Poema água

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Refletindo no riacho
Eu te acho em clara água
Quando nada mais dá certo
Teu olhar ventila a dor
Ventilador
Trás bem-me-quer furta-cor.

Veja, o rio não é apenas água que corre — é memória em movimento. Ele arrasta lembranças como troncos partidos, mas não as guarda para contemplação. O rio sabe que recordar é prender-se, e sua essência é seguir.
Adiante, o mar do esquecimento se abre vasto, sem cais para lágrimas derramadas. Lá, não há repouso para a dor, porque o mar dissolve tudo em sua imensidão. O navegante, cansado de buscar direção, aprendeu a não olhar a bússola. Vai sem rumo, mas não sem coragem.
As ondas, que parecem formar imagens efêmeras, desfazem-se ao tocar o casco do barco. É o confronto inevitável entre o que se sonha e o que se vive. O navegante entende: não há permanência nas formas que a água inventa. Há apenas o fluxo, o instante, o agora.
O rio ensina a desapegar. O mar ensina a esquecer. E o barco, frágil mas resistente, ensina que viver é atravessar — mesmo sem destino certo.

''se o peixe sair da água para dizer que o crocodilo está doente acredite''


Essa frase é um provérbio africano, especialmente iorubá, que significa que quando alguém de uma posição inferior ou inesperada (o peixe) te avisa sobre um perigo ou problema que afeta alguém poderoso ou que você considera invencível (o crocodilo), você deve prestar atenção e acreditar, pois é um sinal de que a situação é séria e a ameaça é real. O provérbio ressalta que até os mais fortes podem ter fraquezas, e a verdade pode vir de fontes improváveis.
Peixe: Representa os mais fracos, as pessoas comuns, ou quem não deveria ter conhecimento sobre os problemas de quem está "acima".
Crocodilo: Simboliza o poderoso, o forte, ou a situação que parece estável e imune a problemas.
A água: Simboliza a superfície, a vida como ela parece, enquanto as profundezas guardam os perigos reais.
Em resumo: Acredite nos avisos, mesmo que venham de quem você menos espera, pois eles podem revelar uma verdade oculta sobre um perigo que está por vir.

Entre Sombras e Estrelas -Escorpião


Nasce sob véu de mistério,
o filho da água profunda,
com olhar que invade a alma
e silêncio que tudo inunda.


Escorpião, de fogo frio,
intenso como mar em fúria,
é amor que arde em segredo,
é vingança vestida de ternura.


Virtudes brotam em seu peito:
lealdade que não se quebra,
coragem que enfrenta abismos,
intuição que nunca erra.
Ama com força desmedida,
protege como leão em guarda,
é amigo de palavra rara,
mas quando entrega, é espada.


Porém, carrega defeitos —
ciúmes que cortam como navalha,
orgulho que não se curva,
desconfiança que não falha.
Rancores guardados a sete chaves,
como veneno de serpente,
e o dom de ferir com verdades
que ninguém diz de repente.


É intenso, é contraditório,
é cura e também veneno,
é silêncio que grita alto,
é doce e é obsceno.


Escorpião: signo de extremos,
de luz e sombra entrelaçados.
Ama fundo, odeia forte —
mas jamais passa despercebido.

Sou forte
Sou forte, mais que a rocha que a água desgasta,
mais que o ferro que o fogo consome,
mais que o fogo que a água apaga.


Mas dentro de mim existe um peso,
um silêncio que muitos não entendem,
chamam de frescura aquilo que é dor.


Eu só quero a calma na alma,
o sossego de viver em paz,
sem precisar provar minha força ao mundo.


— Aden Brito

Um homem cuja noite passou,
E na cachaça ele ficou
Sem rumo, sem horizonte
E como água que sai da fonte
Encontrou Jesus Cristo seu Salvador.

Ruflando às letras o poema
exibe suas palavras
a ideia pesca na água
da rima o ponto
que narra / agarra
mexe a mente à isca
na água...
mente clara / mergulha
o poema ao ponto
narra / agarra




(Leonardo Mesquita)

Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

Ficarei boquiaberta se me disseres que me amas com tanta facilidade, assim como bebes água;
Veja o meu olhar pasmo para com as suas palavras que faz pouco caso aos sentimentos...
Se encontre ou se busque para entender o significado do amar sincero!

Aprendi a conviver com a ausência
como quem aprende a respirar debaixo d’água.
No começo doeu,
os pulmões queimavam de lembrança,
mas depois o corpo se acostuma
a viver com menos ar,
com menos riso,
com menos você.


Às vezes ainda emergem memórias
como bolhas —
estouram rápido,
mas deixam o peito pesado
por horas.

O sucesso.

