Poema Casa

Cerca de 8319 poema Casa

⁠Quem diria
Aquele homem tão bom
que a maioria falava bem
dentro de casa não era bom
e a sua mulher não fazia o bem
Dentro de sua casa se sentia o rei
e só queria ser servido, obedecido
sua vontade estabelecia como lei
e por pouca coisa ficava aborrecido
Suas palavras surravam a alma dela
o seu desprezo a esmagava
entre os amigos fazia piadinhas sobre ela
aliás amigos machistas, o apoiava
Um certo dia ela se cansou
e quis terminar tudo,
então ele não aceitou e a matou
e só assim ela descansou

Inserida por juliana_rossi

⁠Casa.
Aquieta.
Acalma-te.
Tudo há de se aprumar.
Paz para a ciência.
Silencia a mente.
Sente o respirar.
Inspira e expira o teu lugar.
Ouça a voz do coração.
Canta uma nova canção.
Na mansidão da alma.
Fica na tua casa.

Inserida por saskia_de_menezes

⁠As notícias chegaram antes do vírus.
Logo espalharam a mensagem:
Todos para casa! Fiquem em casa!
Já sentindo falta de ar, fechamos as portas e as janelas

Talvez, em silêncio, a Terra cantasse:
Pobre de mim, pobre de mim
Pobre pangolim

O tempo passou, a vida passou, e o vírus continuou
Do lado de fora dos abrigos de concreto, o mundo mudou
Pássaros cantaram, plantas cresceram, e até o ar melhorou

A Terra, como um corpo vivo que luta pela própria sobrevivência
Combateu o vírus que a machucava com outro

Mas que ironia! Procure como surgiu essa pandemia.
A ganância e arrogância de alguns, que também se escondem e temem
Prejudicou todos

Mas quando tudo passar, reabriremos as janelas
Quando tudo passar, voltaremos a sorrir e abraçar
Então, quem sabe, seremos apenas humanos
E apenas um fraco vírus restará

Inserida por PalomaBrito

⁠Não garanto que a casa estará sempre de pé mas garanto que a porta estará sempre aberta para os verdadeiros amigos



Coração

Inserida por alexon_gama

⁠Esperança

Já estamos mais de cem dias em casa
Muitos perguntam "quando isso vai acabar"
Mas ninguém percebe,a grande mudança
Que muitos voltaram a ser uma criança

Estamos tentando a se acostumar
A se acostumar com este novo modo
Com este modo de agir, de viver,de existir
Mas enquanto isso não passa,vamos refletir

O Mundo mudou de uma forma
Que ninguém quis ,e não quer acreditar
Nem o vidente conseguiu adivinhar
O Planeta terra se uniu,é algo subliminar

Mas graças a Deus, temos fé
E precisamos ter mais Esperança
Em breve a vacina vai chegar
Enquanto isso use máscara, e #ficaemcasa

Inserida por Thamiriseufrasio

⁠"Você pensa que mulher só serve para ser dona de casa, para de pensar assim agora!

Não sou, não somos e nunca deixaremos vocês acharem que só por quê somos jovens que temos que seguir a sociedade e se casar cedo, de perder a virgindade com o cara que vocês definem como o certo. Que temos que depender do dinheiro dos homens. Homens são homens, são amigos, companheiros... Não nossos pais que têm a obrigação de pagar a conta dos lugares que frequentamos. O que custa "rachar" a conta? Nada demais! Meu bem, tem homens que são de um cavalheirismo difícil de dizer bora. Não precisa!

Em compensação, de outros, que batalham dias até semanas para convidar você, uma amiga, a tua inimiga para um lanche na praça ou em um restaurante chique desse que vocês acham é sempre obrigação do homem pagar. Não é, não acho... Às vezes é necessário sim, porque você é a convidada. Mas conversa antes, marca direitinho... Sabe? Porque mulher nenhuma merece ser vista como interesseira quando não é... Ou vulgar quando se é UM MULHERÃO DA POHA! Tem muito dos jovens hoje em dia que precisamos bater palma de pé. Sabia? ENTENDAM UMA COISA: Na maioria das vezes por trás de uma tela de celular demonstram-se ser o que não é. Com um sorriso, com um olhar brilhante!"

