Poema da Liberdade
A máscara pode até proteger o ego por um tempo,
mas só a transparência gera paz, liberdade e firmeza espiritual.
miriamleal
Descobri tarde demais que a liberdade não era um presente.
Era uma sentença.
Ninguém me empurrou para os erros que carrego.
Ninguém escolheu por mim os caminhos que me quebraram.
A vida apenas colocou as portas diante de mim e observou, em silêncio, enquanto eu escolhia qual delas me destruiria.
- Tiago Scheimann
O Peso da Liberdade
Nunca fui totalmente livre. Sempre havia algo – ou alguém – que me amarrava. A sensação de liberdade e paz sempre existiu dentro de mim, mas com o tempo, tudo parecia ir por água abaixo. Lá estava eu, presa a compromissos que mascaravam a realidade, tentando me convencer de que eu era feliz.
Hoje, percebo que tudo aquilo era apenas uma forma de manter a união. Se fosse agora, jamais entregaria meu cem por cento. Nunca mais me deixaria para traz por completo. Daria apenas cinquenta por cento – o necessário, o justo.
Afinal, tenho a minha vida, meus compromissos, minhas vontades e meus ideais. E nada disso merece ser silenciado.
A liberdade das escolhas, DEIXE IR, ninguém vai embora sem realmente querer ir.
O que não gosta não gostará por nenhuma vontade alheia a própria.
Segurar não resulta em mudanças, só atrasa o seu caminho. Solta, deixe - a partir.
Pontes da liberdade
Me jogaram Pedras, construí uma ponte, assim, posso ir além, desafiar os meus limites e conquistar lugares inalcançáveis.
Quando você cria muros é você que fica preso.
Natureza e Liberdade
Não existe vida sem liberdade e humanidade.
Por que a união se tornou tão corrompida?
Onde está a vida, senão na natureza?
Em tudo, sou levada a acreditar
Em uma utopia pessoal.
Somos feitos de esperança;
Somos feitos de dor;
Feitos de almas aprisionadas em carne,
Limitados.
Onde está a vida, senão de onde viemos?
Viva e retorne!
O fim é o começo.
- Ramile Godon
A única maneira de enfrentar um mundo que tenta aprisionar a liberdade é tornar-se tão livre de espírito que a própria existência se transforme em um ato de rebeldia.
Livre para pensar, quando tentam impor o que você deve acreditar.
Livre para questionar, quando exigem obediência.
Livre para ser você mesmo, quando o mundo insiste em moldá-lo à sua imagem.
Porque a verdadeira rebeldia não está em desafiar tudo, mas em não permitir que o medo, a ignorância ou a vontade alheia decidam quem você deve ser.
Quando o mundo tenta aprisionar sua consciência, pensar por si mesmo é resistência. Ser livre é não entregar a ninguém o direito de ser dono da sua alma.
Sara Raquel Araújo Pereira
Nasceu com o pulso do rock no coração,
vento de liberdade, couro, preto e canção.
Entre motos que rugem e amplis a vibrar,
ela chega sorrindo — impossível não notar.
Sara Raquel, presença que aquece o chão,
abraço sincero no tempo exato da emoção.
Olhar que levanta, esperança que vem,
luz que não pede licença pra fazer o bem.
Mulher de trabalho, respeito e direção,
divide o relógio com força e devoção.
No tatame, foco; no treino, disciplina,
Jiu-jitsu que educa, chute que ensina.
Entre plantas, animais e o lar a pulsar,
ela faz do cuidado um jeito de amar.
Sem perder a fé que a mantém de pé,
Deus como norte, coragem como fé.
Houve dias de névoa, caminhos tortos demais,
quando a vida tentou desafinar seus sinais.
Mas a fé puxou o tom, a alma voltou ao compasso,
e hoje ela rege a própria história, passo a passo.
E no centro do palco, o coro mais lindo a cantar:
quatro estrelas que a vida decidiu presentear.
Marjorie, sonho firme, mente em evolução,
Laura, doçura e coragem em cada lição.
Sophia, riso claro, esperança em flor,
Renan, força serena, futuro em ardor.
