Poemas com Rimas de minha Rua
onde está a virgula
na rua to na virgula
onde vir agulha
prata, bigode, dinheiro, nome
choro, doença, morte e fome
essa e a diferencia
entre o branco o preto
e o que o corrompe
Sou de casa.
Ela é da rua.
Sou dos livros.
Ela dos amigos.
Sou da cozinha com café quentinho.
Ela é da sala, som e copo na mão.
Sou do inverno, roupa quente e vidraça molhada.
Ela é sol, praia e poucas roupas.
Sou do seguro.
Ela é da aventura.
Eu sou dúvida, questiono.
Ela é certeza.
Sou do simples.
Ela é do diferente.
Sou da semana.
Ela é da sexta ao domingo.
Sou do canto, do discreto.
Ela é do centro.
Eu e ela, a prova que o amor adora aprontar e juntar o que não tem nada a ver.
Eu tenho medo de exatamente tudo
Medo de atravessar a rua
Medo de sair de casa e nunca mais conseguir voltar
Minha mente é uma grande fonte de medos
Mas eu não tenho medo de te amar
Eu acho que é a única coisa que não me transmite medo
Te amar é complicado, mas eu aprendi a amar essa complicação
E te amar também é agonizar, morrer um pouquinho com cada problema
Mas nunca me trará medo
Pois é a coisa que me deixa mais segura
E me faz sentir viva
É um sentimento cheio de outros
É algo único, mas com tantas coisas enraizadas
Amar é amar, mas é uma mistura de vários sentimentos; que derivamde um só.
Eu agradeço por me deixar te amar
Eu agradeço por ter ocupado o lugar da dor
Logo que você chegou, ela saiu.
Olhando o céu eu posso murmurar e pedir que esteja bem
Pois se eu pudesse, estaria ao seu lado o tempo que fosse
Uma vida inteira é pouco para agradecer sua estadia aqui
Eu só quero dar meu máximo
E poder me exceder, poder ajudar do mesmo modo que fui ajudada.
Eu só queria ter a receita para fazer a sua dor ir embora
Eu só queria poder fazer você crer que:
Não há ninguém nesse mundo igual a você; você é único na sua particularidade.
Você é mais forte que raiz de árvore
E por falar em natureza,
Tu és uma paisagem como tal.
Tem o cheiro das flores
A força das raízes das árvores
A voz dos pássaros
A segurança de estar em um lugar tão bom
E a pureza que me deixa tão à vontade.
Eu quero que tu tenhas a mesma disposição das abelhas
E vá ser doce como o mel delas
E não se deixe cair por tão pouco
Eu queria que tivesse noção do quão especial é para todos
Eu queria que você ficasse bem por uma vida inteira
E além de todos os desejos
Eu queria que você quisesse o mesmo...
MUDADO
N'aquela antiga rua,
quase tudo mudou...
Mudou, novos, mudou velhos
os rabiscos nas paredes
mudou cadeira de balanços
e os cabides das velhas redes.
As cores cheias de mistérios
os palavras dos homens sérios
os olhares dos transeuntes
algum mudou para longe
outros para o cemitérios.
N'aquela rua...
As portas e as janelas,
mudou, mudou os passos d'ela...
Os postes das velha calçadas
o jeito das falcatruas
e as velhas saias rodadas.
Os brinquedos das meninas
bonecas e as cordas puladas
o carrossel da vida e da sina
Os brincos da molecada
e as magias de todas as fadas.
Mudou a musica ouvida
o riso da gargalhada
as manobras mais queridas
para o rumo antigo do nada.
Antonio Montes
Aquele casal na rua
se beijando,
se abraçando,
se amando,
me lembrou você.
Estavam tão apaixonados,
tão provocantes,
tão envolventes,
tão sorridentes,
.
As pessoas passavam,
olhavam,
cochichavam,
condenavam,
eles nem ligavam.
Aquele casal na rua era diferente,
estavam contentes,
estavam felizes,
amigos-amantes.
Visões
Será normal eu ver um casal na rua e eu ver-me a mim e a ela no lugar daquele casal?
Vejo-me a mim e a ela abraçados a trocar pequenos mimos.
Pequenos toques na cara e pequenos carinhos no cabelo.
Se isto não é amor é o quê?
Saudades da minha princesa...
Perdi a placa dianteira do carro ao passar por uma rua alagada pelas chuvas de março.
