Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
MAIS UM CONTO DE AMOR
Foi no meio de um convívio feliz e duradouro que, desde que me entendo por gente e, permanentemente vi e senti o amor se propagar nas suas mais belas demonstrações. Pouquíssimas vezes vi meus pais discordarem aliás, eu diria até que foram feitos um para o outro. Se assemelhavam em tudo. Qualquer pessoa por mais estranha que fosse à nossa família, poderia perceber que naquele relacionamento havia uma coisa mais forte que um laço de uma simples união. E assim foram durante toda suas vidas, companheiros inseparáveis. Mesmo com tantos filhos e muitas dificuldades nunca se desentendiam. Apoiavam-se mutuamente. Praticamente, tinham os mesmo gostos pra culinária, artes cênicas, cinema, política e principalmente música. E, quando alguma coisa não andava bem, discutiam moderadamente o bem comum. Uma coisa que sempre me admirou neles, foi a forma como liam o pensamento um do outro, como se houvesse uma telepatia. E não eram raras às vezes...
Praticamente os amigos eram os mesmos amigos de sempre.
Na nossa casa, liberdade de expressão sempre era o 'prato do dia'. Lembro-me de que cada filho expressava à larga mesa seus sonhos, suas convicções. E o posicionamento dos meus pais era sempre de ouvir todos com o mesmo carinho acolhedor, com a mesma atenção. E quando discordavam porventura do pensamento exposto daquele filho, orientava e aconselhava da maneira mais sensata possível. Assim fomos todos bem criados, cada qual com sua opinião própria. Meus pais sempre foram justos, honestos, trabalhadores.
Tudo sempre era divido entre os filhos na mesma proporção.
Nos finais de semana, quando podíamos degustar do bolo saboroso que minha mãe fazia, observava meu pai reparti-lo em onze partes iguais. Éramos servidos por eles em uma única e repentina rodada...horas depois ainda mastigávamos o sabor tão repentinamente degustado. E sempre com o mesmo amor, a mesma alegria!
O TEMPO
Quem sabe
Um dia já envelhecida
O brilho do olhar apagado
O sorriso meio amarelado
O sonho acalentado...
Talvez
Eu possa entender
Os passos que não dei
Os desejos que abandonei
De tudo que sonhei...
Quem sabe
Em plena madrugada
De uma noite enluarada
Eu desperte e possa ver
Que só o tempo
Pode me entender...
O silêncio
Hoje com Meio século de vida.
Relembro de tudo que aprendi.
Cheguei à conclusão!
Ainda não é o suficiente.
Na minha memória estabelece.
Tudo aquilo que escutei.
E do que ouvi!
O que pude colocar em prática.
Mas o silêncio foi, sem dúvidas.
Um dos maiores aprendizados.
Com ele tive a mais cruel surra.
Vivenciado na vida.
Pois, entrava em minha alma, em meu coração, em minha mente.
Arrancando um pedaço de mim e deixando sequelas.
Apanhar do silêncio mexe com as emoções
Te mostra o quanto é culpado dentro da consciência.
Mostrando em absoluto e único, o seu erro.
Portanto, o silêncio, muitas vezes, é a maior arma para a ignorância.
... sivi...
E quando eu falo que eu já nem quero mais...
A frase fiica pelo avesso
Meio na contra mão quando finjo que
esqueço na verdade não esqueci nada.
ouço sua respiração, mesmo quando estou em meio a vozes que não me significam nada.
Procuro seu olhar, quando percebo que já é noite e a solidão vem me assombrar.
Regurgito seu beijo, quando minha boca suplica pela sua.
Clono seu toque, mesmo que seja em pensamentos ,só para aliviar a falta que você me faz.
E você me diz:
louco demais!
entregue demais!
absurdo demais!
ousado demais!
E eu,
sincero demais!
te respondo:
Te amando demais!
ECOANDO ENTRE OS ESCOMBROS
Entre poeira e fragmentos
No meio da lamuria e desventura,
De lamentos e conflitos
Tento em vão ouvir meus gritos
Nos destroços do amor loucura.
No celeiro do meu pensamento
Pairam amor, sonho e ilusão,
Paira minha dor e meu lamento
Neste secular advento
Injuria, mágoa, em meu coração.
Na poeira, nas cinzas, nos
Escombros de um amor traído,
Grita um silencio arredio
Entre tremores e calafrio
Ecoa um grito desvalido.
Do fundo do cativeiro
No êxtase da emoção,
Meu silencio se faz ouvir
Na utopia do meu sentir
Grita calado meu coração.
O amor, a metamorfose
Desincasulou para o infinito,
O amor que morto estava
Renasceu da cinza, do nada
Se tornando o amor mais bonito.
Por um ano e meio
Tive medo
Medo de ser feliz
Medo de falar
Medo de me expressar
Medo de arriscar
Medo de amar de mais
Medo do preconceito
Pois não conheço os
Seus conceitos
Aprendi só agora a
Aceitar esse meu defeito
Mas não entendo como
Te amar pode ser um erro?
