Poema por que o Macaco Nao Olha seu Rabo
2 no caminho
Não me importo quanto ao tempo
ou quão distante é o caminho.
Não me importo se não vou aguentar
só não posso é ir sozinho
Tantos muros no caminho
não consigo derrubar.
Preciso de um pezinho
para esse muros pular
Se calçado eu estou,
meus sapatos eu te dou
casos as pedras do caminho
queiram furar teu calcanhar.
Uma luz a minha frente
eu vejo ofuscar,
mas agora estou sozinho
acho que você adiantada no caminho
me ilumina com seu brilhar.
Compaixão e dor
Não existe dor no mundo
maior que a minha dor,
não que eu seja um morimbundo
ou eterno sofredor.
Porque quem sente ela sou eu
e o outro não entendeu
quando vi o seu rancor.
Não sabia a diferença
entre dor e compaixão,
esse se sente com o estomago
e a dor com o coração.
POESIA SENSAÇÕES
Não é apenas este mar que reboa nas minhas vidraças,
Mas outro, que se parece com ele
Como se parecem os vultos dos sonhos dormidos.
E entre água e estrela estudo a solidão.
Não queira me chama para que siga por cima dele, nem por dentro de si, deixe-me apreciar, sentir e partir...viver...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Me perdoa mãe, pela vezes que não soube ser filha.
Me perdoa mãe, por meus erros de adolescente.
Perdoe-me por não ser perfeita.
Te amo mais que tudo! Tu és incrível!
Tu és a melhor mãe e Deus me deu a melhor de todas.
Sou grata por tudo que fizestes e faz por mim.
Você não tem a obrigação de agradar a ninguém. Porém,você tem a obrigação de respeitar,ser agradável e gentil ,até mesmo com aquelas pessoas indesejáveis e intoleráveis que não são,nada agradáveis com você."
---Olívia Profeta---
O ALIMENTO DA ALMA
Saudade sofrida mesmo é a ausência de tudo aquilo que não se teve, com a imprecisa lembrança do que não se fez. Isso sem esquecer a lancinante angústia de uma vida inteira presumida: relembrando as inúmeras promessas solidificadas no desquerer do destino, ou lamuriando por cada desejo não consumado. Entretanto, ainda pior, será a contaminação deturpada para a descrença no novo alvorecer. Porque, somente amanhã, redobra-se o otimismo, recicla-se a força e se torna capaz de sonhar com tudo aquilo novamente.
Pois, quando desistimos de lutar pelos nossos sonhos, nos tornamos mais indiferentes, amoldados e desvidrados. As inolvidáveis frustrações dos sonhos amortecidos permanecem aprisionadas para sempre nos subterrâneos da nossa mente. Onde guardamos um amontoado de coisas preciosas, que se perderam entre a vontade, o medo, o tempo, o acaso, a desmotivação, a desistência, os pretextos, as obrigações, a rotina etc. Enfim! Onde tentamos enterrar dentro de nós mesmos, à ausência de tudo aquilo que não fomos além das expectativas presuntivas dos nossos atulhados anseios.
A pior morte, portanto, é aquilo que deixamos de ser, ainda em vida, quando renunciamos aos nossos sonhos. O conformismo, o contentamento, e a apatia pela ausência de ambição, desnaturaram as almas que vagueiam opacas pela vida sem mais nenhuma fantasia. Os sonhos não são apenas cobiçosos desejos físicos, são os alimentos da alma ante aos anelos do coração. Uma vida sem sonho é como uma praia sem areia, uma primavera sem orvalho, uma flor sem perfume. Os sonhos atribuem novos significados a nossa própria existência, rejuvenescem a alma, regozijam a esperança, e preenchem com encantamentos a languidez do nosso cotidiano. E sem o embevecimento que os sonhos suscitam, a vida se torna austera, os risos sóbrios, e os nossos caminhos entenebrecidos. É quando deixamos de viver, e passamos, simplesmente, a existir.
