Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

Cerca de 302758 frases e pensamentos: Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

Então você percebeu que estava chovendo
Se aninhou no meu peito ao sentir o vento
E eu encantado só apreciava o momento
Se faz sol você me deixa
Te espero no frio
Que é quando tu me procura
Quando tira a armadura do verão

Inserida por Helloisah

A VIDA SEM ARTES OU ARTISTAS É UM ERRO

A pessoa não precisa necessariamente amar a outra. Só atuar bem. Ser uma excelente atriz ou ator. Ser digna de concorrer ao Oscar. O problema é que às vezes um casal feliz de bons atores se apaixona, ou seja, quer ser feliz na vida real como na ficção. Aí muitas vezes não dá certo.
Amar e ser amado é algo quase da ordem do milagre. Vai acontecer no máximo duas ou três vezes na vida. Portanto, quer viver o menos triste possível? Não perca nunca a esperança de algum dia encontrar um amor recíproco. Todavia, enquanto ele não chega, seja o melhor ator ou atriz que você puder. A vida às vezes imita a arte. A arte é o melhor caminho para se construir novas possibilidades de vida. Seja artista. Arte é vida. A vida sem Artistas ou arte é um erro. Artistas não são pessoas falsas. A loucura deles não é doença, mas saúde interior.

Inserida por Atsoceditions

Sen-ti

Tento lembrar tuas formas
Vivas quanto almas
Ambos olhos brilham tanto
Lembram mais belo canto

Busquei outras caras
Pensei achar alguém
Após horas...
Cheguei algum aquém

Nada além deti
Quero para sorrir
Busco formas deter
Sonhos para viver

Minhas lentes sofrem
Brigam entre linhas
Deve faltar alguém
Para ouvir... poesias...

Desisto! Meu amor não cabe em dissílabos.

Inserida por luiz_gustavo_santos

Hélène,

Je te garde dans mon cœur,
Mes pensées vont vers toi,
Tu me remplis de bonheur,
Quand enfin je te vois.

Tu es l´amour de ma vie,
J´ai trouvé mon destin,
La femme la plus jolie,
Avec qui je me sens bien.

Nous partageons nos émotions,
Tu me dis des mots doux,
Tu me complète, tu me corresponds,
Je me sens heureux je l´avoue.

Oh Hélène que je t´aime,
J´espère que tu me crois,
C est pourquoi j´ai écrit ce poème,
Je te veux près de moi.

Inserida por sergiocruz

Ponte dos desejos
(Victor Bhering Drummond)

Seu rio caudaloso escorre sobre o meu
E juntos formam uma cascata de vida
Instrumentos de uma orquestra afinam-se
Para um grande recital.
É Terra, É Órion;
somos garoa de constelações.

Seu sol lapida minhas pedras
E meu céu devora as cores
De seu arco-íris
É fim de tarde
As cores invadem meu olhar
De um sentimento bom
É por-de-sol lá fora
E chuva de amores e desejos
Aqui dentro e nessa ponte
Onde deixei gravadas
As poesias desse entardecer
Amanhecendo dentro de mim.

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Inserida por victordrummond

O que é verdade

Hoje fui perguntado se eu a conhecia
Falei que tinha uma
A verdade é assim
Cada um tem a sua

Para uns, a verdade é suprema
É voraz
É letal
Algo que faz mal
Usadas para bater e agredir alguém
Tratando-o como mero animal

Outros a reserva para si
A distribui em doses homeopáticas
A conta-gotas
De forma simpática
Pois ela não é
Nada mais, nada menos como acreditamos
Conhecida, amada e quiçá odiada
Da forma que a interpretamos

A melhor forma de amá-la
É ser o que é
Guardando-a dentro do coração
E mostrá-la para quem nos respeita
Sem mentirmos, mas nos protegendo
Sem ferir ou enganar,
Ninguém que venha nos amar

Amo com minha verdade pura
Um amor que não permite machucar
Por isso, minha verdade dou
Meu coração quero dar
Sem malícias, mas minha verdade
Só com você vai ficar

Inserida por Poetaantonioferreira

Na poesia me disfarço
e a teu lado navego
nos versos que te escrevo
ternuras ancoradas
mastros de espuma
você, uma pergunta ao vento
eu, nuvem fugidia
nós, apenas um poema onírico...

Inserida por elisangelabankersen

(…) E, no fim, o íntegro se desculpa
E o assassino faz vitória
Porque dizem que liberdade é solidão
E cara de choro é vexatória.
Força de dentro vira nada
Esquecem que ela vem da maior fraqueza
Mas eles dizem que faca nas costas
É pura falta de destreza.

Então,

Desculpe-me, mas não posso ficar.
Galileu foi louco
Einstein foi burro
E eu sou o drama desnecessário.
Desculpe-me, mas não posso ficar.
O traído é caçoado
O traidor é aclamado
E eu sou a culpa desse falsário.

Desculpe-me
Desculpe-me!
Mas eu, realmente, não posso ficar!
Eu ponho exclamação em todas as coisas
Porque todo o resto, é banalizar.
Desculpe-me
Perdão!
Eu não sei lidar com este mundo!
Não posso ficar calma
Porque tudo o que sei
É ficar
Fundo.

