Poema Nao Chora mais ele vai Voltar

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⁠ARCO-ÍRIS

E assim se deu, o nosso caso de amor
como uma flor que desabrocha no asfalto
agora um arco-íris se pintou
e assim se deu, o nosso caso de amor
a minha vida, quadro cinza na parede
agora um arco-íris se pintou
e assim se deu, o nosso caso de amor
ao seu lado, o meu mundo se transforma
contornos viram formas, desenhos de asa e flor
e assim se deu, o nosso caso de amor
nos seus braços tudo fica rosa
meu verso triste vira prosa
não leio mais Rimbaud
e assim se deu, o nosso caso de amor
quando você fica sem pressa sem razão
o amargo do café se adocica
como um caramelo de paixão.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Amar é poder ser um pássaro com dom, dom de andar sob as águas.
Mas isso se chama voar!
Que liberta e se sente nas nuvens, mas ao longo do tempo você cai...
Cai na paixão, no certo e no erro. De ir longe como voar tão perto.
Conforme a vida vai ensinando, você esta em seu ninho cheio de seus bons hábitos de amor aos que é seus!

Inserida por GL_FALATU

⁠Se amadurar
Dê repente.
Um ninho quentinho.
Um balançar suave.
O aconchego da mãe. E sonhar.....
Era bom flutuar e respirar nesse
Paraiso de amor e ternura; feito peixe.
Sabia não precisar de mais nada.
Já me acostumara. Não sabia o que era.
Mas a gente se acostuma fácil. Com é bom.
Ouvia vozes terna, vinda do lado de
Fora. Momentos de outros tempos.
Sendo tecido, pelos enamorados.
E descansava confiante.
Estava no Paraíso.
Em algum estante. Rompesse feito
Bolsa. E um frio envolve todo meu
Ser. Mãos para todos os lados.
Luzes que faziam arder, minhas pupilas.
E um tapa....
Verte-se pela primeira vez.
Águas da bolsa, por meus olhos.
E dali; em diante.
Ainda sinto a saudade daquele paraíso.
A aprendi a passar.
E; se amadurar.
Para os próximos momentos
descortinando, que
Eram apenas. Formas de adaptação.
Para novos lugares. E para novos sentidos.
Para se alojar.
No ventre da Mãe.
Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠Samba-enredo com escolas
na avenida, desfilando.
Gafieira, vou sambando
ao som do mestre Cartola.
Com cavaco ou viola,
componho samba-canção,
ou de Ary, exaltação.
De breque, partido-alto,
no morro ou no asfalto,
canto samba com emoção.

Inserida por RomuloBourbon

⁠Era enorme a pedra do caminho.
Sobre ela, sentei e relaxei.
Naquele raro instante, sozinho,
me entreguei.

Inserida por giovanimiguez

Poderia gravar em muros. Tom vermelho sangue. Usando somente as unhas das mãos, escreveria o quanto a solidão me faz companhia. Riscando e riscando até o sangue ser tinta. A dor como matéria prima. Esse seria meu tributo original. Tudo estaria em lingua antiga. Iniciaria em latin e terminaria em yorubá. Pontos e vírgulas estariam dispensados. Quando a carne nas extrimidades dos dedos
já não existissem. Quando o próprio osso fizesse ranger, alternaria com a outra mão. Verdadeiro manifesto de amantes. Daquele dia em diante, aqueles que por alipassarem não conseguirão evitar tamanha contemplação, ajoelharao. A parede fria seria beijada como se beijassem as feridas de jesus ainda cruas. Bem ali, seria constituído ponto de oferenda para os diferentes deuses. Sacro muro. Pagãos seriam bem vindos. Ratos encontrariam verdadeiros banquetes. Baratas dançariam em sincronia com outros insetos. Mariposas teriam refúgio à sombra do muro. Nada poderia ser profanado. O pé que ali pisar, untado em azeite deverá estar. A boca que ali abrir, em vinagre terá sido inundada.

Tudo terminaria assim:

para ela,
solidão
minha algoz e fiel companheira

Inserida por celso_aires

Nodo norte e nodo sul.
Já fui morte, já fui ao azul
nublado e à dourada estrela
enquanto ardia em chamas púrpuras. Treda
sou, a verdade eu prego.

Neste planeta ou em outro,
não importa. Pra sempre eu
serei horrivelmente bela,
magnificamente torta.