O RECOMEÇO
Eu já acreditei no que não existia, enquanto desconfiava de tudo aquilo que se revelava óbvio. Achava a esquisitice normal, pois a normalidade nunca se despia da sensatez. Apostei o que não tinha, arrisquei vultosas patavinas, e perdi o que não malparei. Já segui os meus instintos, ao passo em que desobedecia as minhas maiores convicções. Aspirei o impossível, escolhi o improvável, e rejeitei o desimpedido. Eu já menti para não magoar uma pessoa, assim como também blefei apenas para me proteger. Escolhi o sentido oposto dos atalhos retos, e perambulei na contramão da prudência. Porque, eu sempre tive receio de andar no encalço dos desígnios de outras pessoas, e perder o caminho de volta para mim mesmo.
Dos meus desacertos... Eu perdi as contas de quantas vezes errei. Já errei por intuição, errei por escolha, por ausência de opção... E por pura teimosia – quando a culpa parecia menor que o prazer – ainda insistia em cometer os mesmos erros no meu afã desatinado de acertar. Cai, levantei, me perdi, me abandonei, me puni, me critiquei, me perdoei, e por inúmeras vezes, tropecei esbaforido, na intensidade dos meus próprios sentimentos. Mas nunca – em momento algum – eu pensei em desistir dos meus sonhos. Pois, eu jamais deixei de acreditar no denodado vigor que provém dos recomeços. Sobretudo, quando compreendi que as nossas atitudes determinam a distância entre aquilo que almejamos e aquilo que possuímos. Porque, não são apenas as vontades, tampouco os quereres. Mas, a nossa temeridade para sairmos em busca daquilo que realmente acreditamos que nos concede o poder de transformarmos todos os nossos sonhos contemplados em realidades tangíveis.
Posso esquecer as cores...
E as cores morrerem comigo...
Só não consigo esquecer...
A cor do teu sorriso!
Quando o problema e falta dinheiro podemos conseguir.
Quando e doença podemos ser curados ou não.
Quando e falta de caráter, não adianta ter dinheiro nem saúde ou morrer.
Vai ser sempre lembrado como um mau-caráter!
OLHOS QUE NÃO VÊEM:
Após uma tarde memorável em que assisti uma magnifica aula ministrada pela professora drag queen Rita Von Hunty mestranda em letras pela universidade de São Paulo acerca de uma temática bastante pertinente ao contexto Político/social da atualidade: O capitalismo e suas metástases que aniquila aos poucos as sociedades modernas.
Ao retornar à minha residência, ainda no ônibus escolar e na altura do supermercado ideal, quebra-se a rotina da viagem ao deparamos com um grande frisson.
Ao observar o que acontecia vi que funcionários das lojas estavam todos nas calçadas atônitos e os transeuntes se manifestavam na rua sob o som de uma música natalina e o brilho de luzes psicodélicas que lentamente aproxima-se decorando alguns caminhões da Coca-Cola, todos igualmente pretos, sem suas luzes convencionais, apenas iluminados por milhares de luzes natalinas que os adornavam.
Em um deles havia um grande trenó com um personagem de papai Noel e duas crianças que usavam a mesma indumentária.
Moral da história, no ônibus as mocinhas e os mocinhos todos formandos da universidade estadual da Paraíba, e que paradoxalmente alguns teriam participado da citada aula havia trinta minutos.
E no compasso daquele frisson levantaram-se de seus acentos e gritavam euforicamente: Nossa, que coisa linda! Ai meu Deus!
Logo alguém me indaga. Seu Egberto o senhor não gostou? Não acha lindo?
Ééé, respondi. Mas é de uma beleza artificial.
Essa beleza ofusca os olhos das crianças do pedregal, do morro do urubu, ramadinha, favela do papelão...
E em uma interrogativa. Isso vai para onde?
Irá ancorar no templo sagrado do capitalismo, (shopping center), o espaço público que priva. Segrega e exclui os olhos da pobreza. Por isso eu não gosto do natal.
