Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
O TEMPO QUE ME SUPRIME
Eu não tinha tempo, mas inventei.
Eu não tinha ideia, mas eu criei.
Não me era oportuno. Aproveitei.
O tempo de que disponho
É do tamanho a que me proponho.
O tempo que me falta agora
Não me impede de viver sem demora,
Porque o tempo não me define,
Mas o que tiro dele me suprime.
Nara Minervino
As vezes fico meio sem graça, não sei direito o que te dizer expressar todo carinho e amor que sinto
Sabe da mesma forma de um abraço
ai eu venho aqui olha vejo a última vez que você entrou
Não queria te chatear
mas queria que visse que te olho
Te procuro
Queria estar perto
Te abraçar
Eu te amo
e amo estar com você
Se você quiser sair sentar um pouco me avisa
Se quiser, se preferir descansar está bem
Sabe saio ali na frente e fico em maior esperança de te ver
é sempre um negócio rápido
Olho e lá vai ali no lado do carona, com o cotovelo na janela
Aí você passa a mão no cabelo e percebo que você sorri
vou a frente e sempre olho procurando te ver
você passando aqui tão perto
mesmo sentado aqui a porta fica sempre aberta
pois te espero se um carro passa confiro quase nunca é você
mas quando é meu coração fica igual está agora
repleto, pulando
eu te amo amor
Caminho e caminharei,
mas nunca pelo alcatrão,
pois sei perfeitamente
que esse não é o meu chão.
Que o chão é coisa Divina,
já dizia o meu Avô,
numa estrada de terra fina,
é assim que eu sou.
Outro caminho sagrado
é velejar pelo Mar,
andar por cima das ondas
ver os pássaros a voar.
O deserto das mil histórias
pude um dia pisar,
caminhei naquelas dunas
até o Sol me queimar
Caminho sempre em frente
nunca paro de sonhar
nesta estrada da vida
o que importa é amar.
FRAGMENTO
POESIA: VAMOS!
AUTOR: SAMUEL THORN
Não sei explicar o que sinto.
Parece, mas não é ilusão.
Tenho medo de saber explicar
E parar de sentir o sentimento bom.
(...)
Quando a fé eu não conhecia
No auge da minha angústia e dor.
Venho um temporal violento.
Perdi a paz e o alento.
A namorada abandonou.
O mente pressionada e o coração turbulento.
O dinheiro virou nada, nem para o sustento.
Perdi a dignidade.
O sonho virou saudade.
Uma vida de tanto sofrimento.
Auto estima não mais existia.
Amizades foi raridade.
Ficou apenas a verdade.
Tão triste realidade.
Foi assim um dia.
Uma tempestade perversa.
Enfermidade presente.
Oportunidades e trabalho escassez.
Não entendia mais minha mente.
A loucura e depressão em meu ente.
Um mundo de insensatez.
Aniquilado e maltratado.
Perseguido e acusado.
Um rebento violento de dor.
Hoje 16 anos condenado.
Quando a fé não conhecia.
O desastre me seguia.
Agora voltei a respirar.
Esperança, vida e alegria.
Promessa e confiar.
A fé tenho como guia.
Um senhor, um Deus, Um Jesus.
Clamo pelo transformar.
Um santo Espírito experimentar.
Entender o poder da cruz.
Saciar o gozo da verdade um dia.
Repetindo.
Creio, a fé, meu guia.
Giovane Silva Santos
Natal nosso de cada ano
Se longe de nossos familiares
não se fica solitário no Natal
as lembranças lançam os seus olhares
de quão a família é fundamental...
Enfeito a árvore com afeição e alegria
trazendo ao coração natalina poesia
o Menino Jesus, José e Maria
as bençãos da Sagrada família!
em vigília
ofertando reluzentes guirlandas de amenidade
e assim, neste cenário a felicidade
Gratidão, ó Divina Bondade...
Entrelaçando toda a alma nesta generosidade
de união, amor e coloridas luzes de esperança
nem sempre almejar toda a bonança
e sim harmonia e fraternal paz
que convém aos que estão e aos que jaz...