Foi na rua Virginópolis, esquina com Abel Cabral em Nova Parnamirim próximo a BR101 sul na Grande Natal-RN. O alagamento era Dantesco, mas resolvi arriscar. Era cedo da manhã do dia 29 de março 2018, chovia muito e depois que se entra em alagamento não é possível retroceder, manter a aceleração e torcer para tudo dar certo. E deu, mas a placa ficou e nem vi. O motivo principal para a placa cair é o fato de que a água exerce uma forte pressão na parte mais baixa do carro fazendo com que se quebre ou solte o parafuso da placa dianteira onde acontece todo o repuxo. O alagamento tomava conta de mais de 50 metros da rua que fica numa baixada exatamente onde está o Condomínio Renassence, 58,com vários majestosos blocos de apartamentos. No dia 31 voltei àquela rua na esperança de encontrar a placa. Não tinha mais água e nem parecia que houve alagamento. Resolvi parar diante do Condomínio Renassence e perguntei pelo interfone se por acaso não haviam visto a placa do meu carro na rua após a água ter escoado. Para minha surpresa a moça que atendeu disse que um servidor do Condomínio havia coletado cerca de 30 placas de carros que foram arrancadas pela força da água em frente ao Condomínio. E lá estava a minha placa, digo a placa do meu carro, PXV5925, inteirinha. No momento havia exatas 21 placas de automóveis que se arriscaram em passar no alagamento. Achei fantástico. Alguém se preocupou em recolher todas as placas que estavam no leito da rua e guarda-las cuidadosamente a espera que o dono acredite nesse milagre urbano e venha busca-la. Foi na páscoa. O ressuscitar da fé.
O mundo entre o mundo
Andando pela rua, olhando as pessoas de um lado para o outro, correndo, devagar e ate mesmo parada, em que mundo eles estão? Até nos mesmos aonde que chegamos? Viajando pelos pensamentos, pelos planos a qual tentamos encarar no dia-a-dia, seguindo para o trabalho ou ate mesmo fazendo uma pequena caminhada.
Desconhecidos pelo caminho e estamos no mesmo mundo, saber que cada pessoa vivi da forma a qual nem imaginamos chegar, uns chorando por dentro, outros com explosões de felicidade, pensar que o nosso mundo é o mais problemático em tudo, que ninguém entende o que passamos o que sofremos ou ate aonde iremos, mas o mundo do próximo também como esta?
O mundo próprio, o menos explorado pelo outro, a qual ninguém sabe o que esta acontecendo, o que vivi nesse mundo tão confuso, explorando a cada dia, a cada momento e sempre novas descobertas para nós mesmo.
” Nesse mundo de ilusões onde passamos nossos dias
Não posso ser quem eu sou!
Minha vida se confunde meio a cenas vazias
De ódio e de amor
Onde se convence o povo a comprar o que não precisa
Meu Deus, onde é que eu estou?”
Saudades só faz doer nesse mundo de saudades onde nós
Só nós sabemos, só nós conhecemos!!!
Jonatas Ladislau
Um mar de epiléticos
Você bem que podia morar do outro lado
Da calçada, da rua ou do bairro,
Para que sempre que eu quisesse te ver
Pudesse piscar os olhos e olho no olho estaria eu diante do teu ser.
Poderia até dançar esse jazz, quem sabe da noite fazer cartaz para avisar a saudade que ela não mais vai vencer... Mesmo diante disso eu confesso que a vontade é mar de epiléticos nadando com força nesse viver, sentir tua saudade, até que é boa, por isso te faço essa garoa de palavras que samba entre eu e você.
QUASE QUASE
Tão perto do morro
tão perto da lua
o urro do lobo
os passos na rua.
A cara pintada
o passo a mímica
fictício a risada
truque d'essa vida.
A bola no campo
a água a cacimba
o pote o quebranto
o peso da moringa.
O vulto da noite
enchendo de pinta
o amor e o açoite
a moeda tilinta.
Antonio Montes
Meus olhos são loucos
Descarados
Jogam charmes
No ar
Em qualquer rua
Se entregam
Metem medo,
São doidos
Pirados !
10/04/2017
O doador.
Havia um doador,
Na rua da saudade.
Doando sementes de sorrisos;
E também de amizade.
Doava toda sorte de sementes,
Para adultos, idosos e criança.
