Poema Sobre Solidão
Encontrada a sua solitude, pode criar, pode envolver-se em tantas
coisas quantas queira, porque esse envolvimento não será uma fuga
de si mesmo. Agora será a sua expressão; agora será a manifestação
de tudo o que é o seu potencial.
As pessoas hoje tem a necessidade de ouvir cada vez mais
o quanto sua vide é legal, porque ela mesma não está convencida
disso.
Numa profunda angústia
perco-me na imensidão
a tinta flui a minha ausência
e o sono a minha própria negação
mas nesse mundo sem sentido
quanto tempo levara para a celebração
Caminho profundo no abismo
As quatro cadeiras da sala estão prontas para oração
desbotadas as suas fissuras irão ecoar os números
sobre o seu proprietário de coração
numa dança eterna, onde me consolo com a solidão.
Uma luz então surge
e ingenuidade que fica
e o que se reflete no espelho?
Lembrança me traz
cores púrpuras e lilás amarelado brilham em tom fantasiado
parece conseguir cortar o crepúsculo
ressoa então a sentimentalidade
aguardando a verdade que no fundo você sabe.
Sentada na areia.
As ondas vão....
As ondas veem..
Ondas .. levem minhas lembranças para onde elas não possam mais me sufocar.
A brisa suave toca de leve meu rosto.
O sol ardente faz a realidade cortar a minha alma.
As ondas veem...
As ondas vão...
O tempo passa.. e o vazio continua a me atormentar sem perdão.
Na
penumbra da
madrugada Penso
em ti dor de meu
coração Espero por ti
como quem espera
No desespero escuro da
solidão O renascer da primavera.
Me ensinaram,
Diversas coisas sobre a vida, outras tive que aprender sozinho.
Vivemos sobre a primícia de que um instante pode mudar uma vida e diversos instantes compõe uma história.
Me ensinaram,
Tantas coisas sobre a vida, mas nada sobre o amor.
E por mais incrível que pareça, eu não aprendi nada sozinho (rsrsr), e tem mais...
Me ensinaram,
Que existem pessoas más e boas, que não podemos confiar demais, entretanto não devemos desconfiar de todos, ainda sim, não me ensinaram nada sobre o amor.
Eu aprendi,
Que na vida tudo é passageiro, que quase tudo e todos têm um preço, que pouquíssimas pessoas tem valor. Mas o que é o amor?
Eu aprendi,
Que irei me alegrar às vezes e em outros momentos ficarei triste...
Que minhas lágrimas são os melhores curativos para minhas feridas.
Sorrir sozinho faz tão bem quanto chorar só.
Não me ensinaram,
Que o amor em muitas vezes é egoísta.
Que por melhor que seja o amor, ele vai doer.
Que saudade machuca em lugares que não sabemos que existem.
E finalmente que por mais que você ame alguém, a vida é feita de instantes que podem mudar tudo.
Só não...
Só não minta para mim, por favor,
Só não me faça sentir que estou errado.
Só não me diga que é verdade,
Quando sabe que é mentira.
Só não minta para mim, por favor,
Só não me faça perder a fé.
Só não me diga que é amor,
Quando sabe que é apenas um desejo.
Só não minta para mim, por favor,
Só não me faça sentir que sou culpado.
Só não me diga que é justo,
Quando sabe que é injusto.
Só não minta para mim, por favor,
Só não me faça perder a confiança.
Só não me diga que é verdade,
Quando sabe que é apenas uma mentira.
Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.
Um lugar que não devo entrar mesmo com permissão ;
O frio quente entre eu e você ;
A distância perto da infelicidade escondida;
O Abraço que se escondia no frio da dor ;
Na quietude do próprio ser, encontramos uma riqueza escondida que muitas vezes escapa aos olhos apressados. Ao aprender a celebrar a grandiosidade de estar sozinho, desvendamos os segredos do nosso interior, onde cada pensamento é uma estrela que ilumina o caminho da autodescoberta.
A solidão, longe de ser um vazio, transforma-se em um palco íntimo, onde somos simultaneamente plateia e protagonistas. Nos momentos de silêncio, construímos poemas sutis que narram a história única de quem somos. Não é ausência, mas uma presença mais profunda, uma presença que transcende os limites do efêmero para se tornar eterna.