Na lista de presente
o nome nunca se é ausente
de cada um... com:
ternura
meiguice
exemplo e bravura...
No cartão da vida assim escrever:
doces palavras ao ser humano
fazendo acontecer...
- O Natal nosso de cada ano!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro - cerrado goinao
E tudo se repete
Não sei onde eu tô errando
Talvez não tô procurando o louco certo
Pra me entender
E tudo se repete, repete
Não interprete o nosso karma
Calma que pra sua arma
Sou à prova de balas
Abro a porta não te acho
Voou que nem passarin' e eu fiquei só
Mas já que uma andorinha só não faz verão
Cê vai voltar e vai me dar do seu melhor
Bastou te conhecer melhor pra perceber
Que nossos corpos já não
Se encaixavam mais
E eu feito faísca só queria me acender
No reflexo do teu olhar
Vai, duas vidas a mais
Te fizeram capaz
De ferir tua visão
Vai, quando a gente não vem
Leva sempre um porém
Dentro do teu coração
Saiba bem do caminho na largada
E não vá se perder com tanta estrada
Não se pode esquecer do objetivo
Não há laço maior que o afetivo
Nem amparo melhor que a madrugada
Não é, nem nunca seremos nós que entenderemos a vida!
Pois é a vida que terá que
se entender conosco mostrando-nos toda nossa estupidez ou tolices...
Não te assombres se ao invés de te abraçar, ou falar, pegar-te em meus braços e um beijo te dar, fazendo dois corpos em sentimentos furiosos soarem.
Pois assim como é inevitável tornar-se o dia em noite, também é inevitável, eu falar, em teus olhos olhar, sem ao menos o meu labio em teus labios tocar.
Já mais quero viver um sonho, pois sonhos tendem acabar, contudo, se fores um sonho cuja as extremidades amorosas venha me fazer te amar, este é um sonho, realmente um sonho, que nunca desejarei acordar.
na vida tenho aprendido
que nem tudo é sobre morada
porque aquele que não é destino,
quase sempre é estrada.
Espírito Santo
Quando você me invadiu.
Parece que cego continuei.
Em não perceber eu temei.
Porém em mim já existiu.
Espírito da palavra escrita.
Não foi eu que inventei.
Não sou dono da lei.
Mas estão nas páginas redigidas.
Não quero ser tomado de ambição.
Nem tão pouco hipocrisia.
Quero reconhecer com alegria.
Essa dádiva da lição.
Acredito que o senhor tem muito mais.
Encher e transbordar.
Envergonhar satanás.
Com o Espírito abundar.
Espírito Santo do teu gozo perfeito quero experimentar.
Do teu poder e visão.
Sabedoria e equilíbrio do coração.
Espírito Santo em mim vem morar.
Chamo e busco por essa questão.
Humilho me e imploro.
Da forma que ri ou choro.
Quero o Espírito da salvação.
Giovane Silva Santos
Flores não nascem no inverno
Com meu silêncio teu corpo conversa
Não vê novidade
Não vê verdade
Mas de minh' alma o fundo enxerga
Onde por tudo procura
E só dúvida encontra
Pedaços de mim num porão
amontoados em fria solidão
Nenhum é meu de verdade
Como é cara a vaidade
E só você que é flor do inverno
Pode me tirar desse inferno
Você que nasceu do gelo
Você que não tem estação
Me guarde em seu coração
E me arranca esse medo
O tempo é indeterminado
Infinito e curto
Grande mas minúsculo
No final o tempo não tem tempo de vida
Já que ele é o próprio
Agora nós temos
Nós nascemos
Morremos
Apodrecemos
E viramos pó
Para o mar que é o tempo levar
Ao fundo dele
Acordei!
Sonhei, o motivo?
O assunto que com você conversei.
O correto a razão, não manda no coração.
A sensação e a vontade, mesmo que parecendo falta de sanidade! Não quer se calar... e um grito mental ecoa! Vontade...
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