Poema de Tristeza

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⁠Ignorar quando a dor te torturar
E as vozes importunar
O seu coração melancólico e vazio

Vacilar quando a dor se manifestar
E mesmo assim clareie seu rosto com alegria
Sorriso, o sinônimo de agonia.

Inserida por colecionadordelagrim

⁠O coração não sente
Ele se corrói.

As lágrimas desaparecem
Trocadas por sangue
Cortes fervem
Em uma doce agonia.

Inserida por colecionadordelagrim

⁠O vazio do oceano
Tão profundo quanto o vazio humano.

Gotas geladas.
Mas ao mesmo tempo, tão quentes como lágrimas.

Inserida por colecionadordelagrim

⁠Os olhos transmitem
O que os lábios não dizem

A dor escondida
Mas tão aflita.

Inserida por colecionadordelagrim

⁠Esforço em vão

Tentei,tentei e tentei...
Não adiantou nada,
Um pequeno detalhe arruinou tudo!

Meu corpo é uma prisão,
A comida é minha inimiga,
O que eu faço então?

Tenho raiva de ser assim,
Gordo e horrível.
Eu só queria ter um corpo perfeito,
Mas acho q isso nunca vai ser feito.

Minha alma é magra e
Meu corpo é gordo e feio.
A esperança nunca veio.

Todos são magros,
Todos são lindos...
Já eu,sou uma maldição.

Corpo,por qual motivo me amaldiçoa?
Por qual motivo me faz sofrer?
Eu só queria entender.

-gabriel/emili

Inserida por moon_gabriel_emili

⁠Beira a insanidade.
Contorce-se, movimenta o corpo de forma estranha e incontrolável, como se não detivesse domínio sobre si.Espasmos súbitos, ligeiros.
Fita o vazio, os olhos vagam e a mente se perde em um vão de nada.
Tem derradeiras lembranças confusas e alusões sobre o porvir, mas sem conclusões.
Parece uma overdose espontânea, cuja causa é desconhecida, indefinida.
Todo o conhecimento adquirido obscurece-se de repente, esvai-se, adormece nos recônditos cerebrais.

Frequentes são os sintomas descritos acima. Beira a insanidade.

Talvez seja um dom: desprover-se da lucidez.
Talvez, no fim, enlouquecer seja o único jeito de sobreviver.

Inserida por mairany

⁠Não sabe o que dizer.
O coração queima e acelera. Os olhos estão lubrificados por um choro que não cessa.
A emoção faz os pelos dos braços e das pernas se arrepiarem, mas a boca permanece calada.
Som algum se atreve a sair dali.
A verdade é que o silêncio, ainda que nada atrativo por aqui, agora se faz dominante e, irresistivelmente, confortável.

Inserida por mairany

As lágrimas

⁠Quanto tempo faz desde a última vez? Nem me lembro mais. Antes era tão mais fácil, tão mais comum. Quando caía no chão e ralava o joelho, ou ao levar uma bronca da mãe, quando brigava com o irmão, ou quando perdia algo valioso.
Elas vinham como um dia chuvoso, lavando a alma e logo depois o céu ficava azul novamente.
Mas já fazia um tempo que elas não caíam. Até que hoje choveu bastante, como nunca antes, mas o céu não ficou azul. Elas não lavaram a alma.
Elas apenas caíram...

Inserida por In_finitys

Sob o Véu da Meia-Noite

Sob o véu da meia-noite, onde os sussurros ganham voz,
Eu caminhei entre as sombras, onde o tempo já se pôs.
A saudade era um espectro, com os olhos de rubi,
E cantava o nome dela — que se foi, e não ouvi.

Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!

No relógio da parede, cada badalada é um lamento,
Como ecos de um passado preso ao frio do esquecimento.
O corvo em minha janela nunca diz o que eu quero crer:
Que a morte é só um sonho, e que eu ainda vou te ver.

Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!

Os anjos choram tua ausência,
As estrelas cessam de brilhar.
E no abismo da consciência,
Só tua voz vem sussurrar…

Oh Lenora, doce chama,
Entre os mortos e o luar…
Guia-me pela tua chama,
Pois não posso mais ficar.
Leva-me, ó sombra encantadora,
Para sempre… Lenora.

Inserida por franciscopontes

Amadurecer...


⁠Num dia você é uma criança
Inocente

No outro uma adolescente
Cheia de problemas

Esperando que tirem de você
A responsabilidade de estar crescendo

Inserida por Kliemann

QUERIDO EU!


Querido eu! Desculpe por nem sempre considerar seus esforços.
Desculpe por não levar em consideração suas emoções, ou não respeitar seus sentimentos.
Desculpe por sempre exigir muito de você, mas nunca cuidar quando necessário... Desculpe por faze-lo acreditar que não merece afeto.
Desculpe por negar a você... Tantos abraços, esperança e conforto.

Inserida por Mirlane_A_Nascimento

⁠Início do inverno
Uma estação que nunca me soube bem.
Quando chega, meus ossos choram —
de dor, de tanta dor —
como se lembrassem do fim que dei a nós.
Te sentir era como estar diante de uma lareira,
crepitando como fogos em noites de dezembro.
E aquela sexta-feira, que devia ser celebração,
virou apenas mais uma — sem você.
O inverno segue em mim,
com minha tristeza, minhas dores,
e uma saudade tua… absoluta.