As pessoas não sabem o que é
Ser feliz
Se soubessem aceitariam meu
Jeito de ser
O que importa é ter amor
Porque o pecado que
O amor traz é o mesmo pecado
Que Deus tende a perdoar
E nos amar.
Sou agradável, quando quero
Sou gulosa, sempre
Às vezes sou meio amarga, mas isso não significa que não seja adocicada
Inteligente, audaciosa...
Fui feita na forma e o molde?
Jogado fora
Sou única
Guerreira
Suave e venenosa
Sou uma garota doce
Cheia de sonhos
Em busca da verdade.
Os pensamentos fluem, e em meio sussurro brotam-se as palavras, que se jorram como sementes aos ouvidos sedentos do som harmônico das palavras, palavras que cura e que mata, palavras, palavras. Apenas as palavras podem nos colocar num lindo tempo em nossas vidas, ela tem o poder de nos fazer sorrir ou fazer brotar lagrimas de dor ou de felicidade. (a ofensa de uma palavra dói mais que a lesão de uma agressão)
(o carinho é melhor acompanhado de palavras ao pé do ouvido)
(FRUTO DAS PALAVRAS È O QUE SOMOS.)
Uma meia lua bem no meio do céu entre duas cores
se embaça.
Minha consciência desenrola feito novelo
Deve ter sido o amor, mais acabou agora
Foi perdido de alguma forma.
Algo no meio do caminho aconteceu... ninguém muda atitudes, sentimentos, dialetos da noite para o dia... queria entender... e só a verdade me fará entender.
A verdade nos leva para união ou para separação... mas é a verdade que dá lugar as palavras as quais não acreditei...
A vida é um percurso que temos que seguir.... sem deixar nada para trás....principalmente sentimentos sinceros... de pessoas sinceras...
Floresta 'eu'
Caminho em meio a uma floresta nomeada "eu". Vago por entre as árvores, busco um caminho menos tortuoso. Encontro (ou não) repouso...
O sol brilha forte e seca apenas as plantas insentas da humidade de um rio que passa por ali, ora com águas claras ora com águas escuras, dependendo da estação.
A tempestade chega e modifica a textura do solo, das pedras e das plantas. Raios atingem árvores, danificando-as temporariamente ou para sempre. Meus passos tornam-se mais rápidos e minha respiração ofegante, pois os abrigos seguros tornam-se escassos. A tempestade cessa e vem a calmaria.
O sol se põe, uma brisa leve movimenta lentamente algumas folhas. Ouço um relâmpago em um local muito distante. O medo desaparece junto com a preocupação.
Os perigos são inevitáveis quando surge a noite. Não há lua nem estrelas para clarear o céu. As malditas feras trazem consigo a insegurança. A morte poderia vir a qualquer momento.
A noite termina e a claridade consome com a minha amargura o dia é torna-se normal e rotineiro.
De repente, árvores surgem e outras desaparecem a minha frente, interajo com criaturas metafísicas e o sol muda de cor (cor desconhecida). Tudo muda de textura: solo, pedras e plantas (texturas desconhecidas). O rio inverte seu curso.
E por momento o tempo para e não consigo diferenciar o dia da noite, a manhã da tarde e a tempestade da calmaria. Passado, presente e futuro se encontram. Cores e texturas desaparecem por completo e o rio congela.
Depois de tudo isso, vejo algo inacreditável e espetacular: tudo volta ao normal, isto é, volto a caminhar em meio a floresta como se nada tivesse acontecido. Na verdade, nada aconteceu ou tudo deixou de acontecer. Chego ao final!
Nada mais te diz respeito
E no meio de tanto tempo,de linhas incertas escritas,aprendi que não vale tanto a pena. Em meio a minha clareza,eu faço disso um relicário. E me surgiu a certeza de que nem o infinito é eterno,e que no meio de tantos pensamentos,tantos devaneios, descobri qual era realmente o problema,meu problema,era você.
Meio amargo, ainda que estou assim, gosto disso..
Muita coisa é boa meio amarga, chocolate por exemplo..
O chocolate meio amargo é algo essencial na produção de confeites deliciosos..
A vida é e sempre foi meio amarga..
O gosto da boca quando se acorda depois de uma cachaçada..
O gosto que fica depois de um charuto, ou de um Whisky ..
Tudo é sempre tão meio amargo,
que já nem me importo quando as pessoas são..
Essas são as pessoas que verdadeiramente fazem alguma diferença,
por conhecerem o gosto da vida..
O gosto de cada coisa aprimoradamente..
Até o amargo das pimentas, é delicioso com o toque suave de um doce mel..
Não julgue um gosto ou um aroma..
E aprenda que cada coisa tem a sua importância..
Basta abrir os olhos e ver o mundo de outro jeito..
Valorize um sorriso, um abraço, um carinho..
Pois o que foi doce, hoje pode estar meio amargo..
