Poema da Manhã
ORAÇÃO DA MANHÃ
Senhor, reveste-me com a Vossa bênção
e assim estarei livre de todo o mal que por
ventura estiver a caminho a fim de desvirtuar-me de Ti;
desperta em minha alma... a clemência, a piedade e o amor
por aqueles que, na caminhada pela vida me desestabilizam;
Tende compaixão de minha alma que sofre pelos desencantos
e pela desarmonia que por vezes me abate;
Toca meu coração que tantas vezes desacredita num amanhã...
Cura-me de toda insegurança e dos medos que me paralisam!
Concede-me a graça de um recomeço...
no labor e no sentimento!
Concede-me a graça do reconhecimento e da certeza
de que NUNCA me abandonas-Te
Deus meu, Deus meu!
Acolhe minha prece e enxuga minhas
lágrimas de desesperança...
Que nenhum infortúnio me impeça
de ver a Tua face e as Tuas mãos a me afagar
Pois... És
o meu único refúgio,
meu único conforto,
minha única esperança
e minha salvação!
AMÉM
Descrição de meu fim.
Um acordar de uma manhã.
A certeza de perder
Sonhos e desejos
Para o decorrer
Da vida.
Passos falsos
Que ditei aos meus
Olhos, me levaram
Ao um lugar do qual
Já não consigo sair.
Subir é inútil, escapar
É bobagem, permanecer
É impossível.
O frio em meu corpo
Mostra que a hora
Chegou.
Viver ali para sempre
Era tempo demais
E muito pouco para
Mim, que medo
Tinha de meu mundo.
Minha mente, confusa e
Atordoada já não sabia
Nem ao menos o que
Sentir. Se entregar
Era o que me restava
Levado para o inferno
que temia mais,
No qual me encontrava.
Fazia dos meus
Passos os primeiros
Dos últimos que o chão
Iria pisar.
Se me palavras fossem
Necessária para descrever
Tudo que estava vendo,
Ficaria calado.
Indiferente do que pensei
Tudo me destruia
E sentido minha pele
Como um papel que
Lentamente se rasgava
Com os olhos
Famintos da besta.
Orava para que piedade
Fosse usada naquele
Momento e poupasse
A dor de minha alma.
Sabia que não podia
Pedir o que nunca
Acreditei que fosse
Acontecer.
Vagarosamente e
Com muito prazer
De sua parte, me tomou
Por inteiro e que me fez
Entender.
A vida é a passagem
De seus dias mais
Escuros e que a luz
É o conforto daquilo
Que ainda não viveu.
Estrela da manhã, tão bela...
Estrela da manhã, que do dia nasce e na noite não surge.
Estrela do dia, que na luz brilha,
Estrela Alva do Universo.
Fonte de luz, esperança do náufrago,
consolação do desesperado.
Amor inconsciente, felicidade ilustre,
sentimento de paz.
Estrela do dia, que pelo fogo passeia,
Estrela de verdade, que mim modela,
Estrela de sempre, sempre estrela,
que a mim, ordena...
Venha ate mim, com a esprança de iluminar meus dias...
Te aguardo...... você
Idealizei tanto o momento dessa manhã, como aqueles autores que escrevem poemas melosos, idealizando perfeições, que eu não poderia imaginar que, na realidade, seria infinitamente mais aprisionador… esse amor de manhã inteiro!
Você achou lindo, quando te mostrei e você ouviu…
… vai dizer que não lembra, aposto!
Jota Cê
-
O ar da manhã,
respiro.
No calor do sol,
transpiro.
Sobre relva molhada,
me viro.
O vento me sopra,
espirro
Na preguiça da tarde,
suspiro.
Na poesia da noite,
me inspiro.
Sob a luz das estrelas,
cintilo!
Eu piso o chão molhado do sereno, respiro o perfume da manhã
tenho tudo e ao mesmo tempo tenho nada que adianta tudo isso sem você,
se pareço estar feliz é engano seu, pois por dentro eu só sei sofrer.
Dizem que amor também tem cura que é com outro amor que se esquece alguém
já tentei em outros braços te esquecer, esquecer que eu amo só você!
A solidão...
O Sol não nascerá pela manhã,
a plena escuridão da noite
predominará em seu olhos.
Nem o canto dos pássaros
nem o uivar dos lobos
poderemos ouvir...
Só o imenso silêncio da solidão.
SAUDADES
Sabe do que eu sinto saudades? Saudades de quando você acordava de manhã, ao meu lado, com aquele sorriso, naquele dia chuvoso em que ficávamos deitados contando nossas historias de vida, do seu sorriso e do quarto desarrumado, de quando simplesmente ficávamos olhando um nos olhos do outro e fazíamos juras de amor eterno, mas acabou, mas o que passou, passou, o que ficou, marcou. Mas estou vivendo normalmente, não vou ficar pensando se tivesse sido o contrário, porque esse contrário aconteceu e você simplesmente não soube aproveitar a oportunidade, mas agora não dá mais para mim, tentar de novo não ira trazer o amor que já senti por você. Mas saiba que gosto muito de você, espero que esteja feliz e bem acompanhada, estou feliz, mesmo sozinho, esse meu silêncio é paz.
