Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
Deus que conhece sua obra
Revela sua criatividade em nós
Qual imaginação perfeita produziu.
Com mãos talentosas conduziu
A criação da vida em cada detalhe.
Observa cada passo
Acompanha cada gesto
Com sua presença bem de perto
Achando bela e graciosa
Sua arte, escultura
Não importa como esteja
Seus contornos como a fez
Ele aprecia, se aproximando
Diz a ela: Na solidão sou sua melhor companhia, para lembrar que és obra minha e que as vezes deixo-a só para que possa me ouvir.
não LAVE AS MÃOS
Há pouco tempo, eu diria
Dei mais peso a uma palavra.
Me cutucava todo dia
Em toda parte a encontrava.
Fui obrigada assim
A refletir mais profundo,
Porque aprender não tem fim
Então passei a olhar pra mim
E não para todo mundo.
Que palavra é essa
Que hoje muito interessa
Àquele que não foge
De crescer, evoluir?
RESPONSABILIDADE!
Palavra grande e de peso
Dela não se sai ileso.
Todos têm o rabo preso.
Não adianta querer fugir.
Nem adianta lavar as mãos.
O tempo todo, todo tempo.
Somos todos vilãos
Tudo é muito nojento.
Então trago pra mim
O que é meu dever,
Onde está meu poder,
O que devo fazer
Com todo meu talento.
E assim vou Abraçando
Tudo aquilo que me cabe
Por onde eu for andando
Antes que tudo desabe:
Ser feliz por mim mesma,
Cuidar do meu coração,
Estar disponível a um irmão,
Andar, criando união
Antes que o mundo acabe.
Mirian Rebeca Lalli
(depois que cansei de lavar as mãos)
A gente percebe que superou;
quando o coração não acelera mais,
quando as mãos não ficam mais suadas,
quando a lembrança não machuca,
quando o olhar se perde na multidão
ao encontrar o outro que tanto machucou seu coração.
A GOTA 03 (poesia)
A gota
Agarrada
Na flor
Molhada
Do choro
Da madrugada
Com mãos
Cansadas
Está quase
A pingar...
Eita menina formosa..
Usa sandália e dança em prosa,
Usa as mãos para enfeitar a vida..
Arretada de bonita
Ela só quer paz
E a leveza da vida..
Nunca mais chega -
Nunca mais chega ...
Venha a morte! Venha!
Leve em suas mãos a ânfora
de silêncio com as visceras da vida ...
Traga o meu destino suspenso
nos lábios e a minha noite como
um manto sobre os ombros ...
Venha desprovida e ambiciosa
com vontade de mim!
Semeie no intimo fundo da minh'Alma
a vontade de morrer ...
Arranque do meu peito este espinho
venenoso que é viver...
Nunca mais chega ...
Venha a morte! Venha!
" Vamos todos de mãos dadas,
Vamos rumo ao futuro
Não tem graça se um fica pra trás.
Colaborar, ajudando o irmão,
Isso é sinal de união.
Mais feliz é crescer junto
E dividir a abundância que tens no coração."
Rejeitando todos os mapas e GPS.
Quero seguir meu caminho livremente,
sem um roteiro em mãos.
Traçar meu próprio percurso.
Ele nos conhece como irmãos
Nos ama como filhos
Ele estende as mãos
Qdo estamos aflitos.
Sua graça infinita e amor tão real
Nos ensinam a crescer,
A orar ao pai celestial
E a nós arrepender.
Eu só tenho agradecer
Pela sua criação,
E tambem te agradecer
Pelo plano de salvação.
Venho me perguntado se devo fazer missão
E o pai me confirma que é meu papel
E com muita gratidão
Eu irei e cumprirei, rumo ao céu
(sara E.S.Moraes Gottsfritz)
Que agonia de tempo. O tempo que comanda o tempo...
O tempo que escorre pelas mãos, o tempo que audaz urge, ele que controla a vida de forma tão imperfeita, por vezes.
Oh tempo, anda mais devagar....
Oh tempo,sara as nossas feridas....
