Poema de Amor e Saudade
Primavera resolveu
fingir que o inverno não passou
Calçou meias
Pôs luvas
Agasalhou-se como pôde
Mas eu vi
O botão em flor
Escondido no bolso de seu casaco!
Deportei a razão
Foi exilada
No lado entediante de meu cérebro
Agora somos só nós dois:
Eu e meu coração!
ÁRVORE DESARVORADA
Eu sem você
sou árvore desarvorada
Um braço de rio que carrega as flores caídas
trazidas pelo outono
O vento quer soprar por aí
a minha solidão...
E fico eu sem você assim
Nesse vazio
Cheia de mim
A cada dia
Um dia a menos
Mas nunca vou te esquecer
Seja a olhar o céu estrelado
As flores, o verde
A lua cheia
Um cheiro...
Tudo a minha volta
Traz você!
Esse cheiro de guardado
Que a gente sente
não importa a idade
Parece alguma coisa
trazida do passado
Não sei se alegre ou triste
É cheiro de saudade
Para me acostumar
a tua infinita ausência
engano o meu coração
dizendo que sei me virar
Então vêm músicas, lugares
ciúmes e planos
a me torturar
E é assim...
"Você jamais saberá querido,
a falta que você faz em mim"
A folha caiu
levada pela ventania
Tão frágil
Coitada!
Queria agarrar-se ao galho
mas se foi
Chorando a sua dor
A chuva passou lavando tudo
E a roubou!
Meu Sol
Ainda lembro daquele pôr do sol.
Você segurou minha mão.
Senti-me a pessoa mais feliz do mundo.
Lembro do barulho das ondas,
De corrermos pela praia.
Lembro do seu sorriso naquele dia.
Você estava radiante.
Nem a pureza do céu naquele dia
foi capaz de superar a sua beleza.
O sol foi embora.
Mas você era o meu sol naquele fim de tarde.
E você continuou comigo
iluminando aquele dia.
Aquele dia em que o tempo parou
para apreciar o nosso amor.
Só não esperava que assim como o pôr do sol naquele dia
Você, o meu sol, iria se pôr tão cedo.
Tudo perdeu o sentido sem você.
Afundei-me em uma noite sem fim
e nunca mais pude ver o sol nascer.
CHORAR BAIXINHO...
Morreu. Vestiu-se de negro o sentimento
entre as lembranças as muitas, as penosas
dando um aperto do que foi um dia alento
hoje só tristuras nas recordações dolorosas
Má sorte! Como dói o afeto que foi ao vento
ao relento, o olhar afligi agonias silenciosas
ó ilusão, então, me tira deste tal sofrimento
balsama minh’alma com perfumes de rosas
Aliviando, assim, essa fúnebre infelicidade
pense na sensação de ferir-se com espinho
desolado pelos pensamentos de saudade...
Se este amor está morto, sem um carinho
um abraço, o laço, e não mais restou nada
então, deixe meu coração chorar baixinho! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/03/2021, 14’07” – Araguari, MG
Do meu lado você descansa num sono quase profundo e enquanto ouço sua respiração calma, eu choro.
Choro por não poder te abraçar, choro por não ter ouvido teu boa noite cheio de amor, choro por não termos unido nossos corpos até a exaustão, choro porque você dorme ao meu lado como quem dorme com um travesseiro sobrando na cama. Choro em silêncio, e me perco na escuridão deste pequeno quarto que se faz maior para abraçar minha solidão.
No silêncio me perco, até que adormeço e espero te ver no meus sonhos.
Pois estás tão perto de mim e tão distante ao mesmo tempo, um toque de distância, várias descordancias. Um te amo engolido em seco, mais uma noite perdida em meus devaneios.
E eu que sempre fui tão cética me peguei orando pra Deus, pro universo, pra qualquer força maior que exista entre o céu e a terra.
Eu que te amo tanto me pego sentindo tanta saudade.
