Poema da Liberdade

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⁠Vozes clamam pela liberdade
dos presos de consciência
(o General é também um deles).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Passaram mais de dois anos,
Não há nenhuma notícia de justa liberdade,
O General está preso injustiçado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há notícia
de liberdade
para o General
que está preso
injustificadamente
e sem acesso
ao Poder Judiciário,...
Desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
todo o dia de poema
em poema insisto
que ele seja libertado
desta maldição de fato,
Dá para ver sem
nenhum gosto que
não há boa vontade
de corrigirem esta
injustiça histórica,
uma história verídica
longe de ser boato,...
Percussionou forte
a Rota do Tambor
pela Cruz de Maio,
pela tropa que está
na mesma situação
tenho insistido em
igual ritmo de oração,
E esta barbárie espalhada
por todos os lados,
transbordando
nas redes ao invés
de abrir caminhos
planos e gentis
para pavimentar a reconciliação:
...sem mais comentários!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Atenta pela fala
de todos os lados,
busco entender
o quê se passa,
porque a liberdade
do General preso
injustificadamente
não é chegada,
sigo contando tudo
o quê pelas minhas
vistas tem passado.

A lágrima da jovem
esposa do tenente
torturado e enfermo
sempre me tem,
oferto à ela
um buquê espiritual:
para que tenha
o coração
fortalecido e o amor
do inferno libertado.

Não se tem falado
em outra coisa:
Ramo Verde tem
na berlinda estado,
disseram que
capitães indignados
da Guarda Nacional
pela falta de conciliação
foram neutralizados
e os aprisionaram;
nada disso era preciso
já era tempo
de ter ocorrido
a grande reconciliação.

Da minha janela
vi a tropa traída
abandonada
dormindo na rua,
fruto da desgraça
que foi espalhada
com assinatura
do autoproclamado,
das memórias
repartidas é difícil
de entender gente
que se alia com
quem por bloqueios
se hermana e vive
os glorificando,
despreza a justiça
e a memória
de gente que
foi queimada viva,
e não está nem se importa
com as vítimas das guarimbas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há liberdade
de expressão
para a filha mais
frágil de Bolívar,
Quem se opõe
a autoproclamada
vem sendo preso
e a voz silenciada.

A América Latina
virou um celeiro
de presos políticos,
onde nem generais
desta realidade
conseguem escapar.

Falo dessa mulher
que abandonou
mil trezentos
compatriotas
no meio do deserto
em Colchane,
Falo o tempo que
for preciso para
nunca mais
ninguém esquecer.

A América Latina
virou um celeiro
de direitos humanos
escamoteados,
onde não escolhem
quem veste
ou não veste farda.

É noite de tempo frio,
pandemia mundial
e corações coléricos,
E o quê, se e como
aconteceu de grave
em Ramo Verde
só Deus é quem sabe,
e Ele a cada preso
de consciência
de todo o Mal proteja.

E assim vou falando
do que passa aqui
no continente
até saber como
está e quando
irá ser libertado
o General,
e cada um como ele
que foi preso
só por pensar diferente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Toda a ditadura sempre
começa reprimindo
a liberdade de expressão,
povoando a sua mente
com duros espinhos,
cortando os laços afetivos
sociais e com a tua Nação.

A poesia rompe silêncios,
é caos, aquietamento
e vive andando pelada
rebolando na tua mente
sem nenhuma negociação.

Todo o poeta não deixa
de ser um iluminado pela Lua
quando ocorrem na vida
os mais obscuros tormentos,
é sempre aquele que quer
todo mundo andando
o tempo todo amado pela rua.

Se este poema te incomodou
é um sinal que tem alguma
coisa de muito errada
que por muito pouco
te fez perder a cabeça.

Quando você se sentir
sem paz ou sozinho,
a oração e a poesia,
são as únicas amigas
que silenciosas
nunca te abandonarão,
e em teu socorro elas virão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trancada ou em liberdade
eu tenho a poesia e a oração
como companheiras
enquanto o amor não vem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em liberdade ou não
tenho a poesia e a oração
como companheiras
enquanto o amor
de verdade não vem,
acontece que eu
sou habitante no teu peito
mesmo que os teus
olhos não me veem.

Não sei se é preciso
fazer um novo
movimento romântico
para você entender
que o amor e a amizade
não sobrevivem
a falta de educação
e a falta de interesse.

Em giros na tua orbe
como se eu fosse
a personificação
delta aquáridas do sul
ou a própria Lua Azul,
sou um misto de trégua,
oração e rendição
depois de uma explosão
e a esperança que
em ti jamais cessa.

Sem querer você
acostumado comigo
ainda não faz idéia
do que eu sou capaz de fazer,
só sei que você pediu
muito além dos meus passos
e neles você conseguiu
por tanta ousadia se perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Intrépidos vão
estes versos
de liberdade
apoiando
o General
de inabaláveis
olhos de azabache
em campanha
contra o bloqueio.

Não adianta
só ir a Igreja,
se não há
entendimento
que o povo
não pode
mais aguardar.

A fome avança
e a desesperança
aos passos
das operações
e desencontros
nos mais
humildes rincões.

Que desconfiem
e achem exagero,

Diria a cada um
deles que estão
e grosseiro erro,

e o meu espírito
em cansaço e berro.

