Poema da Liberdade
Quem confunde autenticidade com obediência emocional pode chamar de liberdade aquilo que apenas aprendeu a não regular.
Carlos Eduardo Balcarse
A liberdade de expressão não garante liberdade de pensamento; podemos falar livremente aquilo que nunca pensamos livremente.
Carlos Eduardo Balcarse
Procuramos a liberdade a tempo demais enquanto deveriamos correr de frente à guerra pela " Paz", acho que é isso que nos deixava doentes😞.
Tome nota !
Ás vezes a liberdade é solitária, mas quase sempre a prisão é a aglomeração - escolho a liberdade.
Marcelo HB
A Videira e a Verdadeira Liberdade
I
Desperto e ergo-me na certeza de que a Verdade é o meu único arrimo.
Este elixir de perene vida jamais será achado nas vaidades do século,
Nem no ruído incessante com que o mundo tenta distrair a alma.
II
Minha gratidão pertence inteiramente a Jesus, o Cristo;
Louvo Suas lições de humildade, de simplicidade e de espírito,
Pois é sob a Sua égide que caminho, passo a passo, em comunhão.
III
Renuncio, a cada aurora, às indigências do velho homem que em mim habitava:
Desfaço-me da sede de aprovações e do vão orgulho de convencer outrem.
Sou livre, pois o Criador assim me forjou; e a Ele rendo minha única e irrestrita devoção.
IV
Se a senda se faz árdua e os muros se agigantam no caminho,
O Seu Amor misericordioso quebra as barreiras e vence por nós.
Não há solidão, pois na fraqueza nunca clamo sozinho;
Na força da fé, os que creem descansam em Sua terna voz.
[No "fim" somos o que nos permitimos ser em existência e transformação. Negar-se a ela é como dizer não a própria vida.]
Maecelo Hypolito Botelho
"A privacidade é um dos pilares da
liberdade em seu contexto concreto.
Abrir mão dela, é uma violência
contra o direito de existir."
Marcelo HB
UMA FOTO NÃO DEFINE QUEM SOU
Autoconhecimento e liberdade
Uma foto não traduz
A essência guardada
Tudo aquilo que eu sou
Nem sempre é revelada
Sou mais que uma imagem
Não me julgue por nada.
X
Nem todos conseguem ver
Minha luta, história e amor
Onde existe um universo
Sou blindada pelo Senhor
Meu trabalho é minha meta
Onde guardo o meu valor.
X
Minha alma tem poesia
Sou mais do que podem ver
Meu interior tem luz
Poucos conseguem perceber
Meu coração tem paz
Entenda pra me conhecer.
X
Fiquem a vontade para julgar
Mas não deixo de sonhar
Sigo a minha caminhada
Tenho planos para alcançar
Talvez quem olha a embalagem
Nunca consiga chegar.
X
Tenho sangue indígena
Trago um pouco da aparência
Minha verdadeira beleza
Mora na minha consciência
Sou muito além, acreditem
Sou nordestina por essência.
X
Irá Rodrigues
*Grito da Liberdade*
Eu mudei sim, eu era doce, mais leve, cheia de esperança.
Mas fui testada até o meu limite.
Confundiram minha calma com fraqueza.
Pisaram, cobraram, machucaram.
Quando reagi, me chamaram de louca e exagerada.
Quando cansei, disseram que mudei, me tornando egoísta.
Mas ninguém viu o que fizeram comigo, ninguém sentiu e nem se redimiu.
Esperaram eu partir para sentir algo sobre mim.
Eu peguei o pouco e construí o meu muito.
Ergui-me do nada e sem ninguém.
Você pode mais do que imagina,
E, quando se ergue, é uma força da natureza.
Às vezes, se defender é o único jeito de continuar de pé,
E a sua voz é um grito de liberdade.
Não se omita quando se sentir sufocada.
Grita!!!
Sempre que as certezas se atreverem a flertar com a nossa Liberdade de Pensar, que a dúvida nos abrace! Amém!
Porque é no abraço da dúvida que o pensamento, livre, leve e solto, respira — livre do jugo das respostas prontas, longe do conforto das verdades fabricadas.
A dúvida não é inimiga da fé nem do saber; é o ventilador da consciência, o sopro que impede que o pensamento apodreça no mofo das convicções.
As certezas constroem muros, a dúvida, pontes.
A certeza se alimenta da repetição, a dúvida, da curiosidade.
A convicção grita, a dúvida escuta.
E se o mundo parece girar ao som das certezas, é apenas porque poucos ainda têm coragem de dançar ao ritmo incerto da dúvida.
Que nós nunca nos acostumemos com o conforto das respostas — e que a nossa liberdade de pensar por conta própria seja sempre maior do que a vontade de estar certo!
Amém — mas com o coração movimentado e aquecido pela dúvida.
Não bastasse o desrespeito à opinião e à Liberdade de Expressão, comumente confundida — por descuido ou capricho, com Discurso de Ódio — os tais “juízes virtuais” ainda insistem em cometer outro pecado: o de esvaziar a língua pátria que fingem defender.
