Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Ancoradouro da própria psique,
Raivosa oferenda da abstração,
Quimeras autênticas,
Genuína fixação.
Entre Harpas e Farpas
Estalactites flexíveis,
Pontando insólitas,
Vigas maleáveis,
Figas eólicas.
No princípio ouvia-se
O dedilhar das harpas,
Ao término retiro
O resquício das farpas.
Entre Harpas e Farpas
Me contento em Zarpar,
Numa remota intempérie
Me atrevo aportar.
Ancoradouro da própria psique,
Raivosa oferenda da abstração,
Quimeras autênticas,
Genuína fixação.
Flexivelmente Ortodoxo,
Entre Harpas e Farpas,
Meu paradigma é um paradoxo.
Pregados na coluna dos classificados,
Prezados profissionais liberais amordaçados,
Entregues ao pseudo-ego.
ID (ota) é aquele que acredita
Que arbitra sua imprópria existência,
Sua própria inexistência insiste em não ser nada.
Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.
Fundada
Entre as montanhas de Bítrio
E ladeada
Pelo grande lago da Batávia,
A exatamente 13 léguas
Da Península Bubabote.
Ali encontravam-se
As mais belas maravilhas
Do extraordinário território de Bronkelônia.
Ass. O Último Albatroz da Baía de Betúnia
O Último Albatroz da Baía de Betúnia
Além do extremo Sul,
Aproximadamente próximo
Da região Norte,
Cercado pelos antigos
Charcos ensopados
Do meridiano,
Localizava-se
A província
Dos Labatutes.
Fundada
Entre as montanhas de Bítrio
E ladeada
Pelo grande lago da Batávia,
A exatamente 13 léguas
Da Península Bubabote.
Ali encontravam-se
As mais belas maravilhas
Do extraordinário território de Bronkelônia.
Ass. O último Albatroz da Baía de Betúnia
Adivinhando a sobremesa,
De discussão e amargor,
Entre as beiras da mesa,
Somente a linha do equador.
Amoras e Armaduras
Do traste ao contraste,
A presilha prevalece,
No banjo que preenche,
Nossa praxe fortalece.
Seduzimo-nos, afrontamos,
Enroscamo-nos, governamos.
O que nos distancia,
É o mesmo que nos une,
Brindamos blindados,
Na companhia do ciúme.
Adivinhando a sobremesa,
De discussão e amargor,
Entre as beiras da mesa,
Somente a linha do equador.
Um panorama,
Tantas possibilidades
Um soneto que declama
Inquietação, serenidade.
Aceito e recebo
A reunião das loucuras,
Estreito a extensão,
Acolho Amoras e Armaduras.
Azedas e puras,
Quase maduras,
Estão nuas e cruas,
Amoras e Armaduras.
O Sindicato das Bruxas fechou,
E agora o que vai ser dessa nobre profissão ?
O Sindicato das Bruxas encerrou a filiação.
Mas nem tudo tá perdido,
Nesse mundo de heresias,
Vô acendê uma fogueira
E juntar a bruxaiada,
Vamo fazê um churrasco
E dá uma proseada.