Inserida por poeticos

(...) Marcados demais para a ingenuidade
Sozinhos demais para o acolhimento
Apunhalados demais para a confiança.
Esquecido que só vale o que causa
Ansiedade
Enrugada demais para ser de momento.
Que dure até enquanto
pudermos ser
crianças.

Inserida por poeticos

À PROCURA

Paz
Encontrei em um ninho feito em uma árvore à beira da avenida
Carinho
Encontrei em um cafuné no sofá num dia frio de inverno
Paixão
Encontrei nas roupas espalhadas pelo chão da sala
Amor
Esse eu procurei e não achei
Foi então que o vi nascer
Crescer devagarinho
Ser cuidado noite e dia

Antes eu não entendia
Só o amor é assim
Ele não vem de repente
Cresce feito semente

Se bem cuidado
Não há quem arranque a raiz.

Inserida por elis_barroso

ao som do bandolim
rodopiando rodopiando
te alcanço em mim

no batuque do pandeiro
trikiti trikiti trikiti
te imagino por inteiro

no embalo da sanfona
arrasta-pé a noite toda
você meu rei , eu sua dona

no compasso do violão
sentados no banquinho
junto ao meu teu coração

Inserida por elisangelabankersen

Salmos

Compilei no meu peito
Todas aquelas palavras
Que funcionam melhor
Ao pé do ouvido
E as transformei em orações
Tão sagradas
Que os deuses ainda
Hão de escutar
Quando eu as disser
Em voz baixa
Dentro da tua boca
Tocando-te o céu
Enquanto
De olhos fechados
Contemplaremos
O nascimento
De alguma Estrela

Inserida por brasil_book

Quem vai quebrar o silêncio
Quando nosso peito calado pela distância
Sentir que há tempos já não tem voz?
Qual de nós dará o primeiro passo
Em uma corrida rumo ao abraço
Com braços atados por tantos nós?

Após a tempestade e alguma deriva
Será apenas o rancor quem flutua?
Ou será que a tua pele
Ainda navega tão viva
Procurando a minha carne
Qual a minha busca a tua?

Quem vai quebrar o silêncio
Quando nossa voz tingir-se de rouca
E o brilho dos olhos de escuridão?
Talvez os corpos falem sozinhos
E cada um quebre o próprio silêncio
Fazendo das tripas alguma canção.

Inserida por brasil_book

É urgente olhar para o céu
Com a inocência de um animal
Negligenciar os saberes astronômicos
E medir as estrelas apenas
Com nossos olhos
Tão pequenas
Em nosso enfoque
É preciso
Pensar na lua sem compreendê-la
E reaprender aquela
Admiração natural
Deixar de lado o conhecimento
É urgente olhar para cima
Com nossos olhos de bicho
Para depois olharmo-nos
De frente
Dentro dos olhos
Com o sentimento puro
De imensidões de almas
Que se sabem em corpos
Tão pequenos
Feito as estrelas no céu

Inserida por brasil_book

Para mamãe.
Um broto de roseira sem as rosas anteriores/
Botão de rosa com poucos espinhos. Muitos amores/
Mundo que gira, primavera que outona/
Tua vida, teu poema, muito aroma...
Suaviza minha vida, ameniza minha cor/
Teus cabelos, teu tempero. Meu AMOR.

Inserida por moises_trindade

Ainda é abril. Nenhuma folha tombou neste outono. Ainda. Já passamos longe daquele ano dois mil. E há tanto cansaço nos espíritos sensatos.

Devíamos ter avançado?

Mais uma vez teve arma química. E na rua, briga. Gente unida pelo egoísmo. Egoísmo coletivo. Dos meus companheiros contra os teus.

Não devíamos ter avançado?

Ainda é abril. Há sangue ofertado, escorrido aos pés dos ídolos. É abril. Nenhuma folha tombou, ainda. Os ídolos, agora, são todos feitos do metal mais vil. Todos!

Mas não devíamos ter avançado?

Ainda é abril. E não tombou nenhum espírito cansado. A sensatez lhes pesa nos ombros. Todos! Pesa, justamente ela, a lucidez que nos traz esperança. Ainda.

Inserida por UmPoeta

Rastros de sangue
(Victor Bhering Drummond)

Deixei meu rastro carmesim pelas ruas
Sem feridas, sem desespero, sem drama.

Deixei meu rastro vermelho pelos caminhos.
Calma, não se preocupe,
Não estou de cama.

É apenas meu coração transbordando amor e paixão.
Facilitei as pistas para você me encontrar
Caso se perca por aí, na multidão.

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Inserida por victordrummond

Alma forra


Antes da delicada frieza
era devotado
também de atitudes arrojadas
com a deia em forma de mulher
que me arrebatou...

me fez, do mundo, declinado
um servo, aos seus pés, inclinado
de raios desembestados
que por fim surtou...

fui amante fiel endiabrado
de corpo, dessossegado
fui o louco mais apaixonado
e cativo do amor...

mas hoje sou barco imbicado
dali fui desacorrentado
co'as fenestras do ceticismo
que me alforriou...

Inserida por betoacioli

ESTAÇÕES SENTIMENTAIS
Os finos galhos da ilusão
penetraram minhas entranhas
na esperança de ganharem corpo,
folhas e flores na primavera do amor.

Inserida por roberto5costa

Os poros em erupção
É resposta da minha pele
Aos segredos contados por sua língua.

Inserida por elis_barroso