Poema o Amor segundo Carlos Drummund de Andrade

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Ninguém está mais sujeito a praticar erros do que aqueles que apenas agem por raciocínio.

A herança dos sábios tem sempre maior extensão e perpetuidade que a dos ricos: compreende o gênero humano e alcança a mais remota posteridade.

Ter privança com os que governam é contrair responsabilidade no mal que fazem, sem partilhar o louvor do bem que operam.

É preciso que a sociedade tenha ódios para fazer as transformações com que progride, tal como a terra precisa de ser lavrada para ser fértil.

As leis, no sentido mais amplo, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas.

O prazer que mais deleita é o que provém da satisfação de uma necessidade mais incómoda e urgente.

Para se executarem grandes coisas, há que viver como se nunca devêssemos morrer.

Alguém a quem prestamos pequenos favores, esperando receber em troca favores maiores.

As desgraças que vigoram os homens probos e virtuosos, enervam e desalentam os maus e viciosos.

Quase todas as monarquias foram instituídas na ignorância das artes e destruídas porque as cultivaram demais.

A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando se recomenda por muito liberal.

É muito provável que a posteridade, para quem tantos apelam, tenha tão pouco juízo como nós e os nossos antepassados.

Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.

Ninguém é tão solícito e diligente em requerer empregos, como aqueles que menos os merecem.

O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.

Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.

Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.

É muito difícil, e, em certas circunstâncias, quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.

É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito.

O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.