Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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⁠Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito,
Convivência era próspera,
Em nosso proveito.

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⁠Aqueles que conviveram,
Aqueles que aproveitaram,
Aqueles que bendisseram,
Preencheram, perpetuaram.
Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito.

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Em meu diário escrevo Jú
Ao redigir resumo Jú
Uso ensejos vejo Jú
No quintalejo bejo Jú, bejo

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⁠Na biblioteca leio Jú
Na locadora loco Jú
Uso o fado fada Jú
Sol poente nasce Jú

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⁠Naquele atalho rumo a Jú
Espalho versos sobre Jú
Cantigas lidas para Jú
A Preferida, amo Jú, amo

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Provoco-a por provocar
Só pra vê-la revidar
Onde me encontro, encontro Jú
Contudo, não decifro Jú

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Verso Corrido: Do que têm não falta nada

Na rampa ela me acurrala,
Chamando pra brincadeira,
Desvia, faz volta e meia,
Corro dela, ela é corredeira.

Na arena baila quadrilha,
Escorrega rega a soleira,
Foi quem inventou a cartilha,
Dengo ela, ela se zangueia.

Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.

A primeira puxa a fileira,
Calada me arma cilada,
Saltitante esquenta a chaleira,
Do que têm não falta nada.

Debate de pura bobeira,
De meiguice a rabugice,
Corro dela, ela é corredeira,
Dengo ela, ela se zangueia.

Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.

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⁠e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,

revigora-se
num relance
avassalador,

de inconsequente
persistência,

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⁠Pairar Incansável da Fênix Sublime

o amor,
substância
mais versátil

e resistente
do universo
conhecido;

subsiste,
nos multiversos
possíveis e
impossíveis.

desconstruído,
metamorfoseia-se
em expressões
infinitas

e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,

revigora-se
num relance
avassalador,

de inconsequente
persistência,

ressurgindo das cinzas
para a eternidade.

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Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados. ⁠

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Num ato desesperado
Por uma paixão correspondida,
Reagindo de maneira destemida,
Correspondi.

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⁠Num ato desesperado por uma paixão correspondida

Instruções ao nascer deveriam conter,
Explicadas em rótulo ou bula,
Cada miudeza seria legendada,
Evitando selecionar coisa chula.
Pula o que não presta,
Reprisa o que é festa.

Falando em festejar,
Me ocorreu um ocorrido,
Retratar um episódio,
Enamorado resumido.

Num ato desesperado
Por uma paixão correspondida,
Não conjurei o esperado,
Reagi de maneira destemida.

Até em tão fácil foi pretender,
Maquinar, esboçar, planear,
Logo teria eu que corresponder.

Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.

Enganado me situava,
Predestinado estava a amar.

Num ato desesperado
Por uma paixão correspondida,
Reagindo de maneira destemida,
Correspondi.

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⁠Concentro-me em materializar-te
Num engenho auto-poético,
Das inigualáveis formas de arte,
Que fusionam fervor e senso estético.
Estruturando o interno baluarte,
Pondo à prova o ceticismo de um cético.

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⁠Dou-me conta que não posso transportá-la
Pruma tela; tintas não expressam-na.
Ou montá-la em argila, rocha ou mármore,
Nem harmonias em consenso manifestam-na,
Se rabiscasse os casos tornar-se-iam folclore.

Inserida por michelfm

⁠Dou-lhe a ponta e o teor interminável,
A invenção que representa e incentiva,
Estimulando a valentia inviolável,
Crescente, expansiva e gradativa.

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⁠Contemplo-te como templo da astúcia,
Conforto-me ao examinar cada minúcia,
Que de ti vem, que detém, que a ti devem.

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⁠Contemplo-te

Concentro-me em materializar-te
Num engenho auto-poético,
Das inigualáveis formas de arte,
Que fusionam fervor e senso estético.
Estruturando o interno baluarte,
Pondo a prova o ceticismo de um cético.

Contemplo-te.

Dou-me conta que não posso transportá-la
Pruma tela; tintas não expressam-na.
Ou montá-la em argila, rocha ou mármore,
Nem harmonias em consenso manifestam-na,
Se rabiscasse os casos tornar-se-iam folclore.

Contemplo-te.

Dou-lhe a ponta e o teor interminável,
A invenção que representa e incentiva,
Estimulando a valentia inviolável,
Crescente, expansiva e gradativa.

Contemplo-te.

Contemplo-te como templo da astúcia,
Conforto-me ao examinar cada minúcia,
Que de ti vem, que detém, que a ti devem.

Contemplo-te.

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⁠Constituída por passos ligeiros
De habilidade e maestria,
Invocando mais atração
Que uma potente ventania.

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⁠Gesticulações apuradas,
Dignas de uma profecia,
Bailando embrulhada
Num pano, assemelhada
A uma especiaria.

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Movimentos simultâneos,
Andamento de façanhas,
Combinadas de exatidão.
Exaltadas as proezas
Vindouras d' articulação.

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