Poemas Corpo
PARTIDO
Particípio, tão somente regular
(so)mente não, (plural)mente corpo
e principalmente: alma.
>POETRIX
Se os Teus olhos forem bons, todo o Teu corpo terá luz; se, porém, os Teus olhos forem maus , o Teu corpo será tenebroso.
Palavras de JESUS CRISTO , Mat.06:22 e 23.
Tem gente que olha uma roseira florida e só consegue enxergar espinhos..
tarde sonolenta
o corpo frio
a busca do amor
a palavra que não cabe
um clarão no céu
teu sorriso
e todos os meus desejos
numa felicidade que parece infinita.
o corpo fraco
a falta de alimento
a respiração
o calor
sem destino
vertigem
o pensamento
o medo da queda
seguir em frente ou parar?
o corpo inerte
o sono
parado no tempo
sinto a força
que me leva adiante
o grito da alma
o despertar
seguir
sou retirado do poço
com Deus transformando a tristeza em alegria
e a dor em alívio.
Vou te observar em cada detalhe
Até o suor que escorre teu corpo,
Eu queria ser ele
E deslizar sobre você
Como um sonho eterno de amor.
Muita cobrança.
O cansaço
Abraça o corpo
E mente já não suporta
Tantos pensamentos,
O dia torna-se uma tempestade
De reclamações,
Não existe motivação
Tudo fica perdido no meio do caminho
Entre a frustração e a realização.
O sono perdido
A saudade ardendo o corpo
Pensando em você longe de mim
E a sensação de solidão
São tantas lembranças
E agora só restou o vazio
De tudo que um dia já foi preenchido com amor.
Quero encontrar um lugar paradisíaco
Para descansar
O corpo, a mente e a alma,
São tantas cobranças.
Tudo dói
A mente explode
E a alma sente profunda solidão.
Grito no meio da multidão e ninguém escuta,
É só mais um
Querendo chamar atenção.
A tontura me leva ao chão
Perdendo a força do corpo
Não tenho controle sobre a dor
E arde o tempo
Fugindo de minhas mãos
Como areia na ampulheta.
O corpo cansado
A mente também
Vendo a hora de dizer amém,
Abraçar o descanso
De uma vida inteira
Carregada pelo caos
E viver o cotidiano da felicidade.
O corpo-sono
Não resiste ao sonho
E acorda
Na outra avenida
Correndo para não perder o trabalho
Que grita na mente
De madrugada
E não deixa mais dormir.
A exaustão do corpo!
A mente não suporta
Os dias difíceis...
Em busca de resultados
E ganhar o mínimo.
Perder a vida
Pelos outros.
Em cada esquina
Uma dor diferente
Com caminhos tortuosos
E não temos escolha,
Andar pela contramão
Nessa intensa confusão
De egoísmo
Que nos afasta um do outro.
Escrevo de olhos vendados
Na imensidão do ser,
Mãos amarradas ao corpo
Vontades que ficam no caminho
Entre perdas e ganhos
Vou tecendo sonhos
Como se não houvesse amanhã.
ANA SÍLVIA
o mar engoliu seu corpo,
numa manhã dominical,
o mar lambeu seus desejos...
o mar comeu seu sonho...
o mar bebeu suas paixões...
o mar levou seu olhar
cheio de promessas...
a primavera de um porvir
cheio de flores...
o mar também se apaixonou
e fez mais uma sereia...
BRISA SUAVE
Quando o fogo consumiu
O corpo de Joana D’Arc
Uma brisa suave soprou
Para aliviar todos os espíritos,
A dor de todas as almas,
Que viram suas glórias
Nos campos de batalhas...
Aquela cinza se espalhou
Sobre o solo francês,
Germinando bravos guerreiros...
Sua espada brandiu em outras mãos,
Venceram outras batalhas,
Fazendo surgir uma França
Justa e gloriosa...
MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...
ah, mas se eu sonhei demais
não foi só culpa minha
seu corpo fomentou a minha fantasia
e se eu quis ser feliz perdoa
nunca mais vou sonhar assim,
nunca mais vou querer ser feliz
nunca mais vou pensar
que a vida pode ser boa
AÇUCENA
Um dia eles se casariam,
Mas o rio levou seu corpo
E das rosas que ela colhia
Às margens do rio
Germinou açucena...
Ele ficou tão triste,
Que virou poeta
E quando morreu
Transformou-se em beija-flor
E sai as margens do rio
Beijando as flores,
Procurando Açucena.
