Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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O melhor poema de amor não é orquestrado nos arranjos de um poeta, mas é vivido intensamente por quem escolhe dividir a vida é não apenas a cama.

Inserida por luizguglielmetti

O melhor poema de amor não é efêmero e superficial como as palavras vazias, e está na maturidade elongevidade dos relacionamentos que sobrevivem as inconstâncias e adversidades, e não se lê nos formatos comuns, mas é imortalizado na memória mais sólida e perene.

Inserida por luizguglielmetti

Os Amantes

Amaram-se como amam dois amantes
Da felicidade beberam toda a taça
Todo o vinho, todo o cio... de graça

Amaram-se como amam dois amantes
Somente pele e boca e mamilos e mãos
Em cada grito, greta, gole... mãos

Amaram-se como amam dois amantes
Sem palavras, sem pressa, sem “não”
Sujaram-se e fundiram-se no chão

Dois amantes não fazem escolhas
São como o tempo passando
Ou uma brisa espalhando as folhas
Nascem e renascem se amando

Inserida por purapoesia

Quando casualmente a adulação não consegue o seu fim, a culpa não é dela, é do adulador.

Aproveita muito subir aos maiores empregos do Estado, para nos desenganarmos da sua vanglória e inanidade.

É por vezes mais fácil formar um partido do que ascender, pouco a pouco, à chefia de um outro já formado.

O primeiro sulco aberto na terra pelo homem selvagem foi o primeiro ato de civilização.

Os bens de que gozamos exercem sempre menos a nossa razão do que os males que sofremos.

Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.

A ignorância tem os seus bens privativos, como a sabedoria os seus males peculiares.

Desesperar na desgraça é desconhecer que os males confinam com os bens, e que se alternam ou se transformam.

O saber é riqueza, mas de qualidade tal que a podemos dissipar e desbaratar sem nunca empobrecermos.

Os erros circulam entre os homens como as moedas de cobre, as verdades como os dobrões de ouro.

Quando sentimos que não há razão para sermos estimados, estamos à beira de lhe ter ódio.

A tirania não é menos arriscada para o opressor, do que penosa para o oprimido.

É alcançar muito de um amigo se, tendo subido ao poder, ainda se recorda de nós.

A maior parte das mulheres que escrevem as suas memórias só se pintam em busto.

Os homens em sociedade são como as pedras numa abóbada, resistem e ajudam-se simultaneamente.

É felicidade para os homens que cada um deles a defina a seu modo com variedade, na sua essência e objectos.

Os pequenos inimigos, ainda que menos danosos, são sempre mais incómodos que os grandes.