Poema Nao Chora mais ele vai Voltar
Ah, que intensidade!
Ianomâmis, Carajás, Guaranis e Tupis
Tudo antes já prenunciado
em ritos e rituais
E para o desconhecido
apenas a sensação e a percepção
de um olhar
e a espera do tempo mistério.
Tenho plena preferência por pessoas que sorriem sozinhas,
sorriem delas mesmas, gritam, cantam, abraçam de graça,
que tem brilho nos olhos, amor no coração e pureza na alma!
SORRIA PALHAÇO, SÓ RIA!
Viche Palhaço,
a maquiagem borrou num respingo de lágrima.
Hoje a dor transcendeu o banco do camarim,
O que houve, Palhaço?
Viche Palhaço,
As cores vivas que lhe vestem hoje
desaparecem perante a alma mendiga.
Hoje suas tintas dão-lhe outra cor
Que cor é essa, Palhaço, que dor?
Viche Palhaço,
Você, tão feito de sonhos
Parece imerso no avesso do riso.
Que rio é esse, Palhaço, que não lhe riu?
Viche Palhaço,
Seu nariz vermelho tá torto,
sua tinta desbotada quão folha a secar.
Que cara é essa Palhaço, de noite escura?
Que você tem, Palhaço?
E o que não tem?
Suas lágrimas sangram hoje não só por dentro.
Ê, meu Palhaço, o circo lotado não lhe preenche os vazios.
Ô, meu Palhaço, o riso desgastado lhe parece cansar os músculos da face...
Ah, meu querido Palhaço, quem, por trás da cortina entre palco e real roubou se astral?
Foi o dia? Foi a lua?
Ele hoje é seu. Ela hoje é sua.
Se ajeite Palhaço.
Sorria. Só ria!
Daqui a pouco as cortinas se abre e o show recomeça.
Daqui a pouco a pipoca pulada, as tantas risadas, os pais, os filhos, a rua, chegam todos pra lhe ver.
Pra rir de você,
pra rir com você.
Levanta Palhaço, ainda que a dor lhe aborreça,
a esperança adoeça e angústia lhe pare, não esqueça;
a vida ainda continua.
O POVO
O Povo
O Povo,
cego, surdo, mudo,
nada.
Nada aos lás e cás,
aos gozos e ais,
aos fundos e rasos,
aos menos ou mais.
O Povo,
ópio de si,
glória de outrem,
mora imerso no Mar.
Alheio à praia lotada,
perde a festa, o pulo, a luarada.
- O resto dança.
O Povo nada.
Partiram, os Tiranos,
o Povo.
Deram-lhe anéis quantos fossem os seus braços,
e tiraram-lhe a força, (o abraço)
Tiraram-lhe à força pro “regaço”.
Pobre Povo,
dos Pescadores Tiranos da Praia
Partido no Talher da jogada:
eles tirando muito
e o Povo, Tadinho, virando nada.
...
Lá, mundo de muitos mudos,
Mundo de muitos tudo,
mundo de tantos nada.
Cá, pobres obras paradas,
cofres empobrecidos
e uma hierarquia encravada:
Eles com todo o tudo,
E o povo, contudo, nada.
O amor é o juízo perdido dos loucos,
e a loucura encontrada nos sábios.
É um dom que as pessoas perderam,
e o substituído dos fortes que são fracos.
É o sonho que me chama pra dormir,
e a luta que me mantem acordado.
É o calor que esquenta o amante,
e o refrescar que alivia o angustiado.
Uma perfeição acompanhada de confusão,
e a dificuldade que desespera até o mais calmo.
É tudo o que me alivia e também o que me deixa cansado.
Amar se resume em uma grande loucura,
e deve ser algo somente para os loucos,
porém mais louco que os loucos, apenas é quem deixa de amar.
Rasguei-me muitas vezes....
onde consumi-me de mim mesma
Olhei para o infinito esqueci a minha alma
perdi-me no silêncio que há em mim
Hoje recolho a energia que ficou no caminho
espremo tudo que não presta em mim
Expectativas, são que jamais o céu deixe brilhar
que a minha alma estremeça sempre que veja o sol.!
Abro o livro das páginas da vida
espelhos de encontros, desencontros
Chove lá fora, estará a lavar o chão
da rua, o mundo, a alma, o corpo
Palavras deitadas ao vento
poemas desaparecidos no silêncio
Lírios perfumados palidez dos caminhos
noites de sonho entre as páginas gastas
Veneno oculto arrastado nos ossos
angústia escrita sobre a almofada
Escuridão do rosto da morte matada,
morta, esquecida, perdida..!!!
O amor é um só e sempre o mesmo,
O que muda é o ser amado,
Se sofremos no abandono,
É porque amamos errado,
A culpa é só nossa,
O amor não é culpado
"E o colibri percebeu
Que Talvez e apenas Talvez
A Tulipa que tanto namora
Poderá em fim desabrochar"
MÁXIMAS DE UM POETA - 07/04/2014
De nada adiantaria a beleza que há nas flores,
sem o semeador, que depende das sementes sãs.
