Poema da Liberdade
... condição obrigatória
ao pleno exercício de nossa
liberdade, advém de uma eficiente
e cirúrgica prescrição de limites;
que nos asseguremum
mínimo controle e
sanidade!
... a liberdade
tem como princípio
o desfrute incondicional
de tudo aquilo que respaldado
numa honesta percepçãodos
nossos próprios limites,
nos permite
viver!
... e sem querer
contrariar os libertários de
ocasião, confesso que a minha
liberdade, paradoxalmente, vem acompanhada dealgemas:
das sólidas algemas do
bom senso!
... condição
obrigatória ao justo
proveito de nossa liberdade,
provém de uma forçosa
prescriçãode limites que,
ao menos,nosassegurem
ummínimocontrole
e sanidade!
No coração da Terra,
A liberdade é solo,
No construir do poeta,
A Nação será de ouro,
No tecer do verso,
A letra que permanece,
No espargir do vento,
A esperança é turcomana,
O coração é puro,
A bênção veio da prece.
A bandeira é fortaleza,
A palavra é eterna,
Na mesa sempre farta,
A união sagra a beleza.
A filiação leonina,
O aconchego secreto,
Na poesia predita,
A Nação hoje brilha.
O encanto que nos acena,
No caminho do deserto,
O inimigo nunca terá sucesso.
O violão que nos encanta,
No universo e além dele,
Do orgulho que se sente
Morando no coração da gente.
Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.
Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.
Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.
Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.
Ventos bons hão de te trazer!
Virão com o teu cheiro de liberdade,
Eu vou te dar, e te receber
De um jeito que irá te enlouquecer.
Todos os bons momentos hão de ser!
Virão com o nosso gozo abusado,
Eu vou transcrever em sonetos
De devassidão para não esquecer.
Hostes angélicas nos uniram,
Viram que temos química:
- envolvimento
Não conseguimos ficar sequer longe
Um do outro, não temos jeito;
Formamos um casal perfeito.
Na minha memória parece loucura:
a tua presença inunda,
A tua imagem fulgura vibrante
De uma forma alucinante,
É madrugada, estamos presentes:
De corpos, corações e mentes
Nunca me deparei com ninguém
De natureza tão envolvente e profunda,
Que me fez reler o Kama Sutra
Para te seduzir com toda a doçura...
Dei-me a liberdade
de agarrar
Nas asas da borboleta,
e ir voar.
Eu mereço ser
feliz contigo,
E um novo caminho
trilhar...
Não vejo o dia
De voltar a sentir
a alegria,
Não vejo a hora
De cheirar a rosa,
Não vejo os segundos,
De aproximar hemisférios
e mundos,
Não vejo os minutos
De nos reaproximar
resolutos,
De que seremos
felizes juntos.
Dei-me a suavidade
de pairar
Nas sombras das tuas noites,
e brilhar
Repleta e incrivelmente
estelar;
Arrisquei-me no abismo
do sacrifício
Do teu amor desperdiçar.
Eu tenho que insistir
e acreditar,
Que o amor é grande,
e que não vai terminar.
Mesmo que adversamente
estamos distantes,
Crer que o pesadelo
um dia irá acabar...
Liberdade em todas as letras
Embarcada numa viagem,
Gentileza de todas as rimas
Encarada como miragem.
Liberdade por todos os ares
Escrevendo a tua história,
Mergulhando nos teus mares
Eternizando a tua memória.
Livremente refazendo o céu
A poesia virou altar,
Um soneto feito de mel
Navegando de tanto rimar.
A curiosidade é tanta
Que é capaz de peregrinar,
E de pôr os pés em terras,
E por outros mares navegar.
A liberdade é tão audaz,
Exuberante e garrida,
Despreocupada de rimas
É capaz de fazer poesia,
Vestida de trinta e três estrelas.
A liberdade foi tão cheia de paz,
Que largou as malas,
Voou com as minhas letras,
E aos passos de mil peregrinas
Foi ao encontro daquilo que é capaz.
A liberdade de expressão existe,
Alegre, muda, falante ou triste;
Ela é como uma rua que resiste.
A liberdade de expressão resiste
Em passos 'salsos' - ela insiste,
De tanto dançar - ela persiste.
A liberdade de expressão vive
No peito que bate altissonante,
Dono de uma fé que não desiste.
A liberdade de expressão persiste,
Ela no teu peito reside,
Sempre ela dá um jeito
- ela [sobrevive].
A liberdade de expressão reside,
No coração de quem intensamente vive;
É sinal fecundo de tudo nesta terra
- tu [construíste].
Eu tenho uma poesia para bordar
em fios de algodão colorido.
Escrevo com a liberdade que só
a poesia concede, e nenhuma arte
se [atreve...
Poeticamente posso escrever ainda
o quê nem sequer foi vivido,
- e mesmo assim ter muita história
para [contar
Acabei de chegar na Paraíba para
visitar dois amigos: Ariano e Solano.
Porque na Paraíba tudo rima,
até a dor vira poesia.
E no fundo todo brasileiro também
é [paraibano.
Quem abriu primeiro a porta
foi o Seu Marinheiro que logo disse:
"- Temos visão privilegiada do
nosso jardim para o Rio Sanhauá."
E o respondi:
"- Frei Pedro Gonçalves me contou
que o pôr-do-sol mais belo visto do
Rio Sanhauá no Brasil outro igual não há."
