Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Alma poética
Quem seria o poeta se não falasse da vida?
De que serviria seus lamentos e suas alegrias?
O poeta é a caneta de sentimentos,
Sua tinta são seus pensamentos.
Por ventura poderia
O poeta parar de amar, pensar e agir?
Por ventura poderia o poeta não ter implementos?
Quem sabe a poesia exista
na alma cheia de avarias.
Quem dera o poeta soubesse o valor.
O valor de cada palavra escrita sobre sua alma.
O valor de seus sentimentos sobre a folha,
sobre suas escolhas que vão além da dor.
Espaçamento
Outrora sou, fui, serei.
Poeta, filósofo e rei.
Não soube, não sei, nem saberei
o que o amanhã me reserva.
Querendo ou não,
Vivi, vivo e viverei.
POETA AUSENTE
Parei de escrever!
Não porque deixei de ser poeta
Ou por ter ido embora a inspiração.
Simplesmente parei com aquela tal emoção.
Talvez a minha loucura expressa no papel
Já tenha vida em um papel verdadeiro
Interpretado por um encantador de almas.
E convenhamos-nos, ele encanta muito mais que eu.
Aquela angústia que dedico à vida
Deixou de ser angustiante,
Naquele instante,
Em que murmúrios estrondosos cobriam
O choro que corria pela face trêmula de uma criança.
E sobre o amor perdido,
Cessei a escrita por ele
Logo após descobrir que o perdido era eu
E que ele encontrara o não correspondido no caminho.
Oh poeta sofrido,
ergue-se deste abismo profundo,
Escapa desse amor que te aprisiona, queima e sufoca,
Pois a maior maldição reside na paixão inscrita.
Oh poeta sofrido,
descansa em um colo acolhedor,
pois a escuridão já se dissipou com o meu abrigo.
Oh poeta sofrido,
não te deixes definir pelo sofrimento,
Emancipa-te do vínculo que te aprisiona e consome,
Que a liberdade seja tua maior conquista
permita-se encontrar paz no silêncio,
Nos braços do desapego, encontre o consolo.
O sangue do pintor, tinta nos quadros a fluir,
Do poeta, versos encantados a reluzir.
O cantor, alma em canções que desafiam o tempo,
O ator, entrega em cada cena, em todo momento.
Para o caminhoneiro, cada quilômetro rodado,
Ao boiadeiro, cada gado passado.
E para mim, mero pensador, a cada mensagem concebida,
Que se forma em pensamentos, numa jornada colorida.
Assim como cada profissão tem sua arte,
Cada gesto, cada esforço, em nós se parte.
Somos todos artistas, em nossa própria maneira,
Expressando a essência da vida, a verdadeira riquezapassageira.
Muito prazer me apresento...
Thiago Lima Pinheiro!
Poeta, escritor, músico, grafiteiro,
Trabalhor, pai de família
Carrego peso o dia inteiro
Nasci com o dom , tenho talento
Mas só me chamam de maconheiro...
Enrolo a seda e boto fogo
Em todo o seu preconceito
Na sua visão, vilão dos sonhos
Caminho em seus pesadelos.
Trafico rima em poesias
Acusado ou suspeito???
De libertar a minha Alma
Aprisionada sem contexto
Pra quem esperou minha queda
Se contente com um tropeço
Na ponta da minha lingua
Afiado é os argumentos
No doce dos seus labios
Senti o gosto do veneno
Se não me mata... me engorda!!!
Deu pra notar meu sobre-peso?!
Sobre o peso das palavras
Se minhas letras são pesadas
Eu vou juntando varias frases
Pra pesar uma tonelada
Quero ver quem que aguenta
Pelo menos uma estrofe
E se for com um verso só
É cla-ssi-fi-cado monóstico
Que seja dístico, terceto, quadra ou quintilha...
