Poema Casa
Vem com dedo de veludo e cutuca a alma, não dói, mas incomoda e não quer parar. De vez em quando chega como espinho açoitando sem dó. O que seria essa sensação estranha? Vai junto a qualquer lugar, não desgruda, impele, as vezes irrita. Se sair um segundo, vem a saudade, o medo de perder, o arrependimento por não ter-lhe dado atenção. Simplesmente tem um nome: inspiração...
Assim que eu chegar em casa, nós vamos viajar para a casa da vovó. Então eu não vou levar bronca por um bom tempo.
Disseram-me que se eu hasteasse as bandeiras, o papai acharia o caminho para casa. Por isso, eu hasteava as bandeiras todos os dias. Eu hasteava as bandeiras no mastro e esperava o papai voltar.
Não se deve construir casas, deve-se construir lares.
As casas se desfazem, os lares são lares mesmo sem casas.
Melhor que me amem num asilo, do que me tratem como um saco de entulho dentro de casa. Pois abandono é abandono e, quem não se importa, abandona até quando mora junto.
Vigia a tua mente como quem vigia a porta da tua casa. Se nesta, só quem entra está sob a tua permissão, não permitas, ora, que pensamentos destrutivos te façam na mente morada.
"O melhor lugar do mundo é dentro de você mesmo!
Se isso te deixa desconfortável, está na hora de consertar sua casa."
Amor-próprio é cuidar da sua mentalidade corporal; ou seja, é cuidar da sua casa, do seu porto seguro.
Só coloque para dentro da sua casa, que é sua fortaleza e refúgio, quem preza pelo que realmente tem valor para você: sua família.
"Isolamento social, acústico e térmico.
Esse é nosso cenário. Não há convívio entre nós apenas formalidades, não diálogos apenas troca de informações, não a mais toque, carinho, contato pele a pele. Somente um "oi" "boa noite" "tchau", forçado e frio, tanto quanto os ventos de Agosto."
A felicidade de uma casa não depende do seu tamanho, depende do tamanho da felicidade que o morador é capaz de pôr dentro dela.
Não adianta fugir do amor, posto que quem ama faz moradia no coração, e sabemos que um dia todos voltam pra casa...
Habito em uma casca superficial que as vezes chamo de lar e em outras de singela estrutura efêmera.
A casa, o automóvel, o viaduto... tudo isso será tragado pelo grande sumidouro das coisas da vida. A nossa memória, não!
Caminhada de Sábado, foram três quilômetros de minha casa ao palanque de processamento das comemorações cívicas dos 30 anos da Senador Canedo. E o caderno de ponto estivera a 300 metros dali. Mas, não o assinei, passava das nove horas, e a coordenadora não ia esperar mais. Bateu-me uma revolta, daquela que faltou aos escravos de outrora, que não passou até agora.
Percebi que os anos que havíamos vivido juntos acumulavam-se por toda parte, preenchendo a casa, e pareceu-me estranho como o amor e o hábito haviam se fundido tão intimamente, moldando nossa vida.
Agora entendo porque o aluno indisciplinado, irresponsável e desrespeitoso perde permissão para ir ao banheiro como se fosse educado. Ele quer ouvir o não que não ouve em casa, mas lhe digo sim para martiriza-lo. A coordenadora também o atormenta obrigando à sala, onde não quer ficar: martirizado e atormentado.
Transforme sua casa num lugar onde todos gostariam de estar, assim, quando não quiser ou não puder sair, já tem pra onde ir, e de camarote.
