Poema Sobre Solidão
"Entre Fantasmas e Fios”
Nos conhecemos rindo, num grupo de quatro,
amizade primeiro, raízes no raso,
depois, veio o sentir mais fundo,
mas agora me vejo num laço escasso.
Você, com seus fantasmas a rondar,
inseguranças que falam mais alto que meu gesto,
não importa o quanto eu prove,
sua sombra sempre contesta o resto.
Tenho amigos, tenho vida,
mas ao teu lado, sou quase proibida.
Ciumes de tudo, de todos, de mim,
como se amar fosse me manter assim.
E eu que só queria te ver crescer,
te ajudar a florescer onde te podaram,
mas nesse processo, fui murchando,
enquanto as tuas dores me calavam.
Chorei dias, chorei ontem —
logo após um dia lindo pra mim,
te ouvi dizer que não te apoio…
e senti meu peito ruir assim.
E agora carrego a dúvida cortante:
se me solto de ti, o que será do "nós quatro"?
Será que ao puxar esse fio
desfaço a teia de um laço exato?
Mas sei… se essa rede for de verdade,
ela sobrevive ao que é sincero.
O amor não precisa de prisão,
precisa de espaço pra o que é belo e claro.
Talvez seja hora de me escolher,
de não deixar tua dor virar meu lar.
Porque amar alguém que não se ama
é uma estrada solitária de tentar.
Mensagem da manhã:
Bom dia!
Que hoje o amor bata à sua porta — não aquele amor que fere ou ilude, mas o amor que cura…
Que o amor venha fechar as feridas que o próprio amor, em alguma fase da vida, causou.
Que ele venha manso, como o sopro de uma brisa suave, e forte, como o abraço que você mais precisa.
Que o amor acalente os seus medos, transforme saudade em aprendizado e solidão em reencontro.
Que ele te devolva o brilho nos olhos, a paz no coração e a esperança nos passos.
Que o amor desperte o seu melhor sorriso, mesmo depois de noites de lágrimas silenciosas.
Que hoje o amor te encontre — em um gesto, em uma palavra, em um silêncio que acolhe.
E que ele permaneça, não apenas nos grandes momentos, mas nos detalhes pequenos que fazem tudo valer a pena.
Porque o amor verdadeiro não machuca. Ele sara, reconstrói, fortalece, ensina e eterniza.
Desejo que o seu dia seja envolvido por esse amor que vem de Deus — puro, leve, eterno.
E que, no final do dia, você possa dizer: "Valeu a pena ter acreditado de novo."
Com amor, para o seu coração.
Bom dia!
Dia do amigo
Amigo é guardião das histórias,
farol que brilha em noite nublada.
escudo fiel contra a solidão,
sorriso ecoa trombetas de vitória.
é o guerreiro que marcha ao meu lado,
divide o peso das lutas e dores,
celebra cada conquista alheia
com o fervor de própria glória.
templo de lealdade em rocha firme,
portas abertas a quem pede abrigo;
canto que embala sonhos audazes,
revela a força viva das estrelas.
ECOS DO SILÊNCIO
amanhecerá
entre a penumbra de um dia e outro
o ruído do silêncio fazendo eco na madeira dos móveis
o criado-mudo tão mudo quanto antes
estático na sua velha roupagem de verniz vencido
— o tempo deixa marcas me disse, mudamente
— e eu que achava que não... sorri sardônicamente
silêncio lá fora. barulho lá dentro
o vento soprando as horas como se o tempo fosse vela
entre um silêncio e outro [o ruído do tempo]
esse barulho que não passa... virá de fora ou virá de dentro?
AURORA
Querida Aurora ,
Não chores por que já é domingo
E nos domingos meu bem,
As dores não passam
e as lágrimas não cessam
Não chores agora querida,
Por que agora é domingo à tarde
E nos domingos Aurora
Teu pranto é mudo
abafado,
inaudível
taciturno.
Afásico como as paredes duras
que esconde os monges
Não chores pois teus olhos ardem com o sal das lágrimas
E as lágrimas ardem minha querida Aurora
Ardem como o sal dos mares que corrói as rochas
e é domingo Aurora
Domingo não tem carteiro,
Nem cobrador,
Nem bufarinheiro.
Nem entregador de flores.
Ninguém pra bater no bater na tua porta,
chamar por teu nome,
olhar no teus olhos ,
e perguntar por que choras
Não chora hoje
Chora amanhã Aurora
Amanhã tem carteiro
Cobrador
Bufarinheiro
e entregador de flores.
