Poema na minha Rua Mario Quintana

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Meu endereço
é na rua do esquecimento
Porém, no momento
Eu sai à passeio
Viajei para o passado
estou de fieira na mão
No chão, meu pião vai rodando
ao meu lado estão diversos
dos melhores amigos
que me deu a vida
Estamos na hora do recreio
Estamos numa outra dimensão
Estamos
Sem nenhum centavo em nossos bolsos
e estamos felizes
Como nunca mais seremos
Temos um futuro ainda
No qual, eu garanto
Se a gente imaginasse
Como seria
Teríamos brincado
Um pouquinho mais
Naquele dia
Teríamos agradecido
com um brilho a mais nos olhares
a tia da merenda
a professora
e o Sol que brilhou tão forte
naquela tarde, tão linda
Que passou, que ficou no passado
Porém, em algum lugar
Ela ainda existe
Então eu volto pra casa
Num lugar chamado saudade
Porém, quando volto
Não me sinto mais assim
tão triste
A vida é pra frente
nisso ela consiste
Mas eu juro
Que sinto muita pena
daqueles que cresceram,
chegaram no futuro
e lá ficaram
Sem jamais se dar ao direito
de voltar a visitar
o seu eu-menino
Que se encontra sempre lá
brincando e rindo
naquele lugar onde as coisas
nunca eram e jamais foram
todo dia do mesmo jeito
da maneira que são agora

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

"...O Sol do outro lado da rua
Escreve um recado na Lua
E me diz que pode haver
Outros Sóis mais brilhantes
Mas que o Sol menos distante
Brilha mais"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Eu paro numa esquina
Olhando pros dois lados
Se penso em atravessar a rua
Eu olho pras pessoas
Elas vem de todos os sentidos
Olhares ressentidos
Caras boas maldormidas
Procurando
Tempo dentro dos seus próprios tempos
Buscando sós, só um jeito de cuidar
Das próprias vidas
Buscando suas esquinas pra parar também
Todos se vão, se vem, se vão...se vão...se vem
Mas não fica ninguém
Tão sozinho, olho pro chão
E ainda me molho quando a chuva cai
Todos eles tem dentro de si, ainda
Um pouco dessa coisa linda
Cujo nome ninguém sabe
Talvez seja pureza, beleza, ingenuidade
Pode ser que seja oxigênio numa bolha de sabão
Gáz hélio dentro de um balão
Coisa gostosa de se ter, mas que não vem; só vai
A cada um lhes cabe alguns desses balões
Que vão se furar lá no espinho da rosa
Parado numa esquina...a rosa vem devagarinho...e fim
De espinho em espinho a vida vai modificando a gente
A vida, antes tão quente, hoje fria...vazia
Toda aquela gente, que vem de todos os sentidos
Perdendo às rosas
Um pouquinho dessa coisa boa
Que deixamos se ficar pelas esquinas
Sempre sem querer
Sempre que buscando apenas
Um jeito de cuidar das próprias vidas
Perco a pressa e penso
Que é essa a beleza da vida
E a natureza de todas as coisas.


Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Belas horas.

Água de chuva
Parede, pintura nova
Uma ida à janela
Um olhar à rua
As mágoas da vida
Quão belas
eram aquelas manhãs de outros dias
O mundo existia
Aqui, dentro da gente
A julgar pelo olhar a rua
Nada ficou diferente
Por mais que a beleza iluda
Nada ilude eternamente
O que muda é uma coisa que existe
O badalar mais triste
de um ponteiro que acelera
Belas eram aquelas
Horas que passavam todas inteiras
iguais
A parede, a pintura
Alguma coisa pura que existia
e que era mais
Traduzia aquilo que a visão
da água da chuva que caia
Enquanto passava o avião
Um gosto, um sorriso
O linho da mesa posta
A comida do almoço
A vida
Belas eram aquelas
Risadas que compartilhamos
Das horas que não passam mais
Sem que haja um badalar que insiste
em dizer alguma coisa que eu não compreendo
Sim, isso acontece
A chuva às vezes cai ainda
e continua linda
Mas me traz uma mensagem diferente
Quando ela desce
E as imagens que vão surgindo
Não são mais tão belas
Não quanto foram aquelas
Uma ida à janela, outro olhar à rua
E cerrar as cortinas
Outro dia termina pra mim.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Água
Água se acentua
Água corre pela rua
molhando meus pés cansados
e meus pés caminham à toa
e é isso que me magoa
Água
em minha casa não tem água
e a falta que eu sinto é a sua
Água
pode faltar-me o oxigênio
mas não te esqueço nem num milênio
Água
Água são as lágrimas
que de meus olhos às vezes transbordam
sempre que de você se recordam
Água
Por que você não me afoga?
Vê se entende quem te roga:
Sem ela a vida é deserto
e a sua imagem...apenas miragem
Eu te lancei na garrafa a mensagem
Que a dor semeia
nas dunas de areia
Morta.