É muito curioso…
Julgam com voracidade, apontam erros com fúria, mas tropeçam no português com a elegância de quem pisa no próprio eco.
Têm certezas demais, dúvida de menos, e nenhuma disposição para pensar antes de responder.
E assim seguimos, assistindo aos espetáculos nos quais a intolerância se veste de virtude, a arrogância posa de sabedoria e a medonha preguiça de ler,
tenta se passar por autoridade moral.
O que se perde, no fim, não é apenas o diálogo, tão desvalorizado, especialmente no meio polarizado.
É a delicada arte de discordar sem ferir, sem desumanizar.
Infelizmente, é o português que sangra nas mãos de quem nunca o acariciou.
E é a liberdade — a verdadeira — que sofre nas trincheiras onde as convicções são afiadas, mas o pensamento próprio é rejeitado ou esquecido.
Em tempos dominados pelas certezas fabricadas, talvez a provocação mais urgente e necessária seja:
não basta defender o direito de falar;
é preciso aprender, também, a ouvir, a duvidar e a escrever — com respeito, com cuidado e com a humildade de quem sabe que nenhuma vírgula bem colocada salva uma mente mal-intencionada.
A peça
mais ignorada da
era moderna:
a Liberdade de Pensar Por Conta Própria.
Na vitrine da era moderna, a peça mais ignorada não é rara nem cara: é a liberdade de pensar por conta própria.
Ela não falta — é caprichosamente deixada de lado.
Troca-se o esforço do pensamento pelo conforto da opinião pronta, o risco da reflexão pelo abrigo das certezas emprestadas.
Pensar dói, cansa e nos expõe.
Concordar, não.
Vivemos tempos em que repetir é mais seguro do que questionar, e discordar já até virou afronta.
A liberdade de pensar exige silêncio, tempo e coragem — três luxos considerados improdutivos numa época que recompensa barulho, velocidade e alinhamento.
Quem pensa por conta própria, normalmente desagrada.
Não serve bem a rótulos, não marcha em fila, não ecoa slogans.
Por isso, essa liberdade é tão evitada: ela nos cobra muita responsabilidade.
Obriga-nos a sustentar ideias sem muletas, a errar sem terceirizar culpas e a rever posições sem chamar isso de fraqueza.
Talvez o maior sinal de maturidade não seja ter opinião sobre tudo, mas saber quando ela realmente nasceu de dentro — e não do medo de não pertencermos à manada.
Na era dos excessos de informações e das verdades fabricadas, pensar por conta própria virou um ato de resistência extremamente silenciosa.
E, ironicamente, um dos poucos espaços onde ainda é possível ser realmente livre.
A Liberdade de Pensar por Conta Própria começa ao desconfiarmos das certezas que nunca deram trabalho para questioná-las.
Porque tudo aquilo que chega pronto, embalado em convicção absoluta, raramente nos convida ao esforço do pensamento — apenas à aceitação.
E aceitar sem resistência pode ser confortável, mas dificilmente é libertador.
Pensar por conta própria exige atrito: com ideias, com crenças herdadas, com narrativas que parecem sólidas demais para serem tocadas.
Há uma sedução muito silenciosa nas certezas fáceis.
Elas nos poupam tempo, nos dão senso de pertencimento e nos protegem da dúvida — essa companheira incômoda, porém essencial.
No entanto, é justamente na dúvida que o pensamento crítico ganha fôlego.
É ali, no espaço entre o que vimos e ouvimos e o que conseguimos compreender por nós mesmos, que nasce a autonomia.
Desconfiar não é negar tudo, mas recusar o papel passivo diante do que nos é apresentado.
É fazer perguntas onde só existem respostas prontas.
É suportar o desconforto de não saber, em vez de se apegar a uma segurança artificial.
Afinal, ideias que nunca foram questionadas não são necessariamente verdadeiras — apenas bem empacotadas e acomodadas.
Pensar por conta própria não nos torna imunes ao erro, mas nos torna responsáveis por ele.
E talvez seja esse o preço — e ao mesmo tempo o privilégio — da liberdade de pensar: não apenas ter opiniões, mas construí-las com consciência, revisá-las com humildade e, quando necessário, ter coragem de abandoná-las.
Porque, no fim, a verdadeira liberdade não está em ter certezas inabaláveis, mas em não ser prisioneiro delas.
O Tinhoso é um Gênio: sequestrou mentes a pretexto de liberdade, agora finge libertá-las para se safar do cativeiro.
Há ironias tão perfeitas que quase parecem obra do acaso.
O problema é que, quando se trata de poder, raramente o acaso é o único autor.
Talvez o mais sofisticado dos cativeiros seja aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.
Não há grades, não há correntes, não há carcereiro à vista.
Há apenas ideias cuidadosamente plantadas, medos convenientemente alimentados e uma liberdade apresentada como escolha — desde que se escolha aquilo que já foi previamente permitido.
O Tinhoso entendeu isso muito bem.
Primeiro, sequestra as mentes em nome da liberdade.
