Poema Sobre Solidão
Porque acontece tantas vezes que eu estou no auge dos sentimentos
E que minha modéstia ainda aceita fazer você entender isso bem
Em meio de tão pesado fardo que seria o desprazer de sem teu lado estar por meus anos de vida, decidi enfincado na arvore da solidão ficar, esperando pacientemente teu olhar me encontrar...
Me pergunto oque Eu faço de errado?! Pessoas se achegam dizendo que me ama, me levando ao Universo temporário; Depois apenas vão embora Como se nada tivesse acontecido e Eu me acabo nesse triste Fim?! Apenas ela a Solidão tem feito morada, e tem sido minha Fiel Companheira...
Estou aqui sentado jogando um pouco de games online, no momento sou o mais forte dentre os meus companheiros mas do outro lado dessa tela de fantasia e devaneios, minhas lagrimas escorregam pelo meu queixo tornando minha noite cada vez mais vazia, me lembrando da real vida, da realidade triste que eu não queria.
Sem ter como ver o fim dessa escuridão que veio me cobrir durante minha derrota, meus dedos se negam a deixar o teclado e enxugar meu rosto enquanto reinicio a partida, só para se, quem sabe, talvez, poder reviver em uma nova história.
Ninguém sabe o monstro que carrego dentro de mim, pior de tudo é que não foi eu que o alimentei e agora está sendo difícil parar de alimenta-lo.
Sou invisível para o mundo, pois vejo com o coração não com os olhos. Minha alma é que me supre e as vezes sou o famoso lobo solitário e bobo apaixonado
Viver na ilusão, mentir sem perdão, carregar um peso, voltando ileso, sorrindo e derramando sangue, mal puderam secar suas lágrimas, tão gélidas e vermelhas, olharam pra se despedir, do morto que estava ali.
Talvez a felicidade possa representar mais que um estética apresentável ou uma afável ilusão. Talvez. Ou simplesmente pode ser representada por algo simples, algo invisível e que ninguém queira. Até que alguém enxergue isso. Talvez a mais pura forma felicidade.
Não havia mais internet. Não havia mais redes sociais, não havia mais buscas de significados de sonhos, esperanças nervosas, fotografias de almoços, gritos de socorro, expressão de satisfação, status de relacionamento atualizados com imagens de coração inteiro ou partido, planos para um encontro mais tarde, apelos, queixas, desejos, fotos de bebês com roupa de ursinho no Halloween. Não havia como ler e comentar sobre a vida dos outros, logo não havia mais como se sentir menos sozinho.
Vejo nos seus olhos a guerra da sua alma, vejo no seu corpo a frieza que esfria sua alma, vejo no seu sorriso o levantar da sua alma, mas o que ver em mim? -Apenas um corpo.
Quando seu cabelo mostra a liberdade no vento, assim como seu corpo, percebo a física, a química e toda a matéria em você...
Existe uma linha tênue entre a esperança e a ilusão, difícil de se equilibrar pra não cair no grande abismo da solidão...
“O tempo passa, a terra gira e o mundo dá muitas voltas. Só a tia Márcia continua morando exatamente no mesmo lugar. A mesma pintura da casa, agora já descascada. A mesma solteirice, sem ambição nem projeto de futuro. A mesma blusa cor de manga, já num tom amarronzado e com um fio de cabelo branco impregnado. A vida passou e a tia Márcia ficou lá, parada no ponto de partida. Ninguém decifra a vibe dela e ela nem sabe o que é vibe. Tia Márcia não sabe mexer no celular, em compensação, sabe fazer um bolo de fubá e um café passado na hora daqueles que não se encontra em cafeteria nenhuma do mundo. Quando recebe visitas, não gosta que tirem nada do lugar. Da velha televisão, tem medo que mexam no botão e tirem do canal costumeiro que assiste todos os dias desde os tempos de `Roque Santeiro`. Ontem ela se mostrou feliz com o fim do horário de verão. O que isso implica pra ela ? Só sai de casa uma vez por mês pra ir no mercado e sacar a pensão, e às vezes vai ao posto de saúde pegar remédio e medir a pressão. “
Dia após dia, estou eu aqui, vagando pelo meu universo paradoxal. Viajante da madrugada, refém da própria existência, navegando em meio ao mar agitado de meu interior. Sempre eu, acompanhado de mim mesmo, dentro do meu infinito particular.
“Às vezes a melhor coisa é estar sozinho na praia, e ter por companhia apenas as gaivotas, a toada do mar e a solitude, e deixar sair aos poucos do pensamento tudo o que faz doer a alma...”
-Michael Hayssus, “A Morte Das Borboletas.”