Tu bem sabes que não adianta
mentir pra ti mesmo.
Nesta vida e em outras,
tal mania te trará autodesemprego:
vazio de ti, teu não-ser comandante do caos orquestral.

“Corre, e vê se acelera!
Te apressa que essa chance única
é escorregadia. Tu não merece nada além disso, vadia!”

E, assim, a lúdica ilusão te encarcera.

Inserida por sinestesiam

Pai só queria entender
Eu sou feliz amo viver
eu penso será que sou louco
acho que devo esperar mais um pouco
meu coração dói
tudo a minha volta me destroi
meus olhos não se encantam com mais nada
eu só desejo o bem a todos nessa jornada.

Inserida por renank

Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.

Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.

“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”

“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”

E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.

Inserida por sinestesiam

Fingimos amores e paixões,
Fingimos felicidades e melancolias,
Fingimos alegrias e tristezas,
Fingimos lagrimas e sorrisos,
Fingimos rancores e afeições,
Fingimos orgasmos e dores,
Fingimos acreditar, ter fé e esperança,
Fingimos ser ricos, pobres e coitados,
Fingimos chegadas e despedidas,
Fingimos doenças e saúde,
Fingimos acreditar em deuses, em milagres,
E as fingimos tanto que nos confundimos entre a verdade ou mentira.

Inserida por geraldo_neto

Eles são apenas sorrisos enjaulados

Eu busco sempre as conexões pra estabelecer alguma relação os tentáculos sempre tenta grudar em alguém

As vezes acabo ficando com ninguém
Ninguém pra conversar, dar risada, ser eu mesmo

A solidão me atormenta
Fico sempre tentando me conectar com as pessoas, mas elas já estão conectadas com seu telefone

Fico no meu quarto chorando todas as vezes que lembro que me conectei com pessoas e tive que me desconectar

Os problemas das pessoas são tantos que não pra eu escrever todos eles aqui

As pessoas não sofrem somente com os problemas do país eles tem mais problemas e esses problemas
E do próprio país

Cada um tem um eles machucam de diferentes formas um mais grave que outro

Os problemas são esses: as pessoas não se conhecem, elas não conversão mais, elas não olham para os lados

Estão sendo controladas
Existe um padrão o padrão do capitalismo, você não tem vida, vc tem status

Você não pode ser fraco, nem não querer lutar pra sobreviver, a arte não é vivida todo mundo busca a era clássica

O belo toma conta e feio é desprezado
Então toma lixo na sua cara vê se aprende vê se cresce

Eu vou dar tapa na cara de cada um não importa se você não vai gostar pq o país tá aí
Um lixo

Porque vocês não querer estourar o milho de pipoca?
E sabe o que vai acontecer com o milho que não estoura?

Inserida por gian_lafite

Ultrapasse os obstáculos difíceis,
Deixe que sua vida mude,
Tome decisões que transforme,
Você será muito mais feliz assim,
E mesmo que ainda que se algum dia tudo parecer desmoronar, vai saber que depois de toda e qualquer tempestade existirá sempre um sol lindo a brilhar.

Inserida por geraldo_neto

SONETO PARADOXAL

Como quisesse poeta ser, deixando
O estro romântico, espaço em fora
O amor, ao reconhecer sem demora
A seleta face, abriu o ser venerando

Encontros e desencontros, cortando
Caminhos e trilhas, percorri: e agora
Que nasce a poesia, o poema chora
E chora, a rima passada, recordando

Ó, estranha sensação despropositada
Tão saudosa como se fosse “In Glória”
Invade o poetar sem ter um comando

Assim por larga zanga aqui pousada
Me vejo perdido, triste nesta oratória
Quando poderia êxito estar versando

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de dezembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Dia e noite

Desdobrei-me de Janeiro a Janeiro
Gastei-me a sola do sapato
Engoli choro remendando os caminhos
E joguei sementes de sonhos
Dentro do meu quarto

Rabisquei nuvens de algodão
E o sorriso alcançou meu coração
Abracei as asas do passarinho
E acreditei que também poderia voar do meu ninho

A vida nunca foi um mar de rosas
Mas o mar sempre há
Por vezes parece que vaza
Derruba meu riso
Lava minha casa
E noutro dia se recolhe
Como se me mandasse recomeçar