Viver a dois é uma troca, que não deve ser comparada, cobrada ou quantificada.
Não se ganha nem exige à força.
Não é uma competição, é entrega é doação, é ceder sem querer com a finalidade de ser.
Ser o quê? O que quiser ser, para este ser com o qual você escolheu viver!
A raiva é inútil, nutre apenas o que não é útil.
Quanto tempo tem o TEU tempo?
Se não sabe a resposta, não fale nada, nao perca esse tempo que não podes quantificar tentando esclarecer o que custa menos tempo para acalmar.
Passos
Me desculpe por essa ironia
Porque você não sorri?
Perdi meus passos no escuro
Não sei mesmo onde é aqui
Quero sentir minha alma
Bloquear a tal razão
Maneiras de achar no nada
O maior vazio então
O vento segue chorando
O pensar desfez aqui
Vou voltar para o escuro
E como meus passos sumir.
Erro certo
De tanto pagar pelo erro
muitas vezes pago adiantado
mesmo não o cometendo
ainda sim sou acusado.
Já que a culpa é do passado
de tanto que já errei
me julgo inocentado
Por tudo que paguei.
Eu nasci no Brasil
Não escuto palavras que jogam no fuzil
Não vou parar para ouvir comentário hostil
Não vou escutar
Muito menos idolatrar
A dor que nesse mundo, todos acabamos de causar
Não posso aceitar as lágrimas
Não posso aceitar o sangue
Não posso aceitar a dor
Aceitar é se calar
Aceitar é se ridicularizar
É se rebaixar a um nível que nem mesmo o presidente do Brasil chegou
Fingimos que não vemos...
Nos calamos e passamos reto
Direto,
Para o precipício da era digital
Direto,
Para o precipício da dor infernal...
Aceitamos tudo isso,
Aceitamos a dor
As guerras
As mortes,
Simplesmente para evoluir o meio de transporte
Escutar e aumentar a visualização do esporte
Criar uma era viciada em telas e trabalho
Vendemos nossa alma em troca de riquezas
De joias e fraquezas...
Vendemos nossa alma, e aqui estamos,
Odiando a nos mesmos...
O amor é que nem ônibus...
Você espera,
se ele passar você não corre atrás,
mas se ele atrasar você reclama...
Se ele te deixar esperando muito,
você chega atrasado e ainda se lasca.
Muitas pessoas acham que o amor só é uma forma de expressar sentimentos.
Mas, na realidade, não é nem metade disso...
Amar é se arriscar;
aprender;
compreender;
e entender o outro.
Amar é você saber que ama e demonstrar que ama!
Palavras servem, mas atitudes convencem!
O amor bateu em minha porta em plena madrugada
Beijou meu rosto como quem não quer nada e sorriu pra mim.
Eu, sem entender direito sorri de volta e peguei em sua mão
Saímos pelas ruas da cidade sem medo e sem direção.
"Não existe bom capoeirista, existe bom praticante porque sempre vai ter um que vai lhe superar"
~ CM Babuíno, Raízes do Palmares.
A diferença entre nós é que não há diferença,
Tão somente a maneira como vemos e conduzimos a vida.
Eu vivo para amar os outros, já você para amar os outros que te amam.
Acredite, nisso reside um abismo, dois mundos, opostos e análogos que jamais haverão de se encontrar.
Inclusive, foi um erro nos encontrarmos.
Foi falha na linha cronológica do destino.
Foi meteoro que nos obriga a nos retirar da elipse que nos faz circular ao redor do sol.
Foi só isso, nada mais.
Eu, mais do que você, queria acreditar que – finalmente – havia me encontrado,
Que depois de trafegar anos e anos na mesma trajetória havia, enfim, encontrado o meu caminho.
Eu fui inocente por acreditar que a vida podia ser diferente.
Hoje, eu sei que ela pode sim ser diferente, mas com relação a você eu me enganei. .
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