Poema sobre Cego
O POVO
O Povo
O Povo,
cego, surdo, mudo,
nada.
Nada aos lás e cás,
aos gozos e ais,
aos fundos e rasos,
aos menos ou mais.
O Povo,
ópio de si,
glória de outrem,
mora imerso no Mar.
Alheio à praia lotada,
perde a festa, o pulo, a luarada.
- O resto dança.
O Povo nada.
Partiram, os Tiranos,
o Povo.
Deram-lhe anéis quantos fossem os seus braços,
e tiraram-lhe a força, (o abraço)
Tiraram-lhe à força pro “regaço”.
Pobre Povo,
dos Pescadores Tiranos da Praia
Partido no Talher da jogada:
eles tirando muito
e o Povo, Tadinho, virando nada.
...
Lá, mundo de muitos mudos,
Mundo de muitos tudo,
mundo de tantos nada.
Cá, pobres obras paradas,
cofres empobrecidos
e uma hierarquia encravada:
Eles com todo o tudo,
E o povo, contudo, nada.
Uma garota sábia diz :'' - O pior cego é aquele que não quer ver !'' KKKKKKKKKKK'
Voos' ri e pensa “ que idiota” kkkkk só que dois minutos depois você para e pensa:
“não pera .. essa sou eu” ¬¬' meu namorado é um perfeito cafajeste !
Quer saber mesmo se ama uma pessoa :
se pergunte "e se" E se ela(e) fica-se cego,continuaria aqui?
E se perde-se um braço, continuaria aqui ? se a resposta for não então você não ama essa pessoa
O sentimento é como um cego viajando no universo sem um destino traçado quem poderia prever o resultado?
É como o caminho dos ventos, como o fundo do oceano, quem controla os pensamentos ou sonda seus planos?
Há um ritmo que toca a música do amor que nenhum instrumento é capaz de reproduzir, um som que nenhum equipamento pode captar, que só o coração vai ouvir e nessa mesma frequência vibrar.
08/06/20
Quem não é capaz de ver qualidades nos outros, deve ser cego para com os seus próprios defeitos
Doctorstrangelove
Cego estigma
Barragem explodida de lama impura,
desce o morro derrubando meu tudo,
me fere, mata, destrói e ver, me apura,
embora, sobrevivente deste absurdo!
O que ignora lama enfurecida de vício?
Se sou pessoa, sou criança, sou a cria;
sou planta, sou animal, menos seu cio!
A tua soberba gananciosa é vil autoria,
desta lama desastrosa que me vitima,
me faz órfão desta miséria do mundo,
onde tua ganância, a ambição estima!
Na minha inocência te mostro a língua,
a esta escorrida lama de cego estigma,
em que o poder aumenta e não míngua!
Os amigos saíram do meu lado, alegando que meu ego me deixou cego de vez
O foda é você achar que humildade é ter que se sentir culpado por fazer o que você não fez
Que se foda você
inoportuno
na escuridão marítima
cego apoio-me na garça
vou com suas pernas
o coração aberto como uma ferida
sem rota
anda pelo mar
este grito que não tem onde atracar
Seja amor...
Quanto ao que posso ver,
Olhos de quem não vê,
Cego a um tempo de grandes asas
Que acolhe as dores das rosas,
Cortadas sem motivo.
Quando olho para ti onde tudo vejo,
Apenas olho não a corto,
Posso eu fazer parte de sua arte,
Quem sabe em um quadro antigo.
Da lembranca guardada em um porta jóias,
Assim fica uma rosa ao chão da floricultura,
Caida, imóvel amor sólido como gelo,
A espera de calor intenso, interno
De um sentimento esquecido.
Um seguimento interrompido,
Perdido, ou não mais sentido,
Que venha em tudo, muito ainda vestido,
Vestido da pele mais quente e ardente,
Do que chamam de amor ou quem sabe amar...
Algo do qual raro e sem entendimento racional,
Ainda que seja amor, sugerindo prazer,
Que muitas vezes a dor é de maior conhecimento,
Ilusão ao se dar como verdadeiro,
Sempre sorrateiro, envolvente,
Surdo ao som de meu silêncio.
Meus lábios se calam, ainda penso,
Coração que nunca se cala, a mim aborrece,
Voz atenta e tenuante que se desprende
Da alma que flutua no escritor,
Que vagueia nas palavras sem sentido,
Na despretenciosa poesia solidão...
