Poema da Liberdade

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⁠Em noite de Lua Nívea
giramos a lembrança
da luta pela liberdade
e a memória da Lei Áurea.

Com os Parafusos de Sergipe,
uma História de amor
atemporal e sem limite,
e entre nós há encaixe.

Damos voltas para lá
e para cá foi o Padre Saraiva
que batizou o nome
por todos nós conhecido hoje.

Rotas de luta e anáguas atrevidas
nos trouxeram o justo e necessário,
te entrego o olhar poema
no pulo e giro sempre encantado.

De longe dá para perceber
que você é meu namorado,
que te pertenço e você
me pertence no ritmo apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Luar Quarto Crescente
no céu da tarde da cidade,
Entre a gente há liberdade
e um sentimento surgindo,
Ouço a música da passarada
daqui de Rodeio e daqui
a pouco você vem quando
as luzes do Médio Vale do Itajaí
estiverem acendendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Nações com asas quebradas
são aquelassem liberdade
para expressar ou têm
legitimidade para agredir,
Escolho fortemente
a liberdade de expressão
como caminho
de paz a seguir
para aprender a decidir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sou nascida selvagem
como Butiás-de-vinagre,
o meu nome é liberdade,
não sou e nem serei
como você e não serei
aquilo que você deseja:
vivo a vida com lema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Domino com suavidade
Invado com todos carinhos
Sinto cada liberdade
Com cuidado nos caminhos
Respeito cada instante seu
E silenciosa serás meu
Tu és um Universo inteiro
A poesia de amor e recomeço

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A liberdade seja aqui na Pátria
do Sabiá-Laranjeira ou em qualquer
outro lugar nem sempre assume
caminhos convencionais,
e sempre é imprescindível e cara,
Reafirmo que nos vale muito
a nossa República proclamada.

Em mim há o inevitável
e o indissolúvel neste coração
de Ipê-Amarelo em flor,
a vontade de seguir adiante
com todo o sublime meu amor.
escrevendo o perene romance.

Em mim há voto pujante
e valente no amanhã,
nas veias a cor vibrante
do Pau-Brasil em flor
para insistir nesta nossa
com todo o meu profundo
amor sem data e sem hora.

Porque o meu compromisso
é compromisso de quem
elegeu o Brasil para viver,
e também o compromisso
enraizado ancestral que
aqui Deus semeou e fez nascer.

(Se eu tivesse que escolher
nascer no Brasil,
escolheria para sempre escolher).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Algumas divagações sobre liberdade de expressão...

Esse negócio de um insistir calar a boca do outro é perigoso para todos. O nosso país é imenso. Liberdade de expressão é também questão de segurança pública e de segurança nacional. É preciso ter bom senso...

A liberdade de expressão precisa ser tocada sem banquete de egos. Se errou é só se retratar e corrigir a informação.⁠

Se expressar sem ódio já ajuda, mesmo aquelas pessoas que não têm domínio dos instrumentos do exercício da liberdade de expressão.

Entendo por exercício de liberdade de expressão tudo aquilo que eu possa expressar que não seja mentira, que não ofenda quem não merece ser ofendido e que não convulsione a estabilidade social. Verdades podem ser ditas sem ódio, sem mentira e sem desestabilizar a ordem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Minha liberdade
tem asas de Caburé
e raízes na floresta,
Nasci poeta nesta
terra e para ela.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coração quente experimentado
na liberdade de pássaro no banhado
em água muito fria e espalhado
pelo Rio Urussanga que ainda hei
de ver completamente resgatado.

O meu sutil nome é teimosia
e o meu sobrenome é insistência
tecida pelas mãos do redeiro,
assim se escreve a poesia
para afastar a dor no meu peito.

Batizada pela pesca artesanal
feita com toda a maior paciência
muito antes do raiar de qualquer dia:
a força, a oração e a resiliência
sobre as correntes do tempo.