Quem tem versos isométricos
Versa na mesma medida
E sangra as linhas ....Da minhas rimas,
Essas feridas ....não cicatrizam
Que seja internas ou emparelhadas
As vezes oposta ...Muito alternadas
Chora o poeta... Sonoridade
No seu olhar.... musicalidade
Quando escreve ... embala o ritmo
Pra decifrar o meu algoritmo
Olhar perplexo de ser ambiguo
Que seja dito e sempre escrito
O seu soneto tá narrativo
Recite a trova se põe a prova
Nos rodapés estão escondidos
Meus pensamentos dissertativos
Nosso haicai é mais que literário
Momento épico que seja lírico
Antes que o nada fosse poético
O nosso tudo será profético
E assim apresento meu universo
Multisilabico e sempre eclético .
Thibor
(Thiago Lima Pinheiro)
POETA DA TRAGÉDIA
Se sente mal?
Fez algo mal?
Ou apenas está se sentindo sozinho, confuso, procurando o caminho...
Querendo encontrar os amigos
pra trocar umas idéias e soltar uns risos..
Implorando atenção, de alguém
Que atende só aos pré-requisitos...
Ser realista!..
Provoca buxixo
Será que eu sou o próximo da lista ?
Arrisco
Ser verdadeiro te torna um "ser esquisito"
Terás um alvo nas costa...
outra marcada em algum canto escrito
Do risco no muro, ao assento do busão
Vejo relatos e fatos de solidão
Escritas e simbolos de dias de glória
Das faces, das vozes dos dias de luta
Nessa fuga...
Me livrei de vários estilo sanguessuga...
Daqueles que vc da o braço...
Ele leva sua mão,
E ainda rateia suas blusas...
Mas ...mesmo assim
Ainda te taxa de ser egoísta
O Poeta da tragédia
Sai em busca de plateia
Pra satisfazer sua alegria...
E nem ao menos, olha no espelho
Aquele ser maléfico
Com pensamentos negativos.
Que distorce a realidade
Recria liberdades de uma prisão sem juízo.
Poeta: Thibor
O poeta se faz entender,o poeta se faz falar, sentimentos reprimidos ele consegue expressar.
Nesse dia do poeta como poder declamar o sentir de uma alma que simplesmente sente e se faz presente.
Versos envolvente!
Sentir inexplicáveis!
Essa alma é tão pura que se evidência com pouco falar, será a nostalgia, ou quem sabe o amor? Mas é alma que exprime com grande sentir o quem vem de um pensador.
Poesias Islene Souza
Essa loucura em ser poeta, poeta que sente, poeta que ama, poeta que seduz poeta que vive.
Poeta que faz a diferença!
Poeta que reluz!
Poeta que diz o que seu coração deseja,mas que você é insegura para dizer.
Essa alma de poeta que transcende o entender, ele simplesmente absorve a energia do seu momento e transcreve o seu querer.
Poesia de Islene Souza
"Do que vale o poeta ter mil canetas e ideia alguma?"
"Do que vale o pirata, rodeado de baús, se em nenhum há ouro ou jóias?"
"Do que vale o coração do homem, repleto de riqueza e escasso de amor e compaixão?"
"Do que vale a vida, coberta de momentos, se em nenhum dedicarmos a Deus?"
Eu virei poeta por você
E você, virou poesia
E agora você é, somente pó
Só restam as cinzas
De uma chama que se apagou
Que se afundou
Em lágrimas
E hoje, me sinto só
Mas já sabia que iria
Sabia o que estava a mercê
O poeta que fez da cachaça sua inspiração
Tem em seu copo vazio a certeza de muitas memórias
Sejam elas tristonhas, alegres, inventadas ou verdadeiras
Mas acompanhadas sempre da Cachaça Nogueira
À medida que se esvazia o copo
E a franqueza toma conta da conversa sobre a mesa
Revela-se feridas do passado, seus medos e suas incertezas
E sobre a mesa já se foi assim, meia garrafa de Cachaça Nogueira
Não há pressa em ir embora
E junto aos novos e velhos amigos, ouvindo e compartilhando histórias
Percebe-se que de garrafa vazia e mesa cheia
É hora de pedir ao garçom: - Traz mais uma garrafa de Cachaça Nogueira!