Autora: Maria Luiza Brasil de Medeiros

Inserida por MariaLuizaBrasil

⁠Eu, contraditório?

Almejo casa,
Sonho conhecer o mundo,
Desejo paz,
Com minhas próprias escolhas, faço guerras homéricas dentro de mim,
Por hora,
Sou minha melhor amiga,
Por outras,
Arque-inimiga,
Noites inteiras acordadas,
Cerveja, cigarro,
Mas, espera aí...
Nem gosto disso,
Nasci pro dia,
Pra poesia,
Reflexão...
Nasci para o bem,
Sou feita Amor,
Imagem semelhança de Quem me criou,
Mas, por escolha,
Vezes,
Faço-me Caos,
Balbúrdia,
Incômodo infindável,
Soluço,
Choro,
Engasgo,
Procurando equilíbrio,
Fazendo-me embriaguez,
Mesmo em sanidade...
Sou um eterno desencontro de mim,
E assim me encontro,
Certeira,
De raros acertos,
Solúvel,
Versátil,
E com apetite voraz da verdade,
Por muitas vezes encontrada,
Hoje perdida,
Tudo isso, dentro de um Universo,
Chamado eu.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Nublado e chuvoso

Amo demais o tempo nublado e chuvoso. É ótimo para ficar em casa e dormir, mas também é perfeito para tirar os projetos e sonhos da gaveta, dando forma a eles. Tempo bom traz disposição para o descanso ou para o trabalho. Aproveite! Amo demais o tempo nublado e chuvoso. É ótimo para ficar em casa e dormir, mas também é perfeito para tirar os projetos e sonhos da gaveta, dando forma a eles. Tempo bom traz disposição para o descanso ou para o trabalho. Aproveite!

Inserida por Jaquelinermelo

⁠Morada

Você insiste em querer voltar para mim, como quem volta pra casa depois de uma longa viagem. Tem a ideia fixa de que o sentimento de volta será sempre o de reconhecimento, de aconchego, de pertencimento. Mas se esse é o sentimento que prevalece se aqui comigo você se sente em casa, não deveria ficar e fazer morada?

Inserida por Jaquelinermelo

Palavra do dia: Pão

Na minha infância a minha mãe fazia o pão em casa. Pão não! Eram fornadas de pães no forno à lenha.
Fazer pão era um ritual que começava de manhã, desde a troca de fermento de litro vindo da vizinha, da lenha seca, cuidadosamente colocada no forno.
Enquanto se preparava a massa, deixando crescer até aumentar de volume. Aí sovava novamente com os punhos, deixando crescer mais uma vez. Untava as formas com gordura ou manteiga (caseira). Enrolava em punhados a massa, sempre sovando bem no formato do pão. Deixava crescer novamente. Enquanto isso, lá fora o fogo queimando a lenha até formar um braseiro, que ia aquecendo todo o interior do forno. Quando os pães estavam bem crescidos, rastelava as brasas do forno e colocava várias formas lá dentro e tampava a boca do forno com uma folha da lata, escorada com um pau cumprido.
De vez em quando uma espiada para ver se estava ficando no ponto.
A festa era quando desenfornava e a gente podia dividir um pão quentinho na manteiga que derretia, geléia de goiaba, entre outras e comer junto a um café com leite. Todos numa mesa grande com bancos na cozinha aconchegante.
Era muito bom!

melanialudwig

Inserida por MelaniaLudwig

⁠Paraíso de Tupã


Saia da casa grande,
Em busca de comida,
Na travessia do mato.
Chegava ao terreno
Pantanoso.
No Rio de muitas curvas.
Onde as garças brancas,
Planavam em volta das
Lagoas de jacarés.
Refazendo a travessia;
Só tirava da natureza
O que trazia. E o que
Precisava para cuidar da família.
De coração agradecido.
Minha prece a Tupã fazia.
Sabia que morava no paraíso.
E nada que vinha da natureza
Esse tupi temia.
Estava no vale. No Vale do Paraíba.
Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠Queria voltar para casa.
"Cansado de viver aqui nesse planeta, onde as pessoas querem engolir umas as outras, sem amor, egocêntricas, sem amor, com ganância, com ódio, com interesses. Da onde vim todas riem juntas, choram juntas, gritam juntas, se alegram juntas, vivem juntas sem competitividade, semeiam amor juntas, onde todos são iguais. Queria voltar para casa, cansado de viver aqui."