Não para imitar a lenda,
mas por orgulho e emblema,
quando voltar a encontrar
de novo o Rio Urussanga:
quero ver a minha imagem real
refletida na água cristalina da existência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A cidadania afetiva, para muitos,
não se resume ao regresso
à Pátria ancestral e à liberdade
de ostentar um passaporte.
É a volta para casa, mesmo
que seja só uma viagem interior.
Só quem sabe o que significa
ainda ouve, mesmo inconsciente,
o murmúrio do Rio Ádige
cantando o outono da existência,
para depois cruzar o Atlântico
e virar um oceano de resiliência.


O isolamento, a fome, a pressão
do isolamento e os sons das execuções
vividos pelas "dieci trentine" presas
no Castello del Buonconsiglio;
a transferência para a Áustria,
para a desmobilização da resistência,
seguem ecoando inescapáveis,
ecoando profundamente no destino
mesmo por uns desconhecido.


Daqueles que seguem rindo
e fazendo pouco caso, ofereço
o meu cálice com dose de repúdio;
e se passarem na minha frente,
não oferecerei nenhum augúrio.


Porque sei bem do peso geracional
e me guio pela pluma de Luisa Zeni,
que enleva a memória em evidência,
para que ninguém nunca mais faça
zombaria da necessidade de outrora:
de um povo teve de viver na prática
plenamente a sua lealdade e resistência
em nome do direito a vital sobrevivência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠...nunca mais viu...!

...o General nunca mais viu

a liberdade,

...a Justiça ali sumiu...!

...nunca mais nem a tropa a viu...!

...O General nunca mais viu

o velho Pai,

e dele não se despediu,

não porque não quisesse:

a humanidade de quem

(tem a vida dele nas mãos)

não o permitiu!!!

...nunca mais viu...,

o irmão do General partiu

e não sei

se dele o General

também não se despediu.

só sei que ele nunca mais viu,

não porque não quisesse,

não porque não quisesse;

(só sei que ele está preso
passando porque aquilo
que nenhum ser humano merece).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠o quê é liberdade
de consciência
é tudo aquilo que
nada tem a ver
(com ofensa)

por mais que
a pessoa mereça;

deixem de ser
(pessoas esquisitas)

é tempo de lucidez,
calma, estabilidade
e de reatar a amizade
(com a verdade)

o General é inocente
e apenas deu uma opinião
como todos vocês sabem,
nem o tempo é capaz
de dissolver a realidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Reclamam setenta
vezes sete pela
falta de liberdade de expressão,
será que pensam setenta
vezes sete por
um diálogo de expressão?

Nem mesmo setenta
vezes sete ao mundo dão
notícias de quando
o General sairá da prisão,
sobre essa injusta prisão
sobra mesmo é silenciação.

Até quando vão permitir
ouvidos fechados,
corações endurecidos
e não se permitir a autêntica reconciliação?

Só sei que falta de diálogo,
e sobra de ofensas
só conduzem para a escuridão.

Viver, deixar viver
e se darem mãos,
não é nenhum pouco difícil não;
é só querer abrir o coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Reino da Indiferença,
também passou o Natal
e não há nenhuma notícia
de liberdade para o General.

No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
compaixão, poesia e paciência.

No Reino da Indiferença,
a Mãe deve estar chorando
e ninguém escuta,
ainda tenho a dúvida se ela
tem notícia dos sargentos.

No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
esperança, a reconciliação e boa convivência.

No Reino da Indiferença,
não dão nem tempo para pensar
a voltar a se humanizar para não mais assim ser.

No Reino da Indiferença foi descoberto
mais uma conspiração contra a vida, ordem,
a paz e a Assembleia Nacional,
infligindo contra o povo um terror sem igual.

No Reino da Indiferença o tempo vai passando
sem tempo para parar e pensar;
de boicote em boicote o fluxo do cotidiano
acaba por atrasar a vida de quem já sofre tanto:

E lá quando tudo para eu paro junto,
porque a justiça está atrasada
para dar liberdade ao General e para muitos
que como ele ainda seguem presos injustamente.

No Reino da Indiferença ainda se prendem sindicalistas,
se mantém preso o velho tupamaro,
nada se sabe do Capitão-de-Navio e da tropa,
e se têm deixado o autoproclamado da responsabilidade escapar.

