Poema sobre Identidade
O viajante,
queria descobrir sua identidade,
perguntou ao vento:
qual caminho seguir...
em formato silencioso
em ciclos finos,
correndo ao norte,
o vento preferiu fugir...
.
O Viajante iluminado, in conversas com o vento.
RESPOSTA DO FILÓSOFO NILO DEYSON
A RELIGIÃO FAZ BEM AO TIRAR A IDENTIDADE DAS PESSOAS?
RESPOSTA: Ela não tira a identidade, pois a identidade das pessoas está atrás do condicionamento profano, ela vem da real natureza onde não há rótulos ou linguagem, nem experiências do condicionamento. A religião é apenas um meio de tirar os efeitos da mediocridade da massa que não teve acesso aos saberes; assim, a diferença entre um juiz e um gari, é a quantidade de informações intelectuais guardadas em suas faculdades mentais e papeis como diploma.
As pessoas em geral perderam sua identidade, viraram gados, onde o sistema dita a regra e todos cumprem.
Todos agem da mesma forma, é modinha pra ca, dancinha pra lá, isso sem contar as frases de auto ajudam que nunca são vivenciadas.
E isso o que resta pra nós, a geração das cópias, da perca da identidade e das modinhas.
Não é a toa que vivemos uma época com tantos transtornos mentais.
Onde medicações tarja preta já são bem conhecidos pela maioria.
Uma geração que só tem a casca mas por dentro vazia.
A minha cor define os meus valores quando sei que a minha identidade está inserida nela.
Sei de onde vim, por que vim e para o que vim.
A minha cor, é uma forma de me dizer sobre o núcleo existencial de mulheres fortes e lindas da minha linhagem!
O racismo é sobre o outro truncado, que não enxerga a totalidade sobre os verdadeiros valores!
Não deixe de ser quem você é não perca a sua identidade e se precisar mudar algo mude, mas mude para melhor e não para impressionar os outros.
Não há sensação melhor do que ser de verdade, pessoas que correm pelo certo geralmente são solitárias por que dizem o que outras pessoas não querem ouvir, elas falam sem medo do retorno mas as que vivem rodeadas de outras pessoas necessitam de prateias para gerar ego e ser o centro de atenções, elas querem ouvir o que a satisfazem e não a realidade.
A VERDADE DÓI E VAI TE FAZER SOLITARIO MAS CONTRÓI DIGNIDADE
A MENTIRA VAI TE FAZER GRANDE POR UM TEMPO MAS TE FAZ PEQUENO AO FINAL DELE.
Wesley Fabio
IDENTIDADE PRÓPRIA
Aquele que não honra o Nome que lhe foi Dado
Desonra a Família, Vilependia e Rompe os Laços de sua Árvore Genealógica.
Se torna desprovido de suas
Raízes Hereditária.
A crise de identidade e de propósito vem do Ser espiritual que é sufocado, aprisionado, condicionado e que aos poucos morre em vida.
O desejo do coração é onde está a essência, pureza e inocência. É somente lá que está a verdade.
O resto é ilusão do ego, do orgulho, das limitações da mente, que nos separa do equilíbrio tão difícil de adquirir aqui, nesse mundo.
Um mundo de muitas cobranças, não minhas, não suas, mas de um sistema que produz seres multilados, incompletos, emocionalmente em colapso, pela resistência de decodificar o próprio Ser.
Um processo doloroso que se torna um prazer ao ser desvendado.
Difícil é se escolher.
O sorriso é identidade
É a nossa expressão
É a forma preferível
Para a comunicação
É falar sem dizer nada
É a porta de entrada
Para o nosso coração
Como uma pedrinha igual a todas as outras pedrinhas,
mas com uma identidade que é só minha.
Sou feita do que você é feito,
não de qualquer jeito,
de material perfeito,
mas com alguns defeitos...
esse é o meu jeito,
desculpe-me o mau jeito...
sempre me ajeito
e me adapto ao seu jeito...
Perfeito!
Fico olhando pro mundo,
o mundo olhando pra mim,
analisando, reparando, consertando
e o tempo só passando.
Chove, faz sol,
amanhece, anoitece,
e tudo de novo acontece...
parece que nada de novo acontece.
Desde que o mundo é mundo,
há quem admire,
quem flechas mire...
Sou jogada de lá pra cá
de cá pra lá...
ao sabor do vento, ou do destino...
Vida:
total desatino,
faz de mim o que quer,
me quer preparada pro que der e vier...
Vida... vive a repetir: amadurece, amadurece, amadurece...
É como dizem por aí: água mole em pedra dura tanto bate até que fura...
Vida... bate, e fura, e fura, e fura...
de tanto furar me apodrece...
Agora... agora não tenho mais cura.
O poema é como um filho
Você não cria pra você
É preciso soltá-lo no mundo
Tem nome, identidade, registro
E de repente você vê
Que ele existe sem você
Corta os laços oriundos
“- Vai meu filho, voa alto!
Mergulha fundo! Corre os trilhos!
Come asfalto!Ganha o mundo!"
Identidade desconhecida
Sou um poeta mirim
Desejo ser o sol no seu clarim
Cultuado ao som do tamborim
Nas suas belas sinfonias com o bandolim.
Filho bastardo deste país
Vagueando em veredas obscuras,
Da noite sombria, fruto da ilusão,
Da iluminação da luz solar,
Do dia que só se resume em sombrias trevas amenas.
Ando contente
Sou das ruas o agiota,
Alimentado diariamente pela fome imposta.
Choro ante o reflexo das minhas lágrimas
Que me exoneram numa ilhota.
Nada falo ante os que me chamam idiota.
A influência do capitalismo e a busca pela verdadeira identidade
Será que sou apenas uma sombra do que almejo?