Do amor que excede em seu todo
Deixando apenas o perfume da paixão
Sórdido cultivo de suas rosas,
Que logo perdem suas pétalas,
Que das pétalas o tempo cuide,
O perfume, as lembrancas guardem.
O silêncio que ainda persiste
Do pensamento que não se cala,
Que o gelo se derreta ao calor da saudade,
E do caule uma nova rosa.
Quanto ao amor...
Que seja amor!
José Henrique
"BENGALA BRANCA"
Um cego vinha descendo a rua com sua bengala branca, pela sua deficiência até que caminhava rápido e conseguia desviar da maioria dos obstáculos, não levou nenhum tombo, não deu de frente com nenhum poste. E continuou caminhando rua abaixo apenas com a certeza que sua bengala branca o orientava.
Ele vivia na escuridão, não via, não enxergava, seus sentidos eram apenas o olfato e audição e a bengala branca. Com todos esses problemas sua face não esboçava tristeza, apenas a determinação de ir ao seu destino. Tomou certo cuidado para atravessar a rua, mas atravessou...Tinha Fé!!!
Eu ando pelo vale da sombra da morte e eu não temo nenhum mal, pois sou cego para vê-los.
Minha mente e minha arma me confortam, porque eu sei que matarei meus inimigos quando eles vierem.
Certamente bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e eu habitarei esta terra eternamente.
(Through The Valley)
Se você me entende
me explica ?
A pobreza de espírito
É um grito silencioso,
cego e ensurdecedor.
Expressar arte
Para pessoas vazias
É desperdício !
Obviamente seria
jogar pérolas aos porcos.
Estou exaurido
a tristeza quanto a isso me vence
De tal forma que tem dias
Que nem faço questão de existir
Eu só sobrevivo a mais uma crise.
Tornei -me cego, mesmo podendo ver;
Tornei -me surdo, mesmo podendo ouvir;
Tornei -me mudo, mesmo podendo falar;
Tornei-me anósmico, mesmo podendo cheirar;
Tornei -me paralítico, mesmo podendo andar;
Tornei -me órfão, mesmo tendo pais;
Tornei-me num alexitímico, mesmo tendo sentimentos;
Simplismente tornei-me num cadáver andante.
Eu vinha andando pelo escuro
Totalmente cego
Achando que isso era normal
E ao meu redor, todos como eu
Eu me sentia um Deus
Sem saber que era um mortal
Mero mortal
Uma pulga ou uma bactéria
Até que agindo como de comum
Tentei fazer mais uma presa
Sem saber que eu seria a presa
Eu não sei se era de terra, água, fogo e ar
Mas eu fiquei no ar
Com um só beijo que lhe dei
Perfeições Realmente são visíveis
Imperfeições quase imperceptíveis
Um coração cego
Luta o impossível
Decepção
Faz a gente imprevisível
Uma canção
Com a nota errada é infalível
Pro coração
Amargurado desse nível
Me diz
Porque tanta dor em mim
Se escrevo e me refaço sim
Me deitar em seus braços?
Não mais, não mais
Perfeições Realmente são visíveis
Imperfeições quase imperceptíveis
Perfeições Realmente são visíveis
Imperfeições quase imperceptíveis
Pior que o amor que eu sinto por você se quebrou
E me mostrou que sofrer
Não mais, não mais
Não espere que eu sinta rancor
Hoje só me resta amor
e com essa dor vou me refazer!
Orgulho, barulho do ego
Tô cego, mergulho e rezo
Tô certo, e na reza eu peço pra não ser raso
Se for um tropeço, Deus, encerra o caso
Pensamentos meus contigo eu caso
Sentimento é amigo mas fiz um descaso
Criei um caso sério com essa razão
Então eu me enterro nessa solidão
Errei e erro em cada paixão
Sinto que assim serei até meu caixão.
Vivemos tempos em que ser luz é ser ponto cego para iguais que se ofuscam com o brilho alheio, se perdendo na escuridão de suas existências desperdiçadas por Dharmas à deriva.
Parabéns por sempre ser luz e mensageira de boas vibrações!!
Desejo que sua imensa luz permaneça sempre acesa, fazendo a diferença, apesar de tantos pontos cegos.
Mamaste!❤️👏👏👏👏
