Poema Via Láctea
- OLHOS DE PEDRA -
Trouxe comigo, ao nascer,
Olhos de pedra, não me via,
E o meu corpo de saudade
Já nem tinha claridade
P'ra decidir o que fazer!
Acreditei que ia passar
Mas a pedra aumentou
E o peso dos meus passos
O frio dos meus abraços
Parecia não parar!
Vi sorrir quando chorava
Em momentos de solidão
E o meu corpo só tremia
Por sentir a nostalgia
De não verem que eu amava!
Olhos de pedra, fechados,
Sem coragem de os abrir
E das coisas por dizer
Tantas feridas, triste ser,
Nos meus olhos embaciados!
Morreram sonhos um a um
Nas veias grita o sangue
Tantos passos pelo chão
Tantas dores, solidão,
Pois d' amor estou em jejum!
Não podendo ser mais nada
Inventei sonhos suspensos
E das tardes de Setembro
O que fiz já não me lembro
Só vivi de madrugada!
E pensava, só pensava
E sofria, só sofria
E quando a vida em vão passava
Olhos de pedra, mal a via,
Pobre criança rejeitada!
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias eu via o seu sorriso...
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias eu via a sua alegria...
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias eu ria suas brincadeiras...
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias você me lembrava de coisas de quando éramos crianças...
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias conversas banais...
Onde eu estava que não vi sua dor? Todos os dias coisas do dia a dia...
Onde eu estava que não vi a sua dor? Eu acreditava quando você falava todos os dias que estava tudo bem, acho que você queria acreditar também.
O sentimento é de impunidade por ter perdido você abruptamente, quando poderia fazer alguma coisa para ainda estar aqui.
Não sabemos o que vc passou, o que você suportou, o quão sozinho e vazio vc estava e agora teremos que suportar o vazio que você deixou, nosso eterno amigo Barney, vulgo Filipe. Você é importante!
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QUE DEUS CONFORTE OS NOSSOS CORAÇÕES .
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LUTO 🏴
Ah! não vou fingir que não me importo!
Quero, sim, a via de mão dupla.
Entrego o meu tempo, o meu cuidado, a minha energia...
E não vou negar! Fico atenta ao brilho dos olhos e à apreciação!
Não se trata de querer elogios, trata-se de sentir que meu carinho tocou os corações. Apenas isso.
Cika Parolin
Vi-a na paragem, e tentei lembrar-me de onde a conhecia.
Puxei a memória, mas nada me ocorria.
Afinal de contas tratava-se da mulher que outrora maltratei.
Sim, era ela mesma, a Patrícia.
Como o mundo dá voltas.
Às vezes leva-nos com ele, e às vezes arrasta-nos, deixando-nos à nossa própria sorte.
O que poderei dizê-la, depois de tudo o que a fiz passar.
Nenhum perdão do mundo será capaz de fazê-la esquecer tudo o que passou por minha causa.
Ao invés de amá-la, a maltratei.
Perdoa-me, eu sei que te magoei intensamente.
O que mais posso dizer-te para além de perdão.
Nada que eu faça, nem mesmo o impossível, mudará o que aconteceu.
Magoei quem sempre esteve comigo, magoei quem apostou todas as cartas em mim.
Quando eu desacreditava em mim, eras tu que me incentivavas.
Hoje peço perdão, e continuarei a pedir até o resto da minha vida.
Por favor perdoa-me.
Tem dias que tudo acontece quase sem querer
Fechei os olhos, de repente só via você
E se a gente é diferente então tem tudo a ver
E se não lembra saiba que eu nunca vou esquecer
Daquele beijo que me deu
Milagre da Fé...
Meu destino era via traçada
Nos idos de janeiro de 1961
Partir, sem minha mãe merecer
Em parto prematuro, inseguro de ser
Seus gritos não eram de dor
Eram de uma mãe que queria ter
Nos braços, a vida evoluída no ventre
Mesmo que imaturo naquele repente
Mas lhe vieram vis intempéries
Tanto tempo antes do tempo certo
E sangrou, sangrou tanto e muito
A se lhe precipitar a vida romper seu fio
Tocou-lhe a face um calor de amor
E pôde ouvir ao longe uma voz serena
Que a consolou e deu segurança
Reavivando a Fé, boa Graça e esperança
Por um instante, deixara seu corpo
Deitada num leito, fim de seu trilho
Num repente, adornou-se de Luz Divina
Ouviu:"devolvo-te a vida e a de teu filho!