Quando a dúvida chegou
De repente,
ao abrir os olhos pela manhã
quando o sol vem visitar-me na aurora,
sinto uma estranha dúvida.
Dívida do medo.
E não estou seguro de continuar,
ainda que este não seja meu lugar.
Quero ir muito além
mas não caminho longe d’onde estou agora.
Quando a luz partir
que ela devolva às trevas a dúvida
que veio abraçar-me.
Presença
Você é o refrigério, a paz, a calma,
Você é a manhã tranqüila e límpida
Você é mar sereno após a tempestade
É um raio de luar na escuridão
É o silencio na alma, o pensamento que voa
No espaço da distância, que mesmo distante é,
Tão presente, tão próxima, que quase se pode tocar
Tão real que as mãos sentem as marcas na face
É como sentir o cheiro do orvalho no amanhecer
Ter a certeza de não caminhar só, ainda que,
não esteja presente, no mesmo espaço físico,
É ter certeza no amanhã, mesmo que ele seja futuro,
É ser feliz sem razão ou lógica, sem explicação,
Ser feliz porque você existe, e eu existo por você.
Vera Costalonga
07/02/2011.
Segunda feira.
15 de setembro de 2009.
Uma manhã fria, nevava. O vento batia contra as janelas das muitas casas daquela rua vazia. As aulas começavam e um ou outro corria pelas ruas, para alcançar o ônibus. E ali estava ela, não necessáriamente a espera do escolar. Estava apenas saindo de casa, com as chaves em mãos. Iria de carro. Usava vestes apropriadas para o dia. Uma calça de couro preta e botas. Usava também uma camiseta deuma banda de rock dos anos 80 e um sobretudo preto por cima. Os seus cabelos escuros estavam soltos e os olhos num verde esmeralda destacavam-se devido ao lápis escuro.
- Volta pra casa depois?- O homem perguntou, parado na porta, com um sorriso no rosto. Uma garrafa de cerveja em mãos. A menina revirou os olhos ao vê-lo levá-la aos lábios. Como fora parar ali?
- Sim, vou voltar para a minha casa.- Enfatizou, abrindo um sorriso lateral, que logo sumiu de sua face. Derick não era uma garoto feio, mas também não era uma beleza rara. Tinha cabelos escuros e a pele clara, os seus olhos eram num cinza claro e o seu corpo era ideal, talvez fora muito bonito no colegial, mas não agora. Agora era só um bêbado viciado, que vendia drogas para sobreviver.- Até mais, Derick.- Acrescentou e seguiu até o velho impala, estacionado em frente à velha casa.
- Espera, você me liga, Myv?- Derick perguntou, jogando a garrafa agora vazia na lata de lixo enferrujada.
- Derick, você está parecendo uma garota.- Myv riu e abriu a porta do carro.- Não, eu não vou ligar. Apareço quando sentir necessidade.- Piscou marota e entrou no automóvel, fechou a porta e deu a partida, acelerando com tudo rumo ao colégio em que estudava.
Morte no silêncio
A noite segue emudecida,
E a manhã custa chegar.
Eu calado aos prantos, me deito.
Prefiro não ver no que vai dar.
Ao deitar, vejo os anjos no obscuro,
Parece me privar de algo.
Tento dialogar...
Mas tudo é inútil.
Inutilidade no silêncio,
Paralisam meus pensamentos.
E fico sem reação,
Na fria noite do silêncio.
De fato um estranho silêncio.
Parece vir de uma coisa oculta.
A ele sinto uma calma.
Agora vivo numa irreconhecível serenidade.
A manhã se aproxima,
E o silêncio vai me deixando,
Aos poucos as coisas perdem o sentido.
E ao meu corpo, vou abandonando.
Sem desespero, do mundo real me desligo.
Minha alma nos céus sobrevoa.
E meu corpo volta pra terra.
Em um mundo oculto, vivo livre a viajar.
As coisas do mundo
Cantar...
A musica,
Ao amor,
A moça,
A melodia.
Cantar na manhã de todo dia.
Dançar...
Comigo,
Com ele,
Sozinha...
Para eu,
Pra você,
Pra lua...
Chorar...
A tristeza,
Agonia,
A alegria,
Dor, ódio,
Pra vida,
A perda,
A despedia.
Viajar...
Por ai,
Pra lá.
Pra outro mundo,
Pro lado de casa,
Pelos sonhos...
Viajar pelos meus obscuros
Amar...
As coisas do mundo,
O tempo,
A mim,
A você,
Ele.
O distante,
O amigo,
O próximo
O infinito.
Aquilo que desconheço,
E aquilo que mereço.
Amar a todos,
Amar a vida...
E a deus agradeço
Boa noite, meu anjo!
está manhã acordei com saudades de vc, é saudades de vc, mas do que de costume...
Muito mais do que sinto em todos esses anos com vc...
Pois todos os caminhos me encaminham prá você...<ANDR>
Coisas Intocáveis
Pela manhã, canta um galo digital.
O sol reluz numa alamêda infinita.
