Poema Casa
no quintal da minha casa
tem um pé de jabuticaba
você é o moço mais lindo
que eu já vi em piracicaba
Este paraíso a que eu chamos casa
Este paraíso que é so meu e mais ninguém conhece
Um mundo de sonhos e desilusões
De sorrisos e lágrimas
De dor e sofrimentos
Este paraíso onde há um céu repleto de estrelas
Que nos olham com orgulho
Dos que lutam e morrem
Da saudade dos que partiram e de tudo fizeram
De ruas desertas de alegria
Recheadas de cabeças baixas
Do suor e garra de surgir alguma coisa
Do desespero que só trás angústia
Mas esta terra é minha
E um dia por ti também lutarei
Um dia por ti tudo farei
De ti vou tirar toda a tristeza
Irei recordar todos vós com grandeza
De tudo o que fizeram e pouco causaram
Irei limpar-vos as lágrimas e retornálas as nuvens
Irei compensar-vos de tudo o que sou hoje
Irei mostrar aqueles que eu fui um dia
Que vale a pena viver neste paraíso
PONTO FINAL
Debruçada na janela do meu quarto
Eu olho em direção a sua casa
Uma visão não muito privilegiada
Por conta da distancia que há entre nós
Não só a distancia das nossas casas
Mas a distancia que nossas vidas se deram
Distancia essa que foi posta a partir de um simples ponto final.
Ponto final esse mais significativo de toda minha vida.
Quando eu olho para lá, apertando bem os olhos, concentrada, tentando te ver.
Eu sei bem, que será impossível.
Quero poder um dia ter você mais perto
Ter você de volta pra mim.
Tenho uma proposta pra te fazer.
Lembra daquele ponto final que a gente deu em nossa relação?
Então, vamos colocar mais dois na frente dele e transforma-lo em reticência?
Para que assim nossa história continue, por muito e muito tempo,
E que um dia, quando for à hora de por um ponto final,
Que ele seja feliz.
Hino da casa dos pobres
Neste templo de bondade,
Onde a luz da caridade,
A doce todo amargor,
Jesus nos estende os braços,
Da terna luz dos espaços
Nas suas bênçãos de amor.
Nesta casa da bonança
Onde palpita a esperança,
Das claridades do alem,
Toda idéia é da verdade
Todo esforço é da humildade,
Toda palavra é do bem.
Nesse sacrário da vida
toda dor, toda ferida
Encontra consolação!
A força que nos redime
É a do evangelho sublime.
De verdade e redenção.
Nas lutas de cada dia,
Procuramos a alegria
De caminhar para a luz!
Cantemos na paz ditosa
A ventura luminosa
De trabalhar com Jesus.
bjs no coração
Só lembranças
Um dia eu estava aqui em casa pensando e lembrei...
Lembrei do nosso primeiro beijo,
Lembrei do frio na barriga,
Da vergonha,
Do medo de não dar certo.
Lembrei das nossas saídas
De quando você gritava que eu era linda
Só para me ver ficar sem graça.
Lembrei do seu sorriso
Do seu olhar
Seu olhar...
Ele que me dava coragem,
Tirava o meu medo,
E me fazia ter certeza que alguém me amava
Lembrei das tuas mãos nas minhas
Mãos que me faziam perceber que eu não estava sozinha
Lembrei dos seus abraços
Abraços que me fazia esquecer do mundo
Esquecer as dificuldades
E meus medos
Mas, depois de lembrar de todos esses momentos lindos que eu passei com você, Lembrei também que isso acabou.
...
E que vai ficar só na lembrança.
"O Amor Aqui de Casa"
A menstruação não desce
A chuva não dá sinal
Quem seu mal no mel padece
Seu bem conserva no sal
Vai doer de novo o parto
Vai secar de novo o açude
Vida aqui tem sala e quarto
Quem não couber que se mude
O amor daqui de casa
Tem um sentimento forte
Que nem gemido na telha
Quando sopra o vento norte
Que nem choro de boi morto
Três dias depois da morte
Quem só conhece o conforto
Não merece boa sorte
O amor daqui de casa
Tem um sentimento forte
Com gosto de umbu travoso
Com cheiro de couro cru
O amor daqui de casa
Bate asas no verão
Faz parte da natureza
É arte do coração
(Letra de Gilberto Gil para o tema de Darlene do Filme: "Eu, Tu Eles")
'Mas quando a noite chega ao seu final
No silêncio vazio da casa,
Ela chora querendo colo
Ou um conto de fadas com final feliz.'
Regresso a casa
nem alegre, nem triste: CANSADO
todas as semanas se repete a mesma história...
Agora a um canto da noite
um sorriso invade a alma...
M ?
O MUNDO não é só:
um quarto;
uma sala;
uma casa;
um prédio;
uma rua;
um bairro;
uma cidade;
um país...
o MUNDO
é proporcional
ao tamanho da sua cabeça.