Hoje não. Hoje é domingo à tarde.
E domingo é duro Aurora.
As lágrimas da melodia
O choro da meia-noite,
um ar de melancolia;
A melodia é aguda,
mais escura que a própria noite.
Meu fone é alto,
tentando me fazer sair desse mundo;
alimentar meu pensamento;
me fazer esquecer tudo.
Nada pode substituir,
minha música melancólica,
que me faz me esvair,
e apenas o som fica.
A simples lua que brilha lá no céu,
com seu sorriso me rejuvenesceu.
Com palavras frias,
que me adoeceu.
As estrelas complementam o ego seu.
Após muitas e muitas noites,
seu coração, por mim amoleceu.
AUSÊNCIA, UMA
A folha em branco, uma ausência apossa
Do coração. Nada é leve, a emoção vazia
Sem calor, tão desamparada está a poesia
A noite adentra e uma prostração endossa
Letras amargas, cruas, vou até onde possa
Sentimento solto ao vento, de pouca valia
Que a própria poética no versejar desafia
Em um carecente que está solidão esboça
Fomentos que com um pouco se asilam
Se fazendo indolente, inusual e horrível
Como rabiscos fossem, assim, suspiram
Olho a folha em branco, atento, sensível
E das inquietas sensações, nada cintilam
Somente um volúvel sussurro inaudível...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 setembro, 2022, 22’42” – Araguari, MG
Washington 13 de setembro de 1918
Queridos senhores e senhoritas
Desculpem a minha ausência, me sinto fraco a vir falar com vocês, mas concordo que seja de extrema importância o meu contato.
Sei que o tempo cura muitas coisas, mas também devo assumir que o tempo ele destrói aquele que hoje vivem em mim, e isso tudo faz parte do processo para que eu me torne a versão de quem eu vá me orgulhar pelos próximos anos. O processo é exaustivo e ele algumas vezes quase consegue me fazer desistir, não seria uma tolice?
Acho que até agora tenho ido bem, não posso negar que desviei do meu objetivo uma ou duas vezes, mas até agora ainda sim, estou a par de tudo e estou perseverante naquilo que eu buscava quando comecei o meu processo de renovação. Claro, não sinto mais a mesma motivação de quando comecei, mas ainda sim, tenho forças para poder continuar.
Somente gostaria de agradecer e lhes dizer um até breve...
São tempos de descobertas,
No passado,
Presente,
Futuro,
Se der pra ser amor, seja,
Se der pra ser gentil, seja,
Se der pra ser alegre, seja,
Se der pra ser solidão, seja só você.
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
E a gente jogava tão alegres
que mal víamos passar as horas.
Naquela grande sala
em um pequeno espaço de tempo
as emoções comiam solta.
E tudo era paz.
Mas conforme a bola rolava de pé em pé,
o corpo foi se queixando de sua dor,
E assim, cada vez mais,
a bola rolava menos ainda.
Sem forças para um gol,
a bola parou no meio do campo,
e o jogo chegou ao fim.
Comemorar a Vida
Estamos aqui tão acostumados
A maltratar e sermos maltratados,
Culpamo-nos por nossos fracassos
Que esquecemos de comemorar
muitas de nossas conquistas.
Prendemo-nos a respostas pessimistas
Como fôssemos jogadores amadores
Contudo entendamos empáticos que
Só pelo fato de estarmos vivos
Neste jogo voraz que é a vida
Já somos dela grandes vencedores
À Beira do Céu
Algumas rosas podem morrer durante a primavera.
Quando o inverno é o suplício de suas raízes,
Nem mesmo o sol tem poder para reanimá-las.
Absorção, ausência...
Choram as nuvens em tardes de verão,
Lágrimas ácidas, arco-íris: alucinação.
Cérebros drenados.
Um ciclone atravessou meus tímpanos.
Como poderei ouvir suas queixas?
Estrelas tingidas, céu em transe,
Meu templo passa.
Levarei flores em seu túmulo.
De quando em quando?
Uma vez ao ano.
Naturais?
De modo algum!
Basta de mortes sobre seu corpo.
Oi amigos!
Hoje pensando 💭 em tudo que aconteceu, olho pra trás e digo a vocês! Lamentem!