Crianças felizes, estudo e união,
sabem que a mãe é abrigo, raiz e canção.
Sara Raquel é mãe — e isso é revolução:
presença diária, amor em ação.
Rockeira da alma, do lar guardiã,
faz do amanhã um lugar que começa no já.
E 2026 vem como estrada aberta à frente,
céu mais limpo, motor quente.
Com fé, trabalho e esse brilho sem fim,
o melhor não é promessa — já vem vindo, enfim.
Dedicatória
Sara Raquel A. P, grande mãe, coração que conduz,
Marjorie, Laura, Sophia e Renan — família-luz.
Que a vida rime sempre com amor e união,
e que esse nome completo seja eterna canção.
Eu sou livre. Uma liberdade responsável e muito calculada. Ela me traz a sensação de poder pelo saber de que o meu ir e vir, só depende de mim.
Antes de ser de esquerda ou direita, eu sou! Isso não é tão fácil quanto parece , por que ser é muito mais do que pertencer, não pertenço, apenas permaneço.
Talvez em outras perspectivas, a liberdade, só exista em minha consciência e isso é um ato de rebeldia, que foge totalmente do que o passado diz, de como o presente se apresenta e de como o futuro se manifestará…
Se a liberdade de expressão não é tão importante para nós humanos, por que tentam tirar isto de nós?
(isto não é sobre política)
Às vezes, acordo sentindo o ar rarefeito da liberdade que todos proclamam. Caminho pelas ruas de concreto, smartphone na mão, curtindo posts que ditam o que devo desejar. Sou livre? Rio alto, mas o eco é um sussurro preso. As correntes sociais são invisíveis, tecidas de olhares julgadores, algoritmos que moldam meu feed como um deus caprichoso, normas que sussurram: "Seja assim, consuma aquilo, ame desse jeito".
Elas se enroscam no peito, essas algemas de expectativas. A família cobra herdeiro perfeito; o trabalho, lealdade eterna; as redes, pose impecável. Eu corro, mas para onde? A ilusão de escolha é o maior truque: vote, compre, poste, repita. No fundo, somos marionetes em um teatro coletivo, fios puxados por medos ancestrais e modas passageiras.
Quebrar isso exige coragem nua: silenciar o ruído, abraçar o desconforto do autêntico. Só então a verdadeira liberdade respira, frágil, mas real. E você, sente essas correntes?
Liberdade como máscara: o psicopata social.
A liberdade que muitos celebram às vezes é só um disfarce. Há quem use autonomia como licença para moldar-se ao gosto alheio, manipulando sorrisos e histórias para escapar de responsabilidades. Esse é o “psicopata social”: não o monstro das manchetes, mas a pessoa que vê relações como tabuleiro, onde empatia é peça descartável. Sua liberdade parece arrojada — viver sem amarras, seguir só o próprio desejo — mas é uma liberdade vazia, construída sobre a negação do outro.
Ao transformar escolhas em espetáculo, confunde-se autonomia com impunidade. Quem observa sente o perigo: a confiança se rompe, e a comunidade perde terreno. A verdadeira liberdade não é ato solitário; é contrato silencioso de cuidado. Reivindicar espaço não autoriza ferir; ser livre implica reconhecer que minha liberdade encontra limite no corpo e na alma do outro. Só assim a autonomia deixa de ser máscara e vira compromisso: viver plenamente sem destruir, criar sem manipular, respeitar sem desculpas.
Leveza:
Não passe a vida tentando adaptar-se para ter validação.
Isso não é liberdade e muito menos controle sobre se próprio.
A leveza de se viver é ter auto controle sobre suas emoções e decisões.
Aprenda controlar quem deve entar ou sair da sua vida.
"Liberdade real é autonomia
real sem a necessidade social
de validação alheia e uso
constante de máscaras sociais
que nos asfixiam a consciência
com incertezas estimuladas
por desejo e ambição."
"A liberdade sadia e inteligente é uma conquista nossa de cada dia!"
Otávio ABernardes
Itumbiara, 26 de setembro de 2025.