Tem horas que eu falo comigo mesmo, não tem ninguém em casa
Saudades de uma época que nunca vivi
Essa tempestade que hoje vi nascer
Numa tarde vi anoitecer
Momentos em que é melhor ficar calado
Desejos já me deixaram culpado
É triste nascer e não saber
Se você verá o anoitecer
Se eu pudesse voltar atrás
Se eu pudesse não te querer mais
Se eu pudesse comandar
O exército de um homem só
Inventar um sorriso
Viver sozinho
Sair do sombrio
Encher o vazio
Se eu pudesse não fingir solidão
Se eu pudesse ter os pés no chão
Se eu pudesse despertar
O meu exército de um homem só
Desejo passar a chave mágica na porta da casa dos meus pensamentos problemáticos
Trancafiar todas as minhas frustrações lá dentro
E descansar do lado de fora dessa casa de idéias... A maioria delas fúteis.
Fechar os olhos e sair de mim, com os sentidos destituídos de apreensões!
O mundo é a minha casa, o corpo é a minha proteção,o caminhar é a esperança e as palavras minha arma.
Uso tudo, olho em volta e se algo não está bom,eu danço.
A válvula de escape do ser humano é a imaginação, e comigo não é diferente.
Sou poeta, sou mulher, incostante ser, sou a busca, e as respostas.
Quando quero ser o riso,sei sê-lo! e pra ser pranto basta um preparo.
Sou a protagonista da minha história, escrevo o roteiro, e não conheço todos os personagens, e nem precisa ser urgente.
O filme está apenas começando.
E eu?
ah... ainda estou me conhecendo.
Ia andando pela casa
A pensar como xular os meus pais
Ia ao café dar uma passa
Não dava mais porque não tinha gito p’ra mais
Acordei ao meio-dia
Fui xular a minha Tia
Sou um Lambão!
Tenho vida de Cão!
Quando os meus pais se reformarem
Não vão para o lar
Só têm dinheiro para fumar
Porque o resto é para EU VADIAR!
Aquela casa é minha
É minha aquela casa
Ela tem olhos, nariz e boca
E me diz
Você é dona
dos escombros
janelas despencadas
muito entulho pelo chão
Esta casa é minha
Porque me diz
Que é como eu
Abandonada
Todos enchem os olhos
E querem a casa
Mas a casa diz
Sou tua
Você é como eu
Se outro aqui entrar
Eu expulso
Só se for você
Só se for como eu
Sem teto,
abandonada
Mas que tem alma...
Tentei manter a casa arrumada
Não espalhar roupas e sapatos pelo chão
Fazer o jantar todos os dias
Não deixar toalha molhada no colchão;
Um dia bati na porta e ninguém abriu,
Liguei e ninguém atendeu,
Eu não estava lá, não era eu.
Eu já não caibo mais nessa casa.
Tudo gigantesco ficou...
Meu corpo.
Minhas roupas.
Meus sonhos.
Minha alma, está grande em demasia, para um lugar tão pequeno.
Já não tem saída certa.
O relógio me oprime, perguntando: quando sairá daí?
Digo: Irei sair em breve, porque preciso existir.
Existir para mim, e para o mundo em si.
Endereço
Minha casa é um recanto do mundo
a doze passos do coração.
É horta fértil, jardim fecundo,
pelos Campos do Mourão.
Minha casa é colo e cafuné,
é cheiro de mate e pão caseiro,
é força e vida, vigor e fé
que canta o sino de Engenheiro.
Minha casa é abraço apertado
onde a Gralha Azul fez ninho.
É beijo tímido, apaixonado
nos cafezais de Sertãozinho.
Minha casa é floresta que se avista
da janela velha rindo à toa.
É semente nova que o altruísta
acomoda e rega em terra boa.
Minha casa é pinheiro, é cipestre
que penumbra, em trilha oportuna,
os tapetes do ipê roxo, flor silvestre
nas calçadas de Araruna.
Minha casa tem gosto de Carneiro ao Vinho,
Sabor sagrado, segredo sangrado no sul.
É terra rubra que pinta o pé pelo caminho,
é sossego, saudade e sol. É Peabiru.
Vendesse eu as palavras quando não tenho nada a fazer
Vendesse eu a alma quando chego a casa entristecida
Vendesse eu o coração quando me apunhalam pelas costas
Vendesse eu a casa quando a família não esta presente
Vendesse eu o espelho quando me vejo menos bonita
Vendesse eu a consciência quando não disse o que havia a dizer
Só para não ferir o coração d’outrém.
A verdade é que se eu vender as palavras não saberei usar a alma
Também vendida por não dar valor à tristeza
Que nos assola quando o coração é traído
Pelos que mais amamos em virtude da sua imagem
Que não vemos quando nos olhamos ao espelho
Traindo o amor que à nossa volta têm por quem somos
Pesando-nos mais tarde a consciência pelo que não fizemos
Pelo que não amamos
Pelo que não dissemos a tempo
Perdendo a única oportunidade que temos numa vida:
A de amar para sempre.
******
- Ou qual é a mulher que, tendo
dez dracmas, se perder uma, não
acende a candeia, varre a casa
e a procura diligentemente, até
encontrá-la?
E tendo-a achado, reúne as
amigas e vizinhos dizendo:
Alegrai-vos porque achei a dracma
que eu havia perdido.
