Pessoas Distantes
Há corações que, mesmo distantes, nunca deixam de se pertencer. O amor verdadeiro é uma ligação que vai além do espaço e do tempo, que permanece intacta, mesmo quando os corpos não estão mais juntos.
Quando o amor é verdadeiro, a atração se torna constante, e até as memórias mais distantes ganham um toque adorável.
Os momentos mais difíceis
da nossa vida, não é quando
estamos distantes de quem
amamos!
Mas quando estamos perto
e mesmo assim nos sentimos
distantes.
Os pássaros ressoam melódias
Que estão escritas nas distantes estrelas
As águas caminham sobre a praia
A lua usa do seu brilho pra exaltar a sereia
Minha alma aquece nesse gélido momento
Em que o vento leva toda a solidão
Meus descalços passos me dão sentimentos
Que se moldam em asas com cor de paixão
Se eu seguir o brilho pintado no mar
Posso até achar um pote de alegria
Quero desenhar e pintar na lua
O meu tesouro feito da mais pura magia.
Seraphina era apaixonada por mapas, culturas e lugares distantes.
Desde pequena, gostava de geografia.
Seraphina dedicada estudante, sempre buscava aprender sobre as maravilhas do nosso planeta. Seus olhos ficavam brilhantes ao falar sobre paisagens e climas que existiam pelo mundo.
Seraphina foi cursar a faculdade em uma cidade vizinha ao seu estado, arrastando também, sua irmã Sephora,.
Seraphina formou-se professora, graduada em geografia. Casou-se e teve Celeste, sua única filha, hoje motivo de orgulho.
Com o passar dos anos, Seraphina se tornou uma respeitada professora, por seu comprometimento com a educação. Seus alunos não apenas aprendiam sobre mapas e coordenadas, mas também descobriam o valor de respeitar e cuidar do nosso planeta.
Sephora, também graduou-se, mas não optou ser docente. Preferiu
continuar em seu trabalho, secretariando uma instituição de ensino, ora então graduada, alçou uma melhor posição. Sephora casou-se, tornou-se mãe de Cândido e Romeu, mas esta é outra história...
E assim, Seraphina vem deixando ensinamentos por aí!
“Dois pontos distantes” Poema
Entre linhas escritas eu vi...
Doces palavras de amor.
Cujas palavras escritas...
Deixaram marcas profundas e dor...
Entre linhas escritas eu vi, o nascer de um grande amor.
Recitando verso suave como o cantar do Beija flor...
Pousado na copa frondosa...
Sentindo o perfume das rosas...
Nascia um grande amor.
Entre as escritas eu o vi...
Como um raio de luz...
Entrando em minha janela.
Era a escrita mais bela...
Dizia frases singelas que toda mulher espera...
Ouvir de um grande amor.
Suas palavras escritas...
É a Luz mais infinita
Iluminando todo meu ser...
Transmitindo a essência do seu amor.
De repente você surge entre as minhas linhas escritas...
Cuja voz é suave como a voz de anjo, através de meu sonho...
É como a voz dos anjos em uma só sinfonia...
Como um raio de sol dourado ao raiar de um novo dia.
Imagino seu olhar...
Vejo-o como as estrelas mais brilhantes...
São dois pontos distantes.
Suspirando todo instante...
Desejam sempre...
Se amar.
A Lótus que Veio da Noite de Paris.
O século XIV envolvia Paris em névoas frias e sinos distantes. Naquele cenário de becos estreitos, enfermidades que ceifavam esperanças e uma cidade dividida por crenças e paixões, dois jovens encontraram um ao outro como quem encontra uma estrela caída em plena terra. Éloise, com olhos de alvorada cansada, e Mathieu, aprendiz de iluminador de manuscritos, descobriram-se destinados desde o primeiro toque das mãos.
Amavam-se com o ardor silencioso dos que sabem que cada instante é ouro. Lutaram contra a miséria, contra as dores físicas que o tempo lhes impunha, contra a indiferença dos que zombavam de sonhos simples: casar-se, formar uma família, colher o pão que o próprio trabalho oferecesse. Foram ternos um com o outro até nas febres, na fome, nos invernos impiedosos da alma.
