Pessoas Nostálgicas
FANTASIA
Desiludir-se
desistir da fantasia
Abraçar a nostalgia
Caminhar à margem da vida
Despertar-se
Aceitar os seus limites
Refrear seus apetites
Comprar passagem só de ida
Conformar-se
Jamais ousar se aventurar
Se reprimir, deixar pra lá
Encarar a crueza da lida
Sabotar-se
Tornar sonho em pesadelo
Seguir tristonho, enxugar gelo
desprezar a destreza contida
Hoje fomos a um lugar qualquer para falar de coisas esdrúxulas e nostálgicas, um quebra cabeça onde as peças foram perdidas e as palavras foram rendidas.
Nostalgia é bom. Saudade não!
Pois nostalgia é a boa lembrança de tudo aquilo que se viveu…
E a saudade é tudo aquilo que nunca se teve…
De tudo aquilo que se foi e talvez nunca mais volte!
Um simples fato em um pequeno instante gera um grande momento de beleza e nostalgia, que será recordado por toda vida.
Queria voltar a ser criança
numa época onde não havia nostalgia, ou erros
tudo era apenas novo ou entusiasmante
agora cada passo é um erro
gerando arrependimento constante
ou duvida sufocante
e cada dia parece mais dificil
de controlar o medo aqui dentro
e se viver for um sacrificio
talvez eu nao esteja pra pronta
pra tantos desentendimentos
não quero criticar a deus
nem a quem me criou
eu só quero saber
se sempre fui quem sou
ou se mundo é perverso o bastante
pra te fazer desacreditar
de perder os sonhos
guardar a alma
e não mais usar
Mais um dia
de (sol)dade,
onde a poesia
é transformada
em nostalgia.
Mais um dia
vazio de abraços,
onde até os sorrisos
são ausentes, e nos olhos
as lagrimas escapam.
Mais um dia descartável.
Mais um dia sem você...
Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida
E inspirou-nos a revermos o dia
Assim foi Manuel Bandeira.
A energia que conduz à magia,
De mil maravilhas sem fim,
É a condução da nostalgia,
Em Alice, principio e fim.
Na vida só se ama uma vez,
De Raul Seixas se tem a lucidez,
De um amor sem dimensão,
Alice tem um avô, Einstein, o pensador,
Da fluidez do coração.
Das artes se pintou uma amante,
Ao som dos Beatles és a pequena sereia,
Da genética vai crescendo a estudante,
E de Alice ao antídoto perfumante,
Do amor-seixas de Carlos Vieira.
Todos possuem uma dor, algo para se preocupar dessa nostalgia, e uma das nossas dores humanas é não ser amigo e ainda ter utopicamente tudo para reclamar, até poesia.
E canto a nostalgia de uma vez
inebriado por teu olhar em fantasia
que timidamente ousava, talvez
O brio insano dos olhares em demasia.
E o teu corpo salpicado de ilusões
que os meus sonhos salteavam
Poetizando mil corações
que ao redor do seu se despedaçavam.
E do teu olhar, daqueles breves olhares
que o tempo cintilava junto aos meus
Se vai as visões inebriadas e desesperadas,
Do meu olhar procurando o seu.
E eu canto a poesia das invenções
que encenou as suas melhores versões
De um amor que meu amor viveu
E já dizia as vagabundas desalmadas,
Que saíam gritando pelas ruas abandonadas:
- as estrelas brilham, ainda brilham,
ainda brilham essas ruas desoladas,
Aos céus elevo o meu canto
ao encanto dos anjos, oferenda a Zeus,
De um amor que meu amor viveu.
Se existe amor,
a vida se reinventaria,
E a dor seria apenas o olor
Do próprio amor em nostalgia.
Mas se existe amor,
O sol seria a dois, amarelando o universo,
E o vinho entorpeceria a razão,
Em um mundo duplicado, lado a lado,
Onde o amor poetizaria as tolices do coração
A ordem seria o inverso
De um horizonte sem imensidão
Coroando os nossos às de luz,
Nos estilhaços apagáveis da ilusão.