Inserida por edsonricardopaiva

Água
Água se acentua
Água corre pela rua
molhando meus pés cansados
e meus pés caminham à toa
e é isso que me magoa
em minha casa não tem água
e a falta que eu sinto é a sua
pode faltar-me o oxigênio
mas não te esqueço nem num milênio
Água são as lágrimas
que de meus olhos às vezes transbordam
sempre que de você se recordam
Por que você não me afoga?
Vê se entende quem te roga:
Sem ela a vida é deserto
e a sua imagem...apenas miragem
Eu te lancei na garrafa a mensagem
Que a dor semeia
nas dunas de areia
Morta.

Inserida por edsonricardopaiva

Você vai caminhando pela rua
Olhando a própria sombra na calçada
Percebe o Sol
Que brilha acima de você
Olha para as casas
E vê as janelas abertas
Mas percebe, de repente
Que talvez
tenha perdido a humanidade
E não existe mais certeza
De que você
é mesmo gente de verdade
Você não pretendia
desistir dos sonhos
Mas neles todos
Estava incluso este mundo
Que desistiu de você
Percebe que acreditou
Em quem desconfiava
Olha novamente
as janelas das casas
Lá não há mais ninguém
Elas estão todas fechadas
Você vê que tudo
Que aprendeu na vida
Trouxe-lhe somente dúvida
E as certezas
Não conferem-lhe razão
Melhor voltar pra casa, então
Na esquina há uma placa
Na placa há uma seta
A seta indica a direção
Seu coração cansou-se
de seguir na direção contrária
Mas cursou-a tanto tempo
Que já não sabe mais
O que é correto
Acorda no meio da rua e vê
Que já não sabe de mais nada
Nem ao menos a calçada
que te trouxe
Poderá te conduzir
Novamente pro lugar
de onde partiste
Pois esqueceu-se de onde veio
Sua vida, num segundo
dividiu-se ao meio
E percebes
que não vale mais à pena
Saber; ignorar
Nada mais importa
Aqueles em quem confiaste
Agora cortam-te em partes
Dividem-te, devoram-te
Escondidos atrás
das portas que se fecharam
Pra que você não entrasse
E que você não saísse

Inserida por edsonricardopaiva

Volta amor
Letra de 1961


🎶🎵 Hoje a noite está calma
Saio na rua procurando você 🎵
Olho para os lados não consigo encontrar você
🎵
Volta amor fica comigo mais uma vez
Quero viver junto a você volta, meu amor.

Hoje eu quero paz🎶
Quero ternura em nossas vidas
Quero viver por toda vida
Pensando em ti🎵🎶🎼

Inserida por Jmrm

⁠Volta amor
Letra de 1961


🎶🎵 Hoje a noite está calma
Saio na rua procurando você 🎵
Olho para os lados não consigo encontrar você
🎵
Volta amor fica comigo mais uma vez
Quero viver junto a você volta, meu amor.
Prefiro um tempo ao seu lado do que uma vida inteira sem você 🎵
Volta amor eu preciso de você

Nada neste mundo me faz mais feliz do que estar com você
Volta amor

Palavras são incapazes de expressar todo sentimento que tenho por você
Hoje eu quero paz🎶
Quero ternura , eu e você
Quero ,viver toda vida
Amando você 🎵🎶🎼

Volta amor, fica comigo mais.a vez

Inserida por Jmrm

⁠O encanto da noite de lua...
Dispensa meteoros,
Estrelas cadentes,
Brincadeiras de meninos na rua.

Inserida por LeoniceSantos

⁠Na cidade da garoa salpiscos...
Vento voa, rua afora se alastra chuviscos.
•Nem se chora só
•Nem se anda leve.
•Nem cabelos soltos.
Como peixes em tarrafa, meio tristes, encharcados, gorros envoltos.

Inserida por LeoniceSantos

⁠Tempo de chuva
Aqui o tempo está de chuva...
Não tem estrelas...
Não tem ninguém na rua...
Aqui o tempo está de chuva...
Não tenho o que fazer...
Então só o que eu faço é pensar em você...
Aqui... Amanhã... Hoje...
O tempo sempre estará de chuva.