Quando a Noite de São Bartolomeu cobriu Paris com o sangue dos inocentes, eles fugiram por ruelas que pareciam gritar, protegendo um ao outro como se fossem muralhas vivas. Mas o destino, numa dessas esquinas onde a história decide seu rumo, tomou-lhes a carne. Caíram abraçados, misturando as últimas palavras numa promessa: “Se eu partir, te buscarei. Se te perder, te encontrarei.”
No mundo das almas, despertaram separados pela espessa névoa que antecede o esquecimento. Procuraram-se, chamaram-se, vagaram por décadas que pareciam séculos. Enfrentaram regiões sombrias onde o eco da dor faz tremer até os espíritos valentes. Passaram pelos domínios de Hades, atravessaram o torpor quase fatal do Lete, onde memórias se desmancham como tinta na água. Viram, com os próprios olhos do espírito, os abismos semelhantes aos descritos por Dante Alighieri, onde almas perdidas repetem dores que não compreendem.
Eloise e Mathieu resistiram.
Chamaram um ao outro com a força de um amor que se lembrava mesmo quando a memória tentava se desfazer. Desafiaram os ventos que queriam dispersá-los. Até que, numa região de luz tênue, avistaram-se. Não correram: flutuaram um para o outro, como se a eternidade inteira os puxasse para o reencontro. Tocaram-se e o toque incendiou universos.
Naquele instante, compreenderam que jamais suportariam outra separação. O amor que possuíam não desejava apenas viver; desejava ser.
Decidiram, então, um gesto extremo e sublime: renascer não como dois, mas como um só ser, impossível de ser fragmentado pelas sombras, pelos séculos, pelos mundos.
E reencarnaram.
Transformaram-se numa única flor de lótus de luz, pulsante e pura, flutuando eternamente nas mãos seguras de Buda, como símbolo do amor que atravessou mundos, mortes, infernos e esquecimentos e venceu.
Ficaram assim, unidos para sempre, não como corpos, mas como essência; não como promessa, mas como eternidade. Porque um amor que desafia tantos véus não precisa mais temer o tempo, a morte ou o destino.
O amor de Éloise e Mathieu não apenas sobreviveu ao aço e ao fogo das mortes da Noite de São Bartolomeu; elevou-se acima de todas as geografias da dor e se tornou luz permanente. No gesto de reencarnar como uma única flor, compreenderam que a verdadeira vitória sobre o sofrimento é transformar-se no que nenhuma força pode destruir. Tornaram-se imortais não por fugirem da morte, mas por transmutarem o próprio sentido de existir.
E hoje, na lótus de luz que repousa nas mãos de Buda, vivem o triunfo silencioso que só o amor absoluto conhece.
Marcelo Caetano Monteiro.
A maior parte do nosso tempo,ficamos rondando,procurando a felicidade em lugares distantes,sendo que ela está tão próxima de nós,mas não a enxergamos!
Transbordo em emoções.
Daí escrevo...
Singelos versos pra ti.
Estamos distantes,
mas tu moras
em mim.
Levo - te comigo,
caminho por entre
flores, vejo cores,
sinto paz.
E o meu sorriso se ilumina,
por pensar em ti.
Sou sua cúmplice nesse
sentir que faz
minh' alma serenar...
Transbordo em emoções.
Daí escrevo...
Que o amor que sinto
é puro e verdadeiro.
Seu olhar me inspira
a rabiscar.
Seu jeito de ser
faz - me sonhar.
Só você faz a poesia rimar.
Só você faz meu coração acelerar.
Transbordo em emoções.
Daí escrevo...
Que só há você no meu olhar,
amor mais lindo
que Deus pode me enviar.
Aluno: Mestre, por que meus sentimentos parecem tão distantes quando penso demais?
Mestre: "A obsessão pelo pensar nos distancia daessência do sentir."
Pensamentos distantes, que vai pelo ar, que vem sufocante, atravessa o tempo, são raros os momentos, que não há tenho em meus pensamentos, Angel sem asas, de sorriso largo, encanta até a si mesma, que rara beleza.
