Poemas Curtos de Autores Famosos
Aja de acordo com o que está sentindo. Não seja mais um, participando da farsa “eu sou feliz”. Afinal, daqui a alguns anos, você irá perceber que todas as mentiras sobre “estou bem” não valeram de nada.
(...) sinto quando termino um livro: a pobreza da alma, e esgotamento das fontes de energia.
Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? assim fiquei eu...
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 6 de janeiro de 1948.
...MaisA verdade é que Laura tem o pescoço mais feio que já vi no mundo. Mas você não se importa, não é? Porque o que vale mesmo é ser bonito por dentro.
A vida é tão contínua que nós a dividimos em etapas, e a uma delas chamamos de morte.
Tão difícil tomar as coisas que haviam nascido bem dentro dos outros e pensá-las.
Às vezes quase aproximava de um pensamento porém jamais o alcançava embora tudo ao redor lhe soprasse o seu começo.
Ela nascera para o essencial, para viver ou morrer. E o intermediário era-lhe o sofrimento.
Havia em todas elas uma qualidade de matéria-prima, alguma coisa que podia vir a definir-se mas que jamais se realizava, porque sua essência mesma era a de "tornar-se".
Vida e morte em ideias, isoladas do prazer e da dor. Tão distantes das qualidades humanas que poderiam se confundir com o silêncio.
Que Deus te abençoe e te dê uma vida longuíssima cheia de alegrias, de tranquilidade, de inspiração para viver bem, de satisfações físicas, morais e intelectuais, de tudo o que é bom e puro e lindo.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 22 de fevereiro de 1947.
...MaisQuem eu quero ver não vem e receber pessoas estranhas é uma troca insuportável.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 18 de março de 1944.
...MaisEu tinha que ficar realmente em guarda, porque minha tendência é gostar das pessoas.
Para ela cada dia tem o futuro do amanhã. Cada momento do dia se futuriza para o momento seguinte em nuances, gradações, paulatino acréscimo de sutis qualificações da sensibilidade. Às vezes ela perde a coragem, desanima diante da constante mutabilidade da vida. Ela coexiste com o tempo.
Cada ser é um outro ser, indubitavelmente uno embora quebradiço, impressões digitais únicas ad secula seculorum.
Fui interrompida pelo silêncio da noite. O silêncio espaçoso me interrompe, me deixa o corpo num feixe de atenção intensa e muda. Fico à espreita de nada. O silêncio não é o vazio, é a plenitude.