(Sem querer ofender à ninguém,
peticiono ao Reino da Indiferença
para que seque as lágrimas de quem não para de chorar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me canso de repetir isso:
Como o Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
Como o Acordo de Genebra de 1966
está para a integridade territorial,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
O General continua preso injustamente,
e sem acesso ao devido processo legal.

Não me caso de repetir isso:
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
e o Sol da liberdade não pode
continuar sendo negado ao General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Passaram mais de dois anos,
Não há nenhuma notícia de justa liberdade,
O General está preso injustiçado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há notícia
de liberdade
para o General
que está preso
injustificadamente
e sem acesso
ao Poder Judiciário,...
Desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
todo o dia de poema
em poema insisto
que ele seja libertado
desta maldição de fato,
Dá para ver sem
nenhum gosto que
não há boa vontade
de corrigirem esta
injustiça histórica,
uma história verídica
longe de ser boato,...
Percussionou forte
a Rota do Tambor
pela Cruz de Maio,
pela tropa que está
na mesma situação
tenho insistido em
igual ritmo de oração,
E esta barbárie espalhada
por todos os lados,
transbordando
nas redes ao invés
de abrir caminhos
planos e gentis
para pavimentar a reconciliação:
...sem mais comentários!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Atenta pela fala
de todos os lados,
busco entender
o quê se passa,
porque a liberdade
do General preso
injustificadamente
não é chegada,
sigo contando tudo
o quê pelas minhas
vistas tem passado.

A lágrima da jovem
esposa do tenente
torturado e enfermo
sempre me tem,
oferto à ela
um buquê espiritual:
para que tenha
o coração
fortalecido e o amor
do inferno libertado.

Não se tem falado
em outra coisa:
Ramo Verde tem
na berlinda estado,
disseram que
capitães indignados
da Guarda Nacional
pela falta de conciliação
foram neutralizados
e os aprisionaram;
nada disso era preciso
já era tempo
de ter ocorrido
a grande reconciliação.

Da minha janela
vi a tropa traída
abandonada
dormindo na rua,
fruto da desgraça
que foi espalhada
com assinatura
do autoproclamado,
das memórias
repartidas é difícil
de entender gente
que se alia com
quem por bloqueios
se hermana e vive
os glorificando,
despreza a justiça
e a memória
de gente que
foi queimada viva,
e não está nem se importa
com as vítimas das guarimbas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há notícia de liberdade
para quem não deveria
ter sido aprisionado,
Nestes tempos
drásticos de uma
pandemia que
ninguém sabe até
agora como vão parar.

Tenho escrito poemas
todo o dia para uma
Pátria e uma tropa
que não são minhas,
Mas nas minhas
veias correm toda
a América Latina,
Não consigo este
sofrimento ignorar.

Onde estão presos
os cidadãos a tropa,
e o General
que ainda está
preso injustamente,
não corre ar,
há carência material
em todos os sentidos,
E nem se sabe
se há comida
suficiente para
todos se alimentar.

Peço perdão
pela insistência,
não consigo parar
de pedir pelos
presos consciência,
Devolvam
cada um deles
para o aconchego do lar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se és um vero
latino-americano:
não pode ficar
calado diante
deste abuso
contra a liberdade
de expressão
fazendo mau uso
da Bíblia na mão,
arremetendo
contra a população
e que colocou
jovens na prisão.

Em terras brasilis
vejo a escalada
da radicalização,
quase ninguém
pode falar mais
nada porque
o fanatismo
por aqui cospe
mais fogo
do que dragão
e vem causando
total perturbação.

E ainda há quem
se ache certo
e por fazer piada
com orientação
sexual e religião,
cada um a sua
maneira estão
destruindo com
a nossa população.

Contando histórias
paralelas deste
nosso continente
venho pedindo
para uma tropa
e um General
a justa libertação,
o único caminho
urgente sempre há
de ser o da reconciliação.

Inserida por anna_flavia_schmitt