Poema Concreto meio Ambiente

Cerca de 1995 poema Concreto meio Ambiente

⁠Castelo

⁠Castelos seduzem
Os brancos sugestionam paz
Mas, nem todos são de concreto
E sendo de areia, o sonho desfaz

O seu encanto nem sempre traduz romance
Às vezes, só uma história de encontro é permitido nele viver
A sua imensidão é um labirinto confundindo o seu interior
Onde a majestade decide pelo súdito entre ascender ou se conter

Todo castelo tem o seu precioso valor
É mágico, imponente e apaixonante
Porém, é uma edificação estática
Não anseie incorporá-lo ao movimento da vida
Seja visitante

Inserida por Gracaleal

⁠.e
..er
...ter
isto é concreto?
claro que não
...e
..er
.ser
isto sim
isto concreto é
poesia de alvenaria by piu

Inserida por piu_amaro

⁠Importa é ser pequeno; se inteiro.
Se verdade, se concreto, se perene.
Importa é ser miúdo; se pulsa.
Se explode, se arrasta, se aprende.
Importa é ser real!
Importa é ser simples; se vivo.
Se elevado, se digno, se nobre.
Importa é ser comum; se anima.
Se envolve, se floresce, se alegra.
Importa é ser ser!
A efemeridade pode se retirar.
É dispensável!
Dispensam-se firulas,
Lisonjas estão banidas.
O que é, é o que basta.
O que de fato é, é reto, é puro, é íntegro.
É existência, é essência, é consciência
Sendo imóvel,
Ecoa e os seres comove.
Importa é ser!

Inserida por sumapedrosa

NASCER DE NOVO

Nascer: findou o sono das entranhas.
Surge o concreto,
a dor de formas repartidas.
Tão doce era viver
sem alma, no regaço
do cofre maternal, sombrio e cálido.
Agora,
na revelação frontal do dia,
a consciência do limite,
o nervo exposto dos problemas.
Sondamos, inquirimos
sem resposta:
Nada se ajusta, deste lado,
à placidez do outro?
É tudo guerra, dúvida
no exílio?
O incerto e suas lajes
criptográficas?
Viver é torturar-se, consumir-se
à míngua de qualquer razão de vida?

Eis que um segundo nascimento,
não adivinhado, sem anúncio,
resgata o sofrimento do primeiro,
e o tempo se redoura.
Amor, este é o seu nome.
Amor, a descoberta
de sentido no absurdo de existir.
O real veste nova realidade,
a linguagem encontra seu motivo
até mesmo nos lances de silêncio.
A explicação rompe das nuvens, das águas, das mais vagas circunstâncias:
Não sou eu, sou o Outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro alguém estou nascendo.
A minha festa,
o meu nascer poreja a cada instante
em cada gesto meu que se reduz
a ser retrato,
espelho,
semelhança
de gesto alheio aberto em rosa.

Inserida por MarthaDuarte

⁠E você pensando
Na falha do concreto, olhando pra parede
E os futuros incertos
Das bancas de jornais e jornadas matinais

Inserida por pensador

⁠Fato e concreto

Ainda não consegui
Colocar em palavras
O que sinto por ti
Achar a frase certa
Para te definir, é fato
Ainda não consegui
Dizer o quanto sou grato
Pelo teu amor
Vou caminhar contigo
Para onde for, é fato
Te amo muito mais
Do que você imagina
Sonhei contigo quando nem te conhecia
O teu sorriso se confunde
Com a luz do dia
Teus olhos refletem
O que eu mais queria
É fato concreto
Como a imensidão do universo
O meu amor por ti

Inserida por claudio_vieira

⁠Palavrartes


A palavra tem poder!
É um tiro concreto de
Invenções ao tempo:
artes, ecos, códigos,
comunicações, risos,
rimas, poesia, povo, pão...

Vida, elementar!
Terra, fogo, águas,
ar, conquistas,
alegrias,tristezas, perdas,
lágrimas... fome e morte!