Ao aceitar a grandiosidade de estar consigo mesmo, abrimos as portas para uma dança interior, uma dança que não busca aplausos externos, mas que encontra sua beleza na harmonia sincera entre o eu e o universo. É nesse compasso sereno da solidão que descobrimos o verdadeiro valor da nossa própria presença.
Não esperamos por convites que não chegam, pois já estamos imersos na festividade do nosso próprio ser. A saudade alheia pode sussurrar em nossos ouvidos, mas aprendemos a transformar esse eco em uma canção de amor-próprio. A verdadeira celebração acontece quando reconhecemos que, no palco da vida, somos os diretores, os atores e os espectadores da nossa própria jornada.
Assim, a solidão deixa de ser um fardo para se tornar uma bênção. É nesse estado introspectivo que encontramos a serenidade necessária para compreender, aceitar e amar a nós mesmos. Cada momento sozinho é uma oportunidade de crescimento, uma chance de fortalecer a ligação sagrada com o nosso ser mais íntimo.
Na celebração da nossa presença, descobrimos que a verdadeira companhia é aquela que construímos dentro de nós mesmos. E assim, na grandiosa solidão, floresce a plenitude da existência.
Me sinto tão só e triste...
Estou apenas sobrevivendo...
Buscando algo que me complete...
Mas não encontro nada, a não ser partes de um quebra-cabeças que nunca irei completar...
Sinto um enorme peso, sinto surgir uma energia tão pesada!
Olho ao meu redor e vejo pessoas tristes, preocupadas, frustradas, infelizes.
Então me pergunto onde está a alegria dessas pessoas? O que houve para que ficassem assim?
Sei quais são as respostas, no entanto somente pessoas com empatia e que se preocupam com os outros é que fazem tais perguntas. Perguntas essas que são fundamentais para entender a dor do outro e que cada dor tem a sua dor. Empatia.
Estamos cercados de solidão, cercados de pessoas que não se importam com as outras, cercados de pessoas que não sabem o que fazer para melhorar e de outras que não tem nem sequer uma palavra para ajudar. Ou se tem, não deseja.
Podemos ver isso no senhorzinho que passa todos os dias na frente de nossas casas lutando por sua e a sobrevivência de sua família mas que nem todos se importam.
Podemos ver isso sem mesmo sair de casa quando olhamos as redes sociais e lemos comentários ofensivos de pessoas que nem se conhecem e mesmo assim fazem questão de ofender.
Podemos ver isso quando nem sequer cumprimentamos nossos vizinhos, pelo menos para desejar um bom dia ou uma feliz semana.
Podemos ver isso quando observamos as atitudes de cada um onde realmente não há mais quem se importe com o sofrimento do outro mesmo que seja alguém conhecido.
Meu corpo pesa, pesa e muito por sentir tudo isso que vejo constantemente.
O que fazer?
A resposta todo mundo sabe, mas nem todos desejam pratica-la.
Desejo a todos uma feliz semana e que todos possam ter boas práticas e assim emanar boas energias!
Lembre-se tudo o que plantamos, sempre iremos receber!
Meus versos são sementes
Que brotam no coração
A rega vem da nascente
É uma farta colheita
Rimando com solidão
Quanta coisa mudou, já se passaram alguns anos, e você ainda vista minha mente e entra de penetra em meus sonhos; de fato você continua sendo o meu suspiro, quando sozinha me encontro é e você que penso, e mesmo cercada de pessoas, ainda sim você vaga em minha mente em minhas lembranças... Doces e amargas lembranças ...
Fiz muito para te ter por perto, me ausentei de mim mesma, mas nada era suficiente para você, foi então que me ausentei de você!
Sei que hoje te lembro quase todo dia, mas sei que hoje vivo melhor do que quando com você sofria.
Continuo com um vazio, mesmo ao lado de alguém, me sinto só, e meu sorriso raro vem, mas logo se desfaz.
Mas, não pense que estou mal, eu estou bem, engolindo esse doce amargo que eu mesma preparei, essa solidão a dois não desejo a você, mas sei que com você mesmo que não me sentisse sozinha, eu ainda sim estaria amargurada em prantos por um amor não correspondido.
Estou bem, segui em frente, te deixei no passado, mas não te tirei da minha mente...
