Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Aparência de Vida

Não há vida.
O que sou?
Um coração que pulsa
por reflexo de um hábito ancestral,
meus órgãos em perfeito estado,
como engrenagens meticulosas
de uma máquina que opera
sem memória ou intenção,
mantendo o teatro fisiológico
de um corpo que respira
por mera obediência biológica,
como se o oxigênio
fosse um combustível imposto
e não uma escolha consciente
de permanecer.

De certa forma,
sinto-me morto,
não pela ausência de pulsação,
mas pela falência do querer,
pela insuficiência da alma
em habitar o corpo que a carrega.
Sou um vulto cotidiano,
uma sombra que vaga
nas bordas do tempo,
um espectro inacabado
que percorre os dias
como um verso esquecido
no meio de um poema
que nunca se completa.

Vivo,
mas sem a densidade
de quem ocupa o próprio ser,
de quem molda o instante
com a intenção de permanência.
É como se a pele
repelisse o próprio contorno,
e o corpo,
apesar de intacto,
fosse apenas a moldura
de uma ausência dolorosa,
uma estrutura que insiste
em se manter ereta
mesmo quando o espírito
já desabou.

Inserida por DanielAvancini

⁠Entre o Assassino e a Vítima

Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.

Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?

Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?

Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?

Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.

E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.

Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.

E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.

Inserida por DanielAvancini

⁠Naufrágio em Mim

Minha cama vira barco
quando a noite se estende
como um oceano sem margens,
e minhas lágrimas desenham
rotas incertas na pele
de um horizonte que nunca chega.

No grande vazio
onde o silêncio ecoa,
não sei para onde navegar.
Sou marinheiro de olhos fechados,
tateando as ondas com mãos vazias,
e a bússola que carrego
não aponta o caminho
para lugar algum.

Sinto fome,
uma ânsia que não cabe
no peito salgado de mágoas.
Dê-me de comer,
mas que seja algo
além desse vazio repetido,
além desse sal que corta a boca
e engasga meu grito mudo.

E quando tudo se perde
no mar que me afoga,
ele é meu único refúgio,
porto improvisado
nas águas turvas do medo.
Sua voz é como farol
que rompe a escuridão,
e eu, à deriva,
me deixo ser salvo
pela calma que ele traz,
pela promessa de terra firme
onde meu corpo cansado
possa, enfim, descansar.

Então, quando o calor de sua mão
toca minha pele fria,
a tempestade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
A luz que ele lança sobre mim
é cais onde meus olhos secos
desaguam esperanças.
E no balanço desse barco incerto,
encontro o ritmo da paz
que tanto busquei
nos ventos que me arrastaram.

Naquele porto improvisado,
eu sou embarcação que cansa,
ancorando meus medos no peito
de quem não teme minhas águas.
Ele, farol e cais,
é o norte que escolhi seguir,
a promessa de que, mesmo à deriva,
há um destino além da tormenta,
um abraço onde o barco repousa
e meu naufrágio se desfaz.

Inserida por DanielAvancini

Expressão da Alma

Um dia me perguntaram:
“O que é a poesia?”

E eu então respondi:
“É a expressão da alma
Em forma de melodia.”

E daí me questionaram:
“Você se sente um poeta?”

Foi quando esclareci:
“Sou simplesmente mineiro.
Todo mineiro é poeta…
Tal qual cada brasileiro.”

Inserida por MarcoARCoura

⁠Estamos em um tempo onde a gente vivemos segundo os nossos sentimentos um tempo onde os nossos sentimentos são mais importantes do que o nosso Deus.
Tem muitos magoados,muitos feridos e machucados por pessoas confusas, que não sabem o que querem.
Pessoas incríveis que infelizmente foram magoadas, pessoas incríveis que não foram amadas da forma correta.
Mas esquecemos do maior amor para vida,o amor do nosso Deus,um amor que não podemos calcular.
Se esquecemos que temos um amigo em que podemos confiar,um amigo tão verdadeiro,e que não nos abandona.
Que não olha as suas falhas,que não olha para os teus defeitos,mas olha para a pessoa maravilhosa que há em você.
Um amor tão grande, tão imenso, tão incomparável,que foi capaz de entregar a própria vida,para morrer crucificado.
Você tem ideia disso? você tem ideia do quanto Jesus sofreu por a gente?
O nosso Jesus por amor a gente,foi açoitado 39 vezes,o nosso Jesus recebeu uma coroa de espinhos cravada em sua cabeça.
Tudo isso porque ele nos ama.