Lamentem o tempo perdido… com discussões bobas
Lamentem a viagem programada que não foi feita
Lamentem o abraço apertado que não foi dado
Lamentem as conversas que não terminaram
Lamentem o beijo demorado que foi rápido
Lamentem os dias de reclamações que você não quis ouvir
Lamentem as lágrimas que você deixou de enxugar
Lamentem o sorriso que deixou de perceber
Lamentem as horas distantes que passou mesmo ao lado da pessoa que amava
Lamentem…
Mas pra vocês ainda é tempo, não lamentem mais…
Vá agora e realize e viva cada segundo de o beijo e o abraço apertado. Programe rapidamente aquela viagem e faça-a o mais breve possível.
Não lamente, Vá e faça.
Aproveite, elogie, sinta, se emocione e se permita viver cada segundo ao lado da pessoa que você ama.
Não lamente! Vá e faça !.
O tempo passa e você pela rotina não percebe ! Porque depois lamentar não resolve.
Vá e faça !
Agradeça a Deus pela sua oportunidade de não lamentar, por tanto, ouça e agradeça, abrace e agradeça, faça e agradeça, elogie e agradeça.
E tudo isso será retribuído em forma de amor.
Abraços carinhosos
Adorava quando eu te olhava por trás, te abraçando e vc me olhava com seus olhos lindos.
Adorava tbm te pegar e te jogar na cama e caía sobre vc e cheira sua nuca e seus olhos q gostava de olhar se fechavam.
Hoje não vejo eles abertos e nem se fechando para mim.
não me sinto desconfortável em estar só.
não me sinto desconfortável chegando numa festa desacompanhado, ou ir a um restaurante e pedir um café, enquanto todos a minha voltadesfrutam da presença de alguém.
não me sinto desconfortável caminhando sozinho no parque numa tarde fria de outono, me sentar num banco de praça ouna areia da praia em pleno verão.
desconfortável eu me sentiria em estar rodeado, e mesmo assim, me sentir só.
Antes de mais nada queria muito para de chorar, daqui a pouco os meus olhos vão secar sem sequer deixar-me cantar.
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— Se nessas lágrimas eu pudesse mostrar o que passa na minha cabeça nas horas mais sombrias; até a minha alma sumiria.
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— Sinto que cada dia que passa eu estou morrendo lentamente, sem ninguém ao meu lado.
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— Tem dias que parece que eu sou um fantasma de tão sombrio, que os meus olhos estão escuro para enxergar a luz…
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— Esses dias eu estava dão sozinho que até a solidão e a escuridão vieram chama a minha atenção; seria compaixão?
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— Cheguei em um ponto que sinto que daqui uns anos, eu não vou está mais aqui… mais antes que isso ocorra vamos sorrir.
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— Não quero ver ninguém chorando perto do meu caixão; pois vocês sabiam que poderia-me salva, agora já é tarde para si, desculparem.
— Se eu pudesse mostra como estou por dentro; o meu tal sorriso afundaria em pânico.
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(Me ajuda?)
As vezes queria conversar com o meu eu do passado, falar e explicar…
— “A nossa parece que consegui aquilo que eu mais queria…”
Mais dores e tormentos, nesses últimos anos, nesse mundo governado pelo bem e mal, que andam abraçados.
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Queria também em perguntar se essa minha razão foi a culpa dessa tal solidão…
seria uma conversa que duraria uma imensidão, para entender essa minha mente que parece uma prisão.
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O meu eu do passado, iria chorar junto comigo, lembrando daqueles momentos, sombrios e tristes, aonde eu me sentia frente a frente com a solidão, aonde pessoas viram eu sofre e sequer estenderão as suas mãos… — “Desculpas, acho bom parar!, acabou de cair uma lágrima. Com amor, seu passado.”
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(Doses de dores, criada no passado).
Mas um dia eu nesse escuro, querendo encontrar a escuridão nesse caminho vazio e sem explicação…
— que aos poucos vai acabando com o meu coração.
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Quando mais eu andava no escuro mais a minha alma falava ser tudo em vão!
As vozes da minha cabeça avisando…
“Acreditar nessa escuridão, era o próximo passo para o caixão.”
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— será tudo apenas uma ilusão ou um caminho para chegar no coração?
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Escuridão essa que em todo o lugar que vou, está querendo-me amar ou matar-me, se nesse amor for o sentido de morrer qual seria o sentido de amar?
— Então é nisso que fico-me perguntando será medo de amar ou medo de amar e sair machucado?
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(Carta de amor, para minha escuridão).
