Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Sozinha sou pouca. Sou um grãozinho de areia. E um grão de areia não tem lá tanta beleza. É quase imperceptível. Porém, se eu tiver sorte e encontrar pela vida pessoas e mais pessoas, grãozinhos e mais grãozinhos, serei praia. Serei muita areia. Aí sim não passarei por despercebido, nem me sentirei sozinha. Estarei cercada de grãos e juntos, formaremos um belo lugar, uma bela paisagem. Águas tentarão nos afastar, levar alguns grãos para longe. Pés irão pisar sobre nós, porém esses não nos afastarão. O vento poderá fazer com que alguns sumam, as chuvas podem tirar nossa beleza. Mas quer saber? Ainda não estarei sozinha. Nunca estarei sozinha. Porque sei que sozinha, sou pouca. Acompanhada, sou praia.
Um carinho, um afago seu. Seu cheiro deixado em minha roupa depois de um longo abraço e minutos de silêncio entre nós. O seu olhar de encontro ao meu, o seu sorriso que, instantaneamente faz com que o meu se abra. Sua fala, vagarosa ou por vezes agitada, cheia de energia. Seu modo como conclui os pensamentos, seus pontos finais e vírgulas. O modo como ri de alguma piada minha sem graça ou quando se atrapalha com suas próprias piadas que também são sem graça alguma. Mas que acabam nos fazendo rir por esse motivo. As nossas risadas bobas largadas por aí, os momentos que vão virando lembranças boas, lembranças do que somos nós dois. Você e seu jeito tão único, singular, quando chegou me fez plural, me acrescentou. E cada detalhezinho seu é grande, é valioso aos olhos de um coração bobo como o meu, que analisa e detecta qualquer sinal de adversidade ou sabe quando tudo com você realmente está bem. Esse meu jeito investigativo e misterioso me faz assim, tão detalhista. É que tudo de você me encanta, tudo de você pra mim também é meu. É que você faz parte de mim. É que você está em minha vida, não por um simples acaso, por destino. É porque há sentimento, é porque há algo bem maior que todas as coisas materiais , algo que poucos entendem hoje em dia. Há algo bem maior que nos une.
Passamos lado a lado. Olhamos para direções diferentes, como se ambos quisessem fugir de um provável “Oi, lembra de mim?”. Ah, que nada. Quem seria o ousado a dizer isso, com receio de receber um “Não” logo de cara? Nenhum de nós - refleti comigo. Mas a vontade que eu tinha era de parar por alguns minutos ali e falar da vida, de como andam as coisas , do quanto tudo mudou, do quanto mudamos. Falar da saudade que me visita sempre ao relembrar momentos hoje de um passado distante. E relembrar das nossas risadas, dos momentos, das piadas, dos lugares que estivemos. Era vontade, era saudade, nostalgia. E silêncio. Entre nós, o que habitou foi o silêncio. Nada de abraço caloroso, de “Quanto tempo!” ou algo assim. O que nos demos foi um rosto para o lado, um rosto para o outro, seguindo em nossas diferentes direções sem dizer nada. E sabe-se lá quando a vida nos dará outra oportunidade como essa, de nos reencontrarmos por aí, nesses dias corriqueiros de hoje. Sabe-se lá quando e até quando continuaremos assim, como aparentes desconhecidos.
Pense bem antes de falar o que pensa ,por que voce nao se preocupa, mas pode magoar ainda mais um coraçao que já esta partido.
Se a vida é como um filme, então quero um Oscar de melhor filme, direção e roteiro, porque sou o autor, ator e protagonista.
Só preciso de um pouco de ar nos pulmões, uma tv boa, um simples sofá, e um cantinho silencioso pra ler e escrever!
O homem que se apresenta com armas, contra um homem sem tal, nunca foi digno de honra. Por mais ridiculo que seja, pelo menos use braços e pernas!
A vida nos ensina muito, um dia a gente bate no outro a gente apanha. O tempo é o melhor professor, nos ensina a hora certa de estender o tapete e o momento exato de puxá-lo!
O maior erro dos "espertos" é achar que podem fazer todos de otários.
Depende extremamente de nós que o dia seja bom, eu posso viver um dia de sol sob intensa chuva de inverno, basta querer.
Se a cada um a angústia íntima se lesse escrita na fronte, quantos dos que inspiram inveja nos dariam pena.
A saudade é algo que dói tão profundamente. É um sentimento que tem como intuito arrancar-lhe as vísceras. Você já não tem certeza se a dor é física ou emocional.