Sigo com alguém, sozinha e com a felicidade neutra, mas com um pouco mais de paz!
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
Quando a Noite Cai
Quando a noite cai
e o frio desce devagar,
vem com ele a angústia —
silenciosa,
sutil,
letal.
Quando o frio me visita,
sinto falta do teu calor,
aquele que apagava
toda dor,
todo medo,
toda solidão.
Quando percebo tua ausência
no eco da casa vazia,
bebo tuas palavras guardadas,
e nelas,
me cura a poesia.
Quando olho ao redor
e não te encontro,
as lembranças surgem —
nítidas, quentes,
com o gosto do nosso
último beijo.
E quando tudo silencia,
até o tempo se recolhe…
Fecho os olhos —
e, inevitavelmente,
é em ti
que meu pensamento dorme.
desde que as coisas mudaram
tenho estado em um eclipse
todos estão perto de mim
mas é como se ninguém me visse
Riz de Ferelas
Livro de poesia Inverno do Coração
Sobre o risco de não ser
Há quem passe a vida
a desejar outro lugar,
outra pele,
outro nome.
Acredita que será mais inteiro
se for como os outros,
se parecer com os que brilham,
se for aceite
nos salões onde se aplaude o vazio
como se fosse grandeza.
Mas o que brilha
nem sempre ilumina.
E o que parece
quase nunca é.
O esforço de parecer
rouba a paz de ser.
E quando se apaga a chama
do que nos tornava únicos,
fica apenas o eco
de quem já não sabe quem é,
nem para onde voltar.
Não há perda maior
do que perder-se de si mesmo.
Não há engano mais cruel
do que acreditar
que a dignidade depende do olhar dos outros.
Ser quem se é
— com verdade, com firmeza, com simplicidade —
é tarefa para os que recusam dobrar-se
à mentira do mundo.
É caminho sem prémios,
mas com sentido.
E só o sentido,
mesmo que nos isole,
nos salva do nada.
Quem rejeita a sua natureza
para caber onde não pertence,
corre o risco de não pertencer a parte nenhuma.
Nem aos outros,
nem a si.
Cuidado com a ilusão dos que se dizem grandes,
mas vivem de fingimento e vaidade.
Ser visto não é o mesmo que ser verdadeiro.
Ser aplaudido não é o mesmo que ser digno.
Acredito que não nascemos para caber em moldes.
Nascemos para ser inteiros.
A dignidade,
se é que tem morada,
não vive nos olhos dos outros.
Vive, talvez,
na coerência secreta
entre o que se sente
e o que se é.
E há uma solidão peculiar
em já não pertencer
nem ao mundo que se tentou imitar,
nem ao que se abandonou.
O que assusta não é falhar —
é perder-se no caminho
por ter querido ser outro,
sem nunca ter sido inteiro.
Mais uma paixão não correspondida:
Você achou mesmo que, um dia, ele olharia pra você?
E, mais uma vez, você sonhou, o solitário, o sofrido.
Sonhou com um amor impossível.
Mais uma vez, se enganou.
Viu chances onde não existiam,
interpretou detalhes que não falavam com você.
Tua carência, tua alma pobre de afeto,
te faz criar ilusões ilusórias, sonhos que entram lisos e saem rasgados.
Sim, alma solitária, você se enganou de novo.
Se deixou enganar por si mesmo.
A carência acumulada há anos te faz buscar amor em qualquer olhar gentil,
em qualquer palavra dita com leveza,
em qualquer sorriso que dure mais que o necessário.
Você confunde humanidade com paixão,
gentileza com desejo,
atenção com afeto.
Oh, alma solitária… você não cansa?
Não cansa de causar sofrimento a si mesmo?
Mas eu entendo.
Você acredita, de verdade, que ainda há uma chance,
que sua hora vai chegar.
Você achou que a gentileza dele era sinal.
Achou que, dessa vez, seria diferente.
Mas, não era.
Era só mais uma fantasia.
Mais uma paixão efêmera,
um romance criado na sua cabeça, e só nela.
E agora, alma solitária, você volta pro seu quarto,
pra sua cabeça barulhenta e vazia.
Sangra calado por mais uma decepção.
E, mesmo assim, continua esperando.
Segunda Feira
A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.
O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
