Poema Sobre Solidão
Intenso
Amo-te como anseia o deserto por chuva,
Quanto em dias nebulosos clamei teu nome sem conhecer-te.
Profundamente amo-te como jamais haveria de amar outrora.
Amo-te como a brisa que toca um coração solitário
E impregna nele toda a dor de sua obscura frieza,
Amo-te com meu mais doloroso pranto,
Pois já não posso amar-te doutra forma.
Amo-te em claro, alto e perfeito silêncio,
Em uma frequência ensurdecedora,
Mas que não alcança os teus ouvidos.
@CarvalhoEscrito
sinta movimento
mexa se num sonho
tenha a certeza da liberdade...
grite até não ter mais voz
ninguém vai ligar
pois será um sonho que se apaixonou...
A ESTRADA
Passo a passo
Seguindo o compasso
Pé com pé
Mantendo a fé
Um sentimento culto e bonito
Tudo tão esquisito
Falácia calma e com prumo
Agora me acalmo no fumo
Noites sem fim
O que querem de mim?
Dores na alma
Estou perdendo a calma
Quem o invoca?
Esse vazio que me sufoca
Que corrói meu espirito
Ao menos tenho tudo escrito
Mesmo o céu não estando branco
Um sentimento nada franco
Com essa sensação me deparo
Dias em claro
Olho pra cima e procuro por Deus
Porque abandonaste os filhos teus?
Olho pra frente e vejo o inferno
Estou cansado do vazio eterno
Mas só andarei
Em ti confiarei
Sigo esse caminho por mim
A estrada chegou ao fim...
Sozinho
A inexistência atua na ausência
As coisas já não mais reluzem
Versos já não mais traduzem
De versos românticos
A versos sem cânticos
Da vida mais farta
A vida barata
Já perdi o apurado cônscio
O ensurdecedor silêncio
Já é vazio nesse acúmulo
Agora escrevo ao meu túmulo
A vida não deixa as coisas baratas
Então mesmo com um buraco no peito
Tenho esperança que do nada
O infinito seja feito
Nossa lua
Lembre-se de nós sorrindo
Que hoje escrevo chorando
A dor de um amor florindo
E nunca desabrochando.
Não se esqueça da taça de vinho
Que ficou pela metade
Igual ao nosso carinho
E hoje vivemos de saudade.
Mas bem sei que nunca me esquecerá
O tempo é nosso inimigo
Mas as lembranças vamos guardar
E se nunca me reencontrar
Não se esqueça que sou poeta
E meus contos tu vais morar.
@CarvalhoEscrito
Se de longe ficar, ao espaço dará
A oportunidade de nos afastar
E assim ficará mais difícil me reencontrar
Posso não te esperar.
As tuas lagrimas me fazem chorar,
Os teus risos me fazem sorrir,
E quando tu me agarras
O teu toque me faz sentir
Que entrelaça minh’alma
E no fim, sou eu quem precisa de ti.
@CarvalhoEscrito
" - Eu te amo!
Disse ela com o coração vazio e tendencioso ao incerto.
- Eu também te amo!
Respondeu ele, inocentemente tentando beber a água de uma pedra.
E por fim, ambos sofreram."
@CarvalhoEscrito
Isso basta!
A chuva bate nas janelas, chamando pra ver o dia que se faz lá fora;
As nuvens embaçam as montanhas, ainda cobertas pela neve;
O cheiro do livro liberta a mente cansada, e tuas palavras clamam pela mudança;
O piano invade a alma, cheia de cicatrizes, e faz transbordar lágrimas de solidão;
Acorda menina, escuta a chuva, olha para as montanhas, sinta o cheiro do livro novo, deixe a melodia te levar pra longe desse vazio que não existe.
Deixe-se sentir
Deixe-se perder na sua imensidão
Deixe-se invadir
Deixe-se então transbordar
E enfim, deixe-se encontrar
Sinta quem você é
Tenha orgulho de você
Sua alma é boa
Seu coração é grande
Acorda menina, tente enxergar o caminho lindo que você percorreu até aqui. Tente enxergar todas as batalhas que você venceu. Sua vida é linda e você está rodeada de pessoas que te amam. E isso basta!
É ridículo não termos forças para sair do buraco
É ridículo termos forças para levantar o mundo
Mas quando se trata de nós mesmos é ridículo
Perdemos a força e a consciência do ridículo
Cheia de idéias,
Carente de troca-las, transformando em versos meu universo,
Transbordando,
Sem ninguém pra dividir,
Fechada no meu mundo,
Mundo das idéias, o profundo.
as palavras são reféns da ignorância,
entre pavores da inocência...
obtemos a voz que torna o silencio,
sendo sábio no mero sonho.
de expressa se com revelação,
mero tumulo de teoremas,
vasto algoz, vidrado num desejo poético,
tem dias, magoas sem compreensão...
O tempo, por si mesmo não se trata apenas de um relógio
Na realidade ainda hoje não o sei como difinir
Talvez seja um corte na viagem da vida fino como um fio
E na volta a solidão e o espaço que me faz refletir
Se pode se evitar te faria o não por seres quem és
Mas pela companhia que trazes odeio estas fazes
Em que a solidão me domina da cabeça aos pés
Por mais que tente entender, não consigo, mostra me o quão bom tu és
E a última lagrima cai; aquela última que me restava
E a última lagrima cai... Deixando tudo tão seco
E a última lagrima já se foi levando consigo o meu melhor
E a última lagrima levou o meu tudo, todo meu ser
AS lagrimas se vão, se esvais com a solidão
AS lagrimas se vão, não me resta uma. Apenas um eu preciso...
Já não as quero de volta, não preciso sentir
Já não as quero... Eu não consigo sentir
[Sentir deveria ser muito... Ou talvez não significasse nada
Já não preciso de nada... Me tenho dentro do meu ser
Já não preciso de nada... me perco a cada instante
[já não sou mais eu.
Caim campbell
REVERÊNCIA
minha tristura
saúda a lágrima
e nesta usura
a vida é estima
na ternura
se em baixa ou em cima
saúdo a loucura...
no silêncio, um covil
solidão
tudo é funil
só amor é coração
e possível
com emoção...
O resto falível!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Tomara que você não se despeça,
Nem abandone o meu carinho,
Eu que tanto já sofri
Decidi andar sozinho,
Até encontrar nos teus olhos oque na vida me faltou
E bobo eu seria se não lhe entregasse o meu amor.
@CarvalhoEscrito
IMORTALIDADE DA SAUDADE (soneto)
Saudade: tal como uma faca crivada
Na alma, abrindo em uma agre fenda
No coração nostálgico, rude moenda
Sonial, insiste tirana com vergastada
A tua dor foi concebida em oferenda
Ao peito, e fazendo de sua morada
Brinda com a melancolia em prenda
A sofrença da lágrima esbravejada
Imorredoura, se mantém sem venda
Reencenando num tudo, num nada
No silêncio duma esvaecida legenda
Sempre renascendo, e tão indesejada
Porém, é proposta de pouca emenda
E de imortalidade no dissabor estacada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
tormenta torrencial...
momento sem lembranças
ações que debatem em pensamentos,
vultos em aparições,
pensamentos que virtua,
no senso o desejo virtual,
quando se acredita torna se vago,
estranhamente pensamentos,
me pergunto até quando...