De nada adiantaria o brilho das estrelas do céu,
sem o breu da noite, que depende do sol se por.
De nada adiantaria a glória que há nas vitórias,
sem ter as lutas, que dependem das adversidades.
De nada adiantaria a fé que remove as montanhas,
sem a luz da esperança, que depende da motivação.
De nada adiantaria a busca da plenitude humana,
sem as vias dolorosas, que dependem da penação.
De nada adiantaria as rezas e orações divinas,
sem a fé em um deus, que depende do imaginário.
De nada adiantaria recitar, as máximas de um poeta,
sem as poesias, que dependem apenas das inspirações.
De nada adiantaria escrever o aprendizado passado,
sem o futuro, que só depende das crianças de hoje.
BORBOLETAS
...São poesias em cores /
Vivacidade em luz /
Delicadeza em encanto /
Assim são as borboletas/
Que não são flores /
São cores que voam /
Adornando a natureza com cores...
Jmal Jamal
Versos Escarpados - Borboletas
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
Ricardo Cabús
QUATRO ESTAÇÕES
(Estações Partidas)
Cinquenta Invernos
Uns Verão
Cem Outonos
Nem a Prima Vera
UM GRANDE AMOR EU ENCONTREI,
PROFUNDAMENTE ME APAIXONEI
FELIZ E PROTEGIDA ESTOU AGORA
COM ESSE AMOR QUE ME APÓIA A QUALQUER HORA.
ESSE AMOR ME FAZ TÃO BEM
NÃO SEI COMO É POSSÍVEL AMAR TANTO ALGUÉM.
COM ESSE AMOR QUERO PRA SEMPRE FICAR
NÃO IMPORTA SE UM DIA O MUNDO ACABAR.
UM AMOR ASSIM É ETERNO
UM AMOR QUE A MINHA ALMA NUNCA DEIXARÁ DE AMAR.
MULHER MOÇAMBICANA.
Mulher batalhadora.
És tu, mulher trabalhadora.
Tantas guerras vencidas.
Tanto sangue derramado.
Mas tu nunca desistes.
Sempre deste infinidade de chances a quem te magoa.
Mulher moçambicana
Eu te amo, minha amada!
Ricardo Cabús
Outono Vacilante
(Cacos Inconexos)
O Sol continua lutando contra um outono vacilante
Dois dias de Sol
Seguidos
Dizem que amanhã também será
(Será que amanhã também serei?)
O Sol que ilumina as ruas faz curva ao passar por mim
Ricardo Cabús
Beijos Comprimidos
(Cacos Inconexos)
No vagar da tarde
sonho
com teus beijos compressores
No vagar da tarde
pede-me ficante
faze-me pecante
traça-me picante
E deixa o Sol rastrear nosso odor
e deixa a dor rastejar solo ardente
e rilha, rilha, rilha
cada dente siso
cada cadeira básica
cada porta tesa
E eu te aguardo
para beijos comprimidos
beijos compressores
no vagar da tarde
À noite vou-me deitar
Contigo no coração
Fecho os olhos para sonhar
Sonho com o teu beijar
Que o teu corpo estou a amar
Numa Profunda paixão.
Quando acordo fico louco
Porque não queria acordar
Em sonhos amei-te tão pouco
E tinha tanto para te amar.
Vou continuar a sonhar
Na esperança de encontrar
Um dia para te ver
Para então realizar
O sonho de te amar
Sempre antes de adormecer.
És toda a minha paixão
És real, não és surpresa
Meu amor és a razão
Que do sonho á emoção
Tu existes, e és certeza.
És a certeza da vida
Neste amor que eu alimento
Mesmo que estejas perdida
És sempre o meu pensamento.
Ah! O amor..
Que definição poderemos dar a esse sentimento incontrolável....
Será possível descrevê-lo na sua plenitude?
Todos nós sentimos esse pulsar maior....
Às vezes mais outra menos, mas como evita-lo?
Foi assim que não pude evitar ...
Então fico em extase ...
É como o brotar de uma flor que nasce rasgando o botão....
Deixando então aparecer às pétalas de dentro para fora....
Esse sentimentos que nos incomoda tanto...
Que nos faz parecer tolos e ridículos......
Como tantos dizem, porque não são capazes de senti-lo...
A idade do amor é a idade da eternidade....
Eterno será sempre o amor que brota de dentro para fora....
Eternizar no tempo, na estrada da vida, no buscar e no pulsar dos corações....
Penso que o amor seja uma criança que ao vir ao mundo.....
Pode nos mostrar toda a delicadeza e toda a beleza do criador....
O sol, o céu, o mar, as estrelas , a vida são simplesmente uma forma de Deus...
Expressar seu amor, porque o amor nada mais é....
Do que o próprio Deus se doando para nós...
(Ao meu amado dedico esse poema.)
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
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