Bálsamo
A poesia é como
um bálsamo
que traz o conforto
nos momentos difíceis...
Ela faz viajar,
caminhando nas palavras,
que deslizam leves
por sobre os dedos,
sem ao menos sair do lugar...
Acalenta o coração,
ilumina os caminhos
com sua luz reveladora!
Oh! A poesia...
Como ela me completa
fazendo parte da minha vida...
Ela me instiga,
quando, através dela,
consigo me conhecer melhor
e enxergar a vida
de uma forma diferente...
Que bom que ela existe!
P[R]O[BL]EMA
nenhuma técnica/método
receita bulário
segunda via feita a papel carbono
xerox reconhecida em firma
rúbrica a punho
sequer ensaio para a cegueira
qualquer poliqueixa minha
qualquer cólera
qualquer resultado
não é mais que
poema
único num
teorema do exercício de ser
todo dia um poeta que firula
a inquietação
condicionado à metáfora
programado em rima
aos vocábulos que rodeiam:
sou quase todo ilha
GUERRA ENTRE ESCRAVOS
Depois que os sábios via Facebook descobriram a arena medieval a guerra entre gato e rato está cada dia mais hilária.
A malandra e estratégica definição dos gladiadores se divide entre o fanatismo ideológico e os torcedores que não entenderam a regra do jogo, sujo por sinal.
Felicidade alheia
Via ele ao lado externo das casas, pelas janelas de vidros, sorrisos, amores e emoções.
Desejava como nunca desejou, viver o que outros viviam pois ali poderia estar sua felicidade.
Mal sabia ele, que enquanto ele via através da janela, perdia o mundo que estava a sua mercê, a suas costas.
Hoje vejo o que não via antes
Percebi o que não percebia antes
Vivo o que não vivia antes
Sentidos,sentimentos
O que vem antes ?
muita hipocrisia
para onde pouco se via
o saber que se extinguia
a ardente hipocrisia.
hipócrita aquele que acha
que devemos tudo realizar
sendo que o mesmo
já não se sai do lugar
exige de mim
algo que a ele não se encaixa
mas isso terá um fim, sim
pois a hipocrisia,
que já não se via
que já não nos perseguia,
virou nossa parceira
do dia a dia
Desde pequeno que tinha queda para a coisa.....
Ja via o mundo de maneira diferente
Todos o queremos ver dessa maneira
Menos inveja........
Menos arrogância
Somos todos humanos
Todos respiramos o mesmo ar
Porquê ser mais que os outros??????
Todos temos o mesmo sol
A mesma lua
Uns com mais outros com menos
Uns com mais dificuldade na vida
Outros com a vida mais facilitada
As redes sociais são para interagir,não para atacar,e atropelar uns aos outros,vamos tirar o maior partido do que no oferece está plataforma.
Afinal todos morremos um dia........
(Adonis Silva)10-2018)®
Oh Meu Deus!
O senhor via tudo! Sim!
O senhor viu o quanto eu sofri, o quanto eu chorei!
Você viu todos que me enganaram, o senhor viu todos que se aproveitaram de me!
O senhor viu tudo que houve!
Oh meu deus!
O senhor foi o único que testemunhou toda a minha desgraça…
Faz tanto tempo que eu já não sei rir, faz tempo que não sinto paz em me…
Sinto me condenado a esta vida…
De todos que eu amei e de todos que eu dei valor ninguém me foi fiel…
Sabes o quanto eu implorei com lágrimas para que isso não acontecesse…
Oh meus deus!
Eu lembro disso a cada momento, passei a ter medo ate da minha própria sombra…
Vive a dor quando criança, vive situações muito trágicas muito cedo, vi pessoas que eu amo me abandonando, vi pessoas trocando o amor pelo dinheiro…
Oh meu deus! O senhor é o meu testemunho!
Naquela noite mesmo com a cabeça doendo que não pude dormir pensando e me culpando de um erro que não comente…
Quando eu parecia estar feliz, em meu rosto caia lágrimas de dor e sofrimento…
O senhor sabe o quanto eu chorei, o quanto sofri e implorando pela sua salvação, o senhor sabe…
O quanto as mentiras das pessoas me causaram dor…
Eu sonhava acordado com um futuro que parece mas distante…
O senhor sabe o porquanto eu implorei com lágrimas pela vida daquele parente mas mesmo assim ele se foi e o senhor sabe o quanto aquele parente me faz falta…
Reencontro:
"Quando te vi; alegria e recordações me fez brotar
A tanto tempo que não via teu olhar
E teu sorriso que de prazer me fez pular
Quando te abracei seu coração senti pulsar
Sua respiração ouvi e não queria te soltar
Mas o tempo é curto e noticias tem para me dar
Sua voz reconheci e ouvir, ouvir não queria parar
Contou-me o que passou, o que enfrentou
E as lutas que tao duramente travou
Mas agora te olhando, vejo que aqui fora do teu lado estou
Prometo não te deixar e ao teu lado lutar
Pois um dia pela cidade iremos andar
A Jesus abracaremos e o agradeceremos;
Obrigado por até aqui nos sustentar!"
