Poema Maos de Semeadora Cora Coralina
Amor é o mais puro e intenso sentimento, porém inexplicável. Você cresce aprendendo a amar, mas nunca para de aprender, o resto de toda sua vida você aprende coisas novas e mesmo depois da morte você não aprendeu tudo sobre o amor. O amor é um presente sincero, que você deve abri-lo com calma e ser grata pelo o que tem, pois muita gente não sabe o zelar...
O ser humano é tão desconexo do ciclo da vida que não se contenta apenas em desprezá-lo completamente, tem que destruir também.
Queria querer estar com você, mas me impede a certeza pois tão grande é a dureza de ter que sofrer.
Em atenção constante, nas sombras do falar alheio, ao partir, torna-se o protagonista, das falácias do tolo sem freios.
Eu já a encontrei, porém a deixei ir. O que nem chegou a ser foi tão verdadeiro quanto o amor de Cristo por mim. Hoje em vão sigo a buscar, em outrem, aquelas características que Salomão descrevera.
É como se ela pairasse pelas ondas sonoras da canção, arte e melancolia pura, que bela visão. Sua suavidade e doçura são tantas como um tinto francês. Se ela fosse um vinho, romanée-conti sucumbiria de vez.
A vida é um rio que se deságua no pó, as dores fluem para um destino só. A quietude da alma está na compreensão de que, mesmo após uma tempestade um arco-íris os céus põem te a ver.
A poesia nunca será uma língua morta, enquanto houver vida nos que a proferem e alma nos que a acolhem.
No bailar do tempo, ser alado e grácil, Seus instantes breves se desvanecem no ar, E ao olhar para trás, percebo tão sutil, Que tudo são memórias, doces a recordar.
Descartes enfatizou: “Penso, logo existo.”
Se ignorar o que penso, ignoro que existo e se viver na ignorância, serei vazio de existência.
A lua é o satélite mais lindo da noite, o sol é a estrela mais linda da manhã, e você é a pessoa mais linda da minha vida.
Olhou até o ponto mais distante que pôde perceber da sacada, e considerou que teria em sua vida tudo até onde seu ponto de visão alcançasse. Seria tudo dele; até onde pudesse ver.
E foi então que um desses ventos assoprou mais forte e, como uma pequena ponte, se tornou, enfim, uma passagem que o levou ao outro lado do jogo.
Se um dia no verão, quando lhe viu, sentiu que, pela estação, o céu ficaria cheio de estrelas, lembrou-se do sol de outrora, quando o vento frio do inverno o deixava solitário pelas noites insones.
Como eram límpidos e justos; transbordados por amor, como se postos em terra dessem flor, assim o verbo se fez para não mais calar.
Saltar para um mergulho nas artes. Voar pela desorganização. Um peteleco sutil nas cartas dos costumes e tradições. Um sopro forte e gelado para dispersar o hálito de um preconceito estúpido.
O pressentimento como campainha, mas com o som abafado. A ansiedade do jogo em um tabuleiro onde faltam peças. A censura esquecida, e uma liberdade ensinada. O espaço para o novo, onde o estranho é a descoberta.
Os olhos... Lavavam-se em preocupações. Mas um ponto de luz não deixava de insistir, valendo-se da hora errada para aparecer. Entretanto, não dava mais para se esconder.
Esperou então, lúcido, pela hora de sair.
Naquele verão, ao ligar o ventilador, olhou o sol pela janela, enquanto as cortinas balançavam. Do céu da tarde, fez-se espontâneo a saudade... Tardes em que ficava no alto do telhado observando o brilho da cidade.
Mas a janela também se abria no sopro quente da noite abafada, quando o escuro era levemente banhado a energia estrelar, e sons de cigarra e ao cheiro de dama-da-noite... Ali, na proa da sua embarcação, ancorava toda noite ao abrir as janelas do quarto em que estava.
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