E mesmo assim não perder o gosto..
Vivemos em meio de crises, gostos, vontades..todos efêmeros. parece que esses tomaram conta do mundo e de repente todos querem ser igual, pra que? ser você mesmo não te basta? é fora de moda seguir a moda, é brega. siga suas idéias, seus sonhos e amores, é muito melhor e durão muito mais, uma eternidade se quiser. a eternidade é todo aquele segundo de felicidade plena, que passa rápido, mas tem miilhares de motivos para ter se tornado assim, forever', pra sempre, infinito. Não deixe as vontades efêmeras tomarem conta de você. seja infinito, de felicidade, de amor. seja total.
B.
'... em meio a um pesadelo, despertar é "Prazeroso."
É estar na ante-sala da Bem-aventurança.’
Reeducador - Gilvan
Ousadia
Quem é você que ousa entrar em meus pensamentos?
Quem te autorizou tal proeza?
Em meio à veraneios meus sentimentos se encontram,
À dança dos ventos nada poderá escapar.
Não posso te ter por aqui vagando
É perigoso para o meu ser te encontrar,
... E nessa brincadeira mais te desejo
Preciso sentir você, sua pele, seu beijo
Nesse instante te vejo mergulhar
E em minha alma sinto-me tocar
Ao som de sussurros me entrego
Num leve leito à flutuar.
Após o deleite de seu corpo junto ao meu
Em chamas, a sanidade grita:
-O delírio já se acolheu
Quisiera eu, nunca ter ousado
A olhar nos olhos teus
Em seu olhar está toda a magia
Intenso...em suas palavras sem fim
E agora, só me resta uma pergunta:
-Coração, o que será de mim?
Invadindo meu território, me desarmou
Enchendo-me de belas prosas, me encantou
De guerreira passo á donzela
A ingenuidade semeia o amor.
E neste momento, já não sou mais aquela
Que por alguns instantes...
Ao êxtasi te levou.
Gente que prega sempre o ânimo às vezes também fica meio desanimado e os risos continuam, mas tímidos e o brilho do olhar se ofusca um pouco. Mas é bobagem; daqui a pouco passa, afinal, a gente conta com alguns especiais mas, principalmente e sempre com a gente mesma para tornar esses sorrisos de tímidos e chochos a escancarados e fáceis novamente e sempre e esse brilho dos olhos radiante quase que o tempo todo; A vida é assim mesmo, feita de altos e baixo, como já diz o clichê.
É sempre assim e a vida vai passando. E é normal deixar os sorrisos sérios às vezes e o olhar a meia luz, isso pode, é do ser humano, é a parte que nos faz enxergar o valor do riso e do brilho no olhar. São as regras da vida e as razões das coisas serem como são. O que não pode, de jeito nenhum, é esquecer de estar com o famoso 'de orelha a orelha' e com a luz própria do olhos quase sempre. Isso é fundamental. Os sorrisos justificam os desânimos e os desânimos motivam os sorrisos.
Todo mundo é meio louco.
Todo mundo mente um pouco.
Todo mundo é meio bobo.
Na verdade, todo mundo busca um pouco.
Todos querem alegria.
Fogem da monotonia.
Esperam o amor com euforia.
Eu vi um rosto saindo
Em meio à escuridão
Ele me seguia
Pedia algo pra matar a dor que sentia
Mas eu corria e envolta
Por um campo de força
Endurecia meu coração
Mesmo vendo suas mãozinhas
Tremendo da fome
Que aperta
As tripas
Eu vi o rosto daquele garoto
Temendo o frio da madrugada
E o seu colchão era feito
De papelão
Eu via o rosto dele
Em sonhos e pesadelos
E me embriagava na TV
Mas, ele não desaparecia
Fui ao shopping Center
e me empanturrei de batatas
ele veio até mim
disse tia
ajuda aí
eu disse não posso
não tenho
ele foi
andando
e sumiu na devastação
desse mundo
cheio de mins e outros
que se apiedam
e nada fazem
com tanto poder nas mãos
então a última vez que o vi
foi no noticiário
faleceu
por culpa
da minha
inação, da selva onde o pus
sem letras, abraços e alimentação
eu vi o rosto daquele menino
comendo lixo
catando lixo
sendo chamado assim
e eu o que fiz?
pensei : coitado cadê os pais?
tão por ai com drogas
ou já se foram
pro além
e eu não fiz
nada
não exigi que nada mudasse
ele mesmo assim me perdoou
disse tia
vá em paz
que vou engraxar uns sapatos
pra ver se arrumo o que comer
e eu não fiz nada
porque cinqüenta centavos
não ensina nada,
não o alimentaria
nem sequer por um dia
e eu vi seu rosto
em tantos pelo caminho
eu vi o rosto daquele menino
e compreendi
a perfeição
sou um resto de coisas fúteis
que tinha na promoção
e me bitolo nas coisinhas
pequenas que faço no dia a dia
e chamo de vida
e esqueço
que outros estão nela
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