Inserida por akiles_gabriel

⁠Se por acaso um dia, ou eu, ou você ficar a sós...
Só sobrarão lembranças,
Saudades de nós.

Inserida por poeta1958

⁠O céu é um lugar maravilhoso.
Só que por livre-arbítrio, infelizmente;
É um espaço inacessível ao orgulhoso.

Inserida por poeta1958

⁠Todo político deixa um menor ou maior rasto de lambança.
Você que não enxerga, ainda crê;
que ele é inocente como criança.

Inserida por poeta1958

⁠Uma canção de amor, uma frase ou um poema, me fazem lembrar você, morena.
A saudade é uma poesia estranha e sem alegria. Lembra muito seu adeus, morena.
Eu vou pedir a Deus para fazer você pensar em mim ao menos uma vez...
Morena...

Inserida por evertonlimaoficial2

⁠Cuidado!
Quem se preocupa mais com o que é físico, esquecendo a espiritualidade...
corre um sério risco;
de perder a eternidade.

Inserida por poeta1958

⁠Esta cidade é um reino desconhecido,
quem nasce aqui,
é cultivador de histórias,
chamados poetas.

Inserida por AllamTorvic


Exauriam as reservas,
De um reles observador,
Magnetismo de uma leva,
Certeira como o arpoador.

Inserida por michelfm

⁠Virando a travessa no avesso,
O excesso é um sucesso reverso,
Versado no que venha ser controverso.

Inserida por michelfm

⁠na noite fria que não tem mais fim,
em um lugar sem calor e verão,
na oque continua a observação.
um lugar frio sem que o calor possa vir.

e pra quem mora ou de longe vem.
um fio sem fim, lhe convém.
de onde vem o fim.
de uma vida onde todos viveram sem ferir.

pacatas vidas bobas.
sem ambição.
sem emoção.

como flores de papoulas no jardim do éden.
em um lugar sem distancia, no fim do universo.
algo que te vem a progresso, e te faz de esperto.

um fim sem finalizar oque é correto.
ao menos como espero.

Inserida por williamvinicius2

⁠o vazio de todo homem vem ao encontro.
em nome de um sentido maior.
uma causa sem pudor.
algo de pouco valor,

que foi de vez ao centro.
centro de sentido insolucionáveis,
de valor nenhum pouco estáveis.
na vida nada e tudo tem valor,

mas tudo é reconhecível.
o valor de ser lembrado,
mesmo que por uma ideia pouco:
favorável.

lembre que tudo está a favor.
de alguém que luta por seus fins

Inserida por williamvinicius2

⁠nasceste para arder
como energia solar,
que aquece avassaladora,
todo um sistema, sozinha.

Inserida por michelfm

⁠De todos os pedidos
Que desejo lhe pedir,
Apenas um peço:
Fique Margô !
Por favor.

Inserida por michelfm

⁠Insuportável calor,
Mormaço infernal.
Um cordão avermelhado
Cingia teu pescoço.

Inserida por michelfm

⁠Ex-pediente

Insuportável calor,
Mormaço infernal.
Um cordão avermelhado
Cingia teu pescoço.
Mantinha-se deslizante,
Na aflição apavorante
De que alguém entrasse.
Não fazia nada de errado,
Era nem tão bom
Em coisa nenhuma.
Tolamente cumpria sua função.
Atmosfera densa,
Produzindo superiores
Oprimindo subordinados;
Colegas delatando,
Colegas delatados.
Cadeia alimentar empresarial,
Subsistindo a plenos sacrifícios.
Desequilíbrio profissional,
Rondando os indivíduos,
Que compunham aquele
Inacertável grupo
De péssimas pessoas.

Inserida por michelfm

⁠Constranger o adulto, animar criançada,
Atiçar um tumulto, disparar a risada,
Anular timidez,
Estrear temporadas,
Inteiras, lotadas,
Entradas fechadas.

Inserida por michelfm