E se existe amor, o meu amor cantaria.
E viveria de canção, seja lá onde for,
Mas canção também se canta na dor,
Porém, de amor morreria,
Se existe amor?
Mate-me aos poucos,
a poesia é uma apologética densa,
desprezível e execrável.
Mas é a nostalgia inquieta de um desgraçado,
o êxtase de uma loucura equivocada,
pois, somos, somos equivocados.
Somos, pois.
Poetizaram as próprias incorreções,
que covardia para com a língua bandeiriana,
os sinônimos são covardes desde sempre.
dede sempre.
São equivocados mesmos,
pois a poesia que tenho é uma voz,
o sangue coalhado dos revolucionários de Princesa.
A minha voz não se equivoca,
os equivocados se equivocaram pois tinham verdades,
apenas verdades que as tinham.
Enobreço-me, pois, a minha mentira,
e o meu sangue, é da cor de todos,
mas que se alva, e se? se alva!
Na comelança dos dias ocos,
dias de talvezez e dias já diários que se doutrina:
— a farsa zuadenta de minha alma,
a poesia surda da duvidada esquina
Quando em meus devaneios,
sinto-me afogar em um mar de anseios,
refugio-me na nostalgia.
Me acalma lembrar das glórias que tive, pois do porvir nada sei,
mas sei do que já fui um dia...
Dia cinza e nostálgico, as coisas parecem acontecer silenciosamente, os passáros cantam timidamente, na mente vagas lembranças, no peito saudades.
Saudade do que já vivi e do que ainda irei viver.
La fora a chuva passou, aqui dentro um fino chuvisco permanece.
Um dia desses eu estava bem nostálgica... Senti algumas saudades, de coisas simples, como tomar um café com uma amiga, dar aquele abraço apertado, passear sem medo. Desde o começo dessa pandemia que só saio para o que é extremamente necessário. Senti outras saudades também, a dos sonhos adiados.
Mas uma voz amiga me lembrou: Gratidão, você está aqui! As dores da saudade se tornam menores diante da gratidão. Nesses meses de pandemia fui acometida por algumas curas, da alma. Outras seguem em processo de cura. Também o medo que me aprisionava cedeu mais espaço para a fé, mas não para o descuido. Na verdade ela já me cobria. Mas descobri uma força maior, experienciei o amor do Pai mais intensamente. Não que Ele não estivesse presente antes, e não que eu não o tenha percebido em outros momentos, pelas graças e milagres, mas obtive uma percepção maior do Seu amor. Sinto mais Deus em mim. Às vezes, cegos pelos medos e dores, não o sentimos ao nosso lado. Às vezes não entendemos Seus propósitos, mas somos pequenos demais para entender. O que precisamos mesmo é ter fé. E confiar que nada foge ao controle de Deus. Mas nós realmente precisamos fazer a nossa parte.
Quanto às minhas saudades, estou transformando-as em luz, ressignificando-as e enviando preces para aqueles que nessa pandemia sofreram duras perdas. E cada vez que vejo alguém perder as esperanças no Pai, eu sofro e penso: Não! Não deixa de acreditar, Deus está aí, sinta! A dor do outro é minha também. E eu oro por pessoas que nem sabem. Vamos criar uma corrente de amor e fé, no silêncio de nossas casas. Vamos ser gratos e elevar nossos pensamentos em prece pelos que sofrem. Vamos cuidar das nossas dores também, entregando-as a Deus.
Que sejamos curados, supridos, aliviados. Que também nos transformemos em pessoas melhores. Que saibamos plantar no solo sagrado da vida as boas sementes, para que nossa colheita seja farta e justa. E que lembremos sempre, Deus tudo vê.
Paz e luz para todos.
E então diga -me que se perde em minhas doces palavras...
E se encontra através da nostalgia das musicas...
E assim me sentes perto de ti💕💋