Convence-as de que obedecer é emancipar-se, de que desconfiar é pensar, de que romper com tudo é necessariamente libertar-se.
Depois, quando percebe que o cativeiro se tornou evidente demais, muda o discurso: agora promete devolver aquilo que nunca deveria ter sido tomado.
Eis a esperteza: transformar a própria retirada em gesto de generosidade.
Mas liberdade não é aquilo que alguém concede após limitar nossas escolhas.
Liberdade também não é simplesmente trocar uma prisão por outra, nem aceitar como libertação qualquer porta que se abra.
Ser livre exige algo mais incômodo: recuperar a capacidade de pensar sem tutela, inclusive contra aqueles que dizem estar pensando por nós em nome da nossa própria liberdade.
Porque o verdadeiro perigo talvez não seja o Tinhoso possuir as chaves da cela.
É convencer o prisioneiro de que as chaves são dele.
Às vezes, até a Liberdade precisa se locomover sobre o paraíso de duas rodas só para tomar vento na cara.
Porque há dias em que permanecer parado parece uma forma silenciosa de desistência.
E há momentos em que a alma pede estrada, não necessariamente para chegar a algum lugar, mas para se lembrar de que ainda pode partir.
Talvez seja isso que uma motocicleta represente para tanta gente: não apenas uma máquina, mas uma espécie de intervalo entre aquilo que somos e aquilo que o mundo insiste que sejamos.
Sobre duas rodas, o horizonte deixa de ser paisagem e passa a ser convite.
O vento no rosto tem algo de terapêutico.
Ele não resolve os problemas, não paga as contas, não conserta as decepções e tampouco apaga as cicatrizes.
Mas, por alguns quilômetros, consegue colocar tudo isso no devido lugar.
O barulho do motor silencia um pouco o excesso de pensamentos.
A estrada ensina que algumas curvas só podem ser vencidas inclinando-se, e que acelerar nem sempre significa chegar mais rápido — às vezes significa simplesmente sentir que estamos vivos.
Há uma liberdade particular em escolher o caminho sem precisar justificar cada curva.
Uma liberdade que não se mede pela velocidade, mas pela sensação de pertencimento a si mesmo.
E talvez seja justamente por isso que motociclistas sorriam debaixo do capacete.
Porque sabem que a estrada não promete facilidades.
Ela oferece movimento.
No fundo, talvez liberdade seja isso: não ter a garantia de um caminho perfeito, mas conservar a coragem de colocar o motor para funcionar, olhar para frente e partir.
Porque, às vezes, a vida não precisa de respostas.
Precisa apenas de estrada.
E de vento na cara.
O silêncio se foi junto a mim, já não está.
A dor acabou e minha alma é livre do temor.
Liberdade, Liberdade, pois hoje não preciso abandonar meus sonhos.
Liberdade, Liberdade, pois é um tempo de viver sem medo.
Hoje minha fé me fez acreditar, que tenho mil razões para tocar o céu,
E gritar: Liberdade, Liberdade, Liberdade!
Liberdade;
Por que anseias tanto por liberdade ?..............Pois seu espírito, mesmo que não acredites foi criado livre, como um pássaro,podendo voar para onde queira. Mas como um pássaro, não sabes os perigos que te aguardam. Por isso você asseia tanto por liberdade, estando preso neste mundo.
Deus quer mais para você do que simplesmente a liberdade de um pássaro, que voa sem saber os perigos te cercam. Ele quer sim que você seja livre como um pássaro, mas com a responsabilidade e consciência de seus atos e dos perigos que te cercam, para que saibas se defender e tenhas consciência das suas responsabilidades dessa tão sonhada e almejada liberdade. Liberdade por si so é como um canário que voa e canta, mas por não saber da maldade humana corre o risco de passar seus dias cantando, para o prazer de poucos, preso numa gaiola, mesmo sabendo voar.
Cíclo da liberdade
Ser livre não tem significado se você ao menos nunca foi oprimido, mas de fato, desde que nascemos lutamos por esse ideal mal compreendido.
Por meses permanecemos no ventre e mesmo quando fora não partimos para longe. Seriam os laços familiares a jaula ou a liberdade? Seria o amor as pregas que nos prendem? - Mas fora dele, logo o encontramos novamente e dessa vez por nossa vontade.
Então nós nos entitulamos de libertos e quando assim, geramos um novo ser que transbordará das mesmas vontades de ser livre ou... Amado.
Gosto da liberdade e ela gosta de mim
Mas cuidado ao me deixar livre
Por que costumo ir em frente e não apenas esperar o tempo passar
E se eu for não costumo olhar pra traz
Por que isso pode me atrasar
Então me acompanha ou me deixa ir
Quem sabe um dia eu volte
E quem sabe eu jamais apareça novamente
Só o tempo sabe como nos dirigir
Mas só nós sabemos o caminho a perseguir
Sigo por onde meu coração me manda
Somente ele sabe o verdadeiro caminho
Mesmo que meus olhos estejam cobertos
Ainda sim saberia onde te encontrar...