Inserida por RamaAmaral10

⁠⁠Palavra'rt's


A palavra tem poder!
É um tiro concreto de
invenções ao tempo:
ruídos, artes, ecos, códigos,
comunicações, alegrias, risos, cânticos, rimas, amor, poesia e prosa... circo, povo e pão...

Vida, elementar!
Terra, fogo, água,
ar, religação, respiração, domínio, conquistas, imposição, submissão, dor,perdas... lágrimas, fome e morte!

Inserida por RamaAmaral10

⁠AS PEDRAS

O pedreiro saiu à procura de pedras da mente,
Entrou no mundo de concreto, na selva demente,
Pedras querem ficar só, sem amalgamas que as une,
Sem juiz ou leis que maldosamente às pune.

Inserida por ElderPrior

Interminável Poema Concreto

O Pico do Montanhão
é o meu interminável
poema concreto
que concede encontrar
inumeráveis inspirações
para inspirar muitos
outros corações
que não tem acesso
a este privilégio
todas as vezes que abre
as portas e as janelas
num mundo que prefere
viver cercado por cimento.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como poderia eu, um ser espiritual
enclausurar-me entre paredes de concreto, enquanto aqui vivo?
Se o frescor das flores e ervas ainda me são perceptíveis,
a doçura da fruta me aprazível
e o caminhar sem rumo, ainda me é possível.

Inserida por NandoSonhandor


Transitando entre o concreto e o incerto,
Dou adjetivos às coisas que desconheço,
O que há de ser absoluto, se a arte da vida é recomeço?

Inserida por VivianedePaula

⁠São Paulo | A capital que nunca dorme.

Terra de arranha-céus, a selva de concreto,
Terra de belos parques, gigantes a céu aberto.
De cultura gratuita e seus tesouros secretos,
Do conhecimento ao seu alcance, sempre tão perto.

Terra da chuvinha, a famosa garoa,
Terro do frio aquecido por tanta gente boa.
Da Liberdade, seja o bairro ou para o povo,
Da diversidade, do sushi ao cuscuz com ovo.

Terra da correria, nunca para, não descansa,
Do trampo, do corre, de muita força e esperança.
Terra que acorda o sol com pingado na padoca,
Dos vendedores de sonhos, do iPhone à paçoca.

Do sanduíche de mortadela,
Das cores vivas do Mercadão,
Dos rolês que incluem a todos,
Da Paulista ao Minhocão.
Do doce sabor da gastronomia,
Da Trufa, brownie, brigadeiro,
Das milhões de pizzas na Mooca,
Do pastel de feira o dia inteiro,
Do brigadeiro Luís, que vai do Ibirapuera até a Sé
Do pai de família que vai trabalhar a pé
Da coletividade que fortalece na luta,
União dos manos, “tamojunto’, é 'nóis', meu truta!

Leste, Oeste, Sul ou Norte,
Mistura de sotaques, é nosso ponto forte
Grafitti nos muros, jazz na calçada,
São Paulo é arte bem compartilhada,

Aqui em SP até os heróis vêm passear,
No Beco do Batman, vão pra relaxar.
Coração do Brasil, do caos e da paz,
Quem pisa aqui não quer ir embora jamais!

Inserida por LeonardoBrelaz

⁠As Rodoviárias

No ventre de concreto e aço, a rodoviária se revela
Um portal para o labirinto do asfalto, onde o tempo se congela
Cacofonia de vozes, almas em trânsito, anseios e despedidas
Um microcosmo humano, onde a vida pulsa em batidas

Sob o teto, a luz, sombras inquietantes
Viajantes e fardos, histórias errantes.
O cheiro de café e saudade no ar
E a melodia melancólica de um violão a ecoar

Nos painéis, destinos se anunciam
Cidades distantes, sonhos que se adiam
Embarques e desembarques, abraços apertados
Lágrimas contidas, sorrisos forçados

Nos rostos, a marca da jornada
A esperança de um novo amanhã, a alma desnortada.
Corpos cansados, mentes em devaneio
Na rodoviária, a vida se revela em seu roteiro