Tinha sementes de sonhos,
E também de esperança.
Infinito era seu amor.
Tamanha era sua bondade;
Suas palavras eram sabias,
E cheias de verdade.
Passei em sua casa;
Tinha muita gente para atender.
Ainda tinha muitas sementes.
Para receber, só tinha que crê.
É doador simples e fiel;
Cheio de amor e de luz.
Nasceu em uma manjedoura;
Seu nome é Jesus.
Como uma noite fria, vazia e boêmia;
Passando Rua em Rua sem nomes
Sem endereço de destino
Remoendo meus algozes
Discrente da vida, do mundo
Solitário em meio à imensidão.
À mera o nada
Tudo me faz de desdém.
Solidão pérfida
Inimiga
Árdua, êrmo!
Tem longevidade
E só resta ser ufano.
Estava andando na rua. Havia me atrasado para a aula, novamente. Os problemas me consumiam por dentro: contas para pagar, problemas de família, crises existenciais...
Até que tropecei na calçada. Balancei, mas não caí. Resmunguei e olhei para o céu. Parei.
Fiquei ali olhando como tudo era belo. O céu azul anil, as nuvens brancas que, se prestasse muita atenção, formavam o desenho de um cachorrinho. E naquele instante eu pedi perdão e agradeci, pois, mesmo com os problemas, eu sabia, eu sentia, que não estava sozinha.
UNIVERSO CEGO
Existe um universo perdido
no entroncamento d'aquela rua...
na faixa... Estrelas cintilantes
piscando cores, minhas e suas.
Vermelho, pare... Atenção!
Amarelo, consciência...
Verde, pulsar de coração
passos para vida intensa.
Existe um universo perdido...
Alem d'aquela esquina
janelas, portas abertas bandidos
na placa, uma frase que rima.
Aglomeração do outro lado
copiando impedimento
o mundo esta fadado
com esquema fraudulento.
Existe um universo perdido
no mundo em que vivemos
viríamos se estivéssemos vivos
observando a verdade e vendo.
Antonio Montes
Criança
Criança que brinca na varanda, na casa ou na rua,
Sua imaginação voa do chão ao espaço,
Imagina carro, avião e dinossauro,
Tudo que imaginar parece real,
Sem se preocupar com nada,
Corre, pula, deita e rola até tardezinha,
Quem é? Mamãe chamando para entrar,
Amanhã é dia de brincar.
ALPENDRE
Do alpendre...
Uma lua, uma rua
a brisa da noite se estende
... E as recordações se entendem
com todas saudades sua.
A quanto tempo ficou!
A corda que voce pulava...
Os sorrisos e o anel da noite
que pelas mãos, inocentes passava...
Aquele primeiro beijo...
Dado com tanto tremor!
Depois do temporal da chuva
o arco-íres e suas cores
em meio a ciranda da roda...
Trazia, jardins e amores.
O sonhar com tanto amar
propagava-se cantando versos
o tempo era de cirandá
os versos, eram de confesso.
Hoje, d'aquele alpendre
a lua te faz recordar
d'aquela infância encantada
que encantou-se no tempo
levando-te, sem avisar.
Antonio Montes
Chovendo na rua estava
Sem querer sair, fiquei parada
As lágrimas da vida, já se encontram acabadas
E em outras faces começava
Com o corpo molhado e frio
Procurei abrigo
Na esquina da estrada sem nada
Uma sombra se tinha
E um bar sem vida se erguia
Pedindo uma dose
Meu sofrimento se esvazia
Encontrando um par de olhos
Sem saber oque diziam
Percebi um amigo antigo que me via
Num simples gesto sorri
Decidindo tomar mais uma dose
Aquela dose, aquela dose de amor
Que nem um velho Whisky
Resolveria.
ELA É ASSASSINA DO AMOR VII
No meio da rua existe uma pedra.
Tentei retirar mas não consegui
Se pudesse te encontrar novamente
Tentaria dizer o quanto é importante
Mesmo distante como num sonho bom
Se encontrasse você gostaria que soubesse
O quanto sofri;
Mas você é assassina do amor
Tentei não adiantou
Agora sonho acordado
Se um dia verei você acordado
Pois nos meus sonhos você está sempre
Ao meu lado
Minha anima
Sustento uma lágrima contida
Provoca minha ira
Dias de trovão eu passei
Mas não passaram mais…
…em meus pensamentos.