Meu amor, pensa em mim, pensa no nosso amor porque sim, a vida existe e continua sem você, mas eu não quero ver meus dias cinzas e sem vida sem você ao meu lado.
Todos os dias eu peço, todos os dias eu sinto, e espero que tudo isso um dia vire apenas uma lembrança de um período difícil e que em seus braços eu possa me deitar e me sentir bem novamente.
Se pudesse voltar no tempo
Eu me perdi ao te reencontrar
E querendo me achar te deixei escapar.
Não queria ser só mais um...
Me tornei pior que um.
Sem ter a intenção te magoei...
Ao me ferir te machuquei.
Se no tempo eu pudesse voltar...
Muita coisa iria mudar...
Pra não ver você chorar.
Muitas pessoas entram em nossas vidas
Muitas partem sem despedida
Outras insistem em ficar
Mas que ao mesmo tempo a vida exige de você desapegar.
SARAU ...
Ao canto da emoção, o sentimento deserto
ele numa solidão e ela tão cheia de agonia
o senhor amor e a senhora paixão. E vazia
a sensação, tudo assemelhava tão incerto
No ritmo da alma, o desejo estava coberto
de insatisfação. E a cadência de carícia fria
os olhos soluçando e um silêncio ali se via
na escuridão, se ouvia o medo de tão perto
Toca a orquestra da noite, a lua faz serão
balbucia gemidos nas batidas do coração
tal um surdo dando o seu último adeus
E o sarau adentrava o alvor, no compasso
o pranto, as lágrimas, num memo espaço
bailando queixas, sofrência e pesares meus ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/03/2016, 19'33" – Araguari, MG
Há tempo..
Tempo de nascer...
Tempo de crescer...
De evoluir...
De aprender.
Tempo de sorrir.
Tempo de sofrer...
De chorar...
De ressignificar.
Há tempo de correr...
De caminhar...
Tempo de parar...
De voltar a andar.
Tempo de partir
E de chegar.
É tempo de viver...
De sorrir...
De recomeçar.
Quero ser seu mundo
(03/04/2021)
Você já foi o mundo para alguém?
É tão bom, né?
Mas, de repente, a vida corre e você vira uma lembrança, apenas um passado.
O mundo segue girando e você segue vivendo a vida.
Você trabalha, você vive, você mal respira.
Você segue do seu jeito,
Segue não pensando para não sentir falta.
Porque a grande verdade é que é tão bom quando se respira o mesmo ar onde o amor está.
Fazer falta para alguém.
Ser o mundo de alguém.
aquela mensagem...
todos os pensamentos constantes sobre ti se afastaram lentamente, me matavam aos poucos, não ponderava meus sentimentos, não pude parar de pensar no quão estúpida fui ao te deixar dominar minha mente, mesmo sendo ambivalente.
no quão estúpida fui em desperdiçar noites falando contigo. lágrimas de saudade, pensamentos e desejos. tudo se foi da pior forma, pois sua insensibilidade sempre se fez presente.
quantas vezes tentei expor a dor que eu carregava no meu peito pela falta do teu afeto? pela falta da sua compreensão? quanto tempo desperdicei tentando te convencer de que seria alguém que poderias contar? ou até mesmo amar...
quis me entregar a você de uma maneira jamais desejada antes, a vontade dos teus lábios juntos aos meus sempre foi inevitável. meu corpo permitiria teus toques em lugares nos quais somente eu conheço.
agora posso me desvencilhar de todas as lágrimas que tenho guardado e pensar: como fui capaz de me sujeitar a isto? como podemos nos torturar tanto? te desejar ao meu lado seria como procurar abrigo entre o verde e o violeta, e estar sempre condenada ao azul. não pertencemos nem se quer ao mesmo espaço, e agradeço ao universo por isso.
mas agora me questiono, como seria viver sem o seu azul, depois de transborda-lo?
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