E a cada letra cantada uma recordação que faz partir o coração
E logo o violão decide fazer parte da conversa
Ouvindo músicas de Fagner, Belchior e João Bandeira
Me fazendo tomar mais uma dose de Cachaça Nogueira.
E como o pedido final, um brinde ao nosso encontro
É hora da despedida, mas o meu pedido em meio a essa tristeza
É que nunca nos falte na mesa de bar: Amigos e Cachaça Nogueira.
O poeta fala sobre aquilo que sente ou sobre tudo que vê. Externa suas emoções e, ao mesmo tempo, esconde-se no anonimato de suas incertezas.
Fala sobre alegria, dor ou tristeza.
Não há tema específico, tudo ao seu redor vira rima, versos e poesia, encanta-se a cada dia.
Vendo a vida acontecer, embora saiba que seja efêmera como uma vela.
Para um poeta, ela sempre será bela.
fórceps
garça força a saída do peixe;
dentista, a saída do dente;
poeta, a saída do verso;
inclusão, entrada forçada;
este mundo
nem me ouve,
nem se abre,
só a sabre
penetrei.
QI de poeta
Unidade de medida
Mente fechada
Uma fachada
Burro é quem se acha esperto
Vocês vivem de lema
Eu de poema
Olhe pro teto
Pense no mundo
Olhe pro mundo
Pense no teto
Esteja aberto
Ao olhar de poeta
Da água pro vinho
Que hoje me completa
Poeta ||
Poema
Colirios pros olhos
Acordo
A delirios
Por tema
Mas não me julgue
És minha obra prima
Um simples poema
Não tema o poeta
Que nas linhas carrega
Esta vida difícil
Preso em canil
Cachorro no cio
Poeta ausente
Em versos soltos
Escreve oque sente
Preste a morrer
So poderá ler
Oque seu coração escrever
Mente embaralhada
A mulher casada
Pensa o poeta
Com mente sedenta
Eduarda Vitoria |
Da pele intrigante
Olhar arrogante
Ao cabelo deslumbrante
És poeta
Mas não se engane
Não és idiota
Sabe oque sente
Não mente em versos
Da beleza completa
Espero que esse humilde poeta
Chegue aos pés dessa bela poeta
Ao te olhar percebi
Que seria impossível julgar
Teus poemas perfeitos
Menina poeta
Mente aberta
Da beleza oculta
Ensine este humilde poeta
O segredo de teus versos
De C.H para E.V
Descrevendo você
Todo poeta escreve sobre alguém,
E eu escrevo sobre você,
Eu sem você, seria um ninguém,
E sem teu olhar em minha vida,já não teria mais porquê.
Nada teria importância sem o teu olhar,
Tudo se tornaria fútil e vazio,
Porque sem ele, já não saberia mais amar.
E sem amor,eu estaria sozinho.
Tudo na vida tem um porquê,
E porque eu te amo tanto?
O problema está em você,
Que possui inúmeros encantos.
Simplesmente não consigo explicar,
Esse porquê de tanto lhe amar,
Não sei onde isso irá chegar,
Mas,torço para nunca acabar.
Às vezes me desconcerto e me inflamo.
Com esse teu jeito meigo de pensar,
Reconsidero e jamais reclamo ,
Porque nasci para te amar.
Jeito doce e paciente,
Simples como criança inocente,
De mulher sabia e benevolente,
Jeito que encanta muita gente.
Descrevê-la na íntegra, sem chance,
Impossível inúmeras qualidades relatar,
Eu não preciso de revanche,
Para provar a minha forma de amar.
Lourival Alves