O modo capitalista molda meu ser, me rodeia
Para um nicho que me convém, mas será isso o que desejo?
Será que estou genuinamente mostrando minha ideia?
Os desejos se multiplicam em formas e jeitos
E eu, perdido, não consigo ser eu mesmo
Com várias camadas de outros eus, tantos conceitos
Que nem sei mais qual é o meu verdadeiro extremo
Seguindo como uma boiada, sem rumo certo
Volto sem saber se sou verdadeiramente eu
Ou apenas os eus dos meus antepassados, incerto
Busco encontrar a minha voz, o meu eu
Em busca do verdadeiro motivo da criação
Para não ser escravizado e dar lucro aos milionários
Será que são minhas outras versões, essa questão?
Busco a verdadeira essência, em meio a tantos cenários
Criados pela minha imaginação, tantas visões
Mas quando menos espero, sou retirado da ilusão
Assim encontro a verdade do outro lado da vida
A humanidade destrói seu próprio mundo com ganância desmedida
Esquecendo que seu ganho não ajudará o mundo, perdida
Espero que este poema possa trazer reflexão sobre nossas ações e o impacto que causamos no mundo ao nosso redor.
Por um acaso, cá estou, em recesso. Em recomeço quanto à minha identidade.
Espelho-me em sorrisos alheios e vozes doces. Desaprendi daquilo que me mantinha em bom humor.
Como em um inferno, astral, psicológico. Fase de sofrência.
Acumulam-se feito bolas de neve, os sentidos mais frios.
Hoje entrei em surto
Viro Betty Murffin
Ninguém sabe minha identidade
Nunca direi quem sou
Pois ainda não sou feliz de verdade.
O chamado 🔥 de Deus na sua vida.
É a sua identidade espiritual.
É tempo de novas descobertas, coisas mais profundas no Reino.
Trecho do livro 📖 Eternidade
Identidade
O homem, por mais que se erga sobre inúmeras sobreposições, não se afasta de si mesmo, pois é projeção de sua própria essência. Com respeito às sobreposições, não são estas desvios de quem ele realmente é, mas sim manifestações da mesma identidade, como reflexos de uma virtude essencial que se desdobra de diferentes formas sem perder-se.
A tríade da identidade divina…
Em cada ser reside uma tríade de existências: a primeira, urdida pela nossa autopercepção, um retrato interior muitas vezes adornado por anseios e ilusões; a segunda, plasmada no olhar alheio, uma tapeçaria de juízos e interpretações nem sempre fiéis à essência; e a terceira, a mais profunda e imutável, conhecida apenas pelo Criador, a fonte primordial de nosso ser.
A identidade, em sua busca incessante, clama pela compreensão da nossa gênese, a clareza do nosso destino e a firmeza do nosso presente. É o fio condutor que nos orienta na tapeçaria da vida.
Assim como Daniel, imerso no coração da opulenta Babilônia, manteve incólume sua integridade, a influência do entorno perde sua força quando ancoramos nossa essência naquilo que verdadeiramente importa: nossa filiação ao Divino. O ambiente que nos cerca, seja ele suntuoso ou modesto, a urbe em que habitamos, o estrato social a que pertencemos, palidecem diante da identidade que cultivamos em nosso Criador.
Pois, ao reconhecermos quem somos aos olhos do Eterno, do Senhor de toda a criação, as críticas perdem seu veneno, as maldições não encontram guarida em nosso espírito. Fomos constituídos como prole amada, entes queridos e destinados à vitória. Nossa verdadeira identidade reside nesse reconhecimento divino.
Desprezemos, portanto, os ecos das vozes externas e as miragens da nossa própria mente, e atentemos à verdade inefável que o Criador conhece e proclama sobre nós.
A falta de identidade torna o ser humano um incapaz, um indivíduo vulnerável, às tentações e provações decorrentes na vida.
270323
A IDENTIDADE DA POESIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Com o tempo, aprendi a trocar torrão por terra. Hoje sei perfeitamente substituir lugubria e desterro pela velha, boa e poética tristeza. Já não vasculho sinônimos rocambolescos (permita o rocambolismo do termo rocambolesco) para rio, serra e céu. Não aplico aparatos desnecessários e bestas na beleza, que se basta e cabe sem aparatos.
Seja na Rocinha, na roça mesmo, no Leme, nos Guetos da Bahia ou em Veneza, o meu poema já sabe como resvalar. Ele não emperra nem gagueja em seu romantismo (seja ou não de amor). Vai do beco sombrio à realeza, sem os recursos do arroubo; da ostentação; da exclamação tripla e do grito de guerra.
Descobri finalmente, que a poesia é o balneário das letras. Dispensa o cultuado rigor do dicionário, seja na trova; no soneto; no verso branco; na prosa poética injustiçada como poesia pelos poetas de arcádias. Escravos da precisão e da obrigatoriedade. Parasitas da burocracia literária, sem a qual não seriam poetas.
A arte maior da poesia está no se fazer sentir com a mente. No se fazer entender com o coração. E nada disso é possível num poema espremido. Forçado. Cuja leitura é maçante. Cuja construção é rigidamente metódica e mais parece uma tese dividida em versos. Uma sólida equação literária.
Qualquer poema é dotado de personalidade, quando flui naturalmente. Quando seu parto é normal. Se a sua construção é livre, ainda que adote normas. Todo bom verso, igualzinho ao ser humano, tem o mesmo valor, ainda que nasça manco. A poesia, por si só, é especial. Não é dotada de necessidades especiais. É especial.
IDENTIDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se te livras dos outros, "nada mau";
mas o mal verdadeiro está no fundo,
pois ainda estás dentro de quem és...
