as do mar da Galileia,
ondas acalmou e com os gigantes, em Canaã guerreia.
E dele eu me aproximo, para vencer, todas as potestades
que contra mim avançam, com agressividades...
E recebo dele vida e força, quando nele eu toco!
Maldade
Como os humanos, sobre a terra se multiplicaram
e lhes nasceram, muitas filhas, naquele tempo.
Então os anjos caídos, para todo o sempre,
com as filhas dos homens, se relacionaram!...
Então disse Deus, não vou ter comunhão,
por muito mais tempo, com os homens!
Este é mortal, por causa da transgressão.
Destruirei a humanidade, são as minhas ordens .
Será o seu fim daqui a cento e vinte anos,
havia gigantes, na terra, filhos dos anjos,
e das filhas dos homens. Havia maldade.
A humanidade deixou Deus, de todo.
Faziam todo o mal que haviam pensado.
Só tinham totalmente agressividade!
Baseado em Génesis 6:1-5
Portugal I
Oh Portugal! Portugal!...
Eu canto-te um cântico,
Tu pátria, terra sem igual.
Terra, irmã do Atlântico.
És linda, nessa história do mar,
Ao qual, deste teu amar.
Os peixes te beijam.
As águas te acariciam.
Ventos te dão alvura,
Para caminhares, tão pura,
Nessa tua temporal história.
Até que alcances a eterna glória.
De poetas és mãe!
Eles te exaltaram,
Nos cânticos, que a teus filhos deixaram.
Sim tu oh terra de Camões...
E por outros, és cantada também:
D. Dinís, o trovador,
Te deu, louvor...
Nos cânticos, de amor, amigo, mal e bem...
Esse Lopes Fernão,
Nos conta, como venceste
Com Avis João...
Esse, que foi de Lisboa, mestre.
Com Barcas Autos, te aperfeiçoou,
Esse Gil, que ao teatro, fundou.
Bernardim, de teu sofrimento, falou.
Como o dessa «Menina e Moça» que pelo rouxinol, chorou.
Também, outros te louvaram
E o bem te ensinaram:
Damião de Góis, te escreveu.
Garcia Resende, força te deu...
Vieira Padre, nesse poder continuou...
E a teus peixes, salvou.
Tantos te amaram,
Teus feitos contaram...
Tu oh Nova Lusitania!
E filha de Espanha.
Sim tu mãe de amor!
De grande resplendor!...
Tontura
É esta a palavra à cerca de Israel, do Senhor
o que estende o céu e fundou toda a terra!...
E forma o espírito do homem, no seu interior.
Haverá uma, para todas as nações guerra.
Farei de Jerusalém, um copo, de tontura...
Para todos os povos, em sua toda volta.
Também a Judeia, estará lá nessa altura.
Jerusalém será uma pedra pesada solta.
Todos os povos que levantarem esta pedra,
com toda a certeza, que serão todos feridos.
Virão contra ela todos os povos unidos...
Mas naquele dia, os cavalos terão medo,
E os cavaleiros elouquecerão todos cedo.
Assim serão os povos ali todos reunidos!
Baseado em Zacarias 12:1-4
Évora
Quando a ti cheguei, eras linda!
Neste teu ser tão histórico.
A ti amei, digo-te terra de Diana!
Com amor que ainda por ti chama.
Às vezes até contigo sonho na minha cama,
Oh tu! Como é bom lembrar os tempos, de nas ruas,
a passo andar, ainda no muito da vida drama!
Que tu também me fizeste das muitas e tuas!
Mas fica no meu espírito, a tua recordação,
Évora, da praça do teu amigo Giraldo!
Évora da universidade e da canção.
Ainda a ti, gostava de ir, antes do dia,
da minha partida, para o outro estado!
Sim! Isso eu mesmo, muito queria!...
Terremoto
Portugal! Portugal! Terra de tantos pecados!
Aos judeus queimaste, os bens lhes tiraste.
Tantos escravos, para o Brasil os sempre levaste.
Os índios no Brasil também queimaste.
Foste contra os que da europa, a ti vinham,
com o evangelho verdadeiro que teus pais não tinham.
Mataste sábios, crentes, poetas, cientistas, profetas,
com a tua Inquisição, foram tuas iniquidades manifestas.
Ouve meu país de Afonso Henriques, este meu apelo.
Pois no século dezoito, Lisboa e Algarve morreram!
Com tão grande terremoto por isso, pereceram!
Arrepende-te então ainda, enquato podes fazê - lo,
Pois Deus te julga, ainda em pecados tantos...
Antes que sobre ti venham, mais e muitos desencantos!
Jugo
E Jesus disse, naquele tempo: Graças te dou,
ó Paí, Senhor da terra e do céu, em quem estou.
Não revelaste as tuas verdades, aos sábios!...
nem aos muito cultos, mas aos pequenos.
Sim ó pai, pois assim foi do teu agrado santo.
Todas as coisas me foram entregues, pelo pai,
o pai conhece o filho, para quem breve ele vai.
O filho conhece o pai, e o revela a todo o manso.
Vinde a mim, todos os humanos cansados...
Vós todos os do mundo, baixos e elevados,
todos vós que estais totalmente stressados!...
Eu vos tirarei, a vossa opressão, o vosso desfalecer !
Ponde sobre vós o meu jugo, e fazei por me conhecer.
Vinde a mim, para que tenhais o eterno amanhecer!
Todos
Ouvi vós terra! Este meu apelo de amor, vós todos!
Diz o Senhor, o vosso Criador, o que vos ama, muito!
Voltai para mim! TERRA, CÉU E UNIVERSO JUNTO!
Vós que sois arrogantes e vós que sois mansos!
Vós de todas as religiões, cristãs e pagãs!
vós que saíste da arca de Noé para as regiões ...!
Dizei-me: Nós fomos rebeldes diante de ti!
E por isso estamos sempre sofrendo assim!
Vós de todas as religiões, pagãs e cristãs!
Vós homens e mulheres de todas as condições!
Mancos, coxos e cegos e não cegos e sábios,
não sábios, ricos, pobres e hábeis e não hábeis!
Vós chefes das nações, reis e presidentes!
E vós poderes, que ainda estais eminentes!
Clame toda a terra, todo o universo diante de mim!
Ajuda-nos Deus de VERDADE E DE AUTORIDADE ASSIM!
Cessem os os Apocalipses, diante do Senhor!
Os meteoritos, do universo que grita em clamor!
Todo o Ser do existencial, por ti clama afinal!
Acalmem-se as Potestades e os poderes do real!
Vós homens dizei já: Vem sobre nós reinar Senhor,
Dá-nos do teu já eterno e santo sempre amor!
Vós todos Voltai para Deus o todo poderoso,
que para vós é totalmente Carinhoso...!
