Planeta
"Quando te toquei em outro planeta"
Nos reconhecemos no instante em que as mãos se tocaram,
num planeta onde o céu tem três sóis e o vento canta em azul.
Ali, o tempo não tinha pressa,
e nossos olhos disseram o que mil vidas não souberam.
O calor da tua pele acendeu memórias adormecidas,
como se teus dedos desenhassem constelações
escondidas no meu próprio ser.
E eu lembrei.
Lembrei da tua risada no meio da tempestade,
dos teus olhos molhados nas tardes de despedida,
do cheiro da tua pele quando éramos poeira de estrelas,
da tua voz me chamando... em línguas que o universo já esqueceu.
Te encontrar ali — em outra vida, em outro céu —
foi como acordar dentro de um abraço antigo,
onde tudo o que é belo nunca se perdeu,
apenas esperou o toque das nossas mãos para renascer.
E entendi...
O amor viaja mais rápido que a luz,
mais forte que o tempo,
e mais infinito que qualquer cosmos.
Na sua passagem reencarnatória, aqui por esse lindo e querido planeta terra, use o perfume da energia divina do amor, em todas as suas relações, para que quando do retorno ao seu verdadeiro mundo, que é o espiritual, tenha elevado a sua alma a mais um degrau na sua escala evolutiva.
A destruição ambiental que se alastra pelo planeta não é apenas um problema técnico ou político — é, antes de tudo, um sintoma psíquico.
A forma como tratamos a Terra reflete, com precisão simbólica, a forma como tratamos nossa própria natureza interior.
De saco cheio do contexto nosso planeta terráqueo, buscando paz na natureza, só e contemplativo em busca de conexão, olhe pro céu, abra os braços e pergunte: cadê vocês! Quem sabe se um ancestral galáctico, saudoso e sensibilizado, o abduzirá. Quem sabe? Se nada acontecer, também não paga nada, até o momento, sem taxas ou impostos do fisco.
Não podemos ficar de braços cruzados, a partir de cada um de nós, tentemos melhorar o nosso planeta, começando por nossa casa, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, o nosso País e quiçá o mundo.
O nosso planeta vai esquentando, e o ser humano vai esfriando, matas vão queimando e nascentes secando por causa do humano insano e desumano, que vai causando a guerra de humano matando humano, derramando o sangue do irmão na terra, numa ação de destruição e poluição, vai poluindo o céu e o vento, e o chão que nos dá o sustento produzindo nosso alimento.
Geleiras derretendo, planeta aquecendo, corações endurecendo, matas queimando, amor esfriando,
fumaça e poluição, natureza geme de dor, ser humano de cuidador virou o maior vilão matador.
O que me consola é que nascemos no mesmo planeta dos santos, o que me apavora é que não conseguimos ter a grandeza dos seus corações
Se orar e rezar adiantasse alguma coisa.Se fosse realmente prático, nosso planeta seria um lar melhor com pessoas melhores. No entanto, orar e rezar é benéfico para acalentar a mente. Mesmo sendo um efeito placebo.
SENTINELA
A madrilenã é uma guerreira de pele tão branca
Que me passa lembrança de outros planetas,
De estações repletas de borboletas,
De memoráveis outonos em Florianópolis,
Vejo-a com a espada incandescente,
Cavalgando às savanas, destroçando dragões e alienígenas,
Galopa num puro sangue árabe,
Enfrentando espúrios e tiranos,
Que violaram leis e mancharam de rubro de sangue,
A honra dos espanhóis...
Voa no seu cavalo com a magia dos bruxos e o poder dos deuses,
Ela é a sentinela do sistema solar,
Vigia a via láctea, protege o brilho das estrelas,
Ela mergulha no mar com seu corcel,
Conversa com o polvo e com as baleias,
Canta com as sereias,
E renova o desejo e o encanto de amar
Pra se entregar nos bosques
Ao prazer e a magia delirante de ser mulher apaixonada e frágil...
INVISÍVEL
Essa cidade não sabe que eu sou de outro planeta
Que viajei na reluzente calda de um cometa
Sob uma chuva perene de meteoros incandescentes
Essa gente não sabe do que tenho
E não tenho e do que sou capaz...
Quando a solidão do inabitável
Castigava a terra com restos de estrelas.
A luz se impunha as trevas,
Então o Filho pregou o amor
E a justiça sobre as montanhas,
Esse soneto divino que é o existir
Não permitira ainda o orvalhar romântico
Sobre os jardins de Amsterdam,
Antes Moisés conduzira o êxodo
Sob o causticante sol do deserto
Eu estava longe de tudo e perto do nada,
E quanto mais perto de tudo,
Mais você se torna invisível,
As pessoas só veem o que lhes interessam...
Essa cidade não ouve nem lê
O que eu escrevo ou declamo
Não sabe dessa ternura mórbida
Que sacrifica os santos...
Eu tenho moléculas de hidrogênio e oxigênio,
Eu tenho a luz dos astros
E a melancolia impressa no olhar
Eu tenho a devoção dos mártires...
Essa cidade nada sabe de mim
Enquanto a lua dança num eclipse
E o arco Iris listra o firmamento
O apocalipse se revela...
Silenciosamente eu canto,
Eu toco um violino e a harpa...
Uma harpa angelical me acompanha...
Transitório
Vejo da minha janela
O planeta estilhaçado
Onde reina o desamor
Com cada um pro seu lado.
Não vejo mais caridade
Somente atrocidade
Num mundo contrariado.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
A cada nascimento no planeta Terra é uma alma que se perde para os mundos espirituais e ganhada para a prisão chamada "vida".
mulheres sao tal como as aguas do planeta. 70% impropria para o consumo e 30% propria para o consumo cuidadoso, para que nao se extinga...