Inserida por Ruptura

MENINO POETA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Fui moleque de lua...
passava noites na rua,
me declarando pro céu.

Inserida por demetriosena

HOMEM DE RUA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É na rua que a vida se anuncia
triste ou plena; de luz e sedução,
mas não perde os contornos de magia
da certeza que cede à dedução...

São as ruas que acendem mais o dia,
mesmo sob a mais funda solidão,
quando a hora parece mais tardia
do que aquele pecado sem perdão...

A minh´alma se afoga e logo volta,
pela força do amor e da revolta
que me fazem ter fome da verdade...

Quero a rua e preciso do seu colo,
só nas ruas consigo encontrar solo
pra plantar e colher identidade...

Inserida por demetriosena

⁠DAS QUEBRADAS

Demétrio Sena - Magé

Resido ao léu,
de rua em rua,
pedindo sempre
ao meio céu,
que a meia lua
me dilua...
E me situo.
Jamais em sítio,
mas em estado
Já capital,
de sítio...
Então me abrigo
onde há briga
pelo dia,
para que a noite
ainda venha...
Onde moro
eu não demoro
sem um susto;
sem esse custo
extorsivo
de morar...
e demorar...
No fundo eu sou
das quebradas
dessa gente
indigente
e quebrada...
e alquebrada...
Em já não ter
nem esperança
de residir,
sou assíduo...
O que me cansa
é que resido
onde resíduo...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

⁠Cidade das sombras, bairro da luz, rua do anjo; foram tantos endereços a me despedir...

Em cada despedida soterrava ali uma enorme vontade de ficar...

Quem dera se reconstruisse dos seus escobros castelos, aranha céu seria...

No jardim florestal folhas de outono escondia túmulo de parentes queridos.

Da infância querida já não lembro das brincadeiras de roda enquanto brincava de cirandar.

Fui arrastado das minhas casas queridas e jogado fora como um móveis velho.

Inserida por joaoeudesdeana

⁠Um dia uma mulher colorida me parou na rua e disse: Se você sabe explicar o que sente não é amor.
Panapaná no estomago moça, só isso consigo explicar!
Foi o que respondi.

Inserida por marcioniasa

⁠Quando falta pão nós saímos pra rua
Quando falta energia aproveitamos a luz da lua
Quando falta sorte nós oramos
Em momentos de tristeza nós cantamos

Inserida por SonClassic

Aquela Noite

Era tarde, mas o mundo parecia calmo,
a rua deserta, só nossas sombras no asfalto.
Andávamos devagar, como quem não quer chegar,
e as palavras vinham soltas, sem pressa pra acabar.

Eu fumava, como sempre,
ele não — já tinha deixado.
Mas por uma noite, por mim,
ele pegou um cigarro calado.

Entre tragos e risos baixos,
falávamos de tudo e de nada.
O tempo parecia suspenso,
como a fumaça entre nós espalhada.

O cigarro tremia em seus dedos,
mas o olhar... ah, o olhar era firme.
Não era sobre nicotina ou vício,
era sobre estar, por inteiro, comigo naquele crime.

Talvez tenha sido um gesto bobo,
mas ali, eu entendi tanta coisa.
Tem amor em cada renúncia breve,
em cada entrega silenciosa e corajosa.

A brisa levava a fumaça,
mas a lembrança ficou no peito.
Naquela rua, naquela noite,
foi quando tudo pareceu perfeito.

Inserida por NandaaGoncalves

⁠O Roto e o Rasgado
O roto e o rasgado, cheios de pompa,
desfilaram na rua, vestindo ilusão,
juravam ser linho, juravam ser seda,
mas eram chita, sem cor, sem botão.
A casinha escancarada, um vento levava,
nem tranca, nem fecho, nem nó que parava,
mas na prepotência se achavam reis,
de um trono de trapo, sem lei e sem vez.
O poliéster? Bah, que vergonha!
Coisa de pobre, de gente sem luxo!
Mas enquanto a seda rasgava sozinha,
o tal do poliéster seguia no uso.
Fofoqueiros de esquina, juízes do nada,
sentinelas da vida alheia, sem falha,
apontam os dedos, gritam sem medo,
mas escondem a casa caindo na vala.
Seus tetos de vidro já trincam sozinhos,
suas falas são ecos de um grande vazio,
mas seguem no palco, de rostos finíssimos,
fantoches do nada, num circo sombrio.

Inserida por nereualves