Poema de Amor e Ódio
Há dias em que as camadas da vida se formam,
Entre elas, amor e ódio, se entrelaçam e transformam.
Camadas de força e dor, suavidade e labor,
Luz e escuridão se alternam, em constante fervor.
Entre elas, a calma e a tranquilidade têm lugar,
Mas também grandes estresses e furor a transitar.
E o que escreve essa saga são as camadas do acerto,
E aquelas dos erros, que moldam nosso percurso incerto.
Tudo isso que contam as palavras são pensamentos que vao dentro de mim.
Demônios
Suas cicatrizes falam, elas contam sua história.
Um belo poema de amor e ódio seu passado demoníaco está marcado nesses cortes em você, que gritam sobre as lembranças mais assustadoras da sua cabeça.
Demônios mentais fazem você pensar que tudo está perdido e às vezes até imaginar, Como está viva? Como está falando? E a resposta é, não sabemos nem eu, nem você.
Essa é sua vida, se marcar de desgraças e contá-las nos mais belos poemas e contos.
E essa foi a saída que você encontrou para não ter que sair dessa vida, afinal, não há um artista neste mundo que nunca se quer
exorcizou um de seus demônios em alguma de suas obras…
"o Ódio e o Amor ...
por ódio certas pessoas são capazes
de matar...
por Amor
certas pessoas são capazes de matar
e tirar sua própria Vida"
Anvisa
para o mundo abri minha lata de sardinha.
amor e ódio são filhos da mesma placenta,
de forma lenta
se separam,
se preparam,
se confrontam,
têm a mesma carga genética,
mesmo sexo,
mesmas características emocionais.
escrevi estes versos à meia-noite,
são as palavras treva e luz...
a garça eleva o pescoço por amor ou por ódio.
há bicadas amorosas e agressivas,
ambas elevam às alturas.
escrevi por amor
e por ódio.
a Anvisa permite um percentual
de impureza no poema.
INTENSA
Ser intensa é aflorar no outro:
O mais profundo amor
Um ódio avassalador
A mais profunda admiração
O ponto culminante da rejeição
Uma Luta sem cessar
Entre o lobo mau e o Guara!
Pessoas intensas , não há meio termo
Amar ou odiar
A DAMA...
A pura dor do odio e amor
Por lindas mulheres mortas
Com o coração frio e gelado
Sendo mortas e esfaqueadas.
Mulheres indefesas e mortas
Homens em conflito e loucos
Por sangue de poder e forças
Viram enlouquecidos carrascos.
Choram e gritam por morte
Os cavalheiros enfraquecidos
Sem as belas damas da noite
Viraram vagantes noturnos.
Morram, morram seus malditos
Dependes e sedentos por sangue
Seremos seus piores pesadelos
E nos vingaremosamargamente.
AMOR E ÓDIO
Meu coração de tão cheio ficou apertado!
Apertado demais para nós,
De tão apertado foi se sufocando no vazio da gente,
Nas promessas ditas entre nossos olhares profudamente apaixonados.
Apaixonado por ti ou por um alguém que eu criei em minha cabeça?
Promessas criadas para não serem cumpridas... E foi assim, ficando embargada em um beco sem saída!
Sem saída ficamos, aonde foi que nos erramos?
Você paciente, eu Explosiva,
Você frio, eu calor,
Você calado, eu falante
Você razão, eu coração
Você dissertação, eu poesia.
Poesia, inspiração...
Entre tantas vírgulas de um espaço chamado tempo prefirou um ponto final na nossa VIDA.
Fui eu em que fui boba em acreditar que você poderia mudar?
Ninguém muda ninguém senão a si próprio.
Mas como dizia um filme barato de ROMANCE voltar a reviver um passado é o mesmo que vestir roupas íntimas sujas. Se fosse tão bom não se chamaria passado seria PRESENTE.
E hoje em dia depois de tudo não sei se AMOR, não sei se é ÓDIO!!!
DY LOPES
Ódio e Amor
Eu não gostava de você mas mesmo assim me apaixonei e te amei
Você me odiava!
mas isso não foi impedimento, para que também se apaixonastes e me amaste;
A diferença entre nós;
é que pra você o ódio prevaleceu sobre amor que você sentia
Você fez suas escolhas
E eu fiz as minhas
Não me orgulho delas mas também não as faria diferente
Minha relação com o Circo é de amor e ódio:
Amor quando ele chega e permanece;
Ódio quando ele vai embora.
Descontruí ruídos,
Para enlatar
Eloquentes mistérios,
no mundo movido pelo amor,
pelo ódio
ou pelas controvérsias.
Carmen Eugenio
Quando eu morrer:
Se não deixar paz, então deixarei guerra.
Se não deixar amor, deixarei odio.
Se não deixar razão, deixarei a culpa.
Se não deixar o nada, deixarei o todo.
Se não deixar se, então deixarei só se.
