Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
Til
No til não há pressa.
Também não há urgência.
É um sinal menor,
mas que carrega pão,
mãe,
irmão.
Sem ele, o mundo seria mais seco.
Seria são demais.
Seria não.
Til é curva que não encurva.
É nariz da língua,
sorriso discreto no rosto da letra.
Ninguém repara —
até que falta.
E quando falta,
tudo desafina.
Poderíamos viver sem ele?
Claro.
Como se vive sem o silêncio.
Mas é no til que a fala respira.
E a palavra se lembra de ser palavra.
O OLHAR DA SEMENTE
A semente não vê a flor que será,
Mas sente no escuro a vontade de ir.
Enterrada no tempo, sem saber o que há,
Ela confia no mistério de existir.
O ser também é assim — pequeno, oculto,
Guardando em si o mais puro impulso.
Não se trata de crescer pra fora,
Mas de florescer no agora.
E aí você percebe que o respirar é suave, que não existe mais aquela tensão, o aperto no peito acabou, a sua voz é calma. Que o alívio passou!
Não há mais a opressão.
Se libertar pode ser um passo difícil, mas uma vez que se experimenta, é viciante e prazeroso.
Um brinde à liberdade.
não merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras
não merece amor quem
os nervos não esfrega em mel em cinzas
e no zinabre de fagulhas e salivas
arrastando a língua nas flechas
contra postes paredes e pedras
não merece amor quem vive em si
esquálido como um cristo que não pesca
como um cachorro que tem dor de barriga
e flores e gramíneas não mastiga
nem faz compressa
não merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras
Era uma vez um garoto que nutria um profundo sonho. Porém, esse sonho não era apenas uma ilusão; ele era algo real, cuidadosamente planejado e estruturado. O planejamento que ele fez estava voltado para o futuro, mas, curiosamente, esse futuro nunca se concretizou como ele esperava.
Com o passar do tempo, aquele garoto cresceu e se transformou em um homem. Agora, este homem ainda carrega dentro de si os sonhos que, até então, não se tornaram realidade. Contudo, ele sente que a realização desses sonhos está cada vez mais próxima.
Entretanto, essa chegada dos sonhos à sua vida é um processo que requer paciência, porque o tempo, que muitas vezes parece escasso, acaba por se metamorfosear em um futuro novamente. E esse futuro, por sua vez, é uma nova interpretação do que um dia foi um sonho, perpetuando o ciclo de aspirações e o desejo de realização que habita em seu coração.
“Não perde teu tempo comigo, não.
Eu não sou o tipo de homem que tu tá acostumada.
Eu não sei fingir que tá tudo bem quando tá tudo errado.
Não sou teu chefe.
Não compro teu silêncio com salário.
Mas também…
não vou disputar atenção com quem te trata como opção.
Tu fez tuas escolhas.
Só lembra que conforto demais, às vezes, custa caro.
E quando ele te trair — e vai trair —
tu vai ter que calar.
Porque tua liberdade… tu vendeu.
E se um dia tu cair na real…
Pode ser que eu já tenha ido longe demais pra voltar.”
Fantasma do amor
Fácil é fazer corações se perderem
Difícil é encontrar motivos para não sofrerem
Sou abrigo, a paz a fluir
Onde sonhos se encontram e podem ressurgir
conforto onde muitos se aquecem
o calor que abraça
fogo que nunca se apaga
Figurante a brilhar
Modéstia disfarçada, sabendo meu valor no ar
Você é o sol, o centro a reluzir
Desejo que brilhe que venha a surgir
Posso ser um caminho, luz em sua jornada
abrindo espaço para a vida sonhada
Mas nem sempre o amor é um mar profundo
no primeiro erro me afasto desse mundo
Como um sussurro no vento
serei sempre parte do seu mais intenso momento
Apenas um fantasma que passa a vagar
ecoando na sua mente, deixo imaginar
Perdeu-me e nunca vai me encontrar
Fazia sentir-se único na multidão
Vi sua essência e perfeição
Agora restou um eco, um vazio profundo
tentando preencher com coisas do mundo
Mas saiba que nada preencherá essa dor
Você busca o que é vazio, e não o amor
E eu sigo aqui, sombra de quem fui
o amor que deixou escapar
Um lembrete do amor que nunca mais construiu
Vivemos um status ilusório!
Aquele fake verdadeiro entende?
No entanto não somos nem oque pensamos, muito menos oque atuamos…
Quando o peso do mundo nos vergue a alma, lembra-te de que o desânimo não deve ser razão para renunciarmos à dádiva da vida. Traz à memória que carregas em ti a sagrada responsabilidade pelos que te são confiados, e que seria acto de egoísmo partir sem honra, traindo o amor que em ti depositaram — sobretudo aquele dos mais pequeninos, cujas almas puras ainda se moldam ao calor da tua presença.