Depois de tudo
o Império propôs
o tripúdio
ao Governo
mesmo que
uns não gostem,
ele que é o real.

Ofereceria
a reconciliação
nacional,

porque dar
ouvidos a quem
não tem nada
a nos oferecer,

nos distrai
do dever de casa
que se urge fazer:

libertar a tropa
e o General
que tem alma
de recomeço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Espero que
não seja
pedir demais:
quero ouvir
a canção
do vento
da liberdade,
Balançando
o samán
e o guayacán,
Para voltar
a descansar
com o meu
coração em paz.

Unida ao povo
na Marcha
do Silêncio,
Na fronteira
entre duas
décadas
por Montevideo
em memória
aos desaparecidos,
Já passaram
um pouco
mais de três,
E não se sabe
nem isso ao certo.

Nada mais sei
do triste destino
do General,
Sobre estes
versos nômades
que ele não
me pediu,
e sequer leu:
Sou responsável
por cada um
que venho neste
tempo escrito;
E vou contando
outras histórias
nas entrelinhas
para distrair
enquanto não
há nada esclarecido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sou nascida selvagem
como Butiás-de-vinagre,
o meu nome é liberdade,
não sou e nem serei
como você e não serei
aquilo que você deseja:
vivo a vida com lema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu sangue é poema
que tem a cor exata
da Arara-Vermelha,
A minha liberdade
tem asas imparáveis:
é profundamente brasileira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em noite de Lua Nívea
giramos a lembrança
da luta pela liberdade
e a memória da Lei Áurea.

Com os Parafusos de Sergipe,
uma História de amor
atemporal e sem limite,
e entre nós há encaixe.

Damos voltas para lá
e para cá foi o Padre Saraiva
que batizou o nome
por todos nós conhecido hoje.

Rotas de luta e anáguas atrevidas
nos trouxeram o justo e necessário,
te entrego o olhar poema
no pulo e giro sempre encantado.

De longe dá para perceber
que você é meu namorado,
que te pertenço e você
me pertence no ritmo apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Nações com asas quebradas
são aquelassem liberdade
para expressar ou têm
legitimidade para agredir,
Escolho fortemente
a liberdade de expressão
como caminho
de paz a seguir
para aprender a decidir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Domino com suavidade
Invado com todos carinhos
Sinto cada liberdade
Com cuidado nos caminhos
Respeito cada instante seu
E silenciosa serás meu
Tu és um Universo inteiro
A poesia de amor e recomeço

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A liberdade seja aqui na Pátria
do Sabiá-Laranjeira ou em qualquer
outro lugar nem sempre assume
caminhos convencionais,
e sempre é imprescindível e cara,
Reafirmo que nos vale muito
a nossa República proclamada.

Em mim há o inevitável
e o indissolúvel neste coração
de Ipê-Amarelo em flor,
a vontade de seguir adiante
com todo o sublime meu amor.
escrevendo o perene romance.

Em mim há voto pujante
e valente no amanhã,
nas veias a cor vibrante
do Pau-Brasil em flor
para insistir nesta nossa
com todo o meu profundo
amor sem data e sem hora.

Porque o meu compromisso
é compromisso de quem
elegeu o Brasil para viver,
e também o compromisso
enraizado ancestral que
aqui Deus semeou e fez nascer.

(Se eu tivesse que escolher
nascer no Brasil,
escolheria para sempre escolher).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Todas as vezes
que arrancam
da liberdade
ou da cela
um soldado
para torturar:
é a mim que
vem atirando
dentro de
um caminhão
blindado para
os meus gritos
o mundo externo
não me escutar.

É tempo de
deputado que
disseram que
preso não está,
não tenho ideia
onde ele foi parar,
Não há como
nem acreditar;
A catedral
foi cercada,
É melhor buscar
não saber
mais de nada,
Certas histórias
como o Yuruaní
deixo fluírem
na Gran Sabana
da existência
sossegada,
E isso não
me faz acovardada.

Só não consigo
parar de perguntar
pela tropa e o General
que para eles não
tem havido trégua,
e por eles tenho
rogado pela
fortaleza da paciência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.

Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.

Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.

Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda a luz
não voltou,
e a liberdade
também não;
do cansaço
dos olhos
do General
não consigo
fingir que não
me atingiu,
pois a justiça
ainda não
o libertou.

Ah, Venezuela!
Se inteira eu
pudesse te
pôr no meu
colo como
se fosse uma
criança para
fortalecer
a esperança
que o tempo
ruim irá terminar.

Pediria para
fechar os olhos
não desistir
dos teus sonhos
e passava as mãos
nos teus cabelos
e diria baixinho
que a tempestade
irá em breve passar

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É incompreensível
A promessa ainda não
Cumprida de liberdade,
O mundo está assistindo
O homeopático massacre
De um povo exaurido,
Que no vazio das ruas
Deu o seu augusto grito.

É infinitamente noite,
De espera por cada preso
Político que me irmano,
Porque o fatal desprezo
É mais do que um acinte,
É o abandono da vítima
Sem aparentes marcas
De um chocante crime.

Não pense que dos meus
Versos tu escapará livre,
Eles não entram em greve.
Versos que irão atrás
De você até te capturar
E farão pelas tuas mãos
A liberdade regressar
Do jeito que prometestes.

Inserida por anna_flavia_schmitt