Autor desconhecido

Inserida por JoseMauroAlexandre

⁠Não adianta nada você ser o herói fora de casa, se dentro de
casa você não é um herói. A família é o combustível que te deixa
mais forte pra ir à luta todos os dias.

Inserida por tiagoramostigre


E chove,
chove torrencialmente
Choveu a noite inteira
Embalando o sono
Ao lado da casa
O som de uma biqueira
Casualmente também
surge indiscreta uma goteira
Grossas gotas explodem
aguaceiro inunda a calçada
Ilhados ficamos
Mas protegidos em nossas casas
Mas o que é uma goteira
Uma calçada inundada
Um pequeno bueiro transbordando
Um galho cansado caindo?
Tragédias invadem vilas
periferias desprotegidas
casas do barranco deslizando
enxurradas invadindo casas
Assim passam a madrugada
Temendo a vida perder
Moradores alarmadoss
agem com rapidez
Há urgência de viver
E a chuva continua
dilúvio despenca dos céus
Nível dos rios sobem
alagando tudo à volta
crateras se abrem
carros são tragados
Quanta calamidade
Famílias desabrigadas
Pessoas ilhadas
Situação de vulnerabilidade

Inserida por editelima

⁠Pessoa rara
A presença basta
A solidão afasta
A felicidade espalha
Pessoa rara
No coração faz casa
A dor sossega
E a paz não tarda
Pessoa rara
Vê tudo bonito
Na chuva dança valsa
Em tudo acha graça
Pessoa rara
A criançada se avizinha
Passarinho se aproxima
De manhã até a tardinha
Pessoa rara
Não é difícil encontrar
É só olhar devagar
E em cada coração encontrar

Inserida por saskia_de_menezes

COMPLEXO DO ALEMÃO

Amo minha favela, sou cria da rua 2 na Alvorada, minha casa. No CPX R2 fui muito feliz durante minha vida, desde criança.
Nunca deixarei de amar cada canto da favela, desde a grota, nova Brasília, canita, fazendinha, alemão e outros.
Minha vida hoje é parte da minha criação na favela, onde passei por milhares de experiências.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha ⁠

⁠A pandemia me deu tempo para fazer, em casa, tudo que eu sempre desejei realizar intelectualmente.

Por que a Netflix e Amazon Prime roubaram meu tempo?

Você não está sozinho...

Inserida por flavio_borges_zatorre

⁠Quarentena

Fico em casa em quarentena
Pensando naquela musa que parece a deusa athena.

Teu olhar me inspira
Teu canto me seduz
Ô céus o que eu serei sem vê minha luz?.

Em quaretena estou
Em quaretena eu fico
Sem teus beijos o meu mundo já parece perdido.

Já cansei dessa espera
Quero teu amor de volta
Quero te ver e já estou indo bater na tua porta.

-andreise vitória.2020

Inserida por andreise_vitoria

⁠Meu corpo ébrio
Todo titubeante.
Meu ser.
Meu interior.
De fato e verdade.
Parece que sou casado com a perfeição.
A sociedade cobra e exige padrão.
Quem falou.
Quem disse.
Quem ostenta essa razão.
Acho que eu sou quem ergueu a bandeira.
Sou eu que preciso proclamar a libertação.
As algemas são livres.
O medo vivo pede a prisão.
Mas meu corpo é ébrio.
Louco desconcertante.
Volúpia delirante.
Oscila entre céu e inferno.
Mas vivo assim.
Que esse destino me aprove sim.
Louco e dono da sanidade.
Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

⁠A vida é inerente a uma certa fragilidade, que nos faz ter medo de sair de casa a noite, sabendo dos prováveis perigos, mas que afirma e nos faz saber o peso das suas decisões e a liberdade das suas ações.
Olhar para várias casas, se perguntar se aquilo são lares, ou moradias temporárias, ou se alguém decidiu que aquele era seu destino final. Se as pessoas estão recebendo o amor que merecem, se existe algum animal esperando pelo seu companheiro voltar. Talvez exista um casal brindando taças de vinho. Talvez alguém está com insonia precisando conversar.
Mas eu não quero saber, de fato, as respostas, só apreciar as possibilidades.

Inserida por GMTavares