Poemas Bonitos

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O sonho é o nosso modo
de caminhar sem o corpo.

O corpo pouco nos leva:
somos nós que o arrastamos.

Queremos ver mais que os olhos,
ouvir mais que os ouvidos,
e exercer a onipresença,
em qualquer lugar do mundo.

Você magoa uma pessoa que você ama.
Você pede desculpa, pede perdão!
Mas ela resolve te magoar de volta...
Será que é por vingança? Não sei!
Só sei que, no final das contas, você não pode se sentir injustiçado,
Você tem que aceitar... porque ela tem direito.
É assim que funciona...



toda vez
que fizer frio
você será menina
buscando calor
em mim
cada vez
que eu me fizer frágil
serei menino
buscando seus braços
para fortalecer

Doçura.

Eu não suporto imaginar
Que você não vai voltar
E que os dias vão passar
E a saudade aumentar

Mas eu quero te dizer
Que eu espero por você
E que nada vai fazer
Eu te esquecer

De viajar eu sempre gostei
E nelas eu sempre encontrei
Pessoas que admirei
Mas por você me apaixonei

E eu crio poesias
Expressando a alegria
De ter conhecido um dia
A tua anatomia

E a felicidade é saber
Que eu posso te ver
E te dou prazer
Mesmo se tocar em você

Eu te peço minha paixão
Que não alimente ilusão
Que tudo isso não seja em vão
Para não magoar meu coração

Mas se esse sentimento acabar
Eu não vou lamentar
Pois viver é arriscar
E não deixar de sonhar

Saiba que tem onde ficar
Quando minha cidade visitar
Aqui há alguém com quem contar
Uma amiga pra sempre lembrar.

O que chamamos de real é o nosso relacionamento com os outros, a experiência comum, a vida partilhada. A essa fase de nossa mente denominamos de consciência.
O sonho é, também, um tipo de consciência que não resulta inteiramente das nossas relações com o mundo exterior.
A consciência vigílica nos dá o ser social. A consciência onírica nos dá um ser ina-
preensível pelos padrões da consciência vígil.
O que é a alucinação, senão um conteúdo onírico objetivado? O sonho não é apenas a explicação simbólica dos nossos recalques: é uma atividade autônoma da mente.
Não será a loucura um sonho de que não se acorda? Um sonho com a aparência de vigília? Os hipnotizados também dão a impressão de que estar conscientes das coisas que os rodeiam.
Vigília é a vida psíquica seletiva. O sonho, parece-nos, é vida psíquica total. O fluxo psíquico entre as mentes parece incessante e a vigília nada mais é do que uma interrupção desse fluxo. O nosso eu é uma perturbação desse processo psíquico total.
Observou-se que o estado de plena vigília não dura mais que um minuto ou dois por hora. Assim, as nossas distrações ou "fugas" da realidade externa são mais freqüentes do que pensamos. Há pessoas que, por deficiência da censura ou controle do ego, permanece, por tempo muito longo, no mundo do sonho. A sua vida vigílica se torna, assim, um hiato no seu universo onírico.
Há um universo psíquico paralelo ao universo físico. Uma forma de percepção que não recolhe seu material do mundo físico, embora manipule com os dados desse universo. Contudo, as experiências do mundo psíquico nem sempre coincidem com as do mundo físico. Há um outro eu, movimentando situações e pessoas que não conhecemos na vida vigílica.

Hoje me perdi nas lembranças.


Não foi distração.
Foi mergulho.


Mergulhei nas versões antigas de mim
na menina que acreditava demais,
na mulher que suportou em silêncio,
na que quase desistiu,
e na que decidiu ficar.


Algumas memórias ainda doem.
Outras me aquecem.
Mas todas me construíram.


Perder-me nelas não foi fraqueza.
Foi reconhecimento.


Porque toda vez que volto ao que fui,
entendo com mais clareza
a força de quem me tornei.


Se quiser, deixo um título à altura desse mergulho.

A única coisa que eu queria agora
era colocar a minha mente no modo não perturbe
e desativar os sentimentos,
só por um instante.


Silenciar esse barulho dentro do peito,
deixar o coração em repouso,
como quem fecha uma janela
para que a tempestade passe lá fora.


Não para deixar de sentir para sempre,
mas apenas para respirar um pouco
sem o peso de tudo que transborda.


Porque há momentos
em que a alma só precisa
de silêncio
para não se partir. 🌙

Reflexiva — porque penso antes de me entregar.


Profunda — porque não sei viver na superfície.


Contida e moderada — porque aprendi que nem todo sentir precisa ser alarde.
Mas intensa…
ah, intensa quando se trata de amar.


Não amo pela metade.
Não fico onde não posso florescer.
Não ofereço o que não sou.
Posso parecer calma por fora,
mas dentro de mim o amor é mar cheio
não faz barulho à toa,
mas quando decide tocar a margem, transforma.


Faz parte de mim essa dualidade:
a serenidade que observa
e o fogo que aquece.


E talvez seja isso que me define
não a intensidade isolada,
mas a consciência com que escolho onde depositá-la.

