Poema água
Todos os dias eu dou água a minha flor
Todos os dias eu converso com ela
Cuidar dela é um prazer enorme
Mas me doi saber que ela nunca vai me agradecer
Nem se quer saber meu nome
Mas embora minha flor não cuide de mim
Não posso evitar de cuidar dela
AMOR EM ÁGUAS TURVAS
Seu amor era rio de água corrente,
Amainava o calor no dia mais quente.
Era piscoso e atraente...
Era navegável, límpido e perene.
Suas águas eram abençoadas,
Calmas e cristalinas.
Tinha desenvoltura,
Sorriso e postura.
Samambaias à margem, alegravam o passageiro,
Cascatas, ao som de cristal
Desfilavam elegantemente no desfiladeiro.
Suas cores variavam conforme a luz do sol,
Seu olhar marcante, belo como o girassol,
Dava guarida ao amor do amante.
Pena que tudo acabou!
Suas águas não são mais perenes,
Pede socorro ao som de sirenes.
O que era piscoso ficou viscoso,
O que era doce se acabou...
Suas águas cristalinas ficaram turvas,
Seu leito foi desfeito,
Seus meandros não têm mais curvas.
Seu perfume não cheira mais jasmim,
De seu verde, não sobraram nem relva e nem capim.
A culpa pode ser minha, pode reclamar de mim,
Não cuidei do jardim, como cuida o jardineiro,
Não semeei o verde, apenas colhi o maduro.
Não cuidei das formigas, abandonei o formigueiro,
Achando que não tinha culpa, pequei pela omissão.
Élcio José Martins
Estava eu no Rio de Janeiro, quando fui comprar água mineral para abastecer o apartamento que estava hospedado e Na fila que era para atendimento do público em geral, uma velhinha de uns 70 anos reclamou com o caixa que o atendimento a ela era prioritário. O atendente explicou que aquele era para todos os fregueses e que havia um caixa para o atendimento preferencial. Não adiantou, o xingamento continuava, o que fez com que uns argentinos que estavam passando suas compras e não entendiam nada do que estava acontecendo, principalmente pelos gritos e palavrões proferidos pela quase septuagenária, ficassem assustados com a situação surreal. Num repente esta senhora do nada, tentando envolver os outros da fila, vira-se rapidamente para uma outra senhora de uns 90 anos que estava na minha frente , olha-a e retorna o olhar ao atendente e opina: - olha rapaz , vc está me prejudicando não só eu, mas esta outra senhora que também espera na fila. Todos olham para a nonagenária e ela em alto e bom som, responde:- olha aqui, eu não te conheço e não me mete em suas confusões, cuida da sua vida e me deixa em paz, encosto.
Sinceramente quando ficar velhinho, quero ficar igual a nonagenária.
Roberto Auad
A inveja é uma esponja
que apesar da imensidão
do mar
quer pra si
a porção de água
que já está
em outro
entranhada.
Eu tenho tanta coisa
Que eu gostaria de falar
Mas as palavras fogem como água
Quando eu quero me expressar
A verdade é que eu me sinto
Sem forças pra continuar (caminhar)
A vida é muito inconstante
E nos prega muitas peças
Quem diria que um dia
Iríamos ter tantas promessas
De pessoas que só falam
Mas fazer não às interessa
Quem diria que viveríamos
A todo instante a nos perguntar
Do por que estarmos no mundo
Será que só foi pra chorar?
Por que a dor, ela existe
E insiste em nos acompanhar
Como seria interessante
Viver sem sentir dor
Não ter pesos em nossos ombros
Não sentir no peito o ardor
Das dores que a vida deixa
Junto com elas o amargor
É inútil falar tanto
Porque falando a dor não passa
Então eu sigo a diante
Sabendo que pra mim basta
Essa dor intolerante
Que no peito queima igual brasa.
À beira do mar. Tinha
uma casa, o meu sono
à beira do mar.
Alta proa. Por livres
caminhos de água, a esbelta
barca que eu governava.
Os olhos sabiam
todo o repouso e a ordem
de uma pequena pátria.
Como necessito
contar-te o espanto
que produz a chuva nos vidros!
Hoje cai fechada a noite
sobre a minha casa.
As rochas negras
atraem-me ao naufrágio.
Cativo do cântico,
o meu esforço, inútil,
quem pode guiar-me à alva?
Ao pé do mar tinha
uma casa, um lento sono.
Náufrago
Perdido, desperta desalentado,
Com o corpo aspergido da água, salgado do mar
A areia conglutinada na face e nas partes nuas do corpo
Em meio à angústia proporcionada pela cena,
Vagarosamente coloca-se de pé,
Na busca da compreensão do que fazia ali.
Olha o entorno e vê uma ilha
coberta de vegetação mista, com árvores enormes e verdes
exala o perfume das flores: gardênias, jasmins, lavandas, cravos...
Sobressai-se o cheiro inconfundível de mel das álisso...
O silêncio ruidoso de sua mente é quebrado pelo canto dos pássaros: pintassilgos, canários, corrupiões, azulões e corruíras - uma mágica sinfonia.
O céu azul, cintilante, reflete nas águas mansas
Sente uma leve brisa...
Um náufrago, confuso, à procura de uma saída.
Mesmo que sua alma sinta a doçura do lugar,
Como desvendar o mistério e partir?
O que era eu? Pergunta-se
E o que é essa saudade de alguém, de qualquer coisa que angustia?
Busca explicações, mas só encontra um vácuo dentro de si:
Uma ilha cheia, mas ninguém para lhe fazer companhia.
