Poema Atrevido
Teu olhar
No brilho do teu olhar,
Eu percebo um desejo,
Não quero ser atrevido,
Mas ele me pede um beijo.
Mas ao mesmo tempo que pede,
Retrai-se por não poder,
E logo desvias o olhar,
Para não acontecer.
Disseste-me num destes dias,
Que pelo olhar se penetra n’alma,
Por isso não tenho pressa,
Continuemos com toda calma.
Olhos vivos e brilhantes,
Não sei o que quero dizer,
Olha bem para os meus olhos,
E diz-me o que devo fazer.
ATREVIDO
Quanto mais escrevo,
mais me atrevo,
por natureza já sou atrevido,
me jogo nos versos,
e perco todos sentidos,
mas encontro cada sentimento,
nem que seja por um instante,
nem que dure um momento,
me atrevo por qualquer motivo,
não me contenho,
a poesia é que me contém,
mas por favor,
não contem a ninguém.
.
SIMPLES E ATREVIDO
Gosto
Do teu jeito de ser
simples e atrevido
Gosto
da tua voz rouca
murmurando ao meu ouvido
aguçando meus sentidos
me deixando louca
Gosto
do teu jeito de me olhar
com desejo
com traquejo
me desnudar
Gosto
Da tua boca quente
a percorrer um caminho
com atos consciente
de desejo e carinho
Gosto
Do seu beijo
molhado
sugado
a me arrancar segredo
jamais revelado
Gosto
de te imaginar,
fantasias criar,
pra depois te gastar
assim que voltar.
Não é que agora ele resolveu ser minha inspiração
Ele ta muito atrevido, resolveu não sair do meu pensamento
Com tanto lugar pra ir, ele resolveu ficar aqui no meu coração
Eu já disse que sou ocupada com o pensar, que não tenho tempo pra sentimentos de emoção
Mas ele disse que ficaria quietinho, e pediu com aquele jeitinho
e eu não tive como negar...
Agora tudo que eu escrevo tem pitada dele, oh garoto metido deu até pra me enrolar
Ta fazendo uma zona naquilo que eu chamava de razão ...
Sonhei que estava contigo
Guri atrevido
ganhou meu coração
se dizendo meu amigo
teu carinho, tua atenção
tudo me faz falta
como posso ser feliz
se a solidão maltrata
tenho que te esquecer
para não sofrer
reflito, repito sem parar
mas meu coração não quer acreditar
como pude ser tão criança
e voltar a ter esperança
se a doença mata
e pouco a pouco me arrebata
não tenho mais direito a ser
só sobreviver...
meu caminho é
totalmente florido
construído
possuído
permitido
atrevido
benzido
cedido
chovido
destemido
sentido
tolhido
contido
crescido
perdido
curtido
despido
mantido
medido
movido
nutrido
provido
nascido
e renascido das cinzas
apesar das flores amarelas
e do céu azul
é totalmente colorido
pelas mãos de Deus!!!
Te condeno
Te condeno,
Sim, te condeno porque sou atrevido.
Te condeno porque sou o um mais novo bacharelado em direito , o teu menino..
Te condeno sem disciplinas, sem regras, sem medidas..
Te condeno porquê és agora minha menina.
Te condeno nesse instante a se casar comigo...
De pequenina que és agora,
Passarás a ser comigo uma nobre senhora...
Se tiveres dividas á pagar,
Então eu assumo todas elas.
Somos daqui por diante, uma só vida, um só coração e um só pensamento...
Se opinar ao contrário, perderás um ninho,
Perderás teu menino, e não herdarás o trono de nobre rainha...
Dedicação somente a ti, começo desde o agora...
Atrevido?
Eu?
Não tente adivinhar que sou eu.
Sou um Poeta indisciplinado e sem lei..
E na matéria do amor , não me limito..
Em tudo que se limita, nada disso aceitarei...
Tudo porque quando ti vi,
Decidi ser seu amor,
E o seu rei...
Autor : Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Sacy Pererê saiu pra zoar, pra dar uns rolês. Moleque atrevido, consegue embaçar para-brisa em noite de lua cheia, travar câmbio de Kombi, contratar Uber e 99 e pagar com "cantadas", escapar da fiscalização nas blitz Teste do Bafômetro, e até frequentar Bares e Restaurantes Temáticos, saindo ileso sem apresentar a Comanda: tudo numa boa. Mas certo dia, no meio da noite, se deparou com um personagem mítico, mitológico: Zé Pelintra. Putz. Em plena madrugada, lua cheia esplendorosa, grilos mil ecoando, o silêncio era tal que dava pra ouvir o rastejar das serpentes, o passo lento das tartarugas, o lamento dos sapos na lagoa, a água fluindo no córrego. Sacy Pererê estancou, pela primeira vez sentiu um calafrio, o arrepio de nuca, estremeceu. (...)
Publicarei o segundo capítulo amanhã...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Um convite, um café, um olhar atrevido
Depois um toque de mão sem sentido
Lençóis, fronhas e gemidos
Um amor maduro recém-nascido.
Um certo dia...
Remoto, porém atrevido e ousado
declarei aquele desejo velado
e de modo gentil meu querer revelei.
Será que sequer fui notado,
me mostrei intruso ou provável?
Hum! Não sei, mas sei que abeirei...
Suspirei ao sentir um olhar imprevisto,
entendi o sorriso, foi o tudo que pedido;
o coração entendeu o recado-pecado,
do memorável beijo molhado!
Não seja atrevido de quererdesmerecer quem estiver atrás de você.
Use a fila do próximo:
O próximo pode ser VOCÊ!
O amor é um inquilino atrevido e folgado.
Chega sem avisar, se instala sem pedir licença,
Fica pelo tempo que quer
E vai embora sem pedir permissão.
Pouco adianta tentar retê-lo.
Ele tem vontade própria. É livre.
Ei moço, ao invés
de dizer eu te amo...
Seja atrevido e pergunte,
o que posso fazer para te amar melhor...
INVERTIDO
Há um povo atrevido
De todos falam mal
Fazem muito zunido
Ecoam seu igual
Costume bem bandido
Amarga um ser banal
Demérito invertido!
Sou menino atrevido inocente pedindo a vida mais malicia para enxergar o desejo que me rodeia;
Tento me fazer poeta sem saber se posso ser feliz fazendo razão sem as loucuras para ser sentimental;
Aceito a condição de ter só você pra mim não me importando com as consequências;
Mas estou aqui para te fazer feliz ou tentar lhe dar o universo;
Meu pensamento tão atrevido
sentiu-se bem vindo,
a voar pelo espaço dos céus,
e vi teus poemas nos varais da passarela,
voando e ansiando pelos ventos do leste,
eles tão lindos e coloridos em meio o azul celeste...
Não resisti, me aproximei e beijei teus versos!
Após a leitura do soneto
murmurei: atrevido!...
Com se atreve a provocar meu pensamento,
se eu ainda não tenha isso vivido!?
Tua boca mesmo longe atiça
meus desejos que são: te levar a uma plantação,
onde cultivo girassóis e lá te faço pirraça,
sentada em teu prazer, sinto até o pulsar do teu coração.
Nada tenho a alegar, sou simples e antiga,
flor de algodão, que aprendeu com os bichos
tudo que há na terra, do milho a espiga.
Mesmo a distância, já fiz contigo tudo
que o amor deseja, e você sem nada saber
que já me partiu, e talvez diga: Isso foi quando?