Amor e ódio, por regra, estão interligados. O ódio também é de pigmentação vermelha das lágrimas, dos olhos inchados, dos berros para o infinito, aqueles gritos que de tão altos te deixam rouco. O amor semeou dúvidas, colheu indiferença. O ódio já falou de amor. O amor perdoou. O ódio é um menino medroso que se julga adulto demais para reconhecer que errou, tanto que apenas uma vida não basta para oferecer rosas ao coração machucado, atordoante escarlate, arranhando as arestas que outrora foram poéticas, ainda que breves fossem os poucos versos de amor que nunca entregou, as bochechas ruborizadas entregavam todo o esforço. O amor clamou por redenção porque uma vida não valia de nada sem aquele que com seu coração estava. O ódio já se entregou por inteiro, exigindo o mesmo compromisso. O amor é o caminho mais simples para a (não tão) inexplicável insônia filosófica, contendo as teorias de conspiração mais tragicômicas, nem Platão seria pioneiro ao definir tudo que o amor sabe e esconde nos manuscritos imaginários. O ódio é a constante entre dia e noite. Pressente o fim, não passou do começo. O egoísmo proveniente da sensação de perda, quando o vazio abraçou mais forte que a própria mãe. A oração que poderia ter libertado. O telefonema ignorado. Falso sustento no inexistente amor-próprio. Tudo ficou esclarecido a princípio, embora a conversa tenha tomado rumos tão desagradáveis que fica difícil especificar quem está com a razão. O ódio vence pela brutalidade. O amor não perde por esperar.
Puppy Love
BUSQUEI EM MEIO...
* Da guerra a sua paz;
* Do prato seu sorriso;
* Do ódio seu amor;
* Da ofensa seu perdão;
* Da solidão sua companhia.
LEVO JUNTO..
* De ti a alegria de um rosto triste;
* De ti o alimento que sacia a fome;
* De Ti a paz que acaba a guerra;
* De ti a luz que supera as trevas.
VENHO EM BUSCA...
* De Paz para meu sossego;
* De Alegria para minha tristeza;
* De Caminho para minha Inercia.
ONDE HÁ...
* Esperança,a vida faz renascer a atitude, e o certo sobrevive ao incerto.
Saudade
Ah a Saudade!
Saudade é Amor, é Ódio
Saudade é Calor, é Frio
Saudade é Alegria, é Tristeza
Saudade Conforta, Machuca
Saudade é Paixão, e não tem Compaixão
Saudade tem Pressa, Espera
Saudade te Livra, te Condena
Saudade é Fé, é Desilusão
Saudade é Primavera, é Inverno
Saudade é Assunto, é Silêncio
Saudade é Amigo, é Inimigo
Saudade é Menina, é Menino
Saudade é Bebida, é Comida
Saudade é ser Sã, é Locura
Saudade é Ontem, Hoje e Amanhã
Saudade... Eita Sentimento Danado
Todos os momentos de nossas vidas sentiremos Saudade
E saberei sempre que de alguma maneira no meu Presente ou Futuro
algo que sempre vai me acompanhar é essa tal de SAUDADE!
"Desconheço a cor do teu ódio
Meu amor sempre foi e será pra sempre transparente"
Edson Ricardo Paiva.
Era um amor exíguo.
Amor e ódio? Iguais, ambíguos.
Eu sou aquele tipo de demônio que vislumbra de perto as portas do paraíso.
Só me existe escuridão se a sua luz não está comigo.
O que era oceano hoje são só resquícios.
Pingos de chuva na pequena poça de prazer, onde fora um mar vivo.
Vivo, muito bem vivido, sou vívido.
Sem ti, sobrevivo.
O toque dos nosso lábios seria a minha felicidade, mas é só delírio.
Viver com as lembranças de ti é um martírio.
Rogo a Deus, à morte já fiz um pedido.
Mate em meu ser esse amor finito.
Livrai-me, Criador, daquele amor exíguo...
Na dança das emoções, um triste giro,
Transformei amor em ódio, suspiro.
Cruel destino, caminho incerto,
Enterrar o afeto, num túmulo deserto.
No coração, flores murchas de um passado,
O amor que vivia, agora sepultado.
Despertei o ódio para libertar,
A dor que sufocava, era hora de acabar.
Cortar os laços, desfazer a trama,
Doce amor agora na lama.
Sepultei sonhos, enterrei o querer,
Para renascer, preciso esquecer.
No solo do adeus, planto a saudade,
Memórias desfeitas, na escuridão da verdade.
Ódio, um veneno que liberta a prisão,
Do amor que se foi, na última estação.
O mundo necessita de poetas
Poetas esses
Que entende o amor
O ódio
O desejo
A tristeza
Para trazer assim
O conhecimento aos não poetas.
Do meu amor ao ódio por Beth
Beth, com a sua varanda cheia de pó,
Suas chaves a darem nó
Seu telefone é de dar dó
Seu e-mail é um bagulho só.
E eu aqui tão inútil
Queria ter Beth para mim
Talvez mais, ser Beth,
Com a sua clássica elegância e sabedoria.
Fico a penar
Sonhando com seu baú
Correndo atrás, com atitude ineficaz,
Beth, rainha.
Eu esqueci a minha alma.
Estrago o meu amor,
Não vejo mais as flores nem as Marias,
Só vejo Beth, a todo vapor.
Não sei mais o que é vida
Viver é estar no encalço de Beth
Quero molestar, importunar, fatigar, do amor ao ódio,
Já que eu não tenho Beth, minha rainha.
Como seria bom esquecer Beth,
Gostar de uma mulher feia e sem vida
Mas, o meu amor não tem bondade alguma,
É fraco, como filhotes de passarinho.
E Beth, nem aí para tudo isso.
Parto da minha inveja à vigília e, vejo Beth,
Indo e vindo, com seu andar de garça,
Lindo! Lindo!