Ônibus serpenteiam como feras famintas
Devorando quilômetros cruzando estradas infindas
No horizonte, o sol se põe, tingindo o céu de sangue
E a rodoviária se ilumina, como um farol que nunca se extingue

Em cada plataforma, um drama
Em cada rosto, uma epifania
A rodoviária, palco da existência
Onde a vida se mostra em sua essência

E eu, poeta peregrino contemplo este cenário
Eternizando em versos este itinerário
Na rodoviária, a alma humana se desnuda
E a poesia encontra sua musa

Inserida por samuelfortes

⁠TRISTEZA MARAVILHOSA
.
.
Rio de Janeiro,
sob teu corpo de concreto
teu santo padroeiro
dorme, como um feto.
.
Ainda não nasceu, teu santo,
ainda é cedo para o milagre;
e a lágrima doce do teu pranto
não é vinho, é só vinagre.
.
Baía de Guanabara,
como mente o teu postal.
Vejo fome em pau-de-arara
sob a camada social.
.
Queria entender teu segredo,
tua miséria, tua mentira;
mas o que vejo é o degredo
que escapa da tua mira.
.
Seres humanos migratórios
compelidos à mudança
cujos mortos compulsórios
são produtos da esperança.
.
Rio, Deus te abençoe,
e do alto do Corcovado
em pedra o Cristo nos perdoe
por teu índio dizimado.
.
Cidade Maravilhosa,
herança dos guaranis...
na tua culpa misteriosa
guarda a lembrança dos brasis.
.
Rio, cidade poesia,
olha teu negro na construção;
não lhe conceda alforria:
tu és a própria escravidão.
.
Rio, alguém que tardia
espreita em teu carnaval;
sobre a tua fantasia
jaz a beleza de um postal.
.
Rio de Janeiro,
teu caminho não é reto;
ao sul do teu cruzeiro,
um voto vira um veto.
.
Ainda não nasceu teu quebranto,
ainda é cedo para o céu;
e a cachaça do pai de santo,
não é néctar, é só mel.
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgência, 2023]

Inserida por joseassun

⁠Concreto reforçado com fios sintéticos.

Abriram o muro das lamentações,
e começaram a falar de vossos corações.
Abriram o muro das lamentações,
por isso, iniciaram-se as discussões.

Alguns têm o que falar,
outros, sei que vão se calar,
já que não querem se expressar.

Uma hora o muro fechará,
e no futuro, talvez, a harmonia se fará,
ou talvez não,
será tudo isso em vão?

A esperança sofrida,
sabe da história desse muro e de nossas vidas,
uma hora, essa esperança será trocada por orgulho
[ou não...]
esse será um de nossos caminhos
[ou não]


Com essas angústias vamos crescendo,
e cada vez mais sabendo,
que a paz,
é a gente que faz.

Inserida por Herme-Bueno

⁠Relacionamento aberto
não tem nada a ver com
ser relacionamento concreto,
Se não houver amor não vale
a pena insistir em permanecer.
Se o amor não for o universo
suficiente para nos caber,
não vale a pena nem mesmo
começar e tampouco ser.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu realmente te amo.

E sim o meu maior desejo é construir algo concreto do seu lado.

Entretanto, fui lembrado hoje que não existe esperança para nós.

Provavelmente ficarei bem.

Mas uma parte de mim, sempre ficará presa no e se...

Inserida por Nodachi

⁠Mesmo longe, te sinto perto,
Nossa amizade vai além do concreto,
Amizade não se mede pela presença,
Mas sim pelo valor da essência,
E mesmo separados pela distância,
Nosso laço é firme, feito de esperança.

Inserida por nanda_ericca

⁠Difícil afirmar sem algo concreto, mas às vezes fico pensando: será que o "sistema" não simplifica as leis penais, permitindo que muitas pessoas ganhem com isso?

Lucrar em cima dos problemas.

Enfim, garantir o sustento de muita gente, incluindo juízes, delegados e advogados...

Polêmico.

Uma lógica semelhante à indústria bélica, que depende de guerras para lucrar.

Inserida por I004145959

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