A Videira e a Verdadeira Liberdade I... Marcelo Hypolito Botelho
A Videira e a Verdadeira Liberdade
I
Desperto e ergo-me na certeza de que a Verdade é o meu único arrimo.
Este elixir de perene vida jamais será achado nas vaidades do século,
Nem no ruído incessante com que o mundo tenta distrair a alma.
II
Minha gratidão pertence inteiramente a Jesus, o Cristo;
Louvo Suas lições de humildade, de simplicidade e de espírito,
Pois é sob a Sua égide que caminho, passo a passo, em comunhão.
III
Renuncio, a cada aurora, às indigências do velho homem que em mim habitava:
Desfaço-me da sede de aprovações e do vão orgulho de convencer outrem.
Sou livre, pois o Criador assim me forjou; e a Ele rendo minha única e irrestrita devoção.
IV
Se a senda se faz árdua e os muros se agigantam no caminho,
O Seu Amor misericordioso quebra as barreiras e vence por nós.
Não há solidão, pois na fraqueza nunca clamo sozinho;
Na força da fé, os que creem descansam em Sua terna voz.
[No "fim" somos o que nos permitimos ser em existência e transformação. Negar-se a ela é como dizer não a própria vida.]
Maecelo Hypolito Botelho