É só
Mais um ano que se vai
Mais um luar se escondendo no oculto
E em meio todas essas incertezas
O tic-tac do relógio virá mostrar-me o novo
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 04/12/2019 às 19:40 horas

Manter créditos da autoria original #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues

GAROTA DE COPACABANA

Copacabana também tem uma garota
Que anda marota até a praia do Leblon
Em Ipanema todos ficam encantados
Com seu rebolado quando escutam aquele som
É a beleza que caminha lado a lado
Com a natureza, com o balanço do mar

Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou

Copacabana tem uma beleza etérea
Uma musa eterna para um compositor
Um poeta velho ou um poeta moço
Cantam este colosso que ninguém criou

Foi Copacabana cantada primeiro
Pelo estrangeiro que por lá chegou
Só Copacabana ainda é princesa
Luz que a natureza nunca apagou

Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou

Copacabana todo fim de ano
Vem o mundo inteiro para lhe adorar
Mas logo em janeiro ela é só minha
Quando posso ver gente a caminhar
Na calçada larga de uma rua santa
Só o que me encanta é o seu andar

Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou

Inserida por EvandoCarmo

A flor do bigode

Uma flor brotou no bigode daquele homem.

Nasceu uma e depois a outra.
Elas ficavam lá o tempo todo.

Ele era tão engraçado
que aquelas flores traziam
beleza ao seu rosto
e uma fragância matinal ao seu nariz!

Ele se perguntava: porque estas flores nasceram aqui?

Então eu pensei: deve ser porque você é diferente!
É uma pessoa privilegiada!
Nem todos os bigodes tem flores!

Inserida por niviarodrigues

Tempo

Idade que se ganha ou que se perde!

Eu ganhei e estou ganhando

Descobertas
Mistérios
Identidade

Não que eu não sabia quem eu era, ou quem eu fui.

Mas agora eu sei quem eu sou

Sou uma caixa, que tem várias coisas dentro, com inúmeros significados

Inserida por niviarodrigues

De tanto procurar, achei

Eu tô meio sumido por aqui
Achei quem sempre quis
E sei que sente falta de mim, aqui ou ali
Mas achei quem pode limpar a merda que fiz

É que eu enjoei das discussões com Deus
Após o grande retorno
Abri os olhos e percebi que não sou ninguém comparado a ele
E que não seria nada sem eles

Eu enjoei de muita coisa
Por conta do grande retorno, claro
Eu tinha medo dele voltar e mudar meu pensamento
Mas ele não mudou, apenas achou

Ah, o ser humano é curioso
Amamos falar que os outros erraram
Talvez até devessem mudar
Mas a gente não percebe o nosso erro

E aí, quem nasceu primeiro?

- Oliveira RRC

Inserida por OliveiraRRC

Minha maior vingança
é que tudo o que
me irrita no outro,
aperfeiçôo em mim.
Se você me rasga, vou dar
curativos a outros
e a você, só o fim.
Tudo o que eu queria
que fosse diferente,
revoluciono em como sou.
Mando embora o que machuca,
mas machuco de volta somente
virando cada vez mais o oposto
do que me sufocou.
E sufoco nem sempre
é sobre gente que aperta:
às vezes é sobre gente
que não soube segurar.
É seguindo em frente
que a lição foi dada,
é melhorando para quem chegar.

Inserida por poeticos

AS FLORES DO MAL


De João Batista do Lago


Vago-me como “Coisa” plena
pelo labirindo que me cidadeia
meus passos são versos inacabados
há sempre uma pedra no meio do caminho:
tropeços disruptivos que me quedam
na dupla face das estradas
espelhos imbricados na
memória experencial dos meus tempos


Vago-me como “Mercadoria” plena
atuando no teatro citadino a
comédia trágica dos atos que não findam
um “Severino” ou um “Werther” autoassassinos
transeuntes de suas identidades
perdidas pelas ruas das cidades
onde me junto e me moro nos
antros cosmológicos de experiências e memórias


Vago-me como o “Amor” sempre punido
tonto e perdido no meio da sociedade
donde me alimento do escarro possível
onde “sujeitos” sem experiência e sem memória
negociam os amores vendidos na
fauna de “humanos” prostitutos
segredados nos prostíbulos das igrejas:
lavouras de todas as flores do mal

Inserida por joao_batista_do_lago