Quando os obstáculos se tornarem muralhas, não enfrentes a batalha em vão; se necessário, retira-te do ruído dos homens, busca o silêncio no recanto mais íntimo da tua morada e vive em quietude, sem ferir a harmonia alheia, concentrando a tua luz nos poucos — e tão necessitados — corações que te amam e aguardam a seiva do teu afecto.
Lisboa, 26 de Abril de 2025
Crónicas da Vida
Eu estou no tempo, mas não sou do tempo.
Cada momento me veste de novas formas,
mas quem sou não se desfaz.
Estou onde os dias nascem e morrem,
mas sou onde a vida não começa nem termina.
Minha presença no mundo é breve,
mas minha essência atravessa as margens do tempo.
Aquilo que vejo é sombra e reflexo.
Aquilo que sou é luz e raiz.
O que muda, eu respeito.
O que permanece, eu honro.
Ser é habitar o que é eterno.
Estar é caminhar por aquilo que passa.
Eu estou para aprender.
Eu sou para lembrar.
Nada que o tempo carrega me pertence.
Tudo que o ser guarda é o que eu sou."
maturidade verdadeira
O que mais admiramos no outro é a maturidade.
Mas não é qualquer maturidade: é aquela que nasce da vivência, do processo vivido e sentido na pele.
Ouvir histórias e aprender com exemplos é valioso, sim. A sabedoria muitas vezes começa pelo ouvir.
Mas a verdadeira maturidade — aquela que traz profundidade e propriedade — só se conquista passando pelo processo.
Quem viveu sabe. Quem enfrentou sabe. Quem superou sabe.
E quando essa pessoa fala, não é apenas um eco de palavras que aprendeu, é a verdade daquilo que ela foi capaz de atravessar.
É por isso que a maturidade genuína é tão admirada: ela carrega a força de quem não apenas ouviu sobre a vida, mas a viveu de fato.
"Soneto breve à força"
Não te rendas à dor, amor meu,
nem ao peso sombrio das horas vazias.
Dentro de ti, arde um coração de fogo,
e nenhum inverno será capaz de extingui-lo.
Mesmo que a noite se feche sobre teus olhos,
e as pedras sangrem os teus pés cansados,
sê rio, sê raiz, sê espada, sê flor:
não te rendas, amor, não te rendas.
Sem nada de mim
não queria ter sido parida...
trazer em mim essa ferida...
nem o amanhecer... nem o entardecer de mim deveriam ter palavras ouvidas...
não haveria riozinhos com águas quentes pra me banhar...
eu ali jamais iria estar...
secar ao sol
um vento o corpo refrescar
nada disso quisera eu ter de experimentar...
um olhar a se perder na distância
sem alma pra abarrotar de dores dessa eterna inconstância...
sem partículas de mim nos caminhos de espinhos desfloridos...
ao pó caídos... numa eternidade sem fim destituída de mim
Pessoas não muito mais inteligentes do que você fizeram coisas grandiosas...
Talvez não seja sobre inteligência, mas sobre coragem!
Nota em papel sujo
Te perdi.
Ou você me perdeu primeiro.
Não importa.
Resta a cama vazia,
o cheiro podre da tua ausência
grudado na parede.
Não volto.
Você não volta.
Mas ainda ouço teu nome no escuro.
LEIA COM ATENÇÃO
Tudo que escrevo não é para você
ou provar que tenho maior conhecimento,
mas sim, me ajudar em momentos depressivos e lembrar todas as merdas que já fiz.
Ainda as faço, só que controlando
mais as emoções.
Felizmente, sou um ser humano imperfeito,
que luta para melhorar todos os dias.
Por isso, procuro lembrar
minha consciência...me escrevendo
O amor que queima e tece
as saudades repartidas
é amor que não se esquece
nem por duas ou três vidas.
"Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: 'Confessarei as minhas transgressões ao Senhor', e tu perdoaste a culpa do meu pecado."
(Salmos 32:5)
Se não se arrepender agora, amanhã pode ser tard. Mas, se se arrepender agora, uma eternidade te aguarda.
Autenticidade
Quem é, não precisa anunciar,
carrega no olhar, no gesto, no silêncio.
A essência não grita...ela vibra.
É o vento leve que move as folhas,
sem precisar se mostrar.
Quem não é, fantasia o que falta,
costura máscaras com linhas de vaidade,
enche a boca de palavras grandes,
mas o eco é vazi...
porque onde não há raiz, o vento leva.
Ser é sutil.
Parecer é barulhento.
No fim, o tempo revela:
o que é, permanece.
o que finge, se desfaz.
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