Três crianças acenaram da sacada
desejando a minha feliz estadia,
escutei os nomes entre as risadas:
Cícero, Cassio e Vital.
Fiquei admirada
com a empolgação da criançada!...
Porque hoje na Paraíba ainda há
um misto de esperança e desesperança
de um povo que se reinventa debaixo
do sol ou da chuva - e enfrenta a seca
com bravura, e jamais abandona a
ternura...
Na costa bem desenhada e na poesia
tramada com fino algodão, em verdade
voz digo:
"- Paraíba [joia menina], tu moras em meu coração."
Prenda-me em liberdade
É tempo de embalar o amor
Prenda-me em liberdade
É tempo de abalar o amor
Prenda-me em liberdade
É tempo de mimar o amor
Prenda-me em liberdade
Para teres sempre o meu amor
Prenda-me em liberdade
Prenda-me em liberdade
Para que eu viva a me entregar
Prenda-me em liberdade
Para a gente nunca se largar
Prenda-me em liberdade
Para a gente sempre se amar
Prenda-me em liberdade
Para eu nunca te deixar
Prenda-me em liberdade
Prenda-me em liberdade
Para o amor nunca se perder
Prenda-me em liberdade
Quero te pertencer
Prenda-me em liberdade
Para mais do que me envolver
Prenda-me em liberdade
Quero mais do que te ter
Prenda-me em liberdade
Prenda-me em liberdade
Para que não falte a vontade
Prenda-me em liberdade
Para não dar brecha à banalidade
Prenda-me em liberdade
Para que não falte a verdade
Prenda-me em liberdade
Quero viver com intensidade
Prenda-me em liberdade
Adoro você em cada detalhe
Prenda-me em liberdade
Desejo ser tua propriedade
Fecho os olhos e penso em você,
a liberdade que te dou,
é a mesma que quero de você.
Fecho os olhos e imagino você,
a carícia que te dou,
é a mesma que quero receber.
Fecho os olhos e sonho com você,
a cumplicidade que te dou,
é a mesma que quero de você.
Fecho os olhos e respiro você,
a loucura que te dou,
é mesma que te deixo fazer.
Lidar com a liberdade de expressão na Internet é bem fácil:
- Repercuta notícias só de fontes institucionais.
- Não ofenda.
- Não minta.
- Respeite os direitos autorais de fotos, textos e políticas de uso de informação de cada site.
- Entenda que crítica é gostar ou não gostar de determinada pensamento ou ação.
Em liberdade ou não
tenho a poesia e a oração
como companheiras
enquanto o amor
de verdade não vem,
acontece que eu
sou habitante no teu peito
mesmo que os teus
olhos não me veem.
Não sei se é preciso
fazer um novo
movimento romântico
para você entender
que o amor e a amizade
não sobrevivem
a falta de educação
e a falta de interesse.
Em giros na tua orbe
como se eu fosse
a personificação
delta aquáridas do sul
ou a própria Lua Azul,
sou um misto de trégua,
oração e rendição
depois de uma explosão
e a esperança que
em ti jamais cessa.
Sem querer você
acostumado comigo
ainda não faz idéia
do que eu sou capaz de fazer,
só sei que você pediu
muito além dos meus passos
e neles você conseguiu
por tanta ousadia se perder.
A classe política em especial tem mania de usar a ofensa como instrumento de corrosão da liberdade de expressão alegando que estão exercitando ela, porque ela tem o objetivo de amanhã cortar a sua liberdade de expressão.
Nos anos pré-eleitoral e eleitoral as ofensas entre a classe política são especialmente frequentes, não caia nesta arapuca de ser inocente útil e comprar uma briga que não te pertence.
Você é povo. Eu sou povo. Eu e você não temos mandato. Deixe que a classe política, militantes e fanáticos se lasquem.
Tratemos da nossa paz interior porque a conta deles quem paga somos todos nós, e eles estão longinquamente trabalhando para cortar até a nossa possibilidade de reclamar.
Passou o Natal,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Nada se sabe
do calvário
do Tenente Coronel,
Só sei que do velho
tupamaro também não.
Passou o Ano Novo,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Não há notícias de
consolação para
os corações de quem
tem entes desaparecidos.
O Ano está começando
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.
Só sei que estes poemas
são todos meus,
e continuarão
sempre os mesmos,
(se nada mudar);
porque mesmo que
eu me cale todos
estão a se espalhar.
Como o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo
ando pedindo
a liberdade da tropa
e de mais de um General
em cada um dos meus
versos latino-americanos.
O General que foi do MBR-200
partiu de supetão sem ter
visto a tão sonhada restituição
da dignidade nacional;
O quê fizeram com
ele e com os fiéis soldados
foi um injusto brutal.
Não se tem garantia
se deixarão vivo
o General que pede
pelo encontro, perdão
e reconciliação nacional,
Tem sido visível por parte
de uns a opção pelo Mal.
Ninguém sabe e sequer viu
onde foi parar a herança
de humanidade de 13 de abril,
Só sei que do ínicio até o fim
a palavra o General cumpriu
e a parada respiratória como
um furacão da vida o levou.
Não se fala em outro assunto:
Não permitamos o quê foi
feito com ele com o General
que por pensar diferente
continua preso injustamente.
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
só não sei quando nasce
a justa liberdade para o General,
não é possível que não
exista nenhuma resposta sobre isso.
