Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Relembro de momentos
Que não posso esquecer
Esboço um sorriso quando penso em você
Escrevo poesia para poder esquecer
Mas cada verso que escrevo
Mais me faz lembrar
Lembrar das noites de inverno
Que viajávamos nesse universo
Rindo das nossas imperfeições
E admirando as loucuras que se encaixavam
Em nossos corações.
Eis Meu Desejo
Eis Meu Desejo
Um sorriso de lado
Um Coração Afagado,
Um carinho e um Beijo,
Eis Meu desejo
O rouxinol a cantar,
A lua na Noite á Brilhar,
Um coração frio esquentar,
Eis Meu desejo
Poder Transformar uma dor ,
Com a Calma de um Beija Flor
Tudo Isso em Amor
Eis Meu Desejo
Crianças Correr no Quintal ,
Um som Instrumental ,
Uma Mensagem de um cartão Postal,
Dizendo que apesar do mal, o bem sempre vence no final.
"Queremos paz ,
indenpendente do que aconteça ,
Por um lugar incerto porque o certo já é dificil que floresça"
Na Terna Brandura do Cárcere
O Último Avo de um Amor Extinto
Em qual formato desconexo,
Depositamos desta vez,
Encharcadas expectativas ?
Quão afastados de nós mesmos
Pudemos chegar, sem ferimentos
Graves ou pesares terminais ?
Vislumbres precisamente balizados,
Experimentos da farta engrenagem,
Tudo estaria certo, exceto por nossa
Irrecuperável disposição à auto sabotagem.
Falências agendadas
Com antecedência,
Decompostos em
Nossa compostura célebre.
Resta-nos septos pútridos,
Hábitos promíscuos
E a terna brandura do cárcere.
Arrepios raivosos percorrem
Cada processo das vértebras,
Pálpebras aplaudem frenéticas,
Cãibras confirmam o torpor faminto.
(Se por um acaso,
Nem todos quisessem)
Viver para sempre
Desprenda-se,
Da ideia de
Céu E Inferno.
Descole-se,
Do Paraíso,
Tártaro ou
Repartição,
Satisfação ou
Punição perene.
O maior triunfo,
Que podemos obter
Com a Morte,
É o fim,
Definitivo,
Da Estupidez.
Quase um Bóson de Higgs
Admito aqui,
Diante deste
Colisor de Hádrons,
Uma ampla pretensão,
De exclusivamente embriagar,
Os espaços vagos
Em minha mente,
Com majestosas imagens;
De um vívido passado,
Prum suposto futuro,
Descompromissado.
Que de anteontem
E do instante-em-diante,
Tudo seja presente.
Agora que a noite chegou
trouxe a saudade para mim
veio apenas em perfumes
de um suave e adormecido jasmim
Um Homem tão Bom Quanto qualquer Outro
Eles estavam vestidos de anseios,
Haviam tido embebidos desejos,
Enfrentamento corporal, desespero,
Ocasionando apreciações e desprezos.
Foi um homem tão bom,
Quanto todos os outros.
Jamais compreendeu esse tom,
Afinal, foram tratos entre insanos e loucos.
O preço a pagar por aqueles
Pensamentos revoltos,
Decisões conflitantes fizeram
Seres perturbados e sorridentes.
Foi um homem tão bom,
Quanto todos os outros.
Jamais compreendeu esse som,
Afinal, foram garras entre chutes e socos.
Ensurdecedores teus olhares,
Permita-me outra vez coletá-los,
Obelisco erigido às beldades,
Quando há quem possa apreciá-lo.
Uma mentira encantadora,
Nos faz suportar inúmeras verdades.
Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)
Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.
Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.
Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.
Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.
Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.
Declives severos
Nessa nossa investida,
Um passo atrás,
A cada novos passos,
Florida Idiotice Alada Na Era dos Rasos.
Somos suntuosos borrões,
Corajosos apavorados,
Expostos assim de repente,
Na vitrine um vapor dispersado.
Reviravolta
Um exaustivo
Sobe e desce
E vice versa.
Segue acima,
Prossegue abaixo,
Degraus disso,
Degraus daquilo.
O impacto dos calçados,
Em madeira, taco compensado,
Concreto, piso emborrachado,
Sortidos revestimentos e tal.
Perdurou assim por um longo tanto,
Antes e após, punhados de anos,
Até que a escada se cansou
De ser solo, chão ignorado,
Prostrado em desencanto,
Estática imutável vegetante.
Esperou um instante,
Levantou renovada,
Um atrevimento repleto,
vibrante,
Chocando paredes e teto,
Saiu dando cambalhotas,
Escada arrojada,
Escada rolante.
Poema sobre Cereja
Faça-me um favor,
Apenas silencie, emudeça.
Estou farto de desafios,
Da vasta e incontinente
Diarreia moral.
Escala de Ascensão ?
Num mundo onde jamais
Houve equilíbrio na balança,
Como é possível pronunciar
O termo merecimento.
Que diabos é isso ?
Eis o resumo,
Do que vivi até agora.
Desta sacada em diante,
Só quero os frutos,
Desejo exclusivamente, retorno.
Cansei de investir para nada.
Pegue seus obstáculos,
Degraus, metas e objetivos,
Enrole-os com carinho,
Entroche-os, reto corrugado adentro.
Se existe coisa mais bela no mundo,
Que um sorriso bobo,
Inda não encontrei.
Caso não queira-me como teu,
Deixe-me ficar com tua pena,
Já que não voo, nem me vou,
Poderei ao menos permanecer,
Respirando
Alto,
Floreando
Amores.
Principessa minha.
Ela ainda não sabia,
Mas era dona da matéria-prima,
Com que os encantamentos eram feitos.
Permita-me,
Converter-te no próprio amor
E o amor próprio,
Que se ame.
O Ser e a Luz
(ou um Ótimo Aluno em Jogos de Azar)
Percorri cada milímetro na escuridão,
O Vale das Sombras foi meu Bosque Encantado.
Diversão, na tortura psicossocial.
Campos verdejantes virando caatinga,
Florestas corpulentas se tornando cerrado.
Banalidade corriqueira no ato casual.
Nunca fomos bons em geografia,
Mas temos noção de onde devemos estar.
A sorte foi cruel, nessa vilania,
Nos demos bem apenas em jogos de azar.
Não sabemos calcular com maestria,
Mas a expectativa é de poder somar.
Ainda que o fracasso subtraia vida,
As lições tiradas dele vem acrescentar.
Nunca fomos muito bons em história também,
Não compreendemos tempo, nem cronologia.
As memórias vão além, da vã pedagogia,
Aprender é um recurso bendito,
Requisito definitivo para ensinar.
Minhas esperanças definham, como a flor arrancada de um jardim que será transformado em canteiro de obras...
As máquinas loucas aceleram, nem prestam atenção nas despedidas agonizantes das pétalas...
É o progresso desordenado dos corações...
Por um pedaço de felicidade
Não me aventures,
Apenas me toque,
Em um toque sem fim,
Do fruto da mais legitima felicidade...
Jmal
2013-10-21
Um Novo Caminho
Sonhos que caminham,
Por trilhas incertas,
Conflitantes entre o querer e não querer,
Doando um acerbo à alma,
Que revoga a própria vida...
Quem me dera,
Dar luz as sombras,
Num simples mergulhar,
Entre as sustentes, a vida fecundar...
Afundando as assombrações,
As tramas, os anzóis,
Multiplicando a vida,
Que não brilhou,
Não quero asas para sonhar,
...Quero pés!
Para um novo caminho em luz trilhar.
Jmal
2014-02-17