Inserida por Sabrinamali

Sentimentos
Sentir, sentir… sem poder se expressar.
Ficar calado(a), sem nem gaguejar.
Seguir regras por um fio,
e depois rir — e ir —
escutando as badaladas,
o vento que passa,
o barulho dos carros,
as risadas mais altas.
Sentindo falta de algo
sem conseguir dizer nada.
Uma falta incabível.
A solidão — mas com presença.
Um sentimento não explorado,
apenas guardado.

Inserida por maria_cecilia_marchi

⁠Ecos da Metamorfose: Mente em Guerra

Estou em constante movimento, Energia se dissipando no primeiro pensamento. Não me sinto presente neste momento, Consciente da falta de argumento. Certezas vagueiam como o vento, Se tratando de não saber, eu tenho talento.

Passagem paga para o vazio, Já estou no assento. Senti demais, meu coração é turbulento. Se o universo é pacífico, eu sou violento. Humanidade acelerada, Eu me sinto lento. Se o pior acontecer, Não estarei atento.

Entrei na manada, Pelo prazer estou sedento. Entreguei minha alma, Não tenho comprometimento. Estou lúcido, Ou estou mais próximo da loucura e do estranhamento? Meu corpo é saudável, Meu cérebro é pestilento. Se estou lúcido, Por que estou sonolento?

Sofri por saber demais, Vale a pena ter discernimento? Num mundo de baixa moral, Onde está o empoderamento? Me sinto abandonado, Igual ao chão sem pavimento. Se eu nasci livre, Por que me falta entendimento?

Um misto de emoções e sentimentos, A existência de consequências sem adventos. Se a perfeição é construída inteira e completa, Todos fazem cisalhamento. Meu chefe é a vida, E eu imploro por adiantamento.

E no fim, Só faço parte dos elementos. Quando se trata de mim, Não sei o funcionamento. Entre conexões rasas e distantes, Perdi o pareamento. Percebi a minha falta de pertencimento, E me sobrou apenas o amadurecimento.

Será que a felicidade e a tristeza Estão em consentimento? Será que da minha liberdade Eu estou isento? Ou não faz sentido escrever tudo isso, E eu deva sentir apenas arrependimento?

Seria tão simples Só comer, dormir e fugir do tormento, Mas tenho consciência De que preciso de um complemento. Me iludindo por achar que sou íntegro, Mas preciso de um desentranhamento.

Só queria Da minha vida ter um bom gerenciamento. Será que tenho talento?

Inserida por ysouigor

Eu a amo, de verdade. Mas dentro de mim tem um turbilhão que ninguém vê: inseguranças, pressões, dúvidas, traumas, crises existenciais, ansiedade, e aquela sensação constante de não estar bem.
Sinto que não consigo ser o que ela merece. Que não estou inteiro o suficiente pra dividir a vida com alguém.
E justamente por amar tanto, achei melhor deixá-la ir...
Não por desistência. Mas porque arrastá-la para a bagunça que carrego seria egoísmo.
O fim não foi por falta de amor. Foi por consciência demais... Ou talvez, medo demais.

Inserida por gabriel_oliveira_53

⁠Poço Invisível

Há um poço invisível dentro de mim,
feito de ecos, silêncios e memórias.
Nele caem as palavras que não digo,
as histórias que jamais terão glórias.

Ali moram os dias em que falhei,
as vontades que nunca encontrei forma,
as respostas que calei por medo,
e o amor que parti antes que se conforma.

Não tem fundo, mas tem espelho.
Não tem água, mas afoga.
É onde mergulho sem grito,
é onde a ausência me embriaga.

Mas também dali brota algo vivo,
um fio tênue de lucidez.
Do poço nasce o que escrevo,
da sombra, a minha altivez.

Inserida por reinaldohilario

Há palavras que não salvam.
Há silêncios que gritam tão alto que rasgam a pele da alma.

Escrevo para não explodir.
Porque falar não adianta — já tentei.

As cicatrizes que a luz não cura… essas eu guardei.
Não para serem esquecidas.
Mas para que, ao serem lidas, alguém perceba que ainda existe dor disfarçada de normalidade.

Fingir estar bem é uma arte. E eu me tornei um artista.

O nome é Purificação.
Não porque estou limpo, mas porque me tornei consciente da sujeira que o mundo despejou em mim.

Este é o começo.
Que venha a escuridão, porque aqui, ela encontra palavras.

🖤

“Tem dias que eu não quero morrer. Mas também não quero continuar.”
— Purificação

⁠🖤

> “Meu problema nunca foi a falta de amor. Foi a ausência de lugar para existir.”
— Purificação




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🖤

> “A dor calada é a que mais machuca, porque ninguém ouve o grito por dentro.”
— Purificação

Quando a Última Luz se Apaga
⁠No silêncio que resta após a voz,
Ouço apenas o eco do que fui.
A saudade não fala — ela dói,
Como o peso de um mundo sem rui.

O tempo, esse traidor sem rosto,
Levou tudo o que me fazia viver.
E deixou um coração exposto
A lembrar sem poder esquecer.

Os risos morreram nos cantos da casa,
E os quadros, sem cor, me acusam em vão.
Cada passo é um corte que atrasa
A cura de tanta desilusão.

Eu amei com a força de um naufrago,
Gritei teu nome ao vento surdo.
Mas a vida, com seu verbo frágil,
Sussurrou: "você chegou tarde, é o absurdo".

Já não sei o que sou — sombra, poeira,
Ou só alguém que o mundo esqueceu.
Só sei que tudo que era bandeira
Hoje é trapo que o tempo comeu.

E quando a última luz se apagar,
Que não chorem, que não digam meu nome.
Pois quem morre sem mais esperar
Já morreu bem antes da fome.

Inserida por silvano_eising