Pessoas Nostálgicas
Sentimentos de paz, nostalgia ou de remorso, são na minha não tão humilde opinião, apenas sensações passageiras, que te forçam viver o agora, as vezes ate com um gostinho disfarçado de "propósito".
Saudade é um sentimento profundo e único, que envolve a ausência e a memória. É a nostalgia de momentos vividos, a falta de pessoas queridas e o desejo de reviver experiências que deixaram marcas no coração. É a mistura de tristeza pela distância e alegria pelas lembranças, um lembrete constante de que aquilo que amamos sempre permanecerá conosco, mesmo quando não está presente fisicamente.
NAVIO
Lá vem ele,de novo
Movimentos vão, e nostálgicos
Flutuar no infitino, se perde no horizonte...
A maturidade se encontra com o feliz ser imaturo, cheia de desejos nostálgicos, sabendo que, apesar de tantas mudanças, nada mudou, que o fim não existe e tudo não passa de um recomeço ou parte de um percurso. O sabor daquilo que foi bom ainda permanece na memória gustativa do ser, as lembranças da dor ou cicatrizes, são incapazes de impedir um novo salto, uma nova corrida, uma nova tentativa, o olhar no horizonte demonstra a estrada construída com tijolos de sonhos encaixados um a um, o alçar de um novo passo demonstra a firmeza da saída e o purgar expila todo mau acumulado que impedia a cura.
... As palavras podem suscitar todas as emoções; pasmo, terror, nostalgia, pesar... As palavras podem desmoralizar uma pessoa até a apatia ou espicaçá-la até o deleite, podem exaltá-la a extremos de experiência espiritual e estética. As palavras têm um poder assustador.
A minha nostalgia é a sua ausência em minha vida. Eu fiz de tudo para proteger este amor, mas o destino não quis albergar este sentimento clandestino.
A vida é feita de emoções; por isso amar-mo-emos sem medo nem decepções; o amor e feito de esperança para demostrar confiança a que nós esperamos,
o amor é feito de lágrima quando contrariamos os seus caminhos e desejo.
É o sentimento mais nobre que os seres humanos possuem; entretanto valorize-o!
“Soneto” da Noiva
A noite cai à nostálgica sombria vem...
Não existe nada mais triste que um adeus deixado por sobre a terra fria.
Que funda mágoa, que mistério encerra por causa do amor.
Seu pranto é feito como geada fria, que traz o dia da grande dor.
Noiva do sonho, a demandar um beijo, buscado alento por um amor defeito.
Andando, por entre as nuvens, sonolenta...
Segue-lhe os passos, nessa marcha lenta.
Das estrelas o pálido cortejo.
Aos dúbios raios do luar, parece ver um anjo de vestes claras...
Caminhando na mesma direção clamado pelo amor ausente...
Adorando, ergue uma prece.
E pensa que é sua alma disfarçada...
Em noite que, no espaço, anda vagando...
Num manto de agonias rebuçadas.
Buscando um caminho para sua estrada.
No silencio da noite acorda assustada...
Por ver sua alma desamparada.
Na busca pelos anseios da vossa alma.
Não encontrando nada volta dormir.
Viva no hoje se quer ter lembranças amanhã!!
A inquietude pelo futuro, e a nostalgia pelo passado não devem ser uma prisão, tão somente um lembrete de que tudo é agora.
E voam anjos...
...
...eu os vejo pela janela...
e pra eles sopram os ventos nostálgicos...
E a efígie acorda os sentidos... As emoções...
procuro na memória momentos perfeitos...trilhas perdidas...
Alucinação... no orvalho da manhã
somente o teu rosto esculpido na vidraça
por meus dedos... Desnudos...
O real e o irreal da paixão nos permite viajar
Na brandura do tempo... E no meu silêncio existe um mundo intenso
De sons...na metamorfose dos meus sentires!
Embriago-me de solidão...!
Amargura-me a noite sem lua...
A nostalgia toma conta de mim
E entre soluços deixo navegar lágrimas que queimam
A minha face e sem pressa escorrem...
Entre as pálpebras fechadas...
Esqueço-me das horas que passam
Para pensar num passado ainda tão presente
E atravesso a sagacidade das lembranças
( eu quase as esqueci)
E eu ali quieta esperando encontrar
Não sei bem o que?!
Num momento em que o céu não tem estrelas...
Nem brilho... Num desencontro fulgente...
Dos eternos amantes...
Noturna inquietação de sentires
Embriago-me de solidão
Afago meu peito e lá está a paixão...!
Nostálgicos eventos
Me deixam com saudade
Uma saudade distante
Distante idade
Um engasgo poético
Nessa fatídica sociedade
Seria um engasgo profético
Provocado pela dor aguda
De quem fora o vilão responsável
Por toda patética pontiaguda
A uma população que não aguenta mais
A idiotice de um Governo que não ajuda
E escreves por um pecado lastimável
Causado por um tresloucado
Que endoidecido das loucuras
Usa das palavras armamento pesado
Contra uma população indefesa
Condena um pobre desavisado
Que nesta próxima ação
Entre em cena a dor
A mesma vilania provocada
Que se ache no conforto o favor
Que se detone a mina explosiva
No colo do mais infame amor
O barulho dos carros na rodovia
De madrugada o silêncio à nostalgia
Os tempos hoje são tenebrosos de verdade
Não me causam alívio nem saudade
As luzes distantes, um brilho de agonia
Rostos desconhecidos na noite fria
Caminham sem rumo, na mesma cidade
Onde se perde a essência, a identidade
Mas em meio ao caos, surge a esperança
No coração de quem ainda tem confiança
Que o amanhã trará paz e claridade
Renovando a alma com nova realidade
Entre o verso nostálgico e a melodia saudosa, percebo que a saudade é uma canção eterna, uma composição que nunca deixará de tocar em meu coração.