Café com leite numa xícara quebrada.
Da sacada também vejo a rua inabitável,
Uma porta velha trancada com um cadeado.
Dentro existe uma piscina em desuso
Refletindo a plantação abandonada
Uma criança sorrindo com bolhas de sabão
Em frente de um quadro de bela imagem,
Uma ponte que faz chegar num zoológico
De rosas mal cuidadas e baldias.
Chegando à beira do lago, cena de piquenique:
Pães, frutas e vinho abençoados.
Por uma oração e um girassol bem amarelo.
Duas pessoas satisfeita de mãos dadas
Perdidas por entre o vão da cidade
Que no passado contruiam castelos de areia.
Que agora à beira da praia, tantos reveillons...
Com as mãos murchas lavando os pratos,
Enxugando os pés numa toalha branca
E o colorido a estourar no poder da memória.
Na gravura do tempo o poder da ciência.
Mil experiências coloridas em vidros intocáveis
Que o resultado é uma cor que não existe
Que guardaram num lugar seguro e gelado.
A luz não resiste a escuridão da evolução.
Com esforço, faz sombra na ampulheta que marca mas não vê passar o tempo
Nos fazendo saber que mais um ano findará.
Árvores coloridas, mesa com comida, diplomas e formaturas
Passando nossas vidas com vitórias e agruras
É mágico o tapete do tempo pendurado no armário.
Uma roupa, uma gravata. A porta colada nos retratos
Dos enfeites, perfumes, convites revelados no álbum
De um mundo tão pequeno e valioso
Prendendo nossa história no relógio do calendário.
André Amaral
Me sinto tão só esta manhã.
Tudo é tão frio.Tão quieto.Tão incerto.
Olho pela janela
Ninguém vejo
È inverno.
Aonde estão todos?
Em suas casas
A beira de uma lareira
Vinho para o Amor.
Afinal para se esquentar é preciso estar frio.
Sempre pensei Não preciso de ninguém para ser feliz
Será que me enganei?
Tão auto suficiente
Tão dona de mim mesma
Eu quero.
Eu posso.
Eu consigo.
Pra que força?
Não tenho com quem lutar.
Ser frágil é bem melhor.
Perder também e ganhar.
Ceder nem sempre é se humilhar.
È bom deixar ser vencida.
O que é o amor,
se não um jogo de Ceder?
A vida é feita de viver.
E não saber amar é aos poucos morrer.
Suor frio, pensamento quente. Eram 05h00min da manhã, minha cabeça pesava, meu corpo tremia de frio, meus olhos queimavam. Desconheci-me por horas, o que eu achava que era forte, tornou-se fraco, parecia que nada era o bastante, nada era o suficiente.
Rendi-me a imensa dor, que martelava ate alma, com os pés descalços ao tocar o chão, recebi um choque térmico, por segundos fiquei inerte.
Voltei à cama, a cabeça queria explodir excessivamente, tentei respirar, algo prendia, algo sugava o resto de força que em mim restava.
Encontrei-me neste estado por horas, ate suar mais frio e começar a delirar. Era controlador, operante, insaciável.
Vomitei, vomitei e vomitei...
Sim foram três vezes, mas na verdade eu tive vontade de colocar mais do que vomito pra fora, tive vontade de expulsar cada gota de amor, cada pedaço do passado. Aquele passado que ao lembrar me quebrava mais do que qualquer dor física.
Ali estava implorando a Deus por piedade, mesmo não merecendo, implorava.
Tudo ficava cinza, era minha visão apagando, pedindo descanso. Mais não obedeci. Não lembrava mais nada ate chegar ao hospital.
Agulhas, algodão, remédios, sangue, curativos, soro, analgésicos...
Estava sedado, tudo era uma ponte naquele momento, uma ponte para que eu pudesse estar acordado ainda. E ver a vida lá fora...
Caem as primeiras gotas
nesta manhã
fria e cinzenta
mas a vida prossegue
em ritmo alucinado
e muito vibrante...
Motos...
Carros...
e ônibus
todos disputando o seu espaço
Guarda-chuvas
e sombrinhas multicoloridas
vem e vão pelas calçadas
sob as marquises
e sobre as calçadas...
são abrigos de todos.
A chuva cai impiedosa
freneticamente as pessoas caminham
vem e vão a todo lugar
algumas apressadas
outras mais devagar...
Assim é mais um dia de chuva
em nossa cidade
que chamo de minha
és Blumenau...
cidade de muitas pessoas
olhos azuis...
fazem a beleza deste lugar.
(Fouquet, maio 2010)
As lágrimas do Céu
O Céu chora sobre a Terra toda a noite até de manhã,
na escuridão chora como todos os que se
envergonham de chorar;
porque a Terra tornou o seu estado lastimoso
com o mal que se infligiu em anos inumeráveis
e fez por colher o fruto da sua desonra.
E todo o dia o Céu recolhe as suas lágrimas
Para os seus próprios olhos azuis tão claros e profundos,
e chuviscando a glória do dia luminoso e leve
sorri na testa esgotada da terra para ganhá-la se ela quiser.
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