Como aquela, existem outras ilhas desconhecidas,
Construídas por mãos divinas...
Vê seu reflexo nas águas...em seus olhos uma dolorosa instabilidade, sem sentido.
A brisa é fresca, monta uma fogueira
Nela coloca as impurezas da ilha,
Aqueles gravetos, as lascas sem razão.
Espera encontrar alguém, embora ainda não saiba quem...
Sentado imóvel, olhando na direção do horizonte,
Ouvindo os pássaros, sentindo o perfume das flores,
ainda sente como estivesse naquela ilha cheia de vida,
Que embora tão real dentro de si,
é um tesouro abstrato da sua imaginação.
Até pode
A água pode significar força.
O fogo pode significar verdade.
O silêncio pode significar tolerância.
Um grito pode expressar liberdade.
Um sonho pode confundir.
A reflexão lhe dá sabedoria.
O loucura confunde a maioria.
Porém quem poderá julgar da vida o porvir.
Opiniões são dadas como remédio.
A imensidão ignorada.
Ainda que a exaustão Seja um tédio.
Desistir deixa a alma manchada.
O mundo é mágico.
Nosso agir é trágico.
Na verdade o ciclo de destino sempre ofende.
Porque os mistérios ainda vividos não se entende.
Giovane Silva Santos
Araguaia Água
Corre incontinente, ninguém pode te parar.
Marcha sem comando, mas, ordeiro e determinado a chegar.
Por onde irás, ninguém sabe.
Chegarás aonde? Quem saberá?
Sem pernas, segue o seu caminho.
Sem braços, carrega vida infinita.
Sem mãos, apanha a todos os que a ti se
se achegam.
E no seu ventre, há permanente concepção de vidas.
Araguaia, Água.
Araguaia, Rio.
Araguaia, meu fascínio.
Microconto
..
O elemental água se apaixonou pelo elemental terra.
Foi um relacionamento solidificado.
Não sou as palavras dos livros. Sou a ideia.
Não sou a água. Sou o manancial.
Não sou o céu. Sou a extensão.
Não sou a tempestade. Sou a gota.
Não sou o olho do furacão. Sou a chama.
Não sou o vulcão. Sou a cinza.
Não sou o mar. Sou a profundidade.
Não sou o rio. Sou a margem.
Não sou a floresta. Sou o orvalho.
Não sou a doce polpa da fruta. Sou a semente.
Não preciso de terceiros ou quantos.
Preciso de você.
Não estou fora. Estou dentro.
Não me busque. Já estou.
Você me tem. Eu não tenho você.
Quem sou para você? Posso ser o tudo que você deseja...
Reflexão
Uma poça cheia d'água continua superficial
A profundidade do poço vazio faz sua escassez colossal
O quão abundante é a duna permeando o deserto
E o quão irrelevante são os grãos que a erguem de modo incerto
SOMOS MULHERES
Nós mulheres, somos especiais,
como a água, emocionais,
como o fogo, passionais,
como a terra, maternais...
Trazemos do ar, um sopro de razão,
temos a beleza do coração
e a ciência da intuição!
Somos mulheres,
ternas e tenras flores,
duras e fortes, rochas...
A nós foi dado o poder da Criação,
pela força do Amor e da Paixão!
SABER CONHECER. 780
Márcio Souza.
De tudo que sabemos da vida é apenas uma gota d'água e o que dela desconhecemos é um imenso e infinito oceano.
Bebo um pouquinho da água de cada religião. Adoro orar, pensar em Jesus... No fim das contas, todas as religiões estão conectadas.
Cartas para Antônia.
Tô viajando em loucos descaminhos
Como uma gota d'água num absinto
Sem árvores, sem pouso, sem um ninho
Sou pássaro de um mundo indistinto
OBJETIVO
O poema é gota d'água que se abre num fio
e o solo vai beijando sem nunca parar,
pelos vales vai crescendo até fazer-se rio
e deslizando pela terra vai juntar-se ao mar.
Ali se transforma em barquinhos de espuma,
que navegam, aos milhares, o tapete gigante.
Unidos, sem temor, a desfazer as brumas,
até abrir-se o Sol de um Novo Horizonte.
Ter um amor que não é teu.
É como beber água no cantil dos outros.
Dar uma mordida no pão de alguém para saciar a fome.
É ficar de cócoras, por não ter onde sentar.
É olhar e ao poder tocar.
A Questão do Rio
-Olá Vizinho, sou o Rio, sou Água!
Fui feito para nascer da terra e caminhar até tú para que pudesse saciar tua sede, refrescar e brincar nos dias quentes, alimentar-te com meus peixes, limpar-te antes e depois de suas tarefas podendo também te levar comigo navegando até o oceano ou por diversos caminhos dos fluentes e afluentes, existo para também nutrir-te para que possa bem viver e amar, bem como toda fauna e flora, e só quero te perguntar,
por que me tratas como lixo??
Por que me usa como privada e descarta logo em mim seus dejetos?? POR QUE ME TIRA COMO LIXÃO??
logo eu...
ass: não rio mais
É tão gostoso amar você!! (sem que me queiras)
É como o mel que adoça os olhos,
Como água escorrendo pelo corpo,
Sem censura, livre entrega ...
Abraços , beijos, ternura...
Renascimento ... paixão...Ocaso...
Futuro que acontece...Busca...
Presente desfrutado...paz
Sofrimento acabado...AMOR!!
Amor que inicia ... a vida
Vida que começa sem fim....
Eterna...Vence a Vida e sua Morte!!!
Carlos Kau Romano/30022130
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