Por favor tempo, sê meigo e paciente.... Deixa-nos viver cada momento ternamente e sem pressas.
Deixa que o sol brilhe sobre nós no seu tom mais brilhante.
Oh sol.... Aquece a nossa humilde vida e os nossos pobres corações.
E, já agora, ilumina sempre os nossos pedaços de vida.
Tu, tempo, controla aí a ampulheta e permite viver esta passagem, calmamente e divinamente feliz.
Obrigada Tempo!
- À Senhora dos Astros -
Senhora, ao entregar em vossas mãos de neve,
meu destino, meu pobre Coração,
sinto entregar-vos, hoje, aqui, frente ao Tejo,
o que resta de minha amarga, dolorosa solidão.
E se assim é, Senhora,
quando ouvirdes declamados estes versos,
ornada desse olhar fecundo de ideais,
imensos ideais, tão intensos, tão profundos,
sabei que vossos olhos me salvaram desses "AIS"!
Quero dizer, Senhora-dos-Astros,
quero deixar, Senhora-dos-Ciclos,
uma imensa, tão profunda gratidão ...
Sou hoje um Novo-Ser,
sinto em mim outro pulsar,
tenho um Novo-Coração!
- Poema para Maria Flávia de Monsaraz -
Doce amor comparsa
Mãos límpidas de minh´alma
Que desconsolada caminha
Por entre os versos e memórias
Desejo teu corpo junto ao meu
Tua boca unida com a minha
Tuas mãos passeando pelo meu corpo
Tendo todo o prazer que sinto por você.
QUASE POESIA (soneto)
Poesias, que já inspiraram, amarrotadas
por mãos, também, que as aprimoram
as suaves e tristes, também as amadas
as dos beijos suspirosos, que já se foram
Umas indesejadas, outras atormentadas
dos sonhos fanadas, no coração moram
tem as dos emaranhados destrançadas
e as que as centelhas da criação imploram
Umas que morrem na alma silenciosas
outras cheias de viços e bem amorosas
as desventuradas, primeiras, derradeiras
Aí! Quem melhor que vós, oh primorosas
para coroar-me, poeta, e ter-te gloriosas
evocando, quase poesia, por belas prosas?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, 17 de novembro
Cerrado goiano
A BOCA E AS MÃOS
De repente minha boca anseia
Conversar com tua pele
Surfar pelo labirinto de poros
Entreabertos pelo desejo inerente
Desse preconizado diálogo
E tudo é tão raro belo e recíproco
Que todo o universo se cala
Enquanto nossos sonhos se buscam
E os úmidos lábios passeiam e se falam
Partícipes desse colosso mistério
Tão puro que é bom esse advinho
Sem limites de gemidos e sons
Insignes sedentos e prontos
Feitos do morango maduro entre os dentes
E uma taça cúmplice nas mãos lambidas
Lambuzadas do amor pelo vinho
À SOLIDÃO (soneto)
Oh! jornada de inação. O silêncio em arruaça
Arde as mãos, o coração, aperreado arrepia
O olhar, tremulo e ansioso, tão calado espia
O tempo, no tempo, lento, que ali não passa
No cerrado ressequido, emurchecido é o dia
E vê fugir, a noite ribanceira abaixo, devassa
E só, abafadiço, o isolamento estardalhaça
No peito aflito de uma emoção áspera e fria
Pobre! Se põe a sofrer, nesta tua má sorte
No indizível horror de um sentimento vão
Quando silenciosa e solitária é a morte...
Bem à tua paz! Bem ao teu “às” sossego!
Melhor na quietude, ao espírito elevação.
Se na solidão, viva! E saia deste apego!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 11 de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Está um rapaz a arder
em cima do muro,
as mãos apaziguadas.
Arde indiferente à neve que o encharca.
Outros foram capazes
de lhe sabotar o corpo,
archote glaciar.
Nunca ninguém apagou esse lume.
Me diz qual é a cura
Pra usual dor dentro do peito
Que aperta o coração
Como se fosse duas mãos
Espremendo-o entre os dedos
Caroline Sória
Copyright © 2019
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