23/12/2015
VARANDO A MADRUGADA
( pensando numa garota amiga que tomou a decisão de fazer a viagem de seus sonhos...)
Para Leticia, com carinho:
Tão só
Tão forte
Tão cedo
Se fez mulher...
Tão meiga
Tão inquieta
Tão curiosa
Se fez amiga...
Tão lúcida
Tão vivaz
Tão guerreira
Se fez batalhadora...
Tão vibrante
Tão amante
Tão sonhadora
Se fez corajosa...
Se fez bagagem...
Se fez coragem...
Sorriu...
Voou...
mel - ((*_*))
Estrada para o interior:
A via que me leva leva ao passado é a mesma que projeta o futuro.
Aqui, compreendo a influência do caminho e sua relação com a jornada.
Percebo como os trajetos escolhidos se transformam no próprio destino que trilha a passagem para a próxima estada.
E, nesta esteira que se auto alimenta, já não sei mais separar a causa do efeito.
Afinal, sou eu que percorro a estrada ou é a estrada que transita em mim?
Esquerda ou direita?
Hoje tanto faz!
Todos no mesmo barco
Agindo como marinheiros de primeira viagem,
Mesmo sendo uma tripulação já formada na escola Brasil.
Enquanto afundamos...
Brigamos
Ofendemos
Disputamos pra ver quem leva a razão.
Apontamos culpados
E nunca estamos entre eles
Somos todos donos da verdade
Exemplos inquestionáveis de cidadãos.
Direita ou esquerda?
Sinceramente
Não me importo
Já fui votar emocionada
Daqui pra frente
Nunca mais.
Tudo que vejo
Leio
Assisto
Ouço
Só causa náusea
E uma profunda revolta.
Enquanto tudo acontece
Continuamos afundando
Porque insistimos na tola
Teoria da separação.
Quem sabe começamos a unir a nação,
Separando os bons cidadãos e esquecendo partidos?!
Ou morreremos afogados,
No meio desse mar de corrupção.
Ele estava lá,
A te esperar,
Ele estava lá!
Mas se via sem você,
E era isso que faltava nele,
Sempre com suas lembraças
Em sua mente..
Mas ela tava lá.
Pato selvagem:
Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá de cima se via muito longe, campos verdes, lagos azuis, montanhas misteriosas e os pores de sol eram maravilhosos. Mas voar nas alturas era cansativo. Ao final do dia os patos estavam exaustos.
Aconteceu que um dos patos, quando voava nas alturas, olhou para baixo e viu um pequeno sítio, casinha com chaminé, vacas, cavalos, galinhas… e um bando de patos deitados debaixo de uma árvore.
Como pareciam felizes! Não precisavam trabalhar. Havia milho em abundância.
O pato selvagem, cansado, teve inveja deles. Disse adeus aos companheiros, baixou seu voo e juntou-se aos patos domésticos.
Ah! Como era boa a vida, sem precisar fazer força. Ele gostou, fez amizades. O tempo passou. Primavera, verão, outono, inverno…
Chegou de novo o tempo da migração dos patos selvagens. E eles passavam grasnando, nas alturas…
De repente o pato que fora selvagem começou a sentir uma dor no seu coração, uma saudade daquele mundo selvagem e belo, as coisas que ele via e não via mais: os campos, os lagos, as montanhas, os pores de sol. Aqui em baixo a vida era fácil, mas os horizontes eram tão curtos! Só se via perto!
E a dor foi crescendo no seu peito até que não aguentou mais. Resolveu voltar a juntar-se aos patos selvagens. Abriu suas asas, bateu-as com força, como nos velhos tempos. Ele queria voar! Mas caiu e quase quebrou o pescoço. Estava pesado demais para o voo. Havia engordado com a boa vida… E assim passou o resto de sua vida, gordo e pesado, olhando para os céus, com nostalgia das alturas…
(Ostra feliz não faz pérola)