Hoje me perdi nas lembranças…
e, por um instante, não quis me encontrar.
Voltei a lugares que já não existem como antes,
revivi vozes que hoje só moram no silêncio,
toquei ausências que ainda sabem o meu nome.
Há memórias que abraçam.
Outras apertam.
Algumas ensinam.
E todas, de algum jeito, nos lembram de quem fomos.
Hoje eu me perdi…
mas talvez tenha sido só a alma visitando
as versões antigas de mim
para ter certeza
de que sobrevivi a todas elas.

Faz parte de mim ser
mesmo quando o mundo exige que eu me molde.
Ser inteira nas minhas falhas.
Ser abrigo quando o dia pesa.
Ser silêncio quando a alma pede recolhimento.
Faz parte de mim não caber em rótulos,
não diminuir minha intensidade
para que caiba na medida do outro.
Ser, para mim, é resistência.
É escolha diária.
É coragem de continuar sentindo
mesmo quando sentir transborda.
E se há algo que aprendi,
é que deixar de ser
nunca foi uma opção.

Pessoas de duas caras são como JANUS, ou só lembram do nosso passado para nos acusar ou só olham para o nosso futuro para impedir que cresçamos. Mas se esquecem que vivemos no presente e é aqui que nos aprimoramos e amamos.

12/08/2014 - 01:24

Eu desejo sua presença, mas você não deseja estar, então vou só.
Eu desejo sua presença e você está, mas não está de alma, então prefiro que você não esteja.
No final das contas você nunca está, então não esteja... na minha vida.

Quanto mais negras são as trevas, mais brilham as estrelas.
O amor é como o sol, está sempre brilhando, embora nem sempre percebido.
A noite uivam os lobos, pela manhã os pássaros cantarão.
O sonho é o vento, a atiçar a cada momento, o fogo da conquista.
São nas trevas negrejantes que a luz faz o seu brilhar.
O que o coração não sente, os olhos não choram.
Quando trilhares o caminho do amor, então terás trilhado o caminho da verdade. O amor pode não enxergas todos os motivos, mas atinge ao objetivo, que a verdade, sem o amor, não pode atingir.
Condenar é humano, perdoar é divino.
Todas as barreiras são palhas para as chamas de um grade amor.
É no meio de areia e pedregulhos que se encontram diamantes raros.
A felicidade nasce nos caminhos do coração, quando não deixamos pedras de mágoas nos impedirem de amar.

⁠Incrível como as coisas acontecem do nada em nossas vidas, como pessoas saem de nossas vidas do nada, mas é incrível também como as pessoas surgem, chegam do nada e algumas ficam e consegue te mudar por interior, seu jeito de ser, de pensar, de agir, seus atos, sonhos e planos, e o mais incrível, consegue mudar seu sentimento.
No mundo somos um grupo seleto de pessoas, nas quais você nunca poderá escolher quem vai ser as que vão ou as que ficam, muito menos as que entram ou as que saem em sua vida, mas, as vezes aparece alguém e você pensa que talvez será só mais uma qualquer que chegou, até você se dar conta de que tal é diferente, quando mesmo que de longe você se sente bem só por trocar mensagem com a pessoa, quando você vê que seus pensamentos já não consegue ser em outra coisa/pessoa, quando a pessoa vira sua notificação preferida, quando você simplesmente quer poder dar somente um abraço nela, quando a pessoa vira o motivo do seu sorriso diário, aí talvez já pode ser tarde demais para tentar que não seja um sentimento forte, diferente.
Quando você se dá conta, talvez já era, a pessoa já conseguiu mudar até o sentimento.
A pessoa já se tornou um ser incrível pra você, quando você se dá conta, você só sabe falar dela, só pensa nela e mais nada.
Daí talvez não haverá mais uma solução que não seja se entregar.
Enfim, é incrível como as pessoas se transformam em seres incríveis em nossas vidas e fazem de nós seres incrivelmente apaixonados.

Por causa dos nossos olhos
O mundo é cheio de cores.
E por causa dos ouvidos
O mundo é cheio de sons.
Se as pessoas, de repente,
ficassem cegas e surdas,
o mundo teria cores,
o mundo teria sons?
Quem o testemunharia?

A visão é maior que os olhos:
o real é mais do que o visto.

Os olhos nos prendem à vida,
que é nosso modo de ver.

Na morte, a visão são olhos
de ver em outro lugar.

Há algo imóvel,
que move tudo.

Há o vazio
em todas as coisas.

Há o silêncio
por trás de todos os ruídos.

Há uma essência
comum a todos os seres.

Há o imortal escondido
em todas as mortes.

Há o eterno disfarçado
em todas as aparências
do transitório.

A carne é sonho transitório.
Quando dormimos, voltamos
à nossa essência onírica.
Quando morrermos, seremos
o sonho definitivo
que, um dia, foi homem,
que pensava ser real.

Só os mortos não mudam.
deserdados do futuro,
exilados do presente,
são imagens estéreis,
que não mais se reproduzem.
Só os vivos são férteis,
gerando suas imagens
constantemente no mundo.

O escritor é um médium:
vive vidas não vividas,
personagens que não foi,
memórias alienígenas,
lugares que nunca andou,
dores e amores vários,
o que nunca sofreu ou amou,
tudo escorrendo do braço
para a mão que psicografa
o que jamais escreveu
ou que sentiu ou pensou.

Criação ou adoção
o que escreveu como seu,
filho que nunca gerou?