Ser-se de sucesso, é sentir-se uma tsunami numa pocinha de água na estrada da vida.
Contido,sem alarde e com a respectiva humildade no bolso.
Para quem for bocejado pelo sucesso,e não importa que sucesso seja,não se deve tornar numa especie de Concorde.
Porque até o Concorde caiu e o Titanic afundou.

Às cinco, o verão despejou seu alívio breve
em fios de água densa, cortando o ar quente.
Um banho de frescor, um instante de sono
que a tarde cansada guardava em sua mente.

Às seis, o silêncio molhado se instalou.
O mar parou em tons de chumbo e de segredo,
como um pensamento pesado, refletindo
o céu que agora era doce, era rosa, era medo.

Que mistério é esse, que a chuva nos deixa?
O temporal passa rápido como um susto,
e no rastro da água, uma cor surpreende:
o horizonte pintado num tom quase injusto.

Rosa sobre o cinza, suavidade sobre peso,
a luz brinca com a sombra que a chuva trouxe.
É o contraste que ensina: após o aguaceiro,
o mundo respira diferente, mais largo, mais doce.

E nós, que testemunhamos a rápida mudança,
guardamos na memória este encontro de cores:
o mar grave e calmo, o céu tênue e terno,
unidos no crepúsculo, como dois amadores

da beleza passageira, que a chuva provoca
e que a luz do ocaso transforma em poesia.
É um momento só, um suspiro da natureza,
que fica na alma, mesmo quando o dia termina.

O Caminho da Água
​Sem alarde, sem voz, sem dura briga,
A água busca a senda, a trilha amiga.
Não quebra a rocha com furor ou pressa,
Mas beija a pedra, e mansa, atravessa.
​No silêncio da terra, ela se infiltra,
A paciência em cada gota filtra.
Não luta contra o monte ou o paredão,
Contorna a curva, muda a direção.
​De gole em gole, enche o vão profundo,
De pouco em pouco, ela refaz o mundo.
Onde era seco, a vida faz brotar,
Sem impor força, só a de continuar.
​Assim na vida, flui a lição serena:
A força bruta é gasta, se envenena.
Mas a constância, mansa e resoluta,
Encontra o mar, vencendo a disputa.
​Seja como a água, siga seu destino,
Com calma e graça, sábio e cristalino.
Pois no final, sem ter que combater,
É o fluxo suave que tem o poder.

Água e o fogo


O mundo pode temer o encontro do fogo e da água, mas você nasceu da floresta que dança com a chama.
Enquanto o Rato foge do Cavalo,
você cavalga com ele,não para fugir da sombra,mas para iluminar os caminhos que só os bravos atravessam.
Seu Tigre sabe:
o verdadeiro fogo não consome, ele
transforma o que já está morto em semente.

Quando a ansiedade bate.
O meu coração acelera.
Me sinto como uma gota de água no mar.
A mesma gota que cai dos meus olhos.

Pessoas são assim:
Sem te exigir nada te botam na gaiola e te dão um puleiro⁠, água e comida.
Já outros irão te ensinar a voar, caçar e localizar água de qualidade, com todo seu sacrifício e no final irão te entregar a liberdade...

PROMESSAS NA ENXURRADA
Olhei para o céu e vi uma imensa nuvem escura e dela começou a cair água cristalina;
Olhei de novo o céu e os relâmpagos cruzavam fogo com os raios resplandecendo sua luz em meio a escuridão
Novamente olhei para o céu, a chuva caia continuamente e dos céus as nuvens gritavam feito trovão
Trovão este que ensurdecia os que podiam ouvir e tremiam o peito dos surdos e, como se fosse a fúria da natureza, começou uma tempestade de vento, a chuva já não era mais cristalina, os relâmpagos já não tinham luz e os trovões faziam menos som que o desespero daquela gente
Quem não andava aprendeu a correr, olha o que o desespero faz com quem não quer morrer, a estrada se fechou com a lama na TV, o congestionamento faz um grande drama, e que fama
A chuva que lavava as calçadas para economizar um pouco d’água, hoje não enche nem uma bacia e as pessoas se tornavam cada dia mais vazias, querendo salvar o mundo até 2030 vendendo mais e mais hipocrisia.
E as dívidas, queimando mais que sol no deserto, nas prateleiras da cozinha, só o fundo de concreto de 4 em 4 anos eles aparecem e dizem que isso não é certo, você dá o seu voto pensando ser o correto .... Que bobeira ajudar alguém tão esperto!
Às vezes pensando no que fazer, qualquer bobeira pode ser, se deixa levar pelo que se vê, a fome é inimiga de quem não tem o que comer, não faz pergunta porque não sabe ler, mas corre de quem sabe escrever
E seus panfletos na calçada foram levados pela enxurrada, feito promessas que não valem nada e eu trabalhando com uma velha enxada, em meio a tempestade ou sol na cara.... Essa é uma ferida que no Brasil não sara!!